Festim De Sangue

12 Paixão Doentia


Notas iniciais
Olá! Bem, depois de um longo hiatus, pelo qual eu peço as minhas mais sinceras desculpas, anuncio que Festim de Sangue está de volta. Este capítulo está um pouco curto, é mais para vocês voltarem a entrar no clima da história mesmo. Eu espero que gostem. Boa leitura!

Alucard continua ajoelhado perante a filha de sua mestra, ou melhor, sua pequena mestra, como acaba de reconhecê-la. Não consegue negar que se surpreendeu ao ver a menininha que Integra superprotegeu se transformar, de um minuto para o outro, em uma cópia da mãe na personalidade, mostrando que, apesar de ser filha de um crápula como o Philip, o sangue puro dos Hellsing que corre em suas veias se sobrepõe ao sangue podre de Philip.

E, essa menina verdadeiramente tem sangue Hellsing em suas veias. Seus pequenos olhos azuis tem o brilho da determinação, deixando claro que ela quer encontrar a mãe de volta e que pretende usá-lo para isso.

Continua sorrindo de forma satisfeita, ao mesmo tempo em que continua ajoelhado perante a pequena Hellsing, para que ela saiba que verdadeiramente pertence a ela, pelo menos, até que encontrem Integra.

O morto vivo não sabe explicar o porquê, mais, tem a sensação de que a pequena Hellsing tem a resposta para o estranho desaparecimento de Integra, mesmo que ela não saiba disso. Seu instinto lhe diz claramente que essa pequena criança, chamada Isabelle Hellsing, pode ter ou, pode até ser a chave para solucionar todo este grande mistério que envolve o maldito Philip e o desaparecimento de Integra.

E, este estranho pensamento, trás uma luz a mente de Alucard, que continua ali, ajoelhado ante sua Pequena Mestra.

Por sua vez, Isabelle Hellsing continua ali, encarando aquele vampiro que está diante de seus olhos, ao mesmo tempo em que um sorriso surge em seus lábios. Porém, não é um sorriso comum, um sorriso de uma menina de dez anos de idade, mas um sorriso de determinação, um sorrido que deixa claro que ela não irá parar enquanto não encontrar a mãe desaparecida.

É uma Hellsing! Uma legítima Hellsing! Filha de Integra Fairbrook Wingates Hellsing e mostrará a Philip o que isso significa! Mostrará a este homem que se diz seu pai que o sangue puro dos Hellsing se sobrepõe ao sangue sujo dele!

— Levante-se, vampiro! – a voz de Isabelle Hellsing soa imponente.

Alucard atende ao desejo de sua pequena mestra e se coloca de pé, encarando aquela pequena criatura que está se revelando uma verdadeira Hellsing a cada palavra por ela proferida.

— Seu desejo para mim é uma ordem, minha pequena mestra. – anuncia o vampiro.

— Quero que chame a Seras. Minha mãe me disse uma vez que vocês podem se comunicar por telepatia, então faça com que ela venha imediatamente. Trabalharemos os três juntos, para que possamos encontrar a minha mãe a acabar com a vida do Philip de uma vez por todas!

Alucard não consegue deixar de sorrir ao ouvir as palavras da Mini Integra a sua frente, pois percebe que ela está se esforçando para ser forte, exatamente como a mãe fazia com a idade dela.

— Se quer ser líder, minha Pequena Mestra, sugiro que ocupe o escritório de sua mãe. Acessando o computador dela, poderemos encontrar alguma pista. Precisamos de uma pista para saber por onde começar, como e já lhe disse.

— Farei isso, vampiro. Enquanto isso, faça o que eu ordenei, encontre a Seras e nós três iremos ter uma reunião no escritório da minha mãe.

Dizendo isto, Isabelle deixa o quarto de sua mãe e, a criatura da noite apenas observa aquela Mini Integra dando as costas e se dirigindo para o escritório, onde deverá se reunir com ele mesmo e com a Policial dali a alguns minutos.

Não imaginava que aquela pequena Hellsing fosse se revelar desta forma, se mostrando tão parecida com a mãe. Não imaginava que Isabelle Hellsing fosse se revelar contra o próprio pai, e isso lhe trás uma satisfação sem tamanho!

O monstro dentro de si está impaciente, querendo encontrar de uma vez por todas o tal Philip, para que ele pague por ter tirado sua mestra desta casa! O monstro dentro de si está ansioso para encontrar com aquele crápula chamado Philip novamente, tortura-lo da pior forma possível, arrancar o que ele tem entre as pernas e vingar sua mestra!

Quer que Philip implore pela morte, mas, mesmo com ele implorando, não irá lhe dar o presente tão facilmente! Não irá mata-lo de forma simples, mesmo após se satisfazer torturando-o, irá querer mais, muito mais!

Não!

Este homem, que, pelo pouco que sabe, vem maltratando a sua mestra de forma tão vil e cruel, merece o pior tipo de morte! A morte mais lenta e dolorosa possível! Uma morte que não apenas faça com que ele se arrependa do dia em que nasceu, como também de quando ele era uma pequena semente no ventre da puta que o trouxe ao mundo!

Sorri de forma cínica e cruel. Um sorriso que desnota completamente de toda a fúria que ruge em seu interior, fúria esta que está contendo o monstro dentro de si, que quer a todo custo se libertar!

Mas, não agora. No momento, o monstro deve continuar contido, esperando o momento certo para que possa acabar com a vida do maldito humano, e, isto é um prazer que ninguém irá lhe tirar!

Mas, para que isso aconteça, é necessário encontrar Philip e sua mestra, e, para isso, não pode continuar divagando! Precisa agir! E precisa agir agora!

POLICIAL!!!— chama a criatura da noite.

Não demora muito e, Seras Victoria se projeta diante dos olhos de seu mestre.

— Estou aqui, mestre. – fala a vampira.

— Chegou a hora de começarmos a investigar. Vamos a fundo neste mistério, e não iremos parar até encontrarmos Integra!

— E por onde vamos começar, Mestre? Porque eu já cansei de dizer ao senhor, não faço ideia de ponde a Sir Integra possa estar, muito menos o marido dela.

— É por isso que você não passa de uma inútil. Pode ser uma vampira verdadeira agora, mas continua sendo uma inútil.

— Mestre... – Seras tenta protestar.

— Cale-se, vampira estúpida! – continua Alucard – De início, vamos seguir minha intuição e, ela diz que a Mini Integra pode ser a chave do mistério.

— A Isabelle? Mas ela é só uma criança e não sabe o que acontece com a mãe!

*****

Ele encara aquele corpo adormecido naquela fria mesa de mármore com os olhos carregados por uma paixão doentia, como se a loira de cabelos platinados fosse uma posse sua, um objeto sagrado do qual só ele tem direito de possuir, e não uma pessoa com sentimentos e vontades próprias...!

Com um cuidado em demasia, toca aquele rosto tão perfeito...! Um rosto que agora está frio como o gelo, graças ao poderoso feitiço que a mantém adormecida...! Um feitiço que a mantém inteiramente para si...!

Beija aqueles lábios carnudos e frios, se demorando naquele beijo, que, mesmo que não seja correspondido, para ele é pleno, porque ela não tem como agir e repelir o seu toque...! Adormecida, Integra não tem como reagir...!

Termina de beijá-la e, volta a admirar aquele corpo perfeito...! Integra pode estar velha por conta de seus cinquenta anos, mas, isso não a torna menos bela e desejável...! O tempo só fez com que a desejasse...! O tempo a amadureceu e, com este amadurecimento, ela se tornou muito mais bela a seus olhos, a idade pouco lhe importando.

E, vestida com este vestido vermelho sangue, ela fica ainda mais bela, e agora, não precisa dividi-la com ninguém!

Com absolutamente ninguém!

A partir deste momento, Integra é somente sua e, nada do que aquele maldito vampiro de estimação de Integra fizer vai mudar isso, ele jamais irá tirá-la de si!

Seu verdadeiro amor, Integra Fairbrook Wingates Hellsing será sua para sempre e, somente sua! Ninguém nunca mais irá tocar em um único fio de seu cabelo loiro platinado!

Se aquele maldito vampiro quer tanto assim uma Hellsing, que fique com Isabelle e faça bom proveito dela, mas, não de Integra! Nunca mais aquele maldito vampiro irá ver a sua amada novamente e esta, é a sua maior vitória contra aquele maldito monstro!

E, mesmo depois que ele despertar Integra, sua amada esposa pode chamar por ele o quanto quiser, pois, de nada adiantará, fora muito cuidadoso em deus preparativos, de forma que o maldito morto vivo nunca será capaz de encontrar este lugar, por mais que ela o chame, a barreira que existe ao redor desta casa é instransponível para aquela maldita criatura das trevas!

O “poderoso” Alucard, o maldito morto vivo do qual a sua esposa tem tanto orgulho, pode procurar o quanto quiser, pode passar a eternidade a procura, mas nunca mais irá colocar aqueles malditos olhos vermelhos em sua amada novamente!

Sorri cinicamente ao imaginar o que aquele maldito morto vivo está fazendo neste momento. Certamente, ele já se deu conta de que sua amada Integra não está mais ali naquela mansão, e, deve estar latindo como um cão raivoso por conta disso.

Que ele lata como um cão!

Que esbraveje o quanto quiser!

Que desconte a sua imensa raiva no primeiro que vier a sua frente!

Pois nada do que ele faça irá leva-lo a sua amada Integra!

Aquele maldito vampiro nunca mais a verá novamente! E ele, Philip, terá sua amada por toda a eternidade!

Seus olhos verdes contemplam a figura de vermelho adormecida naquele frio altar, seus olhos, um misto de uma paixão desenfreada e doentia, com o sentimento de vingança e de posse!

Não precisava ser assim!

Não precisava ser desse jeito!

A culpa toda é dela, de Integra, pois ela nunca o amou de verdade! Ela nunca o amou como ele a ama! Se ela correspondesse a todo o amor que durante todos os anos de casamento dele dedicou a ela, as coisas não precisariam ter chegado a esse ponto!

Se ela sofre agora, a única culpada é ela mesma por não corresponder ao seu imenso amor!

Integra sempre fez pouco de todo o amor que sentiu por ela! Nunca o amou como ele a ama! Sempre deu desculpas esfarrapadas para aceita-lo tanto em sua cama como em sua vida e agora, ela está apenas pagando o preço de sangue por não ter cumprido com seu juramento e com seus deveres de esposa!

Se Integra tivesse aceitado todo o amor que ele sempre ofereceu a ela, hoje a vida dos dois seria muito diferente. Eles seriam o casal mais feliz do mundo, e, nada e nem ninguém iria acabar com a felicidade dos dois!

O loiro escuta passos e, olhando para trás, vê adentrando aquele recinto Ripper, o seu próprio vampiro.

— O que está fazendo aqui? – Philip pergunta, de forma grossa – Eu já não havia deixado bem claro que eu não queria ser incomodado enquanto estivesse com a minha esposa?

— Eu sei escutar ordens, Conde Philip, mas acontece que tem algo me incomodando.

— E o que seria?

— Alucard, o tal lixeiro da Hellsing.

— Não se preocupe com aquele animal estúpido. Ele pode procurar o quanto quiser, mas, ele jamais será capaz de encontrar a minha amada Integra.

— Mesmo assim, senhor, eu lutei com ele e, pude sentir que ele não é um adversário comum. E, além disso, ele não vai parar até encontrar Lady Integra.

— Que fique bem claro uma coisa, Ripper. Nem que eu tenha que matar Integra com as minhas próprias mãos, mas esse Alucard nunca mais irá chegar perto dela novamente.

— Eu não acho que o senhor precisará ir tão longe, Conde Philip.

— É mesmo? – Philip sorri com ironia.

— Me dê à ordem e, eu terei prazer em acabar pessoalmente com o Nosferatu.

Ouvir as palavras de seu vampiro faz com que um sorriso frio transpasse o rosto do homem.

— Você é minha melhor arma secreta, Ripper. Minha cartada final. Eu não vou desperdiça-lo assim do nada. Mas, para dar pistas falsas ao amado Alucard de Integra, mande os irmãos Parker fazerem uma visitinha à mansão Hellsing e, quem sabe, se Isabelle for uma menina boazinha, eu posso trazê-la para ficar perto da mãe. Ordene aos irmãos Parker que ameacem trazer a menina e, veremos como Alucard irá se sair.

— Será feito conforme sua vontade, Conde Philip.

E, após dizer estas palavras, o morto vivo se retira, e Philip suspira aliviado, voltando sua atenção para sua amada e bela esposa.

Dará uma pista falsa a Alucard e, enquanto isso, ele se distanciará mais e mais de Integra Fairbrook Wingates Hellsing!

Notas finais
CONTINUA...