Fica Comigo? Ps: A Vida Inteira.
19 Capítulo 12 - Mercado - Parte 2
Notas iniciais
Às treze horas, horário combinado pelas amigas, Bianca chega à casa de Elza. Letícia a atende, cumprimentando-lhe. Sobe as escadas com a menina e bate na porta do quarto da filha mais nova, chamando-a. Assim que Elza abre a porta, sua mãe fala:
– Filha, a Bianca tá aqui! – Ao falar isto, dá espaço para que Bianca passe à sua frente. A jovem agradece e ambas sorriem e se abraçam, cumprimentando-se. A mãe da bela loira diz que vai deixar as duas conversarem e avisa que o almoço irá demorar um pouco por causa da hora que começou a fazê-lo por tomar café tarde junto com sua família. Ao sair da frente da porta do quarto de sua filha, Letícia desce as escadas e Elza fecha a porta sem trancá-la.
– E aí, tudo bem? – Pergunta-lhe Bianca.
– Aham! Tudo! – Elza finge um sorriso tímido.
– Tudo mesmo? – Desconfia e senta-se na cama de sua amiga.
– T-Tudo! – A loira senta em frente ao computador que fica em seu quarto e o liga.
– E as novidades? Você me chamou aqui pra me contar alguma coisa, não?
– N-Novidade? Não, não! N-Não tenho nenhuma! – Mente envergonhada.
– Hm? E nós vamos fazer o quê? Ficar olhando uma para a cara da outra? – Brinca.
– Ah, não! Eu tô cansada de olhar pra sua cara! – Caçoa a anfitriã igualmente e ri assim como sua amiga.
– Affe! Boba! – Repreende, porém, com carinho na voz. Após alguns segundos, prossegue. – Elza, você tá rindo, mas, não tá bem! Percebe-se! O que aconteceu?
– N-Nada! É... Bobagem! Deixa quieto!
– Hmm... Desculpa por insistir, mas... O que foi? ‘Me conta’! Não sou sua amiga, poxa?
– Claro que é! Tá bom, vai... É... É o meu pai! Ele fala umas coisas tem hora... – Elza demonstra enfado.
– Vixe! E o que ele falou? Vocês discutiram?
– Não, não! Mas ele... Ele inventou que... Er... N-Não se pode n-namorar nessa casa antes dos dezoito! – Explica já se ruborizando. Bianca levanta as sobrancelhas pasmada.
– Sério, Elza? E a Luciana? Tá sabendo disso?
– T-Tá, sim! Ela não gostou muito!
– Vixe! Mas ela tá... Namorando, ficando...?
– Que eu saiba, não! Mas, né?! Meu pai tem c-cada uma...
– Hm... É... Mas e você?
– O... O que tem? – Pergunta Elza com as bochechas coradas.
– Essa notícia mexeu com você, não é? Por isso que você tá toda tristinha?
– E-E-Eu n-não tô triste! – Mente por vergonha de dizer a verdade.
– Hm... – Bianca pisca um olho suspeitosa. – Pra cima de mim? Fala! De quem você tá a fim?
– Q-Q-Quê? – Elza enrubesce ainda mais. – N-Não, eu... V-Vocês cismaram! J-Já não bastam as meninas e a minha irmã também... Agora até você?
– A Luciana também? Mas ela falou o quê?
– Ah... Er... D-D-Deixa quieto!
–... Que você tá apaixonada? – Pisca um olho novamente e dá um sorriso malicioso. Elza a olha muito envergonhada. Fica em silêncio, respira fundo e diz:
– T-Tá bom! Tá bom! E-Espera aí! – A morena concorda, entretanto, estranha o pedido da anfitriã que caminha até a porta de seu quarto, abre uma pequena fresta para ver se não há ninguém por perto para ouvir a conversa de ambas e a fecha sem trancar, em seguida. Pega um pufe e senta-se em frente à amiga.
– Ai, Elza! Para de mistério! Você tá me deixando curiosa!
– C-Calma! É que... B-Bom...
– Vai, fala! Desembucha! Você conheceu alguém? – Bianca sorri ansiosa pelo que Elza tem a lhe contar. A garota de olhos claros dá sinal positivo com a cabeça, muito ruborizada e sorrindo timidamente. A amiga visitante fica boquiaberta. – E aí? Você tá... Namorando, então? – Pergunta ela quase sussurrando já que Elza lhe avisara da proibição de Rubens.
– N-Não, não! Não chega a tanto!
– Então... O que aconteceu? Você beij... Vocês se beijaram? – Pergunta a amiga de Elza estupefata.
– N-N-Não! Claro que não! T-Tá certo que ele tentou, mas...
– ELE TENTOU TE BEIJAR? – Bianca fica com a boca aberta, admirada.
– Shhhhhhhiiiu! – A jovem loira balança sua mão repetidamente com o dorso para cima para que Bianca fale baixo.
– Ah... Er... Foi mal! – Elza, apreensiva, anda até a porta para ver se não há ninguém por perto que possa ouvir a conversa das meninas. – Vem! Senta aqui na cama e eu no pufe! Assim, fica melhor pra você vigiar a porta! – Elas trocam de lugar e prosseguem com o diálogo. – Mas, então, me conta! – Murmura. – Ele tentou mesmo te beijar? Mas ele... Quem?
– O garoto mais incrível que eu já conheci! – Sorri largamente.
– Nossa! Sério? – Ainda boquiaberta, Bianca levanta as sobrancelhas, e dá um breve sorriso, curiosa.
– Hum-hum! – Elza concorda, balançando a cabeça com sinal de positivo.
– Tá, mas... De onde ele é? Como você o conheceu? Conta! Tô ficando muito curiosa!
– Bom... Sabe aquele dia que a Ariane tava falando de um “gatinho” que ela viu... Cercado de meninas?
– Hmm... A Ariane fala de tantos “gatinhos”! – Ri e Elza também.
– Mas era um dia que ela começou a falar e eu estava meio irritada, nem quis ouvir e saí, lembra?
– Aaah... Mas você também vive irritada! – Brinca e ri mais uma vez.
–... O quê? – Elza dá risada igualmente.
– Eu tô zoando! Quando foi isso mais ou menos?
– Ahn... Ah, foi no primeiro dia de aula!
– Nossa! Tem... Praticamente um mês?! – Bianca levanta as sobrancelhas, pasmada.
– Aham! – Concorda a bela loira de olhos claros. – Eu saí de lá onde vocês estavam e fiquei andando até que tropecei em uma pedra...
– “Tinha uma pedra no meio do caminho. No meio do caminho tinha uma pedra”! – Interrompe e brinca mais uma vez a morena, recitando um poema muito conhecido de Carlos Drummond de Andrade. Elza franze as sobrancelhas, gargalha e pergunta:
–... Hã? Haha! Sua doida! Não é nada disso!
– Tá bom, vai! Continua! – Dá um breve riso e permite que a anfitriã prossiga.
– Então... Aí, eu caí de frente, sorte que não me machuquei! Mas quando eu fiquei de joelhos, limpando minha saia, eu ouvi um “Deixa que eu te ajude!”! Quando fui ver... Menina! Parecia um deus grego... Parado... Ali na minha frente! – Boquiaberta, Bianca pasma-se com a explicação de sua melhor amiga.
– Sério?
– Hum-hum! – Diz a menina balançando positivamente a cabeça. – Ele estendeu as mãos pra me ajudar a levantar! Eu fiquei feito boba olhando pra ele! Ai, que vergonha! Ele deve ter percebido! – Cora um pouco ao dizer isso e coloca rapidamente suas mãos no rosto, tirando-as, em seguida.
– Vixe! Será?
– Não sei! Se ele percebeu, não disse nada! Ai, ai... – Diz encalistrada.
– Haha! Mas continua contando! O que aconteceu?
– Ah, antes de levantar, eu fiquei olhando pra ele dos pés à cabeça! Não consegui falar nada! Dei as mãos pra ele e ele me ajudou a levantar! Depois, ele pegou meu caderno que tinha caído no chão, limpou com a mão e me entregou! E a única coisa que eu consegui dizer foi “obrigada”! – Elza ri muito envergonhada.
– Puxa! Cavalheiro, hein?!
– Verdade! – Sorri largamente e enrubesce.
– E como ele se chama?
– Alberto! – Mantém o sorriso e seus belos olhos cor de esmeralda parecem cintilar.
– Nooossa! Seus olhos até brilharam agora, Elza!
– S-Sério?
– Aham!
– Ah, é que ele é muito... Lindo, fofo, gentil, educado, divertido, carinhoso, romântico... Parece até um príncipe desses de contos de fadas! Às vezes, acho que ele não existe e que é tudo fruto da minha imaginação! – Diz ela, muito apaixonada.
– Uaaaau! – Bianca dá um breve riso, surpresa com o que sua amiga diz. – Mas como ele é fisicamente?
– Ah, ele é alto, f-forte... Assim... Er... S-Sarado... – Ri e ruboriza-se ao falar isso.
– Hmmm! Bem que as meninas disseram que você tá saidinha, né?! – Zomba piscando um olho e sorrindo de modo malicioso.
– N-Não tô, não! É que... D-D-Deu pra perceber, né?!
– Hahaha! Tá bom! Vai! Continua!
– B-Bom, ele... É cabeludinho... T-Tem cabelo liso... Até o ombro, castanho claro... É moreninho... P-Pele parda, né?! Tem uns braços... Fiquei boba olhando os braços dele! – Explica ela fazendo gestos. – E... Ele tem um olhar... Profundo, sabe? Parece que ele olha você até a alma! Ai, ai... – Suspira. – Lindo aquele olhar! E... Um sorriiiiiiiso! – Deita-se na cama pegando uma almofada que há nela e abraçando-a. Bianca ri e fica mais uma vez estarrecida, contudo, feliz pela alegria da menina. – Ai, aquele sorriso é uma perdição! Minha Nossa Senhora dos sorrisos perfeitos! – Brinca ainda deitada. Sua amiga gargalha.
– Uoooou! Você tá mesmo apaixonada!
– T-Tô, é? – Pergunta Elza ao sentar novamente em sua cama.
– Ué! Você ainda tem dúvidas?
– Ai, ai... A-Acho que não, m-mas... Como se sabe mesmo quando se está apaixonada?
– Seu coração bate acelerado quando você o vê?
– Hum-hum! – Consente.
– Suas pernas bambeiam?
– B-B-Bambeiam!
– Você esquece o mundo quando ele tá perto?
– Aham!
– Pensa nele o tempo todo?
– P-Penso!
– Então, você TÁ apaixonada!
– Ai, aaai... – Elza deita-se na cama mais uma vez. – Mas eu não queria estar! Lembra que eu sempre falei isso?
– Lembro! Mas Elza, ele não corresponde? Você mesma disse que... Ele tentou te beijar!
– É... Só que eu não sei como ele é com outras pessoas! Quando nos encontramos, estávamos só nos dois, sem mais nenhum amigo ou conhecido dele ou meu! E, principalmente... Não sei como ele é com outras meninas... – Suspira. – Se ele é tão lindo e fofo assim, deve ter um monte de... – Pausa e se controla para não insultar e sentir ciúmes ao imaginar outras garotas paquerando seu amado. –... Meninas no pé dele... Fora que ele mesmo pode falar assim com todas as meninas, mesmo dizendo que não! Não tá cheio de homem que faz isso? Aaai! Dizem que se apaixonar dói! E eu sempre tive medo disso! – Expressa receio e esmorecimento em seu rosto.
– Hmmm... Ah, mas... Tem que ver se ele faz isso mesmo! ‘Me conta’ tudo! Como foram os encontros de vocês?!
– Encontros? – Elza ri envergonhada e torna a sentar-se em sua cama. – Falando assim, parece que a gente combinou...
– Haha! Não... Ah, você entendeu o que eu quis dizer! – Ri igualmente.
– Entendi, sim! – Sorri de modo tímido. – Ah, então... É muita coisa pra contar! Você quer mesmo saber TUDO?
– Muita coisa? – Bianca abre a boca estupefata. – Claro que quero! Ainda mais agora que você falou isso!
– V-Vou contar, então! – Diz ela encabulada. – Só que é muita coisa MESMO! Você tem paciência e tempo pra ouvir?
– Claro! Pode me contar tudo! Tenho todo o tempo do mundo! Uma notícia dessa não pode passar batida!
– P-Para! Tá me deixando sem graça! – Elza enrubesce um pouco e ri.
– Hahaha! Tá bom! Não precisa ficar sem graça! Mas eu quero saber, hein?!
– Ok! Ah! Tem mais uma coisa!
– Mais? O quê? Elza, você fica me deixando curiosa! Desembucha logo! – Apressa Bianca impaciente.
– É que... Eu tenho que contar com muita calma!
– Affe! Você tá é fazendo suspense, meu! Conta logo! – Elza gargalha.
– Desculpa! É que eu tô criando coragem!
– Vou te dar uma poção da coragem porque minha curiosidade não está se aguentando! – Brinca. – Para de pensar tanto no sorriso e no olhar dele e fala, vai!
– Haha! – A loira de olhos claros fica encalistrada. – Difííícil... – Suspira.
– Tanto assim, é? – Bianca sorri timidamente.
– Aham! – Elza sorri do mesmo modo que sua amiga e expressa paixão no olhar.
– Minha tia me disse uma vez que, antigamente, se dizia que uma pessoa muito bonita era um “pedaço de mau caminho”! Por acaso, esse tal de Alberto é um pedaço de mau caminho? – Galhofa.
– Pedaço? Ele não é só um pedaço! Ele é o mau caminho inteiro! – Elza devolve a brincadeira e deita-se mais uma vez em sua cama, abraçando a almofada novamente. Bianca gargalha. – Bem que dizem que a gente fica besta quando se apaixona!
– Perde a razão, né?!
– Completamente! Você vê como eu sou com os outros meninos! Nem dou moral pra eles! Mas com o Alberto... – Suspira mais uma vez. – Quando ele chega perto, eu fico parecendo uma pamonha!
– Hahaha! Você sabe que as meninas vão surtar quando souberem, não é?!
– Aham! Por que acha que eu não falei nada pra elas? – Comenta a menina encabulada e risonha e, logo após, torna a sentar-se.
– Mmm... Elas vão pilhar! – Elza consente com a cabeça. – Se você demorar muito, elas vão cobrar depois: “Mas por queee não contou aaantes?”! – Bianca imita suas amigas, imaginando a reação delas ao ouvir a notícia de Elza. A bela loira somente aperta seus próprios lábios demonstrando apreensão, não obstante, mantém-se ridente. – A Marília, então... Pergunta direto do seu... Noivo! – Ambas riem. – Aliás, agora, ela vai querer que você seja noiva desse Alberto, quer ver? – Gargalha. Elza ri um pouco e fica razoavelmente corada.
– Hm... T-Tenho mais uma coisa pra te contar!
– Ah, sim, é mesmo! Mas o quê? – Pergunta a morena perplexa e intrigada.
– Eu acho que... É ele quem me defende! – Bianca abre a boca, aturdida pelo comentário de sua amiga.
– Sério, Elza? Mas... Como você descobriu?
– Não! Eu não descobri, só desconfio! Apesar de ter quase certeza porque parece muito...
– Como assim? ‘Me conta’ tudo! Agora, sim, você me deixou mais curiosa ainda!
– Haha! Não, é que... Ele tem muita coisa super parecida com... Com... Com a pessoa que me protege! – Diz ela envergonhada e com um sorriso tímido no rosto. – Ele é super fofo... Assim como a pessoa que me defendeu aqueles dias, fala quase as mesmas coisas, já falou comigo mudando um pouco a voz que é idêntica a do... Do...
–... Seu noivo! Pronto! – Caçoa a formosa morena, rindo, em seguida.
– Ah... É... Que seja! Sendo o Alberto... Tudo bem! – Concorda ela apaixonada e brincalhona. Bianca ri mais uma vez. – Enfim... Eles têm umas coisas bem parecidas, até a risada dele se parece bastante! Ah! Ele se esconde bem também!
– Jura? – Bianca pergunta boquiaberta.
– Sério! Eu percebi isso quando ele me protegeu... Um dia desses!
–... E você fala isso nessa calma? – Elza gargalha encabulada. – Pode me contar tudinho! Como assim ele te protegeu?
– É que... Teve um dia em que a gente se encontrou... P-Por acaso e...
– Hmmm! Por acaso, sei! – Zomba. Elza ri enrubescida.
– É sim, boba! Então, ele me agarrou... Er... Q-Q-Quer dizer...
– Te agarrou? Tá assim, é? – Escarnece a morena outra vez. A anfitriã não se controla e solta uma gargalhada, apesar de muito ruborizada.
– Para! Larga de ser besta! – Ambas gargalham.
– Tô sendo boazinha, hein?! Você sabe que as meninas vão pilhar e zoar... – Elza concorda com a cabeça mais uma vez e, ridente, apenas diz “Hum-hum”. – Mas como assim ele te agarrou?
– Não, é que... Um dia que a gente se encontrou, a gente tava conversando e ele me chamou pra um lugar... Pra ir pra trás de um muro lá e...
– Hmmm! Atrás de um muro?! – Zomba Bianca a interrompendo. Elza gargalha novamente e fica meio sem jeito.
– Ai, para! Não é nada disso!
– Hahahaha! Sei não vocês dois, hein?!
– Bianca! – A loira joga uma almofada na amiga que ri e devolve a mesma. – É sério! Ele me levou pra trás desse muro pra me proteger! A gente ouviu uma voz que parecia ser do Lucas! – A menina de cabelos negros, compridos e pele alva abre a boca e os olhos estarrecida.
– O Lucas?
– Aham! Eu não tenho certeza porque não conheço tão bem a voz dele como a do Fellipe, mas, eu sei que o Alberto tava me protegendo de alguém! Ele me disse que ele é que não gostava deles e que eram três pessoas, três ‘caras’ pelo que entendi! Mas eu acho que eram o Fellipe e o Lucas! Só não sei por que ele não quis me dizer!
Ainda boquiaberta Bianca responde:
– Elza, as meninas vão surtar. – Repete. – A Marília vai enlouquecer!
– E eu não sei? – Brinca a bela jovem protegida por Alberto. – Quero nem ver...
– Mas você não vai contar?
– Vou! S-Só não sei quando!
– Por quê?
– Criando coragem... – Sua amiga ri.
– Melhor contar logo pra elas! Senão, depois...
– Ai, ai... – Interrompe a jovem de cabelos claros. – N-Não dá pra esperar um pouco? Eu quero contar, mas, eu sei que elas vão pilhar até “umas horas”...
– Tá bom! Acho que dá, sim! – Bianca ri um pouco.
– Mas não conta nada você também, hein?! Por favor...
– Claro que não! Só que você se prepare para as reações delas...
– Ai, ai, ai... – Elza põe as mãos no rosto e cora risonha só de imaginar suas amigas escarnecendo a situação e muito curiosas para saber tudo o que lhe acontecera ao conhecer Alberto.
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