Fica Comigo? Ps: A Vida Inteira.

14 Capítulo 11 - Doce e misterioso herói - Parte 2


Notas iniciais
Bom... Como prometida: A segunda parte do capítulo. o/ uahsuhsa Aguardo ansiosamente mais alguns reviews, mas, acredito que as minhas leitoras (digo leitorAS porque a maioria que comenta na minha fic aqui do Nyah, ou seja, que eu conheci ou tenho contato só por aqui são meninas/mulheres rs) ainda irão aparecer! *-* Porém resolvi postar logo pra não matar mais ninguém de curiosidade (e nem eu mesma de ansiedade porque estava morrendo de saudades dos meus leitores e dos meus reviews, confesso, hahaha)! :3 Aí vai mais uma dose de mel como diria o meu divo Fellipe (presente em um pequeno flashback com mais uma de suas maldades, muahaha kkk) e comédia e... Bom... LEIAM! *----* uhsauhas

- Atacada? Não! Foi... Coincidência! Eu te vi lá e... Não podia deixar você assim... No chão... Machucada!

-... M-Mas... N-Naquele dia que... Você me p-protegeu, eu reparei que... Sua risada é igual à dele... Você falou meio sussurrado que nem ele... Se esconde bem e... – “É muito fofo!”, pensa. -... Só isso! – Conclui ligeiramente encabulada.

-... Esse povo que fica me imitando! — Zomba, fazendo Elza rir após um breve pasmo.

- Q-Quê?

- É! Esse povo gosta de me imitar! Mas eu já falei pra eles pararem com isso e...

-... Imitar? – Pergunta risonha. – Sei! Mas... Ele também gosta de fazer piadinhas... Que nem você! Tipo a dos capítulos da novela! – O garoto engole em seco.

-... Ah, mas... Brincar, “zoar”... Muitas pessoas fazem isso! É sério! Foi... Coincidência! Eu só cheguei e te vi machucada... Não vi ninguém lá! Sobre me esconder bem... Não, não! Foi pura sorte! Eu queria, sim, te proteger pra não deixar te acontecer nada! Eu ‘tava’ preocupado com você! – Elza pensa: “Preocupado comigo?” e se segura para não sorrir, contente pelo comentário de Alberto. – A risada e a voz sussurrada... Você pode ter se confundido! Às vezes, a risada ou a voz ficam parecidas com as de outras pessoas...

- Coincidência? – Olha desconfiada.

- Isso! – O rapaz engole em seco novamente tentando fazer a menina acreditar em sua desculpa.

- Tem certeza? – Alberto pensa: “Não!”, porém, responde:

- Tenho!

- Hm... – Elza vira sua cabeça para frente e a abaixa, um pouco amuada, o que faz Alberto pensar como se conversasse consigo mesmo: “Ela ficou triste? Ah, Alberto, se controla! Assim, você vai acabar contando...”.

- Mas... Você disse que foi atacada? Como assim? O que fizeram com você? – A garota olha para ele mais uma vez e, entre continuar fitando-lhe, olhando para baixo e para frente, explica:

- Não... É que... O Fellipe e o Lucas vivem me enchendo! Principalmente o Fellipe! Há dois anos, quando eu morava em outra cidade próxima daqui, na minha outra escola, ele foi falar comigo, perguntou o meu nome, eu respondi e...

FLASHBACK

Início do ano letivo. Na escola em que Elza estudara, durante o intervalo de aulas, Fellipe, mais alto e forte que seus demais colegas, solta a camisa do uniforme de um deles, ameaçando-o:

- Sai! E vê se, agora, aprende com quem mexe! – O garoto afasta-se assustado enquanto o nefando o observa atento. Logo depois, vira-se e vê Elza que faz sinal para Bianca e diz a ela que vai ao sanitário, enquanto sua amiga avisa que irá comprar algo na lanchonete da escola. Passando por Fellipe, o mesmo a chama, após pensar: “Uau! Que gata! Hmm... Vou conquistar essa guria e fazer esses “manés” babarem de inveja! Além do que... Ela é uma delicinha, hein?!”.

- Oooi! – Elza para assim que Fellipe fala com ela.

- O-Oi!

- Qual é o seu nome?

- Elza!

- Hm... Elza! É nova aqui na escola?

- Er... Sou! – O garoto passa seu braço pelos ombros da garota e a mesma vira sua cabeça para o outro lado, observando seu gesto, um pouco encabulada.

- Ah, que linda! Uma novata! Deixa que eu apresente a escola pra você!

- Não! N-Não precisa! Minha amiga já me mostrou! Obrigada! – Elza se desvencilha de Fellipe e anda depressa até o banheiro, enquanto o malvado fica sem falas.

- Hmm... É tímida! – Diz em voz baixa e pensa, em seguida: “Mas vai largar toda essa timidez quando vir como eu posso te fazer feliz, guria!”.

FIM DO FLASHBACK

-... E, desde então, ele fica no meu pé achando que eu vou querer alguma coisa com ele! – Diz Elza, contando como conhecera Fellipe, entretanto, à sua maneira. Alberto pensa furioso: “Desgraçado! Aproveitador! Filho da mãe!”, pisca os olhos e prossegue “Calma! Disfarça, senão, ela vai perceber!”. – E, aqui, conheceu o Lucas que o ajuda nas maldades dele! Affe! – “Esse Lucas também é outro...”, pensa o rapaz. – Pouco depois que eu me mudei pra cá, ele se mudou também! Disse que veio atrás de mim quando eu perguntei! Nem sei, já não duvido, ele é louco! – Alberto apenas permanece em silêncio, escutando toda a explicação de Elza e irritado com a insistência de Fellipe em atormentá-la, até que resolve dizer:

- Ele devia era voltar para o planeta de onde veio!

- Q-Quê? – Pergunta a menina risonha.

- É! Deve ser um ET esse “cara”! Acho que não entende em nenhum idioma que é pra te deixar em paz! Tá louco!

— É... – Elza ri um pouco. – Deve ser!

- Er... Continua o que ‘tava’ dizendo! Eu te interrompi! Desculpa!

- Não! Tudo bem! É que... Eu ia dizer que estudei um ano só naquela escola porque meus pais estavam meio sem “grana” e a mensalidade era menor! Só que, em compensação, era tudo muito desorganizado, meio sujo o ambiente e o ensino não era dos melhores! A minha amiga ficou lá por três anos até que os pais dela resolveram se mudar pra cá e conheceram outra escola, a que eu também estudo! Eles conversaram com os meus pais e, seis meses depois, eu também me mudei, tanto de cidade quanto de escola!

- Entendi! E... Você quer ajuda pra afastar esse “cara”? Ou melhor, ESSES “caras”? Porque, se precisar, eu... – Se oferece, fingindo já não ajudá-la e nem conhecer os dois perversos garotos.

- Não, não! Não precisa! – Responde a menina, levemente risonha. –Já tem alguém que me defende! – Vendo o sorriso de Elza e ouvindo seu comentário, Alberto encanta-se e diz, procurando controlar sua alegria:

- Ah, é! Você me disse!

- E... É difícil alguém querer enfrentar aqueles dois! Eles ameaçam e cumprem e como são mais fortes que os outros... O único que eu sei que conseguiu bater neles foi... Esse que me... Protege! – Explica sorridente o que, além de seu belo sorriso, suas palavras fazem o garoto embevecer-se ainda mais. – Ele me prometeu que ia aparecer, que ia se apresentar! E, até agora, nada! Isso já faz um mês! Ele só aparece mesmo quando o Fellipe vem me encher! Só que hoje, por exemplo, eu não o vi! Ou melhor, ver eu não vi mesmo porque eu nem sei quem é... – Alberto, mais uma vez, controla-se para não sorrir. – Mas eu acho que ele deve ter aparecido porque o Lucas e o Fellipe falaram como se conhecessem quem ‘tava’ chegando!

- Hm? Como assim? O que eles disseram? – Pergunta ele intrigado.

- Ah, o Lucas tava dando cobertura pro Fellipe e falou assim: “’Vambora’, Fellipe, tem gente... Ou melhor, idiota vindo aí!” e o outro respondeu: “Vamos! Não quero olhar a cara daquele nojento!”! Affe! – Elza balança a cabeça negativamente. Alberto pensa mais uma vez: “Idiota? Nojento? Pois ainda vão olhar muito pra minha cara, esses...”. – Nojentos são eles! – O garoto não se aguenta e sorri, porém, timidamente.

-Pode ser que ele tenha ido atrás deles e não te viu lá no chão...

-É... Pode ser... — Elza abaixa a cabeça um pouco amuada. – Ou será que ele já esqueceu o que me prometeu ou me disse que ia aparecer só pra eu não ficar fazendo um monte de perguntas?

- Eeei! – Alberto levanta-se do banco, passando sua perna direita para o outro lado e abaixa-se em frente à Elza. Apoia-se no banco com a mão esquerda e, com a direita, toca no queixo da menina, levantando seu rosto. – Ele não te prometeu que vai aparecer?

- P-Prometeu! Eu... Pedi pra ele não esquecer e ele me disse “Nunca”!

- Então! Acredita! Logo, logo ele deve se apresentar! – O garoto solta o queixo de Elza lentamente e apoia a mão em sua própria perna.

- Ele me falou também que podia aparecer e eu não ia nem saber quem é! – “Ela se lembra do que eu falei!”, pensa novamente o rapaz.

- Que... Mistério, hein?! – Brinca, controlando-se ao máximo para não rir.

- Pois é! – Alberto ergue-se e torna a sentar-se no banco, desta vez, com as duas pernas para frente, enquanto a menina o acompanha com o olhar, um pouco suspeitosa. – Mas eu queria agradecer! – “Não precisa agradecer, minha pequena!”, Alberto diz em seu pensamento e sorri leve e timidamente. Toma mais uma vez a água em sua garrafinha. – Será que eu tenho que fazer que nem minhas amigas disseram pra ver se ele aparece? Dar um abraço, um beijo ou quem sabe... – Elza brinca e enrubesce. -... Até namorá-lo? – O rapaz cospe um pouco da água para frente estupefato com as sugestões da garota. “Precisa agradecer, sim!”, pensa. Elza estranha a reação do rapaz, afastando de leve seu corpo e franzindo as sobrancelhas. O jovem levanta-se e pensa, de costas para a menina: “Calma, Alberto! Se controla, senão, você vai estragar tudo!”. – Tá... T-Tudo bem? – Pergunta pasmada. O garoto vira-se para ela e responde com certa brandura:

- Maravilhoso... Quer dizer... Tá... Tudo bem, sim!

- Hm... – Elza o olha desconfiada. – Tá... Er... E-Então, como eu dizia... – Enquanto a olha extasiado, o rapaz dobra o joelho da perna esquerda e encosta-se em uma árvore próxima ao banco. – Er... Claro que isso é brincadeira, né?! – O rapaz muda sua expressão, antes meio ridente, agora, um pouco consternado. “Ah, é?!”, pensa ele. – As minhas amigas são... Meio... Doidinhas! – Elza ri um pouco. – Eu sou... G-Grata a ele... Só isso! M-Mas elas ficam com essa história de... N-Namorar e... Tal... – “Escuta suas amigas!”, reflete em seu pensamento o garoto. – As coisas não são assim... – “Mas podem ser!”, pensa mais uma vez. – Tem que... G-Gostar e... E-Enfim... – Alberto torna a assentar-se, levantando sua perna direita e posicionando-a do outro lado do banco mais uma vez. – Eu queria agradecer de alguma forma! Uma festa... Que acha de dar uma festa pra ele? – “Ela quer dar uma festa pra mim?”.

- Festa?

- É! Mas assim, não com muita gente! Minhas amigas e eu só! É só pra poder agradecer mesmo! Eu não sei o que fazer...

- Mas... – Meio risonho, o protetor de Elza prossegue. – E se ele não quiser festa? Ele nem se apresentou, nem apareceu... Acho que deve ficar feliz, mas, pode querer discrição!

- É... Você falou quase a mesma coisa que a Bianca, a minha amiga que se mudou pra cá também! – Fica meditativa por alguns segundos e continua. – Um presente? Ah, eu queria fazer alguma coisa!

- Que presente? – Disfarça um sorriso tímido.

- Ah... Eu não sei... Tenho que escolher... Só sei que eu queria agradecer! Aliás, você precisava ver! No primeiro dia de aula, o Fellipe ‘tava’ todo machucado! O Lucas também, mas, o Fellipe ‘tava’ bem pior! Olha, eu não vou dizer que eu gosto de violência, esses dois bem que podiam se tocar e parar de irritar e agredir os outros, mas, todo mundo já ‘tava’ de saco cheio deles! Aposto que, quem bateu neles que, só pode ser quem me defende, ia ser venerado pela escola! E eu ia estar lá! – Diz levemente sorridente e olhando para Alberto.

- Você ia fazer o quê? – Pergunta ele curioso.

- Hmm... Dar um beijo! – Elza brinca, o que faz o garoto pensar: “Me beija!”. A moça ri e segue. – “Zoando”! Eu não sei o que ia fazer! – “Aaahh, mas, de novo?” pensa ele, disfarçando certa inquietação. – Mas ia estar lá aplaudindo, provavelmente, junto com os outros alunos, não sei... – O rapaz deixa tombar no próprio banco a garrafa d’água que colocara em sua frente enquanto conversa com a jovem, porém, a levanta rápida e novamente. Elza vê e estranha risonha.

- Er... Foi de propósito! Eu... Sempre gosto de bater na garrafinha enquanto ‘tô’ conversando! – Zomba. A menina ri e diz:

- Você é engraçado! – Alberto sorri largamente.

- Sou? É porque você não me viu contando piada! – Caçoa mais uma vez fazendo Elza gargalhar.

- Que convencido!

- É verdade! Minhas piadas são tão boas que... – Muda sua expressão como se sentisse triste apenas para brincar com a menina. -... Todo mundo chora e me manda ir pra casa. – Elza controla a vontade de rir.

- Vai pra casa, então! – Brinca.

- Putz! – O garoto levanta-se, afastando o squeeze e ameaça ir embora fingindo entristecer-se. A garota gargalha.

- Ei! Espera aí! Volta aqui, seu besta! – O garoto olha pra trás e diz, rindo:

- Claro! – Senta-se como antes e, em silêncio, a admira que permanece risonha. Aproxima-se de Elza com cautela o que a deixa encalistrada. – Você é tão linda, sabia? – A garota enrubesce.

- Ah... Q-Q-Que isso?! – Abaixa sua cabeça muito encabulada, enquanto seu coração dispara. Alberto se aproxima mais e toca no queixo dela levantando seu rosto.

– É verdade! – Diz enquanto olha para seus olhos e lábios alternadamente. A menina arregala seus olhos e vê que Alberto tenta beijá-la. Recua devagar se mexendo no banco, solta o pano em que contivera o sangramento em seu braço e toca com as duas mãos em sua perna dolorida rapidamente, abaixando um pouco seu corpo para frente.

- Aaah... Aaaai, minha perna! – Diz quase gritando, extremamente envergonhada pelo avanço do rapaz que percebe e fica também um pouco encabulado.

- Er... Eu... – “Droga!”, pensa ele mais uma vez, “Acho que não... Devia...”, solta um pouco de ar pelo nariz fazendo um discreto ruído. Elza olha ao seu lado e se desespera, lembrando-se da pequena bolsa que carregara quando Fellipe a acometera.

- M-Minha bolsinha! Ca-Cadê m-minha bolsinha? S-Será que eu d-deixei cair lá na p-praça? – Aflita, contudo, ainda muito enrubescida, pergunta balbuciando. Olha para Alberto como se pedindo algum socorro.

- Calma! Eu vou ver lá pra você! Fica tranquila! Eu volto já! – O jovem levanta-se e sorri timidamente para ela antes de sair. A garota apenas o observa encabulada, ameaçando um leve sorriso. “E-Ele tentou me beijar... De novo?” pensa Elza, lembrando-se da última vez em que estiveram juntos quando Alberto a protegera de Fellipe e Lucas sem ela saber, fora, novamente, as outras vezes em que se encontraram, recordando-se mais uma vez de seu olhar para ela, seu sorriso, seus gestos e palavras afetuosos.

Notas finais
Continua... Estão gostando? ♥ Já, já vem a terceira parte, hein? =D