Passou-se algumas horas e Regina já adentrava a loja do Sr. Gold.

-Olá, queridinha. –Sorriu ele de forma debochada.

-Olá, Rumple. Vim para aprender a fazer a poção.

-Sim. Me siga.

Foi o que a morena fez, adentrou o escritório do homem e olhou para a mesa cheia de ingredientes de poção.

-Sente-se aqui. –Falou ele oferecendo uma cadeira em frente à mesa. Regina sentou e logo em seguida Gold sentou-se na outra cadeira do lado oposto.

-Primeiro vou lhe explicar algumas coisas sobre a poção.

-Certo. Sou todo ouvidos.

-Primeiramente, vou explicar como é o efeito da poção. Ela possui muitos efeitos. Esteja preparada para reações adversas.

-Meu filho poderia me odiar, ao invés de me amar?-Perguntou Regina receosa.

-Bom, não nego que isso seria um risco, mas pela sua situação isso é improvável de acontecer, visto que Henry não a ama como você o ama.-Regina ficou calada e Rumple continuou.

-Olha. A poção fortalece o amor escondido dentro dos corações, entendeu? Se Henry te ama ao menos um pouco, esse amor ficará maior. Então essa poção é exatamente o que você precisa. Enquadra-se perfeitamente no que você quer. -Ele sorriu, e continuou- Mas se ele te amasse da forma como você ama ele, Henry passaria a te odiar. –Falou Rumple simplesmente.

-Odiar???

-Porque se a poção for usada em uma pessoa que já te ama de forma intensa, não teria como ela te amar mais ainda, então o efeito se torna o contrário, ela passa a te odiar. Por isso eu digo que essa poção é perfeita para sua situação. Henry pode até te amar, mas ainda não chega a ser um amor intenso, assim como o seu por ele. Entendeu, alteza?

Regina afirmou com a cabeça.

-Bom... Devo citar também que seu efeito pode ser eterno. Não possui cheiro. Pode ser colocada em outras bebidas, pois é incolor. Sem gosto.

-Nossa... é melhor do que eu esperava.

-Ela perde o efeito só se você quiser.

-Como assim?

-Somente com a revelação vinda de sua própria boca é que o efeito se acaba.

-Então será um efeito eterno. Nunca falarei. –Sorriu ela.

-Pois bem, queridinha. Agora vamos aos ingredientes. Espere um minuto. -Ele levantou-se da cadeira e foi até seu armário. Abriu uma porta, depois pegou uma caixinha de madeira. Colocou-a na mesa e retornou ao armário, remexeu algumas gavetas até que encontrou uma pequena chave. Sentou-se na cadeira e destrancou a caixinha. Rumple pegou um pequeno papel que havia dentro da caixa e deu para Regina, esta abriu o papel.

-Hm, acho que posso conseguir esses ingredientes nas coisas da minha mãe. –Falou ela, passando seus olhos pelo papel. –Cabelos...?

-Sim. Dois fios do cabelo de seu filho, dois fios seus.

-Entendi...- Leu mais um pouco e lá havia uma observação. –O que é isso?

-Lua cheia. Você deverá criar e dar a poção para ele em noite de lua cheia. Quando estiver preparando-a remexa os ingredientes em sentido anti-horário, pois se o fizer no sentido contrário a poção vai criar cor. O efeito da poção surge apenas com meia hora ou mais, então, não se apresse, querendo efeito imediato.

-Ok. Algo mais?

-Se você, por acaso, quebrar o efeito da poção, contando a verdade para seu filho, nunca mais a poção poderá ser usada nele. Não funcionará mais. -Certo, certo. Quanto à quebra do efeito, isso não será problema, ele nunca saberá disso. E quanto ao surgimento do efeito, tudo bem, já esperei tanto tempo para ter o amor de Henry, não enlouquecerei na espera de meia hora ou mais. Agora vamos a sua parte do acordo.

-Estava ansioso por isso. –Ele sorriu, de forma sinistra, Regina apenas suspirou profundamente.

A ex-Rainha e Mr. Gold ficaram durante duas horas criando algumas poções, como poção de velocidade, poção de força e poção de resistência contra sono. Regina já estava cansada, aquelas poções pareciam tão inúteis.

-Que mal lhe pergunte. Para quê você quer poções como essas?

-Curiosa?

-Só intrigada.

-Vossa majestade sabe que sou um homem de negócios...

-Ah, sim. Seus acordos.

-Bom, já terminamos. Agora você vai tomar a primeira.

-Ok... –Regina pegou um frasco com um líquido azul brilhante. –Tomar tudo?

-Não, apenas pelo meio.

Foi o que ela fez. Tomou o líquido até pelo meio do frasco e olhou para Rumple. Este arregalou os olhos e logo em seguida sorriu para ela. Depois tampou a boca, querendo esconder a risada. Mas não conseguiu segurar-se por muito tempo, se pôs a gargalhar histericamente.

-Porque está rindo?- A voz dela soou irritada.

-Ocorreu um efeito inesperado...

Ela se levantou de súbito e perguntou:

-Onde tem um espelho?

-Ali, ali... –Gargalhou ele, batendo a muleta no chão.

Regina foi até o espelho e arregalou os olhos, chocada e horrorizada.

-Meu rosto está AZUL! Maldição! O que você fez comigo, Rumple?!!

E o homem chorava de rir, vendo Regina gritando e se olhando no espelho. Nunca vira a mulher assim... Azul e desesperada.