Festim De Sangue

18 O Festim de Sangue Está Para Começar


Notas iniciais
Gente, a partir deste capítulo a coisa vai esquentar. Boa leitura!

Seras Victoria continua a olhar para o céu, que continua encoberto por milhares e milhares de morcegos. A vampira sabe muito bem o que isso significa e, ela tem certeza de que seu mestre está pensando em algo para encontrar Sir Integra.

A vampira se levanta, e, olha para a casa, tendo uma estranha sensação em seu interior. Sem perder tempo, Seras Victoria adentra a casa, indo rapidamente até o quarto em que Isabelle está dormindo e ao adentrar o quarto, tem uma desagradável surpresa: Isabelle Hellsing não está lá.

― Não...! – Seras Victoria não consegue deixar de exclamar.

Se tivesse sangue correndo em suas veias, certamente ele teria sumido de sua face, pois não sabe o que pode ter acontecido ou, onde ela pode estar. Desesperada, a criatura da noite começa a procurar pela menina por toda a pequena casa, mas, confirmando todos os seus medos, a pequena Isabelle não está em lugar nenhum.

Volta ao quarto em que a menina estava dormindo e, ali, começa a andar em círculos, pensando no que fazer. Pode chamar o seu metre, mas, sabe que, no momento em que ele souber que a pequena Hellsing desapareceu, ele irá ficar furioso com ela.

Mas, por outro lado, ela não pode simplesmente esconder de seu mestre o estranho desaparecimento de Isabelle, pois, de uma forma ou de outra, ele vai acabar sabendo do desaparecimento da menina e, quanto mais tempo isso demorar, pior vai ser, pois mais furioso Alucard ficará.

Por isso mesmo, sabe que não pode mais perder tempo e que precisa chamar seu mestre imediatamente.

A criatura da noite para de andar em círculos e se concentra, a fim de chamar o seu mestre.

― Mestre!!!! – Seras Victoria chama por seu mestre – Metre me escute, eu preciso do senhor!!!

Não demora muito e, Alucard se materializa na frente de Seras. A vampira olha para o rosto do Nosferatu e, percebe uma grande irritação nos olhos de Alucard, por trás das lentes dos óculos da criatura da noite.

― Por que me chamou, Policial? – questiona Alucard, sem esconder o tom de irritação em sua voz – Não tenho tempo a perder com você. E, enquanto estou aqui, atendendo a seu chamado, posso estar perdendo qualquer coisa que me leve a Integra.

― Não o chamaria se não fosse importante, Mestre. – fala Seras Victoria, com um fio de voz.

― Pois me diga logo o que você quer, policial, pois eu não tenho tempo a perder com você.

― Mestre, a Isabelle sumiu.

Ao ouvir as palavras de sua serva, a fúria toma conta de Alucard. O Nosferatu encara sua serva com os olhos brilhando, dando vasão a toda a raiva que toma conta de si.

COMO VOCÊ FOI DEIXAR ISSO ACONTECER???!!!— esbraveja o Nosferatu.

― Eu não sei...! – Seras Victoria tenta se explicar – Eu havia deixado a menina dormindo. Saí para lutar contra alguns vampiros que apareceram do nada e quando retornei ao quarto para ver como a Isabelle estava, ela já não estava mais aqui, havia desaparecido!

IDIOTA!!!!— Alucard volta a esbravejar – A mini Integra era sua responsabilidade!!! E você falhou em protegê-la!!!

― Mestre eu...

― Não tente se explicar!!! Agora, além de encontrar Integra, também tenho que me preocupar em encontrar a filha dela, tudo isso porque você, que se diz uma vampira verdadeira, foi incapaz de proteger a menina e permitiu que ela desaparecesse!!! Ela era sua responsabilidade!!!! E você falhou!!!

Ao invés de responder ao seu mestre, Seras decide ficar quieta, pois ela conhece Alucard muito bem e, por isso mesmo ela sabe que nada do que ela diga vai adiantar alguma coisa, para acalmar a ira do Nosferatu.

E, mesmo que não goste de assumir, Alucard tem lá suas razões de dizer que a culpa é dela por Isabelle ter desaparecido, pois, era sua missão proteger Isabelle e, não apenas por seu mestre ter lhe ordenado isto, mas também porque ela prometera a Sir Integra, muitos anos atrás, que protegeria Isabelle sempre, e, agora, no mais íntimo de seu coração – se é que ela, como vampira, tem um coração – sente que falhou com esta promessa, feita a uma mulher que ela sempre admirou, a mestra de seu mestre e, consequentemente, a sua mestra também.

Mesmo que sem querer, o seu olhar recai sobre seu mestre e, ela consegue perceber nitidamente toda a fúria contida do Nosferatu. E, conhecendo o seu mestre como ela conhece, sabe que ele, neste momento, está pensando em uma solução para o problema. Sabe que ele está pensando em uma forma de descobrir o que aconteceu com Isabelle.

― Policial! – a voz de Alucard se faz ouvir, tirando Seras de seus pensamentos.

― Sim, mestre. – responde a vampira, prontamente.

― Está sentindo?

― Sentindo o que?

― Cheiro de vampiro! Um vampiro esteve aqui e, não faz muito tempo.

Ao ouvir as palavras de seu mestre, Seras começa a cheirar o ambiente e, percebe que ele tem razão, um vampiro esteve ali, e, não faz muito tempo!

― Tem razão! – a voz da vampira se faz ouvir – Um vampiro esteve aqui e, não faz muito tempo! O cheiro dele está se misturando ao cheiro da Isabelle!

― E não é o cheio de um vampiro qualquer, policial! — continua Alucard.

― O que o senhor quer dizer com isso, Mestre?

― Já senti o cheiro deste vampiro antes e, nunca me engano. Por isso mesmo, eu tenho certeza de que quem esteve aqui é o tal do Ripper, que eu tenho certeza de que serve a Philip!

― Mestre, se o senhor está dizendo isto com tanta certeza, o senhor está querendo dizer que...

― O que estou afirmando é que aquele maldito humano agora não tem somente a Integra, como agora ele tem a mini Integra também.

As palavras de Alucard acertam Seras Victoria como se ela tivesse levado um terrível golpe, pois ele tem razão e, mais uma vez, a culpa toma conta da vampira serva de Alucard, pois, mais uma vez, ela falhara!

― Pare de se lamentar, Policial! – a voz fria de Alucard tira Seras de seus pensamentos – Ficar se lamentando não vai adiantar nada! Venha comigo, eu já sei o que nós vamos fazer!

Os dois vampiros deixam a casa e, no pequeno quintal, Alucard volta a transformar o seu corpo em milhões de vampiros, tendo o seu gesto imitado por Seras Victoria e, no instante seguinte, os morcegos tomam conta do céu noturno da Irlanda do Norte, se espalhando por toda a cidade.

*****

Integra continua tentando se soltar das correntes que a prendem a mesa de mármore, mas, todas as suas tentativas se mostram inúteis, pois, quanto mais ela tenta se soltar, mais se machuca, pois os grilões estão ferindo seus pulsos e tornozelos de tal forma que já estão em carne viva, seu sangue jorrando dos locais em que estão presas.

E, enquanto a líder da Ordem Real dos Cavaleiros Protestantes tenta desesperadamente se soltar, Philip assiste toda a cena com um sorriso de pura satisfação em seus lábios. O homem se aproxima de sua esposa e, segura uma mecha dos sedosos cabelos loiro platinados de Integra.

― Não adianta, meu amor. – a voz de Philip se faz ouvir – Por mais que você tente, você jamais conseguirá escapar de mim! Você é minha esposa, Integra! Me pertence, nosso casamento foi consumado e Isabelle é a prova viva disso! Não há neste mundo quem possa tirar você de mim!

― Isso é o que você pensa, Philip! – fala Integra, com asco em sua voz.

― Se você deposita as suas esperanças naquele vampiro do qual tem tanto orgulho, pode esquecer, meu amor! A esta altura, você já deveria ter percebido que, o seu contato com o maldito vampiro não funciona neste lugar! Ele jamais será capaz de encontrar você!

― Isso é o que você pensa, Philip! – desafia Integra, sem se importar consigo mesma – Você não conhece o Alucard! Não sabe do que ele é capaz!

Ao ouvir as palavras de Integra, a fúria toma de Philip e, o homem desfere uma forte bofetada no rosto de sua esposa, deixando um grande hematoma no rosto perfeito de Integra.

― Miserável!!! – esbraveja a líder da Ordem Real dos Cavaleiros Protestantes.

― Você já deveria saber, minha amada Integra, que é isso o que acontece toda vez que você faz algo que me desagrade! Você é minha propriedade, Integra, e, será minha, para todo o sempre!

Integra não responde ao homem, deixando todo o seu interior ser consumido não apenas pela raiva que sente deste homem, como também por sua incapacidade de conseguir chamar Alucard!

Se ao menos o vampiro conseguisse ouvi-la...!

Parecendo adivinhar os seus pensamentos, Philip desfere outra bofetada no rosto de sua amada, fazendo com que um filete de sangue comece a escorrer dos lábios da loira de cabelos platinados, para, em seguida, dar um forte soco no estômago da mulher, fazendo com que Integra não consiga reprimir um forte grito de dor.

― Não sei porque você ainda insiste em pensar no maldito vampiro, minha cara! – a voz de Philip sai repleta de asco – Quanto mais você pensa naquele maldito vampiro, mais você me deixa enfurecido e, isso só faz com que você sofra mais! Aquele maldito vampiro sempre esteve entre nós, Integra, sempre! Desde o dia em que eu a tornei minha esposa, você nunca me amou, nunca se entregou de corpo e alma a mim porque sempre esteve pensando nele! Mas não mais! Eu vou acabar de uma vez por todas com aquele maldito Alucard, para que ele nunca mais possa se colocar entre você e eu novamente!

― Se você acha que pode matar Alucard, está redondamente enganado, Philip. – fala Integra, sem conseguir esconder um sorriso de puro prazer – Ele é um vampiro perfeito! O mais poderoso de sua espécie! O orgulho e legado dos Hellsing!

― Pois saiba, minha cara, que eu vou acabar, de uma vez por todas com seu orgulho da família Hellsing! E, garanto, minha cara, que, depois desta noite, você não terá todo este orgulho do maldito vampiro pois ele não irá salvá-la desta vez!

Integra não gosta nem um pouco das palavras deste homem que, infelizmente, ela tem de chamar de marido!

Mas, as palavras de Philip despertam um sentido de alerta em seu interior, pois, não gosta nada do que está ouvindo. Conhece Philip muito bem e, por isso mesmo, sabe que ele é um homem muito perigoso. E, para ele falar coisas como esta que ele está falando agora, é porque ele tem algo em mente e, certamente não é algo bom para ela.

Chegar a esta conclusão faz com que comece a sentir o seu sangue gelar, pois, a situação não está nem um pouco boa para ela. Infelizmente, neste momento, ela é refém deste homem e, não sabe o que é pior, se é estar acordada, nas mãos deste homem e apenas imaginado o que ele irá fazer, ou estar presa naquele limbo, no vazio para o qual ele costuma mandar a sua alma...!

Em qualquer uma das duas opções, a situação não é boa para ela, e, o sorriso confiante e presunçoso de Philip só dá a ela ainda mais certeza de que ele tem uma carta em sua manga, e que, ela não gostará nem um pouco do que está por vir.

E, infelizmente, indefesa como está nas mãos deste homem, não pode fazer muito, a não ser imaginar o que ele pode estar tramando, tendo a certeza de que, para ela, não deve ser nada bom.

Se pelo menos Alucard pudesse encontrá-la...

“ALUCARD...!!!”

Integra chama em pensamento, com todas as forças de seu ser.

Philip parece saber o que a esposa está pensando pois, o sorriso em seu rosto se esvai, e, seus frios e calculistas olhos verdes encaram a sua esposa com crueldade.

Novamente, o homem se aproxima da mulher acorrentada e, acaricia o rosto da mulher.

― Minha cara Integra. – Philip volta a falar, sua voz tão fria quanto um iceberg – Parece que, por mais que eu dê a você mostras de meu poder, você se recusa a acreditar em mim! O seu vampiro, do qual você tem tanto orgulho, jamais chegará até você e, para te provar isso, eu vou tirar de você o que lhe é mais precioso, bem diante de seus olhos e, aquele maldito vampiro não poderá fazer nada para impedir!

― Do que você está falando, miserável? – pergunta Integra, sabendo que possivelmente não gostará nada da resposta.

Ao invés de responder a esposa, Philip olha para a entrada do salão onde, Ripper adentra o recinto, carregando em suas mãos uma grande foice. E, atrás de Philip, para desespero total de Integra Fairbrook Wingates Hellsing, adentra o salão, a pequena Isabelle.

Notas finais
CONTINUA...