Ficção ou Realidade?

28 Como dizer ao nosso coração que o que passou...


Notas iniciais
Beta:meu anjo salvador Suellen-san.
Era pra ter postado na quarta, mas o de sempre aconteceu, falta de energia, com a ajuda da natureza me impediram. Mas estou aqui firme e forte.
Lady: esta lendo escondida é kkk não faz isso comigo eu fico quiste logo de cara tem uma surpresa pra você.
Gente a Kelly me deu uma ideia maga vou postar esse cap hoje e o ultimo no dia 28 de janeiro isso de minha ansiedade não me corroer antes valeu amore.
Mônica/Saorikido: quando comecei a fic era isso que eu queria que elas se tornassem amigas e muito unidas. obrigada.

Sah

- Sabrina acorde. – ordenou uma voz familiar e que a muito não ouvia, acompanhada de risadinhas próximas.

Grogue Sah levantou a cabeça abrindo os olhos. A sua frente seu professor de física para jogos parecia espumar de raiva.

Olhou em volta confusa, não podia ser. Estava em sua sala de aula?

Havia dormido em sala.

Sentiu a garganta doer, tudo que aconteceu não passou de um... Nem queria pensar nisso, seu corpo sentiu um cansaço monstruoso, um a falta de estimulo sem tamanho, abatida ajeitou-se na carteira suspirando fundo.

- Desculpe não vai voltar a acontecer. — prometeu impedido as lágrimas.

Seu professor a fitou por alguns minutos, desconfiado então retomou a aula.

Sah afundou na carteira, queria gritar. As meninas, Shaka e os outros foram criados por sua mente imaginativa?

O sinal tocou lhe dando um susto indicando que aula havia finalizado. Ainda bem, pois não sabia se aguentaria por muito tempo ali, mas não teve pressa esperou todos saírem para em fim fazer o mesmo, no automático arrumou suas coisas e saiu.

Andava pelo corredor da universidade arrastando os pés como se o mundo que Altas, na mitologia, carregava estivesse em seus próprios ombros, mantinha a cabeça baixa imersa em seus pensamentos melancólicos, não via pra onde ia e não se importava.

Alguns estudantes passavam sem ela perceber a presença deles, quase virando um corredor sentiu alguém tocar seu ombro ela parrou pensando em mandar a pessoa pastar.

No entanto não articulou palavra admirando o homem à frente.

- Oi!- ele disse ajeitando a mochila.

O rapaz era extremamente familiar loiro de cabelos curtos, olhos azuis, alto e de corpo atlético, se vestia de forma simples regata vermelha, jeans surrado e um tênis velho.

Percebendo que olhava com muito interesse pra ele, Sah balançou a cabeça encontrando algo pra falar.

- Olá? – tentou se lembrar dele na sala ou nos corredores era a primeira vez que o via, mas de onde o conhecia?

Ele lhe sorriu os dentes perfeitos, segurava um papel bem dobrado com delicadeza.

- Sou novo aqui, meu nome é Ian – ele explicou, ele estendeu a mão livre em um cumprimento. — Estamos estudando juntos.

Sah sentiu o rosto quente.

- Sabrina, olha não pense que durmo sempre em sala viu. — nem ela sabia por que estava se explicando.

Ele achou graça.

- Não falei nada. – piscou para ela, pra só então lhe estendo o papel que segurava. — Isso é seu.

- Meu?- estranhou pegando o papel sem desdobra-lo.

Ao longe alguém chamou por Ian, ele respondeu pedindo para esperá-lo, sorrindo voltou-se pra Sah.

- Sim caiu de suas coisas quando você saiu da sala de aula. – disse dando lhe um aceno indo ao encontro do amigo que o chamara.

Ela o observou partir caminhado devagar. Só então abriu a folha.

Ao ler o conteúdo seus olhos arregalaram e um sorriso foi se abrindo transformando o rosto até então melancólico. Teve vontade de pular, mas fez melhor.

- Ian?!- ela o chamou indo em sua direção.

Como se esperasse ser chamado por ela, ele parou virou o rosto de lado em expectativa.

- Sim? – perguntou, vendo ela estaca a sua frente.

- Quer sair qualquer dia desses comigo?- indagou se sentindo ousada.

- Adoraria. – ele respondeu sorridente.

Em resposta, ela o beijou no rosto sem dizer nada se afastou, não estava mais triste, guardou cuidadosamente o papel no bolso o coração mais leve.

Seria eternamente grata a ele.

Ran

Em meio ao sonho gostoso que estava tendo, ouviu baterem na porta, deveria ser Aiolia, chamando o irmão para iniciar o treinamento “Por que ele não poderia ficar em Leão e espera Aiolos descer?” Resmungou semiconsciente, virando de lado na intenção de abraçar o sagitariano, Ran encontrou o vazio, passou a mão pela cama sem sucesso.

Estava sozinha no leito e Aiolia continuava a bater na porta que estranho. Relutante se sentou na cama esfregando os olhos e se espreguiçando, parou o movimento assim que notou onde estava.

Sem se conter gritou encolhendo se toda.

Tinha voltado ao inferno,

“Por favor, não, por favor, Deus, que as Moiras não tenham feito isso comigo eu não mereço” pedia se abraçando.

Ouviu a porta abri e alguém adentrar o quarto, seja lá quem fosse ela já estava preparada, sentiu o colchão ceder, as lágrimas presas à vida toda agora rolavam soltas.

E então.

Braços carinhosos a afagaram. Em meio ao choro fitou a pessoas que a acalentava. Ele lhe sorria carinhoso.

Não podia ser.

- Ei Ran não chore. – pedia o rapaz limpando lhe o rosto de boneca. — Só foi um pesadelo.

Era seu irmão na sua frente, e bem sem ferimento parecia feliz.

Desconfiada Ran olhou em volta estava tudo no mesmo lugar fitou o pôster de Aiolos que de onde estava lhe sorria.

- Louis é você mesmo? –indagou voltando a fitar o irmão mais velho.

Louis riu achando graça do jeito confuso da irmã.

- Claro que sou eu sua boba. – apertou o nariz da mais nova. — Pensou que fosse quem o papai?

Ela se encolheu com menção ao pai, apavorada encarou a porta como se ele fosse surgir de traz dela.

- Ran olha pra mim, eles foram presos esqueceu? Eles não podem lhe fazer mal.- tentou acalma-la pra ela esquecer que tanto o pai deles quando sua mãe tinha sido presos há dias o sonho da irmã devia ter sido mesmo ruim. — Agora eu mando e desmando em tudo e vamos levantando que você esta atrasada para a escola. – bateu palmas em seguida abaixando-se pegando algo no chão entregando a ela. — Tome, arrume suas coisas direito.

Sem presta muita atenção ela pegou o papel e ao abri, o primeiro sorriso dela foi visto pelo irmão como um bom sinal.

Ran cortou o espaço entre eles e o abraçou.

- Eu te amo irmão. – disse ela com a voz embargada.

- Eu também, maninha sempre. – falou dando lhe um beijo na fronte saindo em seguida do quarto.

Não importava como aconteceu a prisão do pai e da madrasta o importante era que os irmãos estavam bem e que podia ter um pouco de esperança.

Levou o papel ao coração sim podia ter em fim esperança.

DD.

Uma musica melódica preenchia o ambiente além do desconforto parecia que estava não em um colchão, em algo duro e frio. DD pensou em reclamar, mas algo lhe chamou a atenção, o som não vinha do quarto ou do lado de fora do templo de Touro era mais perto bem perto.

Riu consigo mesma antes de deixar Dite e MdM sozinhos tinha ido até câncer e pegado o Mp3, retirou o aparelho jogando de lado.

Foi então que escutou vozes abafadas que a muito não ouvia.

Sobressaltada sentou-se no piso frio, tinha dormido no chão. Estava de volta, em casa, no seu quarto.

Contendo as lágrimas saiu do quarto, descalça ao chegar á sala nada tinha mudado as fotos da família na estante.

Na cozinha alguém ria alto.

Estacou na porta, seus pais conversavam. Sua mãe contava do seu dia ao marido enquanto ele a ouvia atentamente enquanto comia uma torta que pelo cheiro devia está ótima.

A garganta de DD apertou sentiu tanta saudade deles.

- Mãe! Pai!- consegui pronunciar.

Os dois a fitaram ao mesmo tempo.

- Acordemos você querida? Seu pai é escandaloso quando quer. – riu a mãe.

- Você gosta. -o pai brincou dando um tapa no bumbum da esposa que o recriminou.

- Na frente da nossa filha não. — deu um tapa leve no ombro dele.

Por timidez, tinha perdido tanto não deixa e essa segunda chance passar se sentou ouvindo- os e rindo junto.

Em meio à felicidade bateu um pouco de tristeza, nunca mais veria as meninas fruto de sua imaginação ou Shun que bom que no sonho passou uma noite com ele ao menos isso.

O pai pegou algo na geladeira quando a fechou um informe que a família sempre colava na geladeira chamou a atenção de DD curiosa verificou o conteúdo.

Riu alto.

Niquita

Com sede, Monica tomou cuidado pra não acordar Mu e rumou de olhos fechados para a cozinha, já conhecia o templo todo mesmo, andar assim era normal pra ela. Até que esbarrou em algo de concreto e frio passou a mão.

Balcão? Áries não tinha um.

Abriu os olhos.

Sem ar deu alguns passos para trás. A sua frente sua cozinha ricamente decorada. Pôs a mão no peito, sentido um grande vazio.

- A senhorita está bem? –perguntou uma voz grossa.

Um dos seguranças. Fitou o desanimada, por causa da penumbra não dava pra ver-lhe o rosto. Estava em casa na sua tediosa realidade.

Niquita soltou um riso que mais parecia um choro, se aproximou da bancada onde tinha seu celular e um caderninho de notas, folheou sem ver nada.

- Estou, poderia ligar a luz da cozinha, por favor? – pediu já que ele estava próximo ao interruptor, prontamente ele obedeceu. — Obrigada.

Ela o admirou nunca tinha visto ele antes, talvez por ele trabalhar no turno da noite ou por não ter sido tão atenta.

- Por nada senhorita, se não precisa mais de mim. — ele lhe sorriu educado um sorriso familiar.

- Como se chama?- fez a pergunta por pura curiosidade.

Ele não estranhou a maioria de seus pratões não lembrava ou não sabiam dos nomes dos seus empregados. Irritante e muito comum.

- Murilo. –informou saindo silenciosamente assim como entrou.

Niquita sorriu de lado.

- Mu. – disse saudosa.

Então pegou sua agenda sobre o balcão folheando até uma pagina em questão lhe chamar a tensão.

Iria fazer duas coisas: uma delas seria terminar um namoro que jamais devia ter começado e a primeira e mais importante...

Mick.

O som alto a acordou estranhou que nenhuma das meninas que dormiam com ela em Touro não tinham reclamado, esperou alguém desligar e se não o fizessem ela faria.

Estava preste a levantar quando o som foi desligado.

- Já ia desligar. – falou manhosa se ajeitando no colchonete.

- Que bom por que seria muita falta de consideração Michelle. — a mulher falou sentida.

Só uma pessoa a chamava pelo nome.

Mick rolou na cama acabou enrolando as pernas nos lençóis caindo com tudo no chão. Levantou-se o cabelo desgrenhado.

- Mãe! – exclamou assustada não precisava olhar envolta para se certificar que estava em casa.

A mãe a olhava como se ela não tivesse concerto.

- Michelle... Esqueça, só arrume o quarto, o café está pronto. –respondeu sem ânimo ainda não tinha se recuperado do enterro da sogra.

Olhou pra bagunça e saiu enviando um olhar de reprimenda a filha.

Sem reclamar Mick fez sua higiene e depois passou a arrumar o quarto como a mãe a via mandado, queria agradá-la. Passava a vassoura de baixo da cama quando as cerdas trouxerem além do óbvio um papel rosa, curiosa leu seu conteúdo.

Fitou Wam quentinho na cabeceira da cama a Katana ao lado dele como se ele a segurasse.

- Não foi um sonho não é Wam?- os olhos do urso brilharam com a luz.

Ela riu voltando ao que fazia cantarolando.

Mabel

- Você esta de brincadeira se não responder vou até ai, Mabel. — esbravejo o rapaz.

Ao ouvi-lo Mabel se assustou o coração na boca não estava deitada em uma cama e sim... No sofá de sua casa.

A televisão ligada em um programa que terminava naquele momento.

Estava em casa, constatou que nunca tinha saído dela só tinha cochilado. A garganta doeu assim como o coração. Engolindo o choro suspirando trêmula.

Pegou o celular.

- Oi!- disse seca com a voz rouca.

- Mabel você estava dormindo? O desenhinho acabou e você me deixou falando sozinho... — se ele pudesse teria lhe esganado via celular.

Não poderia viver assim estava cansada, ele poderia ter o ciúmes que fosse, mas não de algo que só fazia bem a ela e tinha acabado de perder bem como sete pessoas maravilhosas.

- Sim!- respondeu rude o ouviu resmungar, mas fez calar com seu tom de voz firme. – Me desculpe por isso nunca mais vai voltara acontecer.

Ele estranhou a forma dela falar ela nunca tinha falado assim com ele.

- Bel...

Ela suspirou resoluta.

- Paulo! Precisamos conversar...

Um papel embaixo do controle remoto sobe a mesinha de centro lhe chamou a atenção, afastou o controle trazendo papel pra perto do rosto, arfou apertando o celular.

Engolindo o soluço falou:

- Em quinze minutos estarei em sua casa.

Esse era um passo que começou a dar e com ele novas conquistas viriam. Correu para o banheiro para se aprontar, não sem antes guardar com todo o carinho a folha tão valiosa.

Lary.

O sono estava tão bom, mas tinha que ter um estraga prazeres para atrapalhar.

- Acorda dorminhoca está atrasada. — uma voz de mulher ditou balançando o ombro da carioca.

- Só mais um pouquinho Ka... — pediu, ficando branca ao ver sua colega e amiga a sua frente. -Diana?

Quase derrubou a cadeira em que estava ao levantar-se de uma vez. Seu pescoço doeu. Tinha dormido de mau jeito.

- E dormiu com a cara nos livro de novo sonhou com o que dessa vez?- Diana cruzou os braços o olhar indagador a outra quando queria estudava de mais ou viajava na maionese.

Lary abriu aboca e não saiu som. Kamus, Milo, Shaka, as meninas...

- Era um sonho?- se questionou em dúvida.

- Chega Larissa você vai comigo e o pessoal tomar um chope depois da aula, não quero nem saber, agora anda de presa que estamos atrasadas pra aula. — ditou enérgica indo para o quarto pegar suas coisas.

Lary suspirou esfregando o rosto, a ficha ainda não havia caído, pegou uma caneta batendo ela distraída na mesa. Se tiver prova ela não saberia de nada, pegou uma folha querendo ver o que tinha estudando a noite.

Fitou Diana que voltava com cara de poucos amigos.

- Estou de volta... — disse sorridente a outra que não entendeu nada.

Mel.

Ela sentiu o rosto sendo afagado, o gêmeo mais novo devei ter madrugado e ido a Touro lhe pregara uma peça devia ter pedido Mabel parar trancara porta.

Sorriu internamente sabendo que isso não o impediria de entrar se quisesse.

- Kanon me deixa dormir. –resmungou no que tentou se virar todo o seu lado direito doeu horrores, abri-o olhos segurando o folego. – Ai, ai.

- Meu amor acordou. — disse um aliviado homem jovem de estatura mediana e com olheiras profundas ao lado da cama.

Mel arregalou os olhos não estavam em touro, o quarto era de um... Hospital.

- André? – seu namorado estava na sua frente.

Emocionado e muito cauteloso ele a beijou sôfrego teve tanto medo deprede-la.

- Oi, não precisa fazer esforço estou aqui. — disse roçando carinhosamente o rosto no dela acalmando-a.

- Estou em um hospital? O que aconteceu?- tinha voltado pra ele, mas não era pra está na rua indo ao encontro dele e dos amigos?

Ele fez cara de culpa.

- Lembra que tínhamos combinado de sair todos juntos? Então você foi ao nosso encontro sozinha no caminho foi assaltada, ele lhe acertaram sua cabeça, como você demorou ficamos preocupados. –explicou segurando-o choro, o médico havia pedido pra não se emocionar na frente dela estava fazendo o possível. — Chamamos a polícia e eles a encontraram desmaiada, mas viva, ficamos tão preocupados. Perdoa-me.

Perdoar? Se por causa dele teve uma experiência tão linda mesmo não tendo sido real.

- A culpa não foi sua Dré. – beijou o rosto dele.- Quanto tempo fiquei desacordada?

- Quase cinco horas. — ele informou.

Não ficou tanto tempo desacordada, só o tempo para seu corpo fortalecer e sonhar com as meninas e os santos... O som do toque de um celular chamou a atenção dos dois.

- É o toque do meu celular. – falou se ajeitando na cama.

- Estranhamente eles não o roubaram – André retirou o celular de dento de uma caixa encima de um armário, verificou o número — Não conheço o ramal.

Entregou a ela.

- Alô? – atendeu incerta.

- Mel?!- a voz do outro lado estava emocionada e carregada de um sotaque conhecido.

Por um segundo, Mel entrou em choque tinha sido real? Por favor, que não estivessem brincando com ela, não aguentaria. Tentou falar, no entanto a voz não saiu.

André começou se preocupar com a namorada.

- Está me ouvindo? Mel?- insistiu a voz do outro lado.

- Oh! Meu Deus! Niquita?- Mel não sabia se ria ou chorava.

Ouve uma pausa do outro lado.

- Amiga... -Niquita falou emocionada por esta falando com a paulista. — Nos voltamos.

Continua...

Notas finais
O nome do capitulo foi tirado erroneamente do filme O Senhor dos Anéis: O retorno do rei, como era legendado acho que li errado o que o Frodo queria dizer.
O titulo completo fica assim:
Como dizer ao nosso coração que o que passou, passou não volta mais? sempre que quero abalar alguém falo essa frase é tiro e queda.
Bem nem tudo passou, não queria que elas se esquecessem umas das outras como no Prologo do céu, odiei aquele final por isso fiz esse penúltimo capitulo.
André, Louis, Murilo e Ian são crias minhas eu me esqueci de perguntar os nomes dos namorados no caso da Mel, e do irmão da Ran.
Sah não queria saber do Lucas então ele se fu@#$%&*.
Quanto ao Paulo ele é real e também meu ex-namorado e apesar de sermos ex nós, nos falamos de vez em quando. Antes de escrever esse capítulo pedi permissão a ele para usar seu nome na fic.
Próximo cap o fim já estou triste.
Um chero no coração de todo mundo.