Fica Comigo? Ps: A Vida Inteira.

15 Capítulo 11 - Doce e misterioso herói - Parte 3


Notas iniciais
Enfim... A terceira parte do capítulo 13! o/ shuauhsa Ainda têm mais duas partes, viu, gente? Aguardem com muita calma! Não se afobem! Não se apavorem! Não se desesperem que, logo, eu posto mais. =D kkkkkkk Estão percebendo que eles estão cada vez mais "próximos"? :3 Tomara que gostem! *----*

Enquanto isso, na praça onde Elza fora atacada, Alberto olha de um lado para outro para verificar se não há ninguém por perto. Assim que confirma que está tudo tranquilo, olha para baixo e, procura, no chão, a bolsa de sua protegida que, logo, encontra jogada com seus fechos para cima. Sorri de lábios fechados mais uma vez, abaixa-se e pega a pequena bolsa da menina pela alça. Confere se não há mais ninguém no local novamente e retorna em passos rápidos, tanto para ficar perto de Elza de novo, como por certo acanhamento caso seus amigos o vissem naquela situação. Retorna à praça onde Elza está e, levantando o objeto para mostrar a ela, pergunta com um leve sorriso:

– É esta?

– Você achou minha bolsa! – Diz a menina surpresa e contente. Alberto entrega a ela, sentando-se no banco, pegando o pano e colocando-o quase na outra ponta do assento assim como sua garrafa d’água. Posiciona sua perna do outro lado como anteriormente e a garota prossegue, abrindo-a para verificar se tudo o que contém na bolsa não teria sido furtado. – Ai, que bom, tá tudo aqui! – Tira um bolo grande de dinheiro, devolvendo logo em seguida, assim como seus itens de maquiagem. Alberto olha estranhamente, porém sem dar muita importância.

– Você deu sorte! – Fala o rapaz sorrindo de modo tímido.

– É... – Responde um pouco sem jeito correspondendo ao sorriso de Alberto.

– Se bem que... Aquela praça não é muito movimentada, não é?

– N-Não... Mas... Poderia ter aparecido alguém e me roubado! Não meu batom e essas coisas, claro! – Elza brinca e ri um pouco!

– Só se fosse uma mulher! – Alberto devolve a brincadeira. A menina ri com timidez novamente e continua:

– Na verdade, poderia ter aparecido alguém mal-intencionado tipo... O Fellipe e o Lucas! Se eles vissem minha bolsa e soubessem que era minha, com certeza, iriam me chantagear! Ainda bem que eles não voltaram lá!

– Verdade! – O garoto expressa certa ojeriza ao ouvir estes nomes. – Então, você deu sorte mesmo!

– A-Acho que foi você que me deu sorte! – Diz ela, encalistrada e risonha, olhando para Alberto e, em seguida, para o chão à sua frente.

– E-Eu? – Balbucia e sorri largamente ao ouvir o comentário de Elza. – Que isso?! – Responde um pouco encabulado e surpreso.

– É... S-Se você não t-tivesse pegado minha bolsa pra mim... Se não tivesse me t-t-trazido pra cá nos br... Er... Q-Quer dizer... M-Me ajudado... Eu não sei o que p-poderia ter acontecido...

Concentrado na explicação da jovem, Alberto sorri apenas de modo tímido para, logo depois, abrir um largo sorriso mais uma vez, balançando sua cabeça para o lado direito vagarosamente:

– Imagina! Não precisa agradecer! – Enrubescida, Elza o admira por alguns rápidos segundos e, ao notar o que faz, procura sua bolsa que deixara no banco para, em seguida, pegar um batom e um pequeno espelho que guarda na mesma. O rapaz observa seus gestos atentamente enquanto Elza olha-se no espelho.

– Ave! Credo! Já tá na hora de retocar essa maquiagem! – Diz referindo-se à sua boca e passando o batom rosa. Alberto pensa “Ela passando batom e eu querendo tirar...”. – Pronto! – O garoto se aproxima de Elza, apoiando suas mãos no banco para não sair da mesma posição em que estivera.

– O primeiro dia em que eu te vi, você não estava muito maquiada... E posso dizer que fica linda do mesmo jeito! – O garoto refere-se ao dia em que falou com ela já se apresentando, sem ela saber que seria ele o seu protetor.

– Hm? Ah, q-q-q-que isso?! – Ao ver que a menina está prestes a guardar os objetos, o rapaz pede rapidamente.

– Me empresta seu espelho?

– Hã? T-Tá, mas... P-Pra que você quer um espelho de mulher?

– Eu quero ver se eu tô bonito! Não, não é isso, não! – Alberto zomba e ri fazendo Elza rir também. – Já te explico! – A jovem entrega o objeto a ele e o mesmo pergunta. – Como se abre isso aqui?

– Ai... Homens! – Brinca.

– Tá “me tirando”, é? – Sorri.

– N-Não! Brincadeira! Aqui, ó! – Elza abre o fecho do espelho e entrega novamente ao rapaz.

– Aaah, entendi! – Alberto pega o pequeno objeto e, levantando-o, mostra para a menina que não entende o gesto do mesmo.

– Q-Que você tá fazendo?

– Te mostrando o quanto você é linda já que não acredita em mim! – Elza ruboriza-se, arregalando os olhos e pegando o espelho da mão de Alberto para guardá-lo em sua bolsa.

– O... Que foi? Eu... Disse alguma coisa errada?

– E-Eu... Não gosto de cantada! – Responde séria e encabulada, olhando para baixo.

– Cantada? – Pasmado, o jovem sorri rapidamente tornando a ficar sério, porém, afável, em seguida. – Cantadas podem não ser sérias... E eu estou falando sério! Muito sério! – Diz olhando fixamente nos belos olhos arregalados de Elza que se ruboriza mais ainda.

– Ah... Er... E-Eu... A-Acho... – Alberto levanta suas sobrancelhas e ameaça um sorriso. – Q-Que... Vou levantar! – Elza abaixa sua cabeça e coloca suas mãos no banco, procurando um apoio para poder levantar-se. O garoto suspira brevemente.

– Tá! Eu te ajudo! – O jovem afasta-se um pouco da garota, ergue sua perna direita que colocara do outro lado do banco e levanta-se, ficando em frente à Elza. Estende suas mãos para ela que vê e toca nas mesmas assim como tocara na primeira vez em que o vira. A menina ergue-se com muita cautela e apreensão, contudo, anda lentamente com a ajuda de Alberto que segura suas mãos com firmeza. – Olha! Você tá conseguindo! – Diz um pouco sorridente.

– É... – Responde meio encabulada, primeiramente olhando para baixo e, em seguida, para ele, tornando a olhar para seus próprios pés logo depois. – M-Mas ainda dói um pouco e eu tô mancando...

– Então, é melhor você voltar a sentar e esperar mais um pouco!

– A-Acho que v-você tem razão! Eu vou... AI! – Elza dá um tropeção e seu corpo desliza-se para frente de encontro com os braços de Alberto.

– Opa! Cuidado! – Diz ele, com brandura e preocupação. A menina levanta sua cabeça e, quando percebe que está mais próxima do garoto, enrubesce e arregala os olhos, ficando entorpecida e extasiada por alguns segundos. Assim como Elza, Alberto também embevece ao perceber que a tem em seus braços e, assim que nota, a abraça ainda mais, contudo, sem exageros, pois, tem receio da jovem querer escapar de seus carinhos, sabendo de tudo que ela tem passado. Todavia, mais uma vez, não resiste ao que sente por Elza e aproxima seu rosto ao dela vagarosamente. A garota observa a aproximação de Alberto e, por um instante, permanece inerte. Assim que o jovem chega mais perto de seu rosto, a menina abaixa sua cabeça e percebe que está tocando nos braços fortes de seu protetor. Fica encabulada com a situação e abaixa ainda mais sua cabeça até olhar o chão. Sem saber o que dizer, apenas geme um pouco de dor ao tentar andar para trás novamente e poder sentar-se. Igualmente sem jeito, Alberto repara que Elza se afasta dele, no entanto, ainda segura em suas mãos para que ela não caia como ocorrera antes. – Er... Dói andar assim? – A moça olha rapidamente para ele, entretanto, torna a olhar para baixo, com muito acanhamento.

– Hum-hum! – Balança positivamente a cabeça e responde, concordando.

– Então, espera... ‘Se apóia’ em mim! – O rapaz coloca o braço esquerdo de Elza em volta de seu pescoço mais uma vez, enquanto ela, meio atordoada, franze as sobrancelhas como se lhe perguntasse algo. Alberto agacha-se e carrega a menina em seus braços novamente, fazendo com que a mesma fique em demasia ruborizada. Caminha até o banco e a coloca sentada no mesmo assim como fizera anteriormente. Elza arregala seus olhos enquanto o rapaz a olha com admiração mais uma vez.

– Não me acostumei com isso... – Vira sua cabeça e murmura bastante encalistrada.

– Como? – Pergunta ele, sorrindo de modo tímido.

– N-Na-Nada! N-Nada, não!

Alberto prefere não insistir e senta outra vez com as duas pernas viradas para frente. Ainda um pouco sem graça com o que acabara de acontecer, pergunta a Elza que permanece extremamente enrubescida:

– Você... Mora com os seus pais? – Antes de a garota responder, pensa: “Não! Se ela tá preocupada que os pais a vejam assim, eles devem morar lá na China! Alberto, pensa antes de falar! Droga! Foi... A primeira coisa que me ocorreu...”

– M-Moro! E você?

– Er... Também! Com meus pais e minhas irmãs! Uma mais velha e uma mais nova!

– Ah, sim! Também tenho uma irmã... Mais velha!

– Coisas em comum! – Diz o jovem sorrindo timidamente.

– Ahn... É... – Elza ri de modo delicado e breve, muito encabulada.

– E... Você gostou de vir morar aqui... Apesar de tudo? Ah... Claro que não, né? Que pergunta a minha...

– Gostei! G-Gostei, sim! – O rapaz a olha estarrecido.

– Sério?

– S-Sim! Eu... Er... Conheci amigos aqui! – Alberto sorri de lábios cerrados mais uma vez, contudo, logo, muda sua expressão, atônito:

– Espera aí... AmigOS? Mas... Você disse que só tinha amigas...

– E... V-Você não queria ser meu amigo? – Responde Elza sorrindo timidamente e ainda corada fazendo com que Alberto sorria largamente.

– Sou seu amigo?

– C-Claro, Alberto! T-Tem me ajudado d-desde que te c-conheci... Aliás, só você e minhas amigas que sabem isso do Fellipe e do Lucas e... Er... T-Tudo o mais! Confio em você, hein?!

– Claro! Fica tranquila! Não vou contar pra ninguém... “Pera”... Você lembra meu nome? – Indaga sorridente.

– L-Lembro! – “Como poderia esquecer?” pensa a menina.

– Eu... Pensei que nem se lembrasse mais, já que você nunca falou...

– É que n-não houve oportunidade! – Alberto sorri de modo tímido de novo e diz:

– E... Er... Eu não sei o seu nome ainda!

– Elza! Meu nome é Elza!

– Elza! – Diz com doçura e devagar. “Finalmente sei o seu nome!” pensa. – Parece uma coisa meio James Bond! – Brinca fazendo a menina rir e franzir as sobrancelhas, estranhando seu comentário:

– Q-Quê?

– É... Quer ver? É tipo... Vou dar um exemplo com o meu nome: Meu nome é Carvalho! Alberto Carvalho! – Elza gargalha assim como o rapaz, contudo, um pouco encabulada.

– Deixa de ser bobo! – Diz com brandura. Alberto responde murmurando e ficando mais sério e extasiado com a menina:

– Difícil perto de você...

– O... Q-Q-Quê? – Elza enrubesce com o que acredita ter ouvido.

– Eu disse... Míssil coberto por um doce... – Mente e brinca o rapaz um pouco envergonhado.

–... Hã?

– É... O filme que eu vi ontem...

– Ah... – Estranhando o que o garoto fala, a jovem prefere mudar de assunto, resolvendo explicar sobre seu nome. – B-Bom... Meus pais, principalmente a minha mãe, gostam desse nome, mas, ele é muito antigo! Hoje em dia, eu só vejo senhoras com o nome Elza, deve ser muito raro ter alguém da minha idade...

– Ah, se for ver, Alberto também é um nome meio antigo...

– Mas é mais comum!

– Então! Sou uma pessoa comum! Você é especial! – Sorri timidamente fazendo Elza corar, segurando um sorriso e abaixando sua cabeça.

– Ah... M-M-Maaas... T-Tem uma gíria também... “Dar a Elza”, já ouviu? – O rapaz balança negativamente a cabeça e franze as sobrancelhas.

– Não!

– É uma gíria gay!

– Ah, então, é por isso que eu não conhecia! – Zomba. Elza gargalha novamente.

– Quer dizer “roubar”! Por que inventam gírias com nomes?

– Ah, mas... Aposto que não tem nada a ver com o significado do seu nome, isso é só uma gíria... Eu posso pesquisar pra você...

– N-Não precisa! Eu sei o que significa! Elza quer dizer divindade ou... V-Virgem das águas! – A garota sorri de modo tímido.

– Uau! Viu como é um nome lindo? – Alberto ergue as sobrancelhas e sorri para a menina. Embora fique encabulada pelo elogio e por ver o sorriso do rapaz, Elza prossegue:

– F-Fora que... Roubar? Nunca roubei nada! – Brinca e ri um pouco, porém, expressa certa antipatia pela expressão.

– Certeza? Nem beijos ou corações? – Caçoa Alberto fazendo Elza ruborizar-se mais uma vez.

– M-M-M-Muito menos! B-B-Beijos... N-Nunca! E-Eu s-s-sou BV*... B-Bom, v-você d-deve i-imaginar por tudo q-que eu j-já f-f-falei... – Balbucia.

– E qual é a vergonha nisso?

A menina apenas o olha com muita timidez, abaixando seu rosto novamente.

– E... E... C-Corações... M-M-Menos ainda... – Alberto aproxima-se de Elza e toca em seu rosto carinhosamente.

– Será? – Elza arregala seus belos olhos e lhe pergunta:

– Q-Q-Q-Que v-você t-tá f-f-fazendo... D-De novo?

– Àquela hora, eu estava tentando te mostrar o quanto você é linda e, agora, confirmando o que disse...

– T-T-Tá, m-maaas... S-Será q-que você p-pode mostrar mais p-pra lá? T-Tá m-m-muito p-perto... – Diz, apesar de gostar dos carinhos do rapaz, parecendo ríspida, entretanto, é apenas timidez perto do mesmo. O garoto respira fundo e, sério e amuado, responde, afastando-se da menina, em seguida:

–... Tá! Entendi! – Abaixa sua cabeça entristecido e permanece em silêncio.

Elza pensa: “Nããão! Volta aqui! Droga, Elza, sua tonta! Por que você foi falar isso? Eu... Gosto dele, mas, quando ele chega perto fico tão sem graça que acabo fazendo besteira! E agora? Que que eu faço? Awn, ‘tadinho’, ele tá triste... Como pode ser tão fofo? Eu não sei o que... Ah, já sei! Só se... É, vou tentar!”.

– A-Acho que vou levantar de novo... – Alberto olha a garota e ameaça se levantar.

– Tá! Eu te ajudo! – Ao ouvir isto, Elza lembra-se de como fora da última vez e, muito envergonhada, responde:


– P-Pensado bem, a-acho m-melhor esperar m-mais um pouco!

–... Ok! – Diz seu protetor com ternura, apesar de ainda um pouco consternado. No entanto, prossegue. – Elza...

– Hm?

– Eu... Não tenho nenhum contato seu, telefone, e-mail, nada... A gente só se encontra por acaso... Apesar de eu não acreditar em acaso! – Fixa seu olhar no da jovem. – Será que você me passaria seu telefone ou, se preferir, eu passo o meu e você me liga... Quando quiser...? – Elza mexe em sua bolsa e pega seu celular. Aperta algumas teclas e fala, entregando a Alberto:

– Anota o número! – “Tá que eu vou morrer de vergonha de ligar, mas... Eu quero mesmo o telefone dele!” pensa. Alberto sorri timidamente. Digita seu número de telefone celular e entrega o aparelho à moça. Ela pega, aperta teclas novamente e pergunta. – Tá com o seu celular aí? – Alberto pega o aparelho telefônico no bolso de sua calça.

– Tá aqui!

– Vou ligar pra você pra confirmar o número! De repente, você digitou errado... Acontece! — Elza liga para ele fazendo tocar uma música do próprio aparelho celular do rapaz. Desliga e continua o que dizia. — Pronto! Agora você já tem meu número! – Sorri com muita timidez. O garoto olha o número de Elza no visor e abre um sorriso largo para a menina que faz o mesmo, abaixando a cabeça logo depois, enrubescida. – “Consegui! Deu certo!” pensa a menina mais uma vez.

– Vou salvar você aqui!

– V-Vai o quê?

– Pronto! Tá protegida! – Brinca, sorrindo timidamente, contudo, ameaçando um sorriso aberto. – Adicionei seu número!

– Engraçado ouvir isso de você... – Fala Elza perplexa e suavemente risonha.

– Engraçado por quê? – Pergunta ele igualmente risonho, fingindo não saber de nada.

– N-Não! Nada! D-Deixa pra lá... Er... V-Vou levantar! – Antes que Alberto diga qualquer coisa, ela completa. – M-Mas p-pode deixar q-que eu q-quero tentar a-andar mesmo s-s-sozinha!

– Tá certo! Mas eu vou ficar em pé aqui pra te ajudar, se você precisar!


Notas finais
*BV = Boca verde ou boca virgem, ou seja, nunca beijou na boca Continua... Pessoal, eu fiquei na dúvida quanto ao verbo tanto no início em "caso seus amigos o vissem naquela situação" (vissem ou vejam? já que está no PRESENTE) quanto em "Antes que Alberto diga qualquer coisa, ela completa" (diga ou dissesse?) no final. Se vocês souberem, por favor, me falem, tá? Me ajudam MUITO! ;) Obrigada por lerem! ♥