Fica Comigo? Ps: A Vida Inteira.

13 Capítulo 11 - Doce e misterioso herói - Parte 1


Notas iniciais
Ooooooooooooie, gente! Saudades! *----* uhsauhshusa Bom, como eu disse aqui, andei "sumida", mas, estou retornando (nem acredito *----* kkk)! Seguinte: o capítulo 13 é simplesmente enoooorme, então, eu vou dividi-lo em várias partes (acredito que em umas 5 mais ou menos) pra vocês poderem ler direitinho e aos poucos! ushauhsa Ah, sim! Quanto mais depressa eu receber reviews de todos ou da maioria, pelo menos, eu posto as demais partes do capítulo, certo? ;) Tomara que vocês gostem! *-* OBS: Esse capítulo é cheio de mel, então, pra quem não gosta, acrescentem uma bolachinha (ou biscoito kk) de água e sal, ok? kkkkkk Quero dizer: é beeeem romântico, mas, tentei quebrar com um pouco de comédia, família do Alberto, amigas da Elza, Fellipe e Lucas... husahuasuhasuh Até mais nos reviews! :3

7 de março, sexta-feira. No mesmo local onde bateram em Anacleto, Fellipe provoca Elza mais uma vez, enquanto seu parceiro Lucas vigia fatigado a praça onde estão. O garoto loiro vê Alberto se aproximando que, no momento, não o percebe ali e chama seu colega:

– Fellipe, “vambora”! Tem gente... Ou melhor... IDIOTA vindo aí!

– Xiii! Vamos! Não quero olhar pra “cara” daquele nojento! – Responde o agressor que, antes agarrando Elza, agora, a solta de forma brusca, o que a faz cair de costas no chão. Ambos os nefandos correm e escapam de Alberto que os vê e ameaça correr atrás dos dois, contudo, ouve o gemido de dor de Elza e se preocupa, escondendo-se atrás do mesmo muro onde Anacleto ficara observando a briga entre ele e os rapazes que lhe agrediram. A menina, antes carregando uma pequena bolsa atravessada pelo corpo, entre o pescoço e o braço, a tira e a põe no chão para, sentada, poder mexer em sua perna direita, a que mais lhe dói. Alberto a olha, sentada e com as mãos em sua perna, por cima da calça jeans e pensa com o olhar apreensivo: “O que fizeram com você? Argh! Eu devia acabar com aqueles dois! Mas não vou atrás deles agora! Não posso te deixar aqui assim! Só que também não posso aparecer agora, de repente! Vai perceber que sou eu! Já desconfiou aquele dia...”. Refere-se ao último dia em que se encontraram quando Elza suspeitara de que ele fosse seu protetor. “Já sei! Vou esperar um pouquinho aqui e dar a volta! E, aí, faço de conta que não sei de nada! Não quero mentir pra você, mas, ainda não tá na hora de contar a verdade!”, torna a pensar, decidindo dar uma volta pelo muro fazendo um caminho em que Elza não o veja para, assim, poder ir falar com ela.

Enquanto o garoto decide o que fazer, Elza pensa, após um breve lamento de dor: “Impressionante esse Fellipe! Faz tudo isso e ainda acha que vou querer alguma coisa com ele! Mas é muito sem noção mesmo!”. Tenta se levantar, todavia, não consegue e geme, sentindo dor. Alberto resolve fazer o que planejara: dá a volta pelo muro e, poucos minutos depois, aproxima-se de Elza e, sem a mesma lhe reconhecer a voz e olhar para ele, pergunta:

– O que aconteceu? Tá machucada? – De certa forma, o rapaz não sabe mesmo o que lhe acontecera. Somente imagina que os culpados sejam Fellipe e Lucas.

– N-Não foi nada! Só dei um mau jeito! – Responde a garota com as mãos em sua perna.

– Consegue se levantar? – Elza tenta mais uma vez erguer-se, porém, sem sucesso.

– Não... Não dá!

– Então... Espera aí! Licença! – Alberto abaixa-se, coloca o braço direito de Elza atrás de seu pescoço, segura em suas pernas e a carrega em seus braços. A menina assusta-se novamente e, por não saber quem é, começa a gritar:

– ME LARGA! ME SOL... – Vê que é Alberto quem a carrega que, apesar de embevecido com a garota, caminha sério. Elza ruboriza-se e termina sua frase, no entanto, em tom bem mais baixo. -... Ta... – O garoto a leva até um banco único e sem encosto de uma praça tranquila e deserta, porém, não tão descuidada quanto às outras. A coloca com cuidado no banco e a olha com ternura, próximo ao seu rosto, enquanto a mesma arregala os olhos e, ainda extremamente enrubescida, sente seu coração bater sem controle desde que o vira. Alberto sorri de modo tímido e Elza pergunta de forma branda. –... Você?

–Eu? – Ainda sorridente, o rapaz estranha a pergunta da garota. Assim que a põe no banco, anda e, olhando-a fixamente que lhe corresponde, pergunta logo que para. – Você não tá bem! Não quer avisar seus pais pra...

– NÃO! – Interrompe quase gritando com receio de que seus pais a vejam nesse estado. – N-Não! Eu tô bem! Não precisa chamar meus pais, não!

– Mas você tá machucada...

– F-Foi só um mau jeito! Não quero que os meus pais fiquem preocupados! Já, já melhora!

– Hmm... — Alberto senta-se no banco e vê o braço esquerdo de Elza, próximo ao cotovelo, que sangra com certa intensidade. – Licença! – Toca vagarosamente no braço da menina que o fita sem parar. – Vixe! Tá sangrando!

– Muito?

– Um pouco!

– Ai, ai... Não posso chegar ‘em’ casa assim...

– Mas a ferida é pequena! Só o sangramento que tá um pouco forte! Fica tranquila! Eu ‘vou lá em’ casa buscar um pano e um pouco de água pra colocar aí e ver se para de sangrar!

– N-Não! Não precisa de tanto trabalho!

– Você não me dá trabalho! – Alberto sorri timidamente e a admira com seu olhar profundo, o que a faz arregalar os olhos e enrubescer mais uma vez. O garoto levanta-se e Elza o acompanha com o olhar. – Já volto!

– T-Tá! – Ainda sorrindo, Alberto sai da pequena praça e, assim que o rapaz afasta-se, Elza pensa: “Tanto que eu tentei esquecer esse garoto... Agora, vai ser difícil!”. Começa a recordar-se de algumas vezes em que se pegara pensando em Alberto.

FLASHBACK

Em seu quarto, Elza arruma-se para sair de casa e se encontrar com suas amigas. Vaidosa, passa sua maquiagem e, em dado momento, pega um espelho de bolso para verificar se passara a mesma com eficácia, sem borrar nada. Porém, ao pegar o espelho, lembra-se do que Alberto lhe dissera na estação de trem. Avermelha-se um pouco e sorri timidamente, chacoalhando sua cabeça, em seguida, reprovando seus pensamentos.

Passam-se os dias e, na escola, durante o intervalo de aulas, sentada junto de suas amigas na mesma mureta em que costumam ficar, Elza lembra-se de Alberto e de todas as suas palavras e gestos de carinho para com ela. Absorta e, habitualmente em uma das pontas do grupo de seis meninas, demora a perceber que Marília lhe chama de forma cantada:

– Elza! Terra para Elzaaa! Aloooou! – Suas amigas riem.

– Q-Quê? – Pergunta, corando suas bochechas e balbuciando.

– Hmmmm... Em quem você ‘tava’ pensando que tá aí toda distraída, vermelha e gaguejando? – A ruiva a olha risonha.

– N-Ninguém! Mas que coisa! – Expressa incômodo com a pergunta por receio de escárnios.

– Tááá! Calma! Mas... E aí? Não falou mais com seu noivo? – As quatro amigas de ambas a repreendem, contudo, riem um pouco da pergunta de Marília. Elza somente responde que “não” com a cabeça, muito encabulada. Lembra-se novamente de Alberto lhe protegendo e nem fala de sua desconfiança, segurando-se para não sorrir quando se recorda da doçura do rapaz.

No mesmo dia, à noite, na hora de dormir, em sua cama, a garota pensa no que acontecera na escola com suas amigas e lhe torna à lembrança o olhar doce, o sorriso encantador e as palavras amáveis de seu protetor, fora os toques em seu rosto e as demais atitudes do rapaz para lhe defender. Suspira profundamente e, assim que percebe que mais uma vez, pensa em Alberto, tira o travesseiro de onde está encostada sua cabeça e põe em seu rosto repreendendo suas recordações.

FIM DO FLASHBACK

Elza sorri e pensa novamente: “Aai, por que ele tem que ser tão fofo? Ele pode não ser... O... Ah, como eu vou chamar? Ele pode não ser o meu... Herói...”, ri um pouco ao pensar isso e prossegue. “... Mas não tem problema! Não é que esse doidinho me fez gostar da companhia dele? Só que eu não o conheço direito! Não sei como ele é com as outras pessoas... Com as outras... Meninas...”, expressa certa ojeriza.

* * *

Ao mesmo tempo em que Elza medita na praça, Alberto, em sua casa, na lavanderia, procura um pedaço de pano ideal para o ferimento da menina, achando que sua mãe os guardara em outro lugar fora do usual.

– Pano! Pano! Pano! Cadê os panos? – Diz, em voz baixa, desesperado, pois, quer voltar logo para a praça onde deixara Elza.

– Betooo! – Chama sua irmã Carla ao vê-lo na lavanderia.

– Fala, baixinha! – Responde brincando, contudo, ainda irrequieto.

– Eu não sou baixinha! – O repreende. Alberto a olha ligeiramente risonho.

–... Hmm... Tá! O que você quer?

– Me carrega nos ombros como você sempre fazia? – Carla refere-se a uma brincadeira que seu irmão costumara fazer, carregando-a sentada atrás de seu pescoço, colocando as pernas da irmã para frente e caminhando ou dançando assim com ela.

– Ahh... Agora, não vai dar, Carlinha!

– Por favooor! Faz tempo que você não brinca comigo! – Expressa uma cara tristonha.

– Agora... Não dá mesmo! Outra hora, eu... Brinco com você!

– Tááá! – Responde amuada, saindo da lavanderia. Apesar de ter ficado com dó da irmã, Alberto torna a procurar o pedaço de tecido já se irritando e olhando de um lado para outro:

– Mas onde tá essa droga de pano?

– Oi, filho! – Cumprimenta Cibele ao ver Alberto na lavanderia. – Eu ouvi você falando com a Carla! Não vejo mais quando você entra em casa...

– Ah... Oi, mãe! Er... Onde estão os panos? – Pergunta o jovem preferindo não responder ao comentário de Cibele para não ter de ouvir muito mais perguntas.

– No mesmo lugar de sempre! Atrás da porta! É que eu dei uma arrumadinha e acho que, por isso, você não os achou!

– Ahh! – Alberto olha e caminha na direção em que sua mãe lhe aponta e, assim que acha os tais panos organizados dentro de um armário sem porta, antes em cima de bancos e no mesmo armário, porém, espalhados, pensa: “E também acho que é porque eu tô ansioso!”. – Achei! — Escolhe um deles e prossegue mais calmo e sorrindo timidamente. – Perfeito!

– E... Tá tudo bem?

– Tudo ótimo!

– Hmm... Mesmo? – Cibele o olha risonha e suspeitosa, estranhando o motivo de tantas saídas do filho.

– Melhor impossível! – O rapaz aproxima-se de sua mãe e, enquanto anda, despede-se. – Tchau! Tô saindo de novo! – Dá-lhe um beijo na testa, abaixando-se um pouco por ser mais alto que ela.

– Mas já? – Alberto mal dá o beijo e anda depressa até a cozinha. Cibele o segue mais vagarosamente e, assim que vê seu filho pegando sua garrafinha de água do tipo squeeze na geladeira, pergunta. – Aonde você vai com esse pano e essa garrafinha?

– Vou ‘levar eles’ pra dar uma volta! – Brinca.

– Albeeerto... – O olha repreensiva.

– Não... Nada... Eu vou... Treinar! Jogar... Sabe como é... Às vezes, posso precisar de um paninho se me machucar no treino... Tomar uma água pra matar a sede... É isso!

– Hm... Treinar?! – O olha desconfiada. – Mas... – O garoto anda até a porta da sala que dá acesso à garagem.

– Desculpa por não poder ficar pra responder mais perguntas, mas, eu tenho que ir agora! Tchau! – Sorridente, fecha a porta e a tranca com sua chave. De dentro de casa, sua mãe fala em tom mais alto:

– Tchau! Juízo!

– Vou procurar! Se eu achar, eu tomo! – Caçoa falando no mesmo tom.

– Albertooo! – Risonha, Cibele o repreende mais uma vez. Alberto gargalha e abre rapidamente o portão da garagem. Em voz baixa, a mãe do adolescente apaixonado diz:

– O que há com esse menino, hein?! Mal para em casa! Quando vem, é assim, correndo! Anda todo feliz... – Respira fundo. – Ahh, acho que não devo me preocupar! Mas mesmo se for o que eu estou pensando, ainda vou ter uma conversa com ele! – Sorri timidamente. – Ô idade boa essa!

* * *

Na praça onde Elza aguarda Alberto, a menina pensa, após balançar negativamente sua cabeça e respirar fundo: “Não! É melhor eu tentar... Esquecer! Ele vai voltar e nós vamos conversar normalmente como... Amigos! Isso! Amigos apenas! Se concentra, Elza! Se concentra! Eu vou esquecê-lo! Eu tenho que esq...”.

– Pronto! Voltei! – Diz Alberto, sorridente, assim que retorna à praça! O coração da menina dispara quando o vê e ela arregala seus belos olhos verdes. Elza torna a pensar: “Não dá! Vai ser... Impossível!”. – Peguei minha garrafinha porque achei melhor pra borrifar água e ainda matar a sede! – O rapaz ri um pouco e asperge a água no pano enquanto Elza o fita. Senta-se e, pedindo licença, toca no braço machucado da menina, colocando o pano razoavelmente molhado em seguida, olhando para o braço e ensimesmado no que está fazendo. Após alguns segundos, levanta sua cabeça e vê que Elza o admira encabulada e séria. Sorri de modo tímido, extasiado com o olhar da mesma e esta abre mais seus olhos novamente. Alberto sorri largamente ao perceber a reação da menina e, enquanto permanece segurando seu braço deita a própria cabeça para o lado com calma ao ver que Elza enrubesce mais ainda e vira seu rosto para frente. A garota diz em seu pensamento: “Ah, não! Esse sorriso é covardia! Sorrir assim é covardia!”, encanta-se mais uma vez com o sorriso de Alberto.

– Er... D-D-Deixa que eu seguro! – Elza coloca sua mão vagarosamente no pano em que o garoto está segurando.

– Segura firme pra não cair! – Alerta o jovem ao ver que a menina não segura com firmeza por vergonha de imaginar tocar na mão dele.

– Hum-hum! – Diz, concordando, muito encalistrada e segurando o pano em seu braço assim que Alberto o solta. O jovem se afasta e, antes, sentando-se à esquerda da moça, levanta sua perna direita, passando-a para o outro lado do banco, como se montasse em um cavalo, para se sentar de frente para Elza que vê e estranha. — Não doem as pernas sentar assim?

– Não! É melhor pra... Conversar! – Elza somente abaixa um pouco sua cabeça, olhando para frente, meio sem jeito e sem resposta. Alberto pega sua garrafa e lhe oferece. – Você quer água?

– N-Não, não!

– Certeza? Toma um pouco! Quando eu cheguei, você tava machucada, assustada...

– N-N-Não, obrigada!

– Toma! Olha... – O rapaz tira a tampa do squeeze. – Se preferir, toma por aqui, eu não encostei a boca, não! – Elza cora com o comentário do garoto e apenas balança negativamente sua cabeça, pronunciando um “hm-hm” e rindo um pouco. Notando que nada a faz mudar de ideia, ele fecha a garrafinha mais uma vez e completa. – Tá! Então, eu vou tomar! – A menina o observa discretamente enquanto o mesmo bebe a água e enleva-se com o garoto.

– Eu...

– Hm? – Alberto para de beber o líquido, assim que ouve Elza falar.

–... Preciso te perguntar uma coisa!

– Pode falar! – Diz com muita brandura.

– Mas eu vou ser direta!

–... Tá me assustando assim! – Elza ri um pouco.

– Não, não... Er... É você quem me salva? – A menina o olha sorrindo de modo tímido e levemente enrubescida. Alberto pasma-se com a pergunta, contudo, procura disfarçar seu espanto e, antes de responder, pensa: “Ai, e agora? O que eu faço?”.

–... Salva? Por quê? Você... Tava em perigo?

–... Tava!

– Mas... Eu não salvo ninguém! Só quando eu ponho a minha capa e saio voando por aí e... – Brinca.

–... Eu acabei de ser atacada pelo Fellipe e pelo Lucas e, pouco depois, você apareceu!

Notas finais
Continua... Gostaram? ♥ Por favor, não deixem de falar se perceberem algo errado na ortografia, verbos e etc! Além de outras coisas relacionadas à história mesmo! ;) Obrigada por lerem! =)