Notas iniciais
Elza e as amigas saem para procurar pelo misterioso defensor de Elza. Imaginem a bagunça! Haha! Espero que curtam! ;)

6 de fevereiro, quinta-feira. Quase no meio da tarde, Elza convida suas amigas para irem à sua casa, deixando sua mãe avisada que iria chamá-las. Assim que Bianca, Marília, Júlia, Débora e Ariane entram junto com a anfitriã na sala, após cumprimentos e perguntas, Elza diz:

– Venham aqui no salão! – Refere-se a um amplo salão cujo ambiente possui uma mesa grande com oito cadeiras em cada lado, uma estante com aparelho de TV, vídeo game, jogos em geral, aparelho de som, karaokê, etc. Também há um cesto grande de lixo para os convidados usarem quando lá se reúnem.

– Uuh! Você tem alguma coisa pra nos contar? Por que chamar pra vir aqui, assim, tão repentinamente? – Interroga Marília.

– Ah... N-Nada! – Responde a menina, com vergonha de dizer às amigas o que lhe havia acontecido três dias antes. – S-Só queria reunir todo mundo! – Mente. No fundo, quer contar a elas, mas, ainda tenta criar coragem, pois, sabe que as mesmas caçoariam.

– Nossa! Que silêncio na sua casa! Não tem mais ninguém aqui? – Comenta Ariane, mudando de assunto e não sendo muito discreta.

– Não! – Diz Elza. – Meus pais ainda estão trabalhando! E a Luciana foi “dar um role”! – Fala sobre sua irmã mais velha, e única, Luciana Azevedo, 15 anos, que saíra um pouco com seus amigos.

– EEEEE! – Comemora Marília. – Então, vamos fazer uma festa! É meio clichê fazer festa quando os pais saem, mas, tudo bem!

– Isso! – Concorda Ariane, igualmente brincando. – Vamos chamar alguns gatinhos!

– Uhuuu! Gatinhos! – Empolga-se Marília por diversão.

– Que isso, gente? Parem com isso vocês duas! – Repreende Bianca, no entanto, ligeiramente risonha.

– Pois eu também gostei da ideia! – Diz Débora, de brincadeira assim como Ariane e Marília.

– Er... Sério mesmo que vocês querem fazer uma festa? Olha que os pais da Elza não vão gostar... – Fala Júlia, um pouco sem graça com a ideia da festa, porém, sabendo que suas amigas estão apenas brincando.

– Bom... Uma festa cheia de gatinhos não seria nada mau! Mas relaxa, Ju! A Mari tá “zoando”! – Fala Ariane.

– Tô nada! – Responde a mais brincalhona.

– Espero que esteja porque eu sou uma moça comportada que não faz esse tipo de coisa! – Zomba Elza, antes com olhar admoestante, agora, risonha. Marília finge uma tosse e Ariane a acompanha. As outras três garotas riem e Elza apenas se controla para não fazer o mesmo, censurando as duas amigas. – Que foi essa tosse, hein?!

– Naaada! – Diz Ariane!

– Nada, não! – Concorda Marília. – Mas deu empate! Três contra três! Como faz?

– Ai, Marília... – Diz Bianca, meio risonha.

– Vocês querem ver meninos, né?! Então, tá! Esperem um pouquinho! – Elza anda até as escadas e sobe para ir ao seu quarto.

– Hã? O que você vai fazer aí em cima? – Pergunta Débora.

– Tem gatinhos no seu quarto? – Debocha a ruiva.

– Ô! Tá cheio deles! – Responde a anfitriã sorridente.

– Aí, ela vai e traz uns filhotinhos de gato! – Ri a mais brincalhona das meninas. As outras quatro também gargalham.

– EU OUVI, HEIN?! – Grita Elza já na frente da porta do quarto. Desce com uma revista destinada ao público feminino adolescente e jovem adulto, com várias fotos de artistas famosos, entre outras coisas. – Pronto! Olhem! – As seis amigas sentam-se em um dos sofás da sala próximas umas das outras para poder visualizar a revista. Marília pega a mesma e Ariane se aproxima tomando-a das mãos da amiga.

– Aaaai, me segura! Que liiiindo! – Diz Ariane, eufórica por ver uma das fotos.

– Ahn... Elza! Eu... Vou ao banheiro, tá? – Diz Júlia, por já conhecer a casa de Elza.

– Tá bom! Vai lá! – Responde a loira de cabelos ondulados.

– Olha esse! AI, MEU DEUS! EU QUERO LAVAR ROUPAAA! UHUUUU! – Grita a ruiva olhando para cima. Suas amigas gargalham.

– Essa Marília é louca, meu! – Fala Débora, rindo muito.

– Que isso, menina?! Assanhamento! – Fala Bianca gargalhando igualmente.

– AAAAAHH! MORRI! ESSE LINDO AQUI?! – Diz Ariane, quase aos berros.

– CALMA ARIANE! ABANA! – Caçoa Marília falando da mesma forma que a menina e balançando suas duas mãos como se estivesse abanando-a. Ariane gargalha assim como as demais. – Mas então, pra quem acha os meninos bobos, você tem uma revista dessas na sua casa, hein, Elza?! – Provoca.

– Er... P-Por causa do horóscopo! – Elza brinca suavemente enrubescida.

– Ah, sei! Tá bom! – Marília responde, não acreditando. Ariane e Débora também desacreditam na amiga. Bianca fica ridente. – Mas falando em garotos, você tem notícias do seu noivo?

– Lá vem ela com essa história de noivo de novo... – Fala Débora, meio risonha.

– De noivo de noivo! – Brinca a ruiva fazendo um trocadilho. As amigas riem.

– Er... – Elza fica ruborizada. – Ah... V-Vamos pro salão!

– Opa! Então, tem novidades? – Diz Marília, quase pulando do sofá. Júlia sai do banheiro.

– Ah, eu quero saber! – Empolga-se Ariane. – Elza, dá essa revista pra mim, dá? Por favoooor! – Expressa piedade.

– Tá! Tá! Pode ficar! – Responde Elza. A mais experiente das meninas solta um grito breve, não muito alto e diz, em seguida:

– Ebaaa!

– Então... Vamos lá todo mundo! – As cinco amigas da anfitriã concordam eufóricas e curiosas. Elza oferece a elas alguns salgados e doces além de refrigerantes e sucos. As mesmas a ajudam a pegar na cozinha. Após tudo estar organizado na grande mesa do salão e as cinco visitantes sentarem-se, a bela menina loira fecha a porta do local deixando suas amigas ainda mais intrigadas.

– Uuh! Deve ser interessante! Tem que fechar a porta?

– Ahn... Er... É que... Meus pais não sabem do Fellipe, né?! Então, é melhor fechar caso algum deles chegue! Nem a Luciana sabe... – Responde Elza à pergunta de Marília.

– Ah, entendi! – Fala a garota ruiva.

– Então, conta! Ele apareceu de novo? – Pergunta Ariane.

– Hm... Mais ou menos... Antes, eu queria saber... O que vocês acham da gente fazer uma festa pra ele? – Suas amigas entreolham-se. – Vocês me ajudam?

– Ué, por mim... Tudo bem! – Concorda Débora.

– Festa? Só ele e nós? Ele nem vai gostar de uma festa só com meninas... – Debocha Ariane.

– N-Não! Não é n-nada disso, sua boba! – Elza ri encabulada.

– Agora você quer festa, né?! – Diz Marília, fingindo chatear-se. Elza a repreende com o olhar. – Brincadeirinha! Mas posso saber por que você tá tão empolgada assim? – A menina loira enrubesce mais ainda.

– E-Eu? N-Não tô empolgada! Só quero agradecer!

– Mas você não acha que, se ele nem apareceu da outra vez, vai querer festa? – Alerta Bianca.

– É mesmo! Nem pensei... Foi só uma ideia... Ah, pode ser um presente! Ou uma festa ou um presente!

– Que presente? – Indaga Ariane.

– Ah, sei lá! Eu posso perguntar o que ele gosta, pedir pra ele fazer uma lista e a gente escolhe uma coisa ou mais de uma se der... Porque é pra agradar, né?! Tem que ser uma coisa que ele goste! Vocês topam? – As amigas concordam com Elza.

– Ou pode ser uma roupa! Mas aí tem que ver como ele se veste... – Complementa Débora.

– É! Pode ser! Roupa é uma boa ideia! – Diz a protegida de Alberto.

Ok! Eu concordo com o que você quiser fazer, Elzinha, mas, eu ainda acho que tem mais coisa aí! Por que você disse “mais ou menos” quando a Ariane te perguntou se ele apareceu de novo? – Pergunta Marília suspeitosa. A anfitriã ruboriza-se cada vez mais.

– Ah... N-N-Nada! T-Tá, é que... Ele... Conversou comigo, mas, não “apareceu”! – As cinco meninas ficam boquiabertas.

– O QUÊ? E SÓ AGORA VOCÊ FALA? – Marília quase salta da cadeira. – MAS O QUE VOCÊS CONVERSARAM? COMO FOI A CONVERSA? E ONDE FOI? AAAHH, ME CONTA TUDO! AGORA, EU QUE TÔ EMPOLGADA!

– Calma Marília! Respiiiira! – Zomba Ariane fazendo o mesmo gesto com ela, a ventilando com as mãos. As seis meninas riem. – Uma pergunta de cada vez! Elza, o que vocês conversaram?

– Ahn... N-Nada de mais! E-Ele só me p-prometeu que ia aparecer... – Mente ainda com vergonha de contar às suas amigas toda a conversa com Alberto.

– Só? Então, por que você tá vermelha e gaguejando, amiga? Eu te conheço! Você tá mentindo! – Diz Marília. – Vai! Conta! Como foi a conversa? — Elza não vê outra saída e revela:

– T-Tá! Tá bom! N-Na v-verdade, ele foi muito f...

– Muito f...? – Pergunta Ariane seguida de Marília.

– Muito... Legal! – Diz Elza tentando inutilmente esconder a verdade.

– Legal? Elza! Legal não tem “f”! É “flegal” por acaso? – Debocha a garota ruiva. Todas as meninas gargalham.

– TÁ BOM! TÁ BOM! – A linda menina dos olhos verdes respira fundo. – E-Ele foi muito fofo! Pronto! Falei! – Olha para baixo risonha. Suas amigas entreolham-se boquiabertas novamente.

– Você ‘achou ele’ fofo? Uh! Então, o “carinha” é poderoso! Justo você que acha os meninos bobos... – Caçoa Marília arrancando risadas das demais meninas.

– F-Falando assim, parece até que eu tenho um coração de gelo... – Fala Elza.

– Não! Claro que não! Não é isso! Mas você nunca elogiou um garoto assim... – Responde Marília. Elza não diz nada, ainda com muita vergonha. – Agora, pode ir contando o que vocês conversaram!

– Tááá! Tááá! E-Eu falo! – Resolve criar coragem já que não teria escapatória. – Mas vocês têm que me prometer que só vão falar assim que eu terminar, ok? – As amigas entreolham-se mais uma vez e concordam com a menina.

– Isso! Vamos deixar a Elza contar e, no final, a gente fala! – Concorda Bianca tentando controlar suas amigas que consentem com a cabeça. Elza respira fundo novamente.

– Bom, então, foi assim... – A vítima de Fellipe passa a revelar todo o diálogo que tivera com Alberto, extremamente ruborizada e um pouco risonha. Suas amigas apenas arregalam os olhos e ficam boquiabertas, entreolhando-se algumas vezes. Riem em algumas partes, especialmente quando Elza conta sobre as brincadeiras de seu protetor. As cinco garotas cumprem o prometido e não falam absolutamente nada, muito interessadas no que a anfitriã diz. Assim que Elza termina, fala:

–... E... F-Foi isso! – Espera alguns segundos e vê suas amigas boquiabertas e com os olhos arregalados. – P-Pronto! Já acabei! P-Podem falar! – Diz um pouco risonha e ainda muito corada.

– “Não vai embora! Fica aqui mais um pouco?!” – Fala Ariane risonha.

– “O importante é que você esteja bem!” – Diz Júlia igualmente risonha.

– “Não se preocupe comigo, pequena!” – Agora, é a vez de Marília. Ridente assim como as demais meninas.

– “O meu medo é que eles te machuquem!” Hmmm... – Diz Débora.

– “Eu vou te proteger sempre!” – Fala Bianca.

Elza tenta se controlar para não rir e suas bochechas tomam-se de rubor cada vez mais.

– “Não precisa agradecer, linda!” – Completa Marília.

– “Com o sorriso que acabou de dar já me agradeceu!” – Diz Ariane.

– “Vou andar mais por aqui pra poder te ver!” Owwwnn! – Brinca Débora.

– E ele ainda queria saber o capítulo da novela! Elza... Podia ser de dez, vinte anos atrás, mas, o que ele queria é que você ficasse lá! – Fala Marília debochando. Elza permanece sobremodo enrubescida e risonha.

– “Cara”, esse “cara” é muito...

– Cara, esse cara é muito cara, cara! – Marília debocha do comentário de Ariane, inventando, inclusive, a qualidade “cara” para o rapaz só para caçoar. As cinco amigas da ruiva gargalham. – Tá parecendo o dia que eu fui ao mercado e nem olhei pra cara do cara! Ele queria me vender aquela coisa cara e eu falei: “Cara... Essa porcaria é muito cara!”! Aí, ele virou a cara pra mim e... – Mente apenas para caçoar a amiga. As meninas riem cada vez mais e Ariane a interrompe.

– CHEGA, MARÍLIA! TODO MUNDO JÁ ENTENDEU! – Marília gargalha. – Eu quis dizer que ele foi mesmo muito fofo! – Comenta Ariane.

– Não é?! Nooossa! Se fosse comigo, eu casava amanhã! Não! Amanhã, não! Hoje mesmo! – Zomba a ruiva mais uma vez. Todas as meninas gargalham inclusive Elza que diz:

– M-Marília! N-Não confunde! F-Foi gentileza dele!

– Ai, que gentil que ele é! – Debocha a ruiva. Elza ri assim como as demais, querendo repreender a amiga com o olhar, entretanto, quase nem conseguindo.

– E você ainda pergunta como pode agradecê-lo? – Indaga Ariane brincando com Elza.

– Pois é... Amiga, faz assim: “Deixa eu te agradecer, seu lindo!” – Caçoa Marília com os braços abertos para o alto, concordando com Ariane e arrancando gargalhadas das amigas novamente.

– Sua boba! – Diz Elza muito encabulada.

– Gente! Para! A Elza tá quase roxa! – Brinca Ariane fazendo todas as meninas rirem igualmente.

– Ai, não precisa ficar vermelhinha! – Marília ri caçoando do que Alberto dissera. — Agora entendi porque você tava tão empolgada! – Elza tenta dizer algo, no entanto, a ruiva continua. – Uma roupa, realmente, é o melhor presente pra ele! Fica andando seminu por aí, coitado! – Zomba. Suas amigas gargalham inclusive Elza que se avermelha mais ainda. — Gente! Tive uma ideia! Vamos procurá-lo? – Sugere a ruiva.

– N-NÃO! – Diz Elza quase gritando.

– Por que não? – Pergunta a que sugeriu a ideia.

– P-Porque... V-Vocês não vão ficar “zoando”, né?!

– Ai, Elza, a gente só vai ficar curtindo com a sua cara, mas... Não! Não! Tô brincando! A gente só vai te ajudar a encontrá-lo! – Debocha Marília.

– É! Gostei da ideia! Vamos, gente? – Pergunta Ariane. Todas concordam e Elza diz:

– Tá! T-Tá legal! – As seis meninas ouvem um ruído de porta se fechando. É a mãe de Elza, Letícia Azevedo, 39 anos, que chega do trabalho. – Minha mãe chegou! Então, esperem que eu vou falar com ela e avisar que a gente vai sair!

Ok! Enquanto isso, a gente vai arrumando aqui! – Diz Bianca referindo-se aos pratos e vasilhames sobre a mesa. Suas amigas separam cada item e jogam fora os papéis, copos e pratos descartáveis.

– Oi, mãe! – Cumprimenta Elza assim que vê a mãe quase entrando em seu quarto que fica na parte de baixo da casa, diferente dos de suas duas filhas. – Como foi no trabalho?

– Oi, filha! – A cumprimenta com um beijo no rosto. – Ah, foi bom! Cansativo, mas, tudo bem! E você? Tudo bem por aqui?

– Tudo, sim! Mãe... Er... Como eu tinha falado... As meninas estão aqui! Mas... A gente vai... Sair um pouquinho!

– Ahhh, só por que eu cheguei? – Brinca Letícia.

– Claro que não! – Elza ri um pouco.

– Hmmm... Mas aonde vocês vão?

– Ah... Er... A-Andar um pouco! – Apesar de preferir não contar à sua mãe, Elza não mente, de certo modo, pois, teria que andar nos locais onde fora atacada por Fellipe para tentar descobrir quem seria seu protetor.

– Hm... Tá bom! Cuidado por aí, hein?! E vê se não volta tarde!

– Tá! Pode deixar! – Elza dá um beijo novamente em sua mãe. Suas amigas saem do salão com algumas vasilhas nas mãos e cumprimentam Letícia que responde da mesma forma, perguntando-lhes se estão bem e orientando a se protegerem pelas ruas. Elza as leva até a cozinha para guardarem todos os salgados, doces e bebidas restantes. Despedem-se da mãe da anfitriã e, assim que saem da casa, caminham até a praça do cupido, onde Elza fora defendida por Alberto pela primeira vez.

– Noivo da Elza?! Cadê você? – Brinca Marília, falando em voz razoavelmente baixa.

– M-Marília! Para! – Elza a repreende, quase sussurrando e encalistrada. – Se ele estiver por aqui, pode te ouvir! Ele se esconde bem, lembra?

– É por isso que eu falei baixo! – Retruca a brincalhona. – Bom, você disse que ficou falando e ele não respondeu da outra vez, certo? Vamos ficar em volta desse pilar aqui! Assim, não tem como ele se esconder! – Cada uma das meninas, exceto Elza, se posiciona de um lado do pilar. Marília se afasta um pouco das demais e se aproxima de um muro lá próximo, o mesmo onde Alberto se escondera.

– Aqui não tem ninguém! – Diz Ariane.

– É! Aqui também não! – Concorda Débora. Bianca e Júlia dizem o mesmo. Marília anda sorrateira e olha atrás do muro.

– Não! Não tem ninguém! – Diz a ruiva.

– É... Acho que aqui a gente não vai achá-lo! Onde mesmo você tava, na segunda-feira, quando o Fellipe e o Lucas te atacaram? – Interroga Bianca.

– Naquele terreno cheio de árvores! – Responde Elza.

– Então, vamos pra lá! Aqui o seu no... O “carinha” que te defendeu não tá! – Zomba Marília. Elza a olha risonha e repreensiva.

As seis garotas chegam ao terreno e Marília anda na frente entrando onde Alberto estivera. Mexe em algumas plantas e brinca:

– RÁÁÁ! Não! Não tá aqui! – Suas amigas riem. – Oiiii! Você tá aííí? – Fala quase cantando.

– Maríliaaa! Paraaa! Que coisa! Vem aqui! – Diz Elza, a reprovando aos murmúrios. Assim que a menina, levemente risonha, chega perto da amiga, a mesma prossegue, ainda sussurrando. – Esqueceu que ele se esconde bem? Eu não te falei?

– Eu sei! Calma! – Responde da mesma forma. – Só tô tentando ajudar!

– Hmm... Sei!

– Bom, então, vou voltar lá! – Aos poucos, as outras meninas, com exceção de Elza, entram no terreno acompanhando Marília para procurar o misterioso defensor da bela jovem loira. – Oieee! Iuhuuu! Cadê vocêêê? – Novamente fala de forma cantada. As amigas da garota não se agüentam e riem. – Olha! Eu não vou sair daqui até você aparecer!

– Mas e se o Fellipe der as caras? – Pergunta Ariane.

– Aí, ele me protege! – Marília vira-se para uma das árvores. – Protege, né?! Ei! ‘Me responde’, hein?! – As outras meninas gargalham.

– Marília, eu te mato! – Murmura Elza, ligeiramente risonha e ruborizada. Resolve entrar no terreno. Procura pelo seu protetor assim como as demais, entretanto, logo desiste, chamando as amigas. — Vamos, gente! Deixa! Acho que ele não tá aqui, não!

As garotas concordam com a amiga e assim que percebe o semblante amuado de Elza, Marília diz:

– Não fica triste! Nós vamos achar o seu noivo! – Elza ri.

– Já disse que ele não é meu noivo! Eu só tô agradecida!

– Não? Nem depois de tudo que ele disse? Se eu fosse você, ao menos, eu “dava uns pegas” nele porque... – Brinca Marília.

– Olhaaa! Se ele estivesse aqui, com certeza, teria dado sinal de vida, porque não rir dessa Marília é impossível! – Caçoa Ariane rindo assim como as demais.

– Maríliaaa, deixa de ser besta! Eu vou matar você, menina! – Brinca Elza. A ruiva solta um grito e corre para longe dela parando pouco depois que se afasta. A bela garota dos olhos claros ameaça correr atrás da amiga, todavia, desiste e ri. As seis amigas gargalham e decidem ir embora dali e passear mais um pouco antes de retornarem às suas casas, ainda conversando sobre o enigmático herói de Elza.

Notas finais
Se tiver algo escrito errado ou mesmo na história em si, se tiverem alguma dica, podem falar! Agradeço muito! Obrigada, gente! ♥