Fica Comigo? Ps: A Vida Inteira.

18 Capítulo 12 - Mercado - Parte 1


Notas iniciais
Oiii! Gente, desculpa pela demora, tá? :$ Eu disse que não iria demorar tanto para postar esse capítulo (que será dividido também rs), mas, acabei nem conseguindo ter inspiração! :( Agora, tá melhorando, apesar de que essa semana eu tive bloqueio de novo! Argh! D= rs Por favor, se vocês estiverem gostando mesmo da minha fic, não desistam, mesmo se eu demorar pra postar, eu não desisti dela, não, tá? Meus amigos mais próximos e leitores sabem como essa fic é importante pra mim, então, vai ser praticamente impossível eu desistir! ;) kk Beijos e espero que gostem! (:

9 de março, domingo. Elza acorda no meio da manhã e, após uma ligeira ida ao sanitário que fica entre seu quarto e o de sua irmã Luciana, retorna ao seu aposento pra pentear seus belos cabelos ondulados e dourados. Bem-humorada e olhando-se no espelho de seu próprio guarda-roupa, de repente, lembra-se de Alberto e de seus encontros fortuitos. Começa a se pentear vagarosamente e sorri de modo largo. Pensa: “Ai, se eu tivesse coragem... Não sei como eu fiz certas coisas! Como eu consegui, mas... Se eu tivesse coragem...”, sorridente e de olhos fechados, imagina-se beijando seu protetor em seus lábios e abraçando-lhe com os braços envoltos no pescoço do rapaz. Suspira e, ao ouvir que seu pente cai no chão, desperta de seus devaneios e o apanha. Continua a pentear-se e, logo após abrir as cortinas e parte da porta que dá para a sacada cheia de vasos com plantas, sai de seu quarto e desce as escadas para tomar seu café, apesar de relativamente tarde para tal.

– Bom dia, paizinho! – Diz a menina ao ver seu pai, Rubens, 42 anos, sentado no sofá, ensimesmado no jornal que adora ler toda manhã de domingo, com uma perna dobrada por cima da outra formando um “quatro”. O homem, antes, muito sério, vira-se, desfaz sua posição e sorri cumprimentando a filha mais nova com um beijo no rosto da mesma.

– Bom dia, minha bonequinha! – Responde ele com carinho. Letícia, sua mãe, entra na sala e Elza a cumprimenta igualmente seu pai.

– Bom dia, mãezinha!

– Ohh! Bom, dia, filhota! – A mãe da garota também lhe dá um beijo em sua bochecha. – Dormiu bem?

– Muito bem! – Responde espreguiçando-se. Luciana, sua irmã, desce as escadas, após sair de seu quarto ainda um pouco modorrenta:

– Dia! – Diz após um breve gemido.

– Bom dia, minha outra bonequinha sonolenta! – Responde seu pai com um beijo no rosto da filha primogênita e ri em seguida. Luciana dá um ligeiro sorriso. A menina caminha até sua mãe que a cumprimenta da mesma forma que seu pai.

– Bom dia, meu amor! Bom... Eu ia perguntar se você dormiu bem, mas, acho que, pelo jeito, você nem sabe se acordou ou se tá na cama ainda, acertei? – Brinca Letícia fazendo Luciana rir assim como Elza e Rubens.

– Ai, mãããe! Tá. Na verdade, sei nem quem eu sou agora. Acho que eu vou voltar pra lá... – Seus pais dão um breve riso e Elza fala:

– Eeei! E não vai me cumprimentar, não?

– Aaah! Pra quêêê? Eu vou voltar a deitar mesmo... – Caçoa. – Brincadeirinha! Diiia, dona Elza!

– Dona não, né? Por favor! – A menina põe suas duas mãos na cintura simulando estar brava. Entretanto, em seguida, dá um abraço e um beijo no rosto de sua irmã, falando com muito regozijo. – Booom diiiia, irmãzinha linda!

– Nooossa! Tá animada, hein?! Viu passarinho verde ou... Tá apaixonada mesmo? – Zomba Luciana risonha e com olhar maroto.

– E-Eu? – Elza finge uma risada. – A-Apaixonada? Ai, c-claro que não, né?! – Enrubesce.

– Ahaaam! Então, por que tá toda vermelha?

– Er... É blush! – Mente muito envergonhada.

– Sei! Você não tava maquiada quando desceu!

– U-Ué! Você é que n-não repara nas coisas!

– Aham! Tá bom! – Diz Luciana suspeitosa.

– Não sei por que você não acredita!

– Por que será, né?! – Sua irmã olha ridente e piscando um olho fazendo Elza ficar igualmente risonha e ruborizada.

–... Para!

– Pra quem estava morrendo de sono, tá bem animadinha agora, não?! – Brinca Letícia com sua filha mais velha.

– Ahh, mas, também, vendo a Elza com essa alegria toda... Acho que me contagiou! – Ri.

– Alegria? Eu não tô nessa “alegria toda”! Eu tô... Normal! – Elza mostra a língua para sua irmã.

– Normal?! Ah, claro! Normal é o sol nascer e se pôr todo dia! Fala sério! "Normal” é a única coisa que você não tá hoje! – Zomba a primogênita.

– Eeeeh, vocês duas! – Repreende Rubens, contudo, um pouco risonho com a brincadeira das filhas.

– Fiz nada! Tô quietinha aqui! A Luciana que fica me enchendo! – A filha mais nova expressa piedade, apesar de segurar a alegria que sente ainda no dia.

– Aaaai, ai... Tá bom! – Luciana senta quase desabando no outro sofá da sala, não em que seu pai está. – Mas que você tá apaixonada... Tá! – Gargalha. Elza finge se irritar, no entanto, se controla demais para não rir do comentário sarcástico da irmã.

– Você vai ver só! – Ameaça correr atrás de Luciana que se levanta rapidamente.

– Opa! – A irmã de Elza diz logo após se levantar e ri, subindo depressa as escadas, enquanto a garota protegida por Alberto corre atrás dela. Luciana entra em seu quarto e tranca a porta.

– Abre! Pode abrir! Não vou sair daqui!

– Nem eu! – Gargalha Luciana novamente. Elza não resiste e ri um pouco, porém, expressa raiva, apesar de nem se sentir assim.

– As mocinhas estão parecendo duas crianças de cinco anos! – Brinca Letícia mais uma vez. Elza vira e sua irmã sai do quarto. Ambas se apoiam na grade da escada e Luciana diz:

– É a paixonite da Elza que tá contagiando o ambiente, mãe! – Elza ameaça dar um tapa de leve no braço da irmã, entretanto, a mesma se desvia e ri.

– Para! – Murmura um pouco ridente.

– Vamos descer as duas e tomar café! Vai! – Diz Rubens, mais sério. Ao perceber o tom de voz e a expressão de seu pai, ambas resolvem descer e param com a brincadeira.

Apesar de já despertos, os pais de Elza acompanham suas filhas para o café-da-manhã, pois, não o houveram tomado ainda. Os quatro sentam-se à mesa e Rubens fala, após uma breve risada:

– Imagina isso de paixonite! Você é muito nova! Sabe nem o que é isso!

– Q-Quê? – Pergunta Elza. – Pai! Eu já tenho catorze anos! N-Não que eu esteja ap-paixonada, mas...

– Claro que não! – Debocha Luciana, segurando o riso. A garota defendida por Alberto expressa censura, todavia, quase ri. Mostra a língua para sua irmã, em seguida.

– E é por isso mesmo! Sabe nada da vida ainda! – Continua Rubens.

– Affe! Pai, você vive em que século? – Escarnece com ironia sua filha mais velha. Elza levanta as sobrancelhas, estupefata. E, apesar de concordar com a irmã, prefere manter-se em silêncio, pois, conhece o gênio forte de seu pai quando começa a falar com maior seriedade.

– Luciana! – Diz Letícia com ar repreendedor e apreensivo pela reação de seu marido. – Respeite o seu pai!

– Quando ele respeitar a gente também... – Responde ela olhando para o pão que está cortando.

– Muito bem! – Já mudando sua fisionomia e demonstrando certa zanga, Rubens bate de leve com as pontas dos dedos na mesa chamando a atenção das moças, especialmente, de suas duas filhas. – Respondendo à sua pergunta... Vivo no mesmo século que o seu, mocinha! E sei muito bem o que estou falando! Vocês têm quatorze e quinze anos! O que sabem da vida? E sobre se apaixonar ainda? Vocês são duas meninas! ACHAM que sabem alguma coisa, mas não sabem nada! Têm muito que aprender! – Luciana suspira e diz:

– Desisto!

– É bom mesmo! – Prossegue o homem. – Porque eu não quero saber de namorinhos nessa casa e, muito menos, na rua! – Ao ouvir isso, Elza gela e se enturva.

– Rubens! – Reprova Letícia. – Deixa de ser implicante! As meninas já são bem grandinhas pra namorar e sabem se cuidar! – A mãe das jovens lhes olha como se o fizesse para ambas concordarem com ela. – Além do mais, eu vou ficar de olho nas duas!

– Ah, claro! Sabem muito! Letícia, com essa idade, os jovens não querem saber de nada, só se divertir, ir a baladas, festas e daqueles namorinhos que não dão em nada! Eu não quero saber de nenhum sem-vergonha engravidando alguma de minhas filhas e, muito menos, transmitindo alguma doença!

– C-Credo, pai! T-Também não é assim, né?! – Diz Elza ruborizada pela explanação de seu pai.

– É assim, sim! Vocês pensam que não, mas quando vêem, o cara já tá se aproveitando!

– Pai! Isso é neura! – Discorda Luciana.

– Neura ou não, eu não quero saber! Nada de namorinhos antes dos dezoito! – Ambas as filhas do casal olham pasmadas e boquiabertas e silenciam revoltas pela decisão abusiva de seu pai. Receosa, Elza entristece.

– Rubens! Não acha que está exagerando? – Reprova-lhe sua esposa.

– Não! Depois, acontece alguma coisa e vai sobrar pra nós! Por isso, estou deixando bem claro!

– Dá licença! – Pede Luciana de modo seco, levantando-se da mesa, pegando sua xícara, prato e talheres e retirando-se.

– Toda! – Responde seu pai, muito sério.

– Tudo bem, filha! – Diz Letícia mais carinhosa. Elza permanece absorta, contudo, nota o repúdio de sua irmã.

– Ahn... L-Licença também! – Fala a filha mais nova do casal com certo esmorecimento na voz.

– Pode ir! – Fala sua mãe com um sorriso tímido nos lábios, tentando acalentar a caçula.

– Sobrou uma torrada! Você não vai comer? – Pergunta o homem à sua filha.

– Não! J-Já estou satisfeita! – Elza finge um sorriso de lábios cerrados, no entanto, pensa “Perdi o apetite!”. Realiza o mesmo gesto que sua irmã. Retira seus objetos da mesa, levanta-se e caminha até a cozinha. Lava o que usou sem prestar muita atenção no que faz e coloca os utensílios no escorredor de louças. Volta para a sala e sobe as escadas em silêncio, como sua irmã fizera. Letícia e Rubens ficam por alguns instantes calados. Letícia o desaprova com o olhar, todavia, prefere não dizer nada, pois, acredita que nada o faria mudar de ideia. Já em seu quarto, Elza quase chora pelo que seu pai dissera e ao lembrar-se de Alberto. Entretanto, suspira consternada e recorda-se de que convidara sua melhor amiga Bianca para almoçar e passar a tarde em sua casa, o que a anima um pouco. Pensa em desabafar tudo o que acabara de ouvir de seu pai apesar de sua vergonha, quem sabe assim, esquece o que seu pai alertara e dá um jeito de ficar perto do rapaz que ama.

Notas finais
Gostaram? A próxima parte virá em breve... Muito obrigada por lerem! Deixem reviews, por favor, é muito importante pra eu saber o que estão achando! ^^ Beijinhos! ♥