Notas iniciais
Bem, aqui não tenho muito o que falar, mas por favor, LEIAM AS NOTAS FINAIS!!!! :D Lá eu esclareço algumas coisas que acontecem ao longo da fic. Desculpe pela fic ser meio grande D: Não sei se seria a melhor idéia fazer uma twoshot, mas, a vida é assim mesmo, espero que tenham paciência para lerem até o final ♥ E bem, boa leitura!

Novamente, o mesmo grupo que havia se unido no terceiro ginásio na noite anterior, se encontrava no mesmo lugar.

E nada mais eram do que Kuroo, Lev, Bokuto, Akaashi, Tsukishima e Hinata. O mesmo grupo problemático que por eles esqueceriam até o jantar em prol dos treinamentos. Exceto por Tsukishima e Akaashi.

Entretanto, naquela noite, até mesmo Lev, uma das pessoas mais densas daquele acampamento, conseguiu captar uma pequena tensão entre os capitães que se encontravam no local. E o por que desta? Ninguém sabia responder ao certo, e por incrível que pareça, nem os dois próprios sabiam, mas ela se encontrava ali de qualquer forma.

Era estranho, pois após entrarem no ginásio, o simples gesto de encostar os ombros ou um leve esbarrão entre os dois, seus corpos automaticamente se retraíam, ou sentiam uma leve urgência na boca do estômago. Honestamente, esses sinais estavam os assustando.

E por se encontrarem em uma situação meio confusa, optaram a fazer o mesmo de sempre, fazer piadinhas constantes, irritar ou provocar um ao outro e enquanto jogassem, tentavam se mostrar superior do que o outro naquele esporte que tanto amavam.

Porém hoje em especial, parecia que os dois queriam se superar em questão de tudo, e infelizmente a categoria de provocações estava como uma das primeiras escolhidas.

"Oho, quer dizer então que o 'Grande Bokuto' já está se cansando?" – Disse Kuroo se aproximando da rede, ficando cara a cara com o outro, dando o seu típico sorrisinho.

"Hoho muito engraçado meu amigo." — Respondeu com uma risada seca – "Mas acho que posso dizer que é justamente o contrário, certo? Olhe para si mesmo." – Disse dando um sorriso vitorioso, enquanto observava o garoto na sua frente do outro lado da rede, de cima a baixo, para logo em seguida engolir em seco.

"É... Pode ser..." – Continuaram a se encarar profundamente em silêncio, e aos poucos, sem nem perceberem seus rostos iam se aproximando cada vez mais, lentamente, até que por um berro do Hinata (ou teria sido o Lev? Não importa.) fez com que os "acordassem" de seus respectivos transes, e percebessem o quão próximos seus rostos estavam, fazendo com que se afastassem rapidamente.

O que tinha acabado de acontecer, não tinha acontecido nada parecido durante todo o dia, a não ser as provocações costumeiras. E todos se encontravam confusos, provavelmente essa tensão estava cada vez maior.

Porém havia uma pessoa sana ali, que poderia tentar resolver essa situação.

Akaashi vendo que nesse ritmo eles não produziriam nada, decidiu que o melhor seria que finalizassem o treino por hoje. Procurando por um relógio de parede mais próximo, viu que de fato já deveriam ter fechado essa quadra a pelo menos a uma hora atrás, e afinal, ainda precisavam se alimentar para manter as energias, e vendo como os capitães ainda não tinham se acertado direito, teve a seguinte ideia.

"Bokuto-san, Kuroo-san, nós teremos que ir embora por agora, daqui a um tempo não saberemos nem se ainda irão servir o jantar. Amanhã teremos tempo o suficiente para treinar." – Falou calmamente.

"Maaaasss Akaaaaaasshiii!! Agora que eu tinha terminado de me aquecer!!" – Choramingou o capitão da Fukurodani.

"Sim! É verdade! Estávamos começando agora!" – Já concordou Hinata ficando ao lado do pobre capitão, que já se encontrava desolado. O menino se encontrava com a mesma energia de sempre, realmente, parecia que tinham começado agora.

"Mas eu ainda quero treinaaaarrr..." – Disse Lev tristemente enquanto se arrastava aos pés de seu capitão.

"Já eu irei me retirar por agora, boa noite." – Educadamente Tsukishima foi indo embora.

Uma série de "boa noites" foi dita.

"Sinto muito mas temos que ir, faz algumas horas que não tivemos uma refeição apropriada. E Bokuto-san, Kuroo-san, vocês poderiam guardar o que foi usado aqui no ginásio e o trancar, por favor? Nós esperaremos vocês no refeitório." – Disse o levantador, esse talvez fosse o único jeito de acertar as coisas.

Kuroo durante todo o tempo esteve só observando a algazarra que havia se formado entre os estudantes, pois afinal, concordava com Akaashi, já tinham passado da hora de irem comer algo. Mas após ouvir o que o levantador tinha dito, se perguntou por que deveria ser ele e aquela coruja berrante a ficar por último.

"Por que tem que ser eu e aquela coruja besta a ficar aqui?" – Perguntou apontando para Bokuto, com uma pitada de irritação em seu tom.

Akaashi enquanto se retirava da quadra carregando dois bebês chorões consigo, respondeu:

"Talvez vocês mesmos descubram." – Após responder, continuou seu caminho, deixando um Kuroo bem confuso para trás.

Então eventualmente acabou vendo que não tinha nenhuma escapatória, resolveu aceitar o seu destino com um longo suspiro. Agora viria a pior parte.

"Bokuto... Se levante, vamos arrumar logo isso tudo." – Disse calmamente enquanto se aproximava do amigo.

Só que dessa vez ele não ouviu nenhuma resposta, então, levantando a cabeça depois de pegar algumas bolas espalhadas pelo chão, viu que o amigo havia o ignorado e se encontrava deitado no chão, de costas para Kuroo.

"OI! BOKUTO! LEVANTA LOGO E VENHA ME AJUDAR!" – Esbravejou o pobre capitão.

E novamente foi ignorado pelo outro.

Raivosamente, andando em passos firmes e largos até o amigo, ao chegar perto do outro, foi se agachando e soltando as bolas de vôlei que carregava consigo, afinal, tinha que deixar seus braços livres para estrangular esse problemát--

"Oi, Tetsu."

O rapaz que foi chamado, acabou parando no meio do caminho.

"Ah, agora você quer falar né? Percebeu que estava correndo perigo e resolveu agir!" — Kuroo pensou, fazendo uma expressão como se ele o que ele tivesse certeza que o que tinha acabado de pensar era a verdade.

"Bro... Eu estava pensando..."

"Ohoho, que bela novidade não é mesmo?" – Disse Kuroo dando um sorriso sarcástico

"Cara, não precisa ser rude tá bom?" – Falou Bokuto, fazendo uma cara emburrada.

"Ok, ok, foi mal." – Disse Kuroo se desculpando e levantando as mãos em sinal de rendição.

Porém, o rapaz de cabelos negros, cansado de manter os braços no ar (afinal, o treino também foi exaustivo) acabou amolecendo os braços, os deixando descansar em cima de Bokuto, e novamente, ambos sentiram um leve arrepio percorrer em seus corpos, fazendo seus pelos se eriçarem e seus corações baterem um pouco mais forte.

E pouco a pouco, essa sensação foi se tornando mais familiar aos dois, se tornando mais bem-vinda; mesmo que tivessem um certo receio do por que dela.

"Bro, v-v-você também sentiu isso?" – Bokuto perguntou se virando com um olhar de surpresa, mesmo que ainda se encontrasse deitado, mas agora estava totalmente de frente a Kuroo.

"..." – Kuroo se manteve em silêncio com uma expressão como se tivesse analisando o que o outro capitão tinha acabado de dizer. Até que se pronunciou.

"Bro, não tinha uma frase melhor não? Essa daí é no mínimo clichê e é quase um mem—"

"Poxa, eu tentei ser aquele cara legal, gentil, sabe? Educado, que sabe como tratar uma dam—"

"Garotas gostam de 'bad bo—"

"ISSO É MENTIRA! CALÚNIA!" – Aos poucos Bokuto ia se levantando, e quando percebeu, estava já sentado em frente ao amigo, gritando.

"PARE DE ME INTERROMPE—"

"É PORQUE TUDO QUE VOCÊ DIZ NÃO CONDIZ COM A REALIDADE!"

"DÁ PRA PARAR DE ME INTERROMPER?!"

"..."

"Obrigada."

"..." – Bokuto se manteve em silêncio, até que não pode segurar um risinho.

"Bro... Pfff.. Para de rir, sua coruja estúpida" – Disse Kuroo botando uma mão na boca, tentando manter uma pose séria e evitando ao máximo para não rir, sem sucesso.

"Eu não estou rindo." – Respondeu com um tom de deboche, mesmo que um sorrisinho estivesse se forçando a aparecer no seu rosto, não combinando nada com o seu tom de voz.

Novamente se encararam.

E explodiram inevitavelmente em boas gargalhadas.

"BOKUTOO!!... HAHAHA ME AJUDE! AHAHAHA" – Kuroo continuava a rir, enquanto tentava desesperadamente pôr um fim em suas risadas, secando falsas lágrimas, quase rolando no chão. E quando começava a se estabilizar, ouvia a risada contagiante do amigo ao seu lado, e sempre acabava rindo ainda mais.

"CARA... HAHA COMO EU VOU AHAHA... TE AJUDAR?? AHAHAHAHA OLHE PARA MIM!!" – Bokuto dizia entre as gargalhadas, com bastante dificuldade, enquanto quase caía para trás segurando sua barriga.

O fato de terem ficado interrompendo um ao outro de propósito e ver suas respectivas reações, provavelmente já era algo comum em suas conversas, uma "brincadeira" recorrente. E existem altas chances de que eles sempre acabavam rindo bastante de toda essa estupidez. Pff.

Após passarem uns três minutos rindo, começaram a se acalmar, de verdade. E o mais "centrado" dos dois, teve que começar a agir novamente.

"Ahem! Certo! Bokuto, levante-se! Nós temos que terminar de arrumar logo tudo isso." – Disse Kuroo enquanto ia se levantando do chão, ainda com um sorrisinho.

Mas Kuroo não chegou a se levantar por completo do chão, e quando percebeu havia se sentado ao lado do amigo de novo, sendo que foi puxado pelo o mesmo, e os poucos sua irritação voltava.

"Bokuto! Estamos sem tempo para mais brincadeiras agora! Vamos, se levante! Temos que arrumar essa quadra."

Porém o rapaz ao seu lado continuou em silêncio, e Kuroo estranhando a atitude do amigo, teve que intervir de alguma forma.

"Bokuto... O que houve?... Por que está tão silencioso? Isso não é do seu feitio."

E de novo, não recebeu nenhuma resposta.

"Koutarou, olhe para mim."

O capitão da Fukurodani, ao ouvir o tom de voz do amigo mudar drasticamente, e ainda por cima ter usado o seu primeiro nome, decidiu que tinha que o encarar de frente logo. Mas não esperava dar de cara com o olhar de preocupação do outro. E tentou desconversar a situação.

"Ahhh, você sabe né? ‘To nervoso por causa do próximo torneio que está chegando... E tudo o mais, sabe como é, certo? Haha." — Disse enquanto coçava a nuca dando um leve sorrisinho.

"Sim, sei muito bem como é... Nós ficamos bem nervosos... Ainda mais por sermos capitães e etc." — Concordou o outro. Bokuto por pouco não soltou um suspiro de alívio, mas de qualquer forma...

"Mas Bokuto, eu sei que não é isso. Apesar de ficarmos nervosos, em três anos que eu te conheço, você nunca ficou assim, e mesmo que seja o nosso último ano definitivo no colégio, não creio que só agora você ficaria assim, não faz sentido para mim. E eu te conheço.” – Retrucou Kuroo, e dessa vez olhando no fundo dos olhos do amigo. "Agora, me responda, o que houve?"

Bokuto dessa vez não pode deixar de soltar um suspiro, mas dessa vez, de derrota, pelo visto tinha um grande amigo consigo, afinal de contas.

"Ok, não consigo esconder nada de você mesmo né?" – Sorriu timidamente.

"Pois é, infelizmente não." – Respondeu dando um sorriso orgulhoso, e se sentando para mais perto de Bokuto. "Mas anda, fala."

"Oookaaay... Bem, você sabe né? Quando eu disse que estava pensando em algo... Estava pensando naquilo que a gente sentiu, ou pelo menos acho que a gente sentiu." – Respondeu nervosamente enquanto virava o rosto na direção contrária de Kuroo, parecendo uma coruja de verdade.

"Ah... Isso." – Disse Kuroo, e instantaneamente corou das bochechas ao pescoço, olhando fixamente para o chão. Engraçado que, quem olha para esse rapaz, pensa que ele é alguém do tipo "pegador" ou até mesmo "quebrador de corações" mas para um bom entendedor, como Bokuto, sabe que seu amigo é justamente o contrário.

É falar sobre assuntos mais particulares ou íntimos que ele quase se funde com o seu próprio uniforme.

"Mas prossiga Bokuto, ainda quero saber qual é o seu problema."

"Não é exatamente um problema..." – Sussurou Bokuto bem fracamente.

"Hm...? O que você disse? Eu não consegui te escutar."

Bokuto grunhiu audivelmente.

E vendo que não lhe restava muitas opções no momento, resolveu deixar seus sentimentos e vontades o controlar momentaneamente.

"É... Você queria falar certo? Quer saber..? Eu vou te mostrar!" – Repentinamente puxou Kuroo pela gola da camisa, e lhe deu um selinho. Mas logo se separaram, e o Koutarou enterrou a cabeça entre os joelhos para evitar ver a cara que o amigo faria, provavelmente de nojo ou raiva.

Mas Kuroo não poderia em sua vida inteira conseguir deixar seus olhos mais arregalados, ou com uma expressão de tanta surpresa. Mas logo seu rosto foi tomado por uma expressão bem diferente de qualquer outra que ele já tenha feito antes.

"...Bokuto."

"Não me odeie, por favor." – Pediu Bokuto com a sua voz um pouco abafada.

"Isso seria impossível." – O outro respondeu quase que ao mesmo tempo. Lentamente abrindo um sorriso, que ainda não foi percebido pelo o outro capitão.

"Bokuto, olhe para mim." – Novamente Kuroo usou aquele tom de voz. E novamente foi impossível para Bokuto não o olhar. Parece que ele fazia de propósito, porque sabe que vai funcionar... É, ele provavelmente sabe.

E ao levantar o rosto, logo Bokuto percebeu o quão próximo eles estavam, e mesmo que Kuroo se encontrasse corando praticamente da cabeça aos pés, ele reuniu toda a coragem que tinha e disse:

"Você está sentindo tudo isso... Por que... Gosta de mim...?" – Perguntou e logo em seguida deu uma leve mordida nos lábios; era quase certeza que ele sabia mesmo o que fazer para atiçar o amigo.

"Eu... Acho que sim...?" – Respondeu nervosamente evitando de todas as formas para não olhar nos olhos do garoto a sua frente, já que ele ainda estava tremendo.

Essa não era a declaração ideal que o garoto tinha em mente, mas, é o que tinha para hoje.

"Bem... Mesmo, mesmo?" – Kuroo tinha complexo de inferioridade ou o quê? – Pensou Bokuto.

"Siimm Kuroo!! Mesmo, mesmo!!" – Já estava perdendo a paciência, e não estava afim de virar um tomate ambulante que nem Kuroo.

Porém o capitão da Fukorodani ao estranhar o silencio, resolveu finalmente criar coragem para olhar de verdade para o rosto do outro, porém definitivamente não esperava ver aquele misto de emoções em seu olhar.

Kuroo tinha praticamente o mesmo olhar brilhante e cheio de felicidade quando entrava em uma quadra de vôlei, o mesmo olhar brilhante e alucinado por ver as possibilidades que existem quando ele conseguia defender um corte poderoso. Era o olhar mais lindo que Koutarou já tinha visto.

"Hey, bro... Por que você está me olhando desse jeito?" – Perguntou Bokuto timidamente.

"Eu só estou impressionado... Como uma pessoa incrível como você pôde gostar de mim, haha." – Ele ria enquanto bagunçava o cabelo, mais ainda, se é que isso é possível.

Cabelo que Bokuto ama por sinal, ele sempre teve uma vontade secreta imensa de passar as mãos por aqueles fios. E ele o fez.

Bokuto não esperava que o cabelo do amigo fosse tão macio assim, não esperava que seria uma ótima sensação fazer cafuné nele. E não sabia que necessitava tanto ver a expressão que Kuroo fez ao receber tais carinhos. Parecia de fato um gatinho, um gatinho extremamente fofo.

Porém, precisava tirar umas dúvidas.

"Mas e você Kuroo... Você também... Gosta de mim?" – Bokuto já estava pronto para receber a pior das respostas, que por mais que eles se admirassem e fossem amigos, bros, Tetsurou não chegaria a se apaixonar por ele.

Kuroo relutantemente tirou a mão do amigo de cima da sua cabeça e a segurou com todo o carinho que ele poderia ter, e disse:

"Não é óbvio? Eu sou perdidamente apaixonado por você." – Respondeu dando um sorriso suave. Um sorriso de alegria.

"..."

"... Depois eu que digo frase clichê." – Disse o capitão tentando minimizar suas batidas cardíacas.

“Ai meu coração!” – Respondeu num tom irônico, levando a mão ao lado esquerdo do peito, sentindo uma dor inexistente. Para logo em seguida desfazer a falsa expressão de dor, colocando no lugar o seu típico sorriso sarcástico, dando umas risadinhas.

Entretanto, logo após isso, Bokuto perguntou curiosamente – "Mas por que você não falou comigo sobre isso antes?"

"Bem, na verdade eu não tinha muita certeza disso, até a algumas horas atrás. Mas por algum motivo, parece que hoje o universo está ao nosso favor." – Finalizou, dando um leve sorriso.

"É, pode ser isso mesmo sabia?!" – Exclamou o capitão.

"Bokuto, isso não exist—"

"Mas é que é tão mágico pensar dessa forma, hoho"

"Que bom que você pensa desse jeito, só não me interromp—"

"Ok, vou parar." – Afirmou Bokuto, tentando ao máximo não rir da cara que o companheiro estava fazendo.

Porém Kuroo não conseguia ficar chateado muito tempo com essa coruja irritante, e logo se rendeu a própria diversão.

Enquanto os dois riam juntos novamente, aos poucos, iam se aproximando cada vez mais, e mais, até que, faltando poucos centímetros para fechar essa curta distância...

"Então, você gosta de mim?" – Perguntou Bokuto.

"Uhum." – Kuroo respondeu, dando um sorrisinhinho.

"E você gosta de mim, certo?"

"Sim!"

"Então está tudo certo."

"Sim, está."

E assim, fecharam já a curta distância entre seus lábios.

Começaram com um leve selo dos lábios, eles tremiam muito, estavam nervosos, porém, mais do que tudo, queriam isso, precisavam disso.

E aos poucos, o ritmo foi aumentando.

Suas bocas ainda estavam coladas, mas necessitavam de mais proximidade, logo, sem nem perceberem, Kuroo já colocava Bokuto em seu colo, fazendo com que seus corpos ficassem ainda mais próximos.

E enquanto somente seus lábios se encostavam, Kuroo sentiu que os lábios do outro eram estranhamente macios, e possuíam um sabor diferente, um sabor quente, quase que apimentado. Combinava com ele.

Já Bokuto, enquanto saboreava os lábios de Kuroo, percebeu que os lábios dele eram meio secos, mas eram possuidores de um sabor doce, quase que refrescante. Delicioso.

Mas somente isso ainda não era o suficiente, logo Kuroo pediu passagem com sua língua para dentro da boca do garoto no seu colo, e ao adentrar naquele local desconhecido, resolveu logo explorar tudo de uma vez.

Bokuto não estava crendo no que estava fazendo, sentados no meio de uma quadra de vôlei, mais especificamente Kuroo, já que ele estava sentado em seu colo, e esse mesmo rapaz se encontrava explorando a boca do capitão da Fukorodani loucamente. E nesse momento parecia mesmo que o mundo havia parado, mas poderia ter parado que ele nem se importaria, tudo isso era bom demais, estava quase se sentindo embriagado.

Koutarou, precisando sentir ainda mais, envolveu seus braços em volta do pescoço do outro capitão, o puxando para mais perto, fazendo com que suas línguas se encontrassem e se chocassem, causando um leve gemido da parte dos dois, e por causa dessa aproximação, seus quadris estavam colados um no outro mais do que nunca, causando uma deliciosa fricção.

Seus beijos estavam quase descompassados, suas línguas se chocavam, talvez até seus dentes, sentiam mãos os acariciando por toda parte, eram tantas sensações boas ao mesmo tempo, e quanto mais próximos ficassem, melhor. Mas como tudo que é bom dura pouco, ou talvez pelo fato de que eles precisem respirar, acabaram se afastando.

Estavam extremamente ofegantes, Bokuto ainda tinha suas mãos na nuca de Kuroo, e Kuroo envolvia seus braços na cintura de Bokuto, e não queriam se separar nem tão cedo.

"Hah.. Hah... Bokuto... Isso foi..."

"Sim... Ah... Ah... Incrível..."

Os dois só sabiam sorrir um para o outro feito os bobos apaixonados que eram, encostando suas testas uma na outra.

Porém ainda não tinha acabado.

Eles ficaram se olhando, profundamente, e então subitamente suas bocas voltaram a se encontrar, porém dessa vez era um beijo firme, vindo da parte dos dois.

Kuroo já ia de encontro à Bokuto com sua boca aberta, pronto para devorar a boca do companheiro, e o outro parecia aceitar isso de bom grado. Ao recomeçarem o beijo, novamente suas línguas se chocavam deliciosamente.

Aos poucos foram se separando, até que Kuroo disse – "Bokuto... Coloque sua língua para fora..." – Ordenou, arfando, tentando recuperar um pouco de seu oxigênio.

O outro obedientemente o fez. Só não esperava por uma imensa onda de êxtase por todo o seu corpo, ao sentir sua língua sendo mordiscada e chupada pelo capitão da Nekoma, fazendo com que Bokuto inevitavelmente gemesse, bem alto. Kuroo queria provar tudo o que pudesse de seu amado.

Eles enchiam o ginásio de sons obscenos, de línguas se misturando, de respirações entrecortadas e de gemidos. Porém tudo que eles escutavam era o ritmo frenético que o coração deles batucava.

Kuroo puxou os cabelos do outro levemente pela nuca, fazendo assim um ângulo perfeito para aprofundarem o beijo. E com esse leve puxão, Bokuto não conseguiu controlar um gemido, fazendo com que Tetsurou sorrisse entre os beijos.

"Ah, mas ele ia mostrar para ele!" – Pensou Bokuto decididamente, já estava na hora de tomar um pouco o controle da situação.

E lentamente foi parando os beijos, e quando tinham se cessado, Bokuto foi descendo seus beijos cada vez mais para baixo, fazendo o rapaz mais alto arfar.

"B-bokuto... O-o que v-você – OH – não conseguiu suprir o som desse gemido, ele tinha atingido um ponto maravilhoso no seu pescoço – está... f-fazendo?"

"Te dando o troco." – Respondeu sorrindo levemente enquanto continuava com suas administrações.

Começou a distribuir leves beijos na base do queixo de Kuroo, dando umas leves mordiscadas aqui ou ali – o capitão da Nekoma sempre soltava um som a mais sempre que mordiscava... Hmm, interessante – era satisfatório ver esse cara se tornando uma poça de prazer, se contorcendo em baixo dele, de fato.

Já Kuroo explorava o corpo de Bokuto com suas mãos, já que não tinha como beija-lo, massageava suas costas, ou arranhava de leve, arrancando gemidos curtos e arfadas do rapaz que estava em seu colo. Cada vez mais colando seus corpos.

Bokuto descia cada vez mais, lambia, mordia e beijava, os sons eróticos que os dois estavam produzindo estavam cada vez mais e mais altos que quase não ouviram um...

"EEEEEEHHHH!!!!"

Era ninguém menos, e ninguém mais, que o próprio Hinata.

"D-D-D-DESCULPE E-E-E-ESTAR ATRAPALHA-A-A-ANDO!!!!" – O garoto estava quase em prantos.

"Yo, Hinata!" – Acenou Bokuto alegremente, separando sua boca do pescoço do outro capitão, porém ainda sentado no colo do mesmo. Enquanto Kuroo só faltava enterrar o rosto na palma da mão de tão mortificado que se encontrava no momento.

"D-D-DESCULPAA!!!!!" – Gritava enquanto se curvava em frente aos outros dois.

"Calma Baixinho, fique tranquilo." – Disse Kuroo enquanto Bokuto se levantava de seu colo, e logo em seguida o ajudando a levantar também.

"É Hinata, está tudo bem!" – Respondeu Bokuto dando uma leve risada.

"Mas o que te trás aqui Baixinho? Pensei que vocês estavam no refeitório." – Perguntou Kuroo calmamente.

Hinata ainda engolindo em seco, respondeu:

"A-a-akaashi mandou e-eu vir a-aqui para c-c-chamar vocês para j-j-jantar e ver se v-v-vocês já arrumaram o g-g-ginásio..." – Respondeu nervosamente, enquanto evitava de todas as formas direcionar seu olhar para nenhum dos dois a sua frente.

"Ah cara! O Akaashi vai ficar possesso com a gente! Ainda não arrumamos nada!!" – Disse Bokuto levando sua mão a testa dramaticamente.

"É... É verdade hahaha" – Riu Kuroo despreocupadamente.

"É p-porque o jantar n-não está sendo mais s-servido e—"

"O QUÊ?" – Perguntaram em uníssono.

"N-NÃO, M-MAS N-N-NÓS G-GUARDAMOS O JANTAR PARA V-VOCÊS!!"

Os dois soltaram suspiros de alívio, pelo menos não iriam passar a noite com fome ou se alimentando de biscoitos e água. Mas tinham coisas mais importantes a fazer naquele momento.

"Certo... Agora vamos arrumar essa quadra!" – Exclamou Kuroo decididamente, erguendo os punhos.

"Hinata se quiser, pode ir. E avise ao Akaashi que dessa vez já estamos indo!" – Avisou Bokuto, com um sorrisinho.

"O-ok, estou i-indo!" – Respondeu Hinata saindo em desparada do ginásio.

Ficaram observando o garoto se retirar e virar a direita em direção aos dormitórios.

"Bem, sem mais delongas, vamos arrumar isso." – Disse Kuroo dando as costas para a entrada e começando a catar as bolas que outrora tinha deixado cair. Deu uma leve risadinha ao se lembrar do motivo.

"Vamos Bokuto! Não vou deixar dessa vez ficar sem fazer nada de novo! Venha me ajudar oras."

Pelo menos pode ouvir passos atrás de si começando a fazer alguma coisa, mas quando menos esperava, viu que estava sendo levantado do chão com dois braços fortes o envolvendo pela cintura.

"Bokuto! Me solta cara! Pfff."

"Ahhhh bro!! Estou tão feliz! Ohoho!" – Respondeu com um belo sorriso, enquanto lentamente ia abaixando o amigo, até os pés do mesmo se encostarem no chão. Mais ainda o abraçando fortemente.

Logo em seguida, Kuroo virou de frente para Bokuto, e disse:

"Eu também estou muito feliz! Muito mesmo." – Disse para logo em seguida dar um leve selinho de surpresa no outro que estava a sua frente, recebendo a reação que queria, aqueles belos olhos dourados expressando surpresa. Ele adorava ser o que causava aquela cara.

"Mas chega de enrolação, temos trabalhos a fazer." – Disse Kuroo rindo.

"Sim, sim." – Respondeu Bokuto tediosamente. Mas logo foi surpreendido com um sorriso em seus lábios, afinal, mesmo que ele achasse que arrumar a quadra, fosse uma tarefa extremamente chata, parecia que tudo que ele terminasse fazendo com o outro capitão rendia bons frutos. – pensou alegremente.

"Então mexa-se e pare de ficar olhando para a minha cara."

"É que você é muito lindo bro."

"São seus olhos."

"Bro."

"Bro."

Já nos dormitórios, Akaashi ao receber a notícia de Hinata, (quase que um relatório muito trêmulo) confirmou pensando:

"Sabia que daria tudo certo." – Pensou dando um sorrisinho satisfatório.

Notas finais
BEEEM, AQUI ESTAMOS ASDFGHJK Obrigada a quem leu até aqui, de verdade ♥ Não sei se existem muita gente que shippa esse ship (?) por aqui, infelizmente :c mas como amo muito esses dois, bastante, tive que escrever algo ASDHUASD Enfim, talvez algumas coisas que eu esclareça por aqui, vocês já tenham uma ideia (ou não) e elas são: Sobre o tempo do Kuroo conhecer o Bokuto por três anos. Não é algo canon ou afirmado no mangá/anime, somente uma especulação minha. Bem, para mim, para eles serem amigos do jeito que podemos ver (no mangá é mais nítido btw) eu acho que eles devem ter se conhecido desde os seus primeiros anos, Kuroo na Nekoma e o Bokuto na Fukurodani, e também pelo fato dos dois serem terceiro-anistas. Só espero que um dia nos mostrem como eles se conheceram ASDFGHJK ♥ E sobre a personalidade do Kuroo não ser como a maioria enxerga ele (eu acho que é a maioria, sla) pode ser que eu esteja enganada, que ele não seja tão sensível a certos assuntos assim; mas para mim, quando ele achou que ofendeu o Tsukishima, foi pedir desculpas ao Daichi, ele ajudou o Tsukki e o Hinata diversas vezes com jogadas, já que eles jogam nas mesmas posições, mesmo sendo de um time adversário (e ele já deu até uma explicação para isso na vdd cc: ) Bem, não são grandes justificativas, mas ainda não levo a sério como quase todo mundo enxerga ele como "HUR DUR FODÃO, VOU TE COMER HUR DUR" sacas? Mas, que seja. TAQUIPARIU ATÉ NAS NOTAS FINAIS EU ESCREVO DEMAIS, PERDÃO AE GENTE. Mas é isso, caso tenham mais alguma dúvida, me perguntem ae idfnreonowndwf ABRAÇOS ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!