Notas iniciais
Um cap de introdução =D

O que mais Regina odiava era o fato de Emma estar ganhando tanto espaço na vida de Henry, mesmo com tão pouco tempo em que a loira e o filho passaram juntos. Sendo que a ex-rainha o criara durante 10 anos.
Isso a revoltava. A chateava, a deixava completamente arrasada e furiosa. Mas o que poderia fazer? Matar a Swan? Não, isso estava completamente fora de cogitação. Seria odiada não só por Henry, mas por toda a população de Storybrooke, e, mediante a sua reputação, isso seria muito problemático, pois já perdera seu cargo de prefeita, eles só queriam uma chance para descontar toda a raiva nela. Regina sabia disso. Sabia muito bem disso.

***

O pequeno sino da entrada da loja tocou. Regina fechou a porta e suspirou fundo. Odiava dever favores a Rumplestiltskin. Mas era preciso. Aquilo era uma emergência. Sua felicidade dependia disso e seu final feliz também.

-E então, queridinha, o que deseja?- A ex-prefeita se dirigia até o balcão principal da loja de Sr. Gold. E ele lhe dava um daqueles sorrisos que demonstravam o quanto via seu desespero.

-Preciso que me ajude.

-Pois diga o que desejas.

-Quero que Henry me ame. –Falou ela sem rodeios.

-Não posso fazer o garoto te amar. Ninguém pode criar amor, vossa alteza.

-Sei que você tem a solução para isso!

-Vejamos, como eu implantarei amor por você, dentro do coração do menino...hm...-Ele colocou o dedo no queixo, fingindo pensar, irritando Regina.

-Certo, entendi. –A mulher virou-se de costas, dando alguns passos em direção à saída.
-Posso te ensinar a fazer a poção do amor.

-Poção do amor?-Regina se virou e fitou o homem, com a sobrancelha erguida.

-Isso mesmo. Só a pessoa que quer ser amada pode fazê-lo. Eu não posso fazer por você, entendeu, queridinha?

-Sim, entendi. –Ela sorriu, agora mais alegre. –E então, me ensine.

-Ensinarei. Mas... Tenho meu preço. –Disse ele. Regina quase havia se esquecido disso.

-Diga.

-Quero que seja minha cobaia por alguns dias.

-Cobaia?!-A morena exaltou-se. – Sua Cobaia, Rumple?!

-Sim. Aceita ou não?

-Mas... o que fará comigo?!

-Só estou criando algumas poções, mas queria testá-las. São apenas três poções.

Regina olhava pasma e receosa para Rumple. E este sorria.

-Contanto que essas poções não me matem...

-Fique tranquila. Não matarão.

-Certo. Eu aceito.

-Então temos um acordo, querida. Amanhã esteja aqui nessa mesma hora, pois Bela estará na Biblioteca. Te ensinarei a criar a poção do amor e logo que você estiver disposta, poderemos começar com os testes das minhas poções novas.

-Ok, então. Temos um acordo.

A mulher saiu da loja, meio tensa, mas esperançosa. Pensou na poção do amor. E sorriu. Henry a amaria e isso tirava qualquer receio em ser a cobaia do Rumple.

Foi para casa. E após algumas horas lá estava ela preparando o jantar toda feliz. Henry sempre ia jantar em sua casa nas quartas-feiras.

A campainha tocou. Regina correu para atender e quando abriu a porta, para sua surpresa e decepção, Emma estava lá com Henry. Ao contrário do que a loira sempre fazia, deixando Henry no portão e saindo em seguida, ela permaneceu ao lado do menino.

-Convidei a Emma para jantar com agente!-Sorriu o garoto, com uma felicidade insuperável. Regina olhou com raiva para Emma e a mesma revidou olhando-a com um sorriso irônico.

-Se eu não for incomodar vocês, é claro. –Disse a xerife. Regina deu de ombros e apenas pediu para que eles entrassem.

-Que cheiro bom!-Henry sentou-se na cadeira. Olhou para os pratos vazios postos a mesa e para os talheres. –Estou morrendo de fome. Você também está, Emma?

-Sim, estou. –Sorriu.

-Vou ver se está pronto. –Falou Regina se deslocando para a cozinha.

-Henry...-Emma sussurrou. –Vou lá ver se ela não colocará veneno em algo, estou com medo. –Riu divertida. Henry não se aguentou e riu também.

-Certo, vou lavar minhas mãos, antes que ela ordene. E pegarei algumas coisas para levar para a casa da vovó.

-Ok. Vou lá na cozinha.

Os dois foram para lados opostos. Emma chegou à cozinha e parou para olhar Regina. A morena estava com um avental, coisa que a loira achou bem diferente. Regina encostava a colher de madeira em sua mão e logo em seguida provava o pouco do molho.

-Vai ficar ai me olhando, Srt. Swan?-Regina perguntou sem olhar para trás. Se inclinou para o lado e remexeu uma colher dentro de uma panela.

-Só estou vendo se não está fazendo nada suspeito. — Emma foi até ela, olhou dentro das panelas. Depois foi até a pia e começou a lavar as mãos.

-Suspeito?-A ex-Rainha olhou para ela. –O que há de suspeito em preparar um jantar?

-Também não achei nada suspeito naquela torta de maçã, e olha no que aquilo deu...- Debochou Emma. –Você quase matou Henry.- Depois a loira pegou um prato e dois talheres.

-Olha, se for para ficar desenterrando o passado, acho melhor ficar quieta, Xerife. Ou então discutiremos, e esse jantar será um fracasso. E eu não quero isso, quero que meu filho goste desse momento.

-Nosso filho. E ok. Vou tentar confiar em você e no seu jantar.

-Você é irritante, Srt. Swan.

-Agradeço a sinceridade, Srt. Mills. –Sorriu Emma e Regina revirou os olhos. Emma saiu da cozinha e foi de encontro a Henry que estava na mesa.

-Que demora com esse jantar...-Fez biquinho.

-Acho que ela está caprichando, pois quer que você goste.- Falou a loira sorrindo, colocando o seu prato na mesa junto de seus talheres.

-É, eu percebi o capricho, pela demora.

-Ela está se esforçando, devo confessar.

-Sim, está. Mas ainda tenho medo dela...-O menino confessou com sua voz bem baixinha.

-Hm... Entendo. –Sussurrou Emma, um pouco triste.

-Henry, querido, lavou suas mãos?-A ex-prefeita surgiu com travessas de vidro.

-Sim!-Sorriu o garoto.

-Ótimo. –Sorriu ela. — Então, espero que aprovem. –Regina segurava as travessas de comida com luvas de pano. Colocou-as em cima de madeiras redondas. Foi na cozinha e voltou novamente, com outras travessas. Logo a mesa ficou repleta de comida. Emma olhava deslumbrada. O cheiro de comida caseira estava divino.

-Nossa!-Henry e Swan falaram em coro. Regina deu um pequeno sorriso.

-Bom, pelo jeito gostaram da aparência e do cheiro, vamos ver se gostam do sabor.

-Certo! Vamos atacar!-Henry quase gritou. Regina e Emma riram e por um breve momento os olhares se encontraram. Mas logo desviaram os olhos para a comida.

O jantar estava perfeito, gostoso. A loira e o garoto quase não conseguem parar de comer.

-Posso lamber o prato?-Henry brincou e Regina fez uma careta.

-Nem brinque com isso. –Repreendeu-o ela.

-Realmente, estava delicioso, Regina. –Emma falou sorrindo sincera.

-Fico feliz que tenham gostado. Dei meu melhor.

-Parabéns, mãe! Conquistou a Emma através do estomago!

Regina e Emma se olharam, meio embaraçadas.

-Também não precisa exagerar, filho. –Disse a Ex-Rainha e depois continuou- Um jantar não é o suficiente para ter a confiança da Srt. Swan.

-É, garoto. Você exagerou. Regina precisaria fazer muitos jantares como esse para me conquistar.

-Lhe conquistar?-A morena arqueou uma sobrancelha.

-Minha confiança...- Emma também arqueou uma sobrancelha.

-Então... que tal jantar mais vezes aqui, Srt. Swan? Você e Henry...

-Hm. Vou pensar nisso com calma depois.

-Sim, pense... – Regina faria de tudo para aturar Emma se isso significasse estar com Henry no jantar. E logo no almoço também. E depois ele dormindo lá na casa, assim como antes.

-Bom, já está tarde, temos que ir, não é, garoto?-Emma sorriu para Henry.

-Sim. Vamos! –O menino levantou-se da cadeira, fazendo Regina ficar com uma carinha triste. Henry foi até ela e a abraçou. –Boa noite, mãe. Obrigado pelo jantar.

-Não tem de quê, meu amor. — Ela apertou o abraço e Emma via aquela cena. A loira, por incrível que pareça, sentiu um nó na garganta. Regina parecia tão triste quando se despedia do menino.

-Esquecemos de ajudá-la com as louças. –Constatou Emma envergonhada.

-Pode deixar, dou conta disso, Srt Swan.

-Não. Eu e Henry vamos te ajudar.

-Não precisa, eu...- Mal terminou de falar e Henry, junto com Emma, levaram os pratos para a pia. Regina balançou a cabeça, suspirando em seguida.

Depois levaram as travessas, os três juntos.

-Pronto. Vamos lavar agora. –Falou Emma.

-Não... Isso já seria demais. Vocês são visitas.

-Deixa, mãe...

-Não. Vão para casa. Eu cuido disso. –Disse firmemente.

-Ok. Nem gosto de lavar louças mesmo. –Sorriu Emma divertida. Regina esboçou um pequeno sorriso, mas depois voltou-se a ficar séria.

-Levarei vocês até a porta.

Dito isso, Henry pegou as coisas que levaria para a casa da avó e os três se dirigiram até a porta. Regina a abriu e Emma se virou para fitar a morena. Henry passou direto, indo para o carro.

-Muito obrigada por me deixar jantar com vocês.

-Não precisa agradecer, Srt. Swan. Você sabe que eu faço qualquer coisa para agradar meu filho.

-Nosso filho. –Emma revirou os olhos.- Você nunca aprende?

-É, parece que não.

-Se acostume com isso, Regina. –Falou a loira duramente.

-Boa noite, Xerife. Dirija com cuidado. — Cortou a mulher.

-Certo. –Emma virou as costas e foi para o carro, onde Henry já a estava esperando.

-Logo logo ele será apenas meu filho. –Sussurrou Regina vendo o carro partir.

Notas finais
Regina Sinistra.

Adogo =P