Festa

2 Capítulo 2


Notas iniciais
Última parte, espero que vocês gostem.

POV OLIVER

Eu fico ali vendo ela sair, eu não sei o que deu em mim, eu devia ter a impedido de ir embora, mas a única coisa que eu fiz foi ficar parado aqui, feito um idiota que sou.

Ela se declara para mim, e o que eu faço? Eu a agarro no elevador. É obvio que ela pensou que eu estava tratando como apenas mais uma.

Mas não era?

Quando por fim desço de volta para a festa, aquilo em nada me agrada, não que de alguma maneira já tivesse me agradado, olho em volta e ela não esta ali. Parado em um canto eu vejo o sujeito com quem Felicity estava conversando, e não sei o que me dá que vou até ele.

–Sr. Queen. –Ele me comprimente cordial.

–Vejo que me tem em desvantagem? –Eu digo apertando a sua mão forte o bastante para mostra-lhe que não me agrada em nada.

–Cristhian Johansson. –Ele diz com um sorriso sincero no rosto, apesar do meu mau gênio. –E a sua assistente, Felicity? Ela não me parecia muito bem, estávamos conversando agora a pouco, queria saber se ela esta melhor? –Ele diz isso a procurando na festa.

Aquilo me faz enxergar vermelho, e de algum momento ele apareceu ao meu lado e me segura.

–Perdão Sr. Queen. –John diz alto. –Mas temo que já esta em seu horário.

–Obrigado John. –Eu me viro para Johansson, e ele sorri, parece à parte de tudo que esta acontecendo. – Ela não estava passando bem, então achou melhor ir para sua casa.

–É uma pena. –Ele diz em pesar. –Eu queria apresentar-lhe a minha esposa, ela acabou de chegar à festa. –Ele acena para uma jovem, que sorri de volta. Uma mulher linda, pela negra, cabelo afro e olhos verdes. Ela nos alcança e beija o rosto de seu marido.- Sr. Queen essa é minha esposa Mary.

Eu tento colocar minha cabeça em ordem, eu tinha acabado de fazer uma cena de ciúmes patética, vendo fantasmas a onde não existia, e tudo que o individuo estava fazendo era conversando com a Felicity.

Eu peço perdão e me retiro, não olho em volta, apenas sigo para o meu carro.

John segue pelas ruas escuras de Starling e eu não olho o caminho que fazemos, minha cabeça esta cheia, eu não sabia o que eu estava sentindo. O carro para, eu olho em volta. Eu não reconheço o lugar. Estamos em frente a uma casa no subúrbio da cidade, vejo a luz acessa e uma janela no segundo piso que mostra que alguém ali, apesar do avançado da hora, ainda esta acordado. John vira-se e me encara.

–Ela mora aqui.

Eu não sei o que me dá, eu saio do carro e me vejo apertando a sua campainha.

POV FELICITY

Chego em casa e tiro aquele vestido de qualquer maneira, os sapatos, a lingerie, os brincos, pulseira. Eu preciso me livrar da sensação de estar presa.

Mas não são as minhas roupas que me dão essa sensação, o que me prende é a lembrança o desejo a vontade de estar de novo nos braços de Oliver.

Eu entro no banho, eu preciso tirar, me libertar disso, nem que for apenas do seu cheiro em minha pele.

Quando saio do chuveiro nada realmente parece ter mudado, com exceção que agora eu iria dormir com os cabelos molhado, por que o seu cheiro ainda estava em mim, seu gosto ainda estava em minha boca, e a minha pele ainda sentia o seu toque.

Em meio ao meu devaneio eu ouço a campainha tocar. Eu olho o meu celular, é já passa das três da manhã, quem será a essa hora?

Coloco um hobby, meus cabelos estão presos na toalha. Desço as escadas, apreensiva eu olho pelo olho magico da porta, e eu juro, eu estava preparada para tudo aquela noite, mas quem eu vejo ali me deixa sem ação.

Abro um pouco a porta, e ele me parece nervoso também.

–Em que posso ajuda-lo Sr. Queen?- Eu digo tentando acalmar os meus batimentos cardíacos.

– Eu preciso falar com você Felicity, posso entra?

Abro passagem para que entre, e então, quando me viro, me vejo refletida no espelho, estou com um hobby de seda, ele não é transparente, porém acompanha bem as curvas do meu corpo. Não é como se eu estivesse tentando seduzi-lo, afinal, quem era eu para tentar seduzir Oliver Queen? Mas era no mínimo provocativo. E para me deixar mais constrangida Oliver me olhava de boca aberta.

–Me perdoe, eu vou me trocar se você puder aguardar um momento?

–Por favor, não. –E em sua voz não há dualidade. –Eu estou invadindo a sua privacidade, em um horário totalmente inapropriado. –Ele diz olhando as horas no relógio. –Eu acho melhor termos essa conversa outra hora. –Ele diz se dirigindo a porta.

E uma parte muito grande de mim queria que ele fosse embora, mas a parte que quer saber o porquê de ele estar aqui é maior, e eu me vejo colocando a mão em seu ombro.

–Oliver, o que você veio fazer aqui à essa hora? –Minha voz é determinada, apesar de baixa. Mas Oliver não me responde, fica parado ali por um longo tempo. –Oliver? –Eu vou até sua frente e o encaro. –Sr. Queen? –Eu o chamo e parece desperta-lo de um devaneio.

–Te espero na segunda Felicity. –Ele adquire o seu tom profissional, e sem deixar espaço para resposta sai me deixando confusa.

___

___

Segunda feira, oito e vinte da manhã, tecnicamente eu estou atrasada, mas isso não me importa, eu ira apenas para limpar a minha mesa e apresentar a minha carta de demissão ao RH, então pressa não era um dos meus requisitos do dia. Eu me levanto, tomo banho, me arrumo e tomo o meu café, dez e dez saio de casa.

Quando por fim chego ao prédio da Q.C. vejo John sair em minha direção.

–Até que em fim. Estava indo atrás de você na sua casa, te ligamos umas vinte vezes e nada de você atender o celular. –Ele me diz me arrastando para dentro do prédio.

–O por que disso tudo? –Eu digo enquanto tento ligar o meu celular. –Que merda é essa? –Eu olho para a tela preta. John me olha assustado. –Meu celular pifou do nada, de manhã estava bem, e agora esta assim. –Eu mostro a tela para ele.

–Hora propicia! –Ele diz revirando o olhar. –O Chefe esta uma fera, quer por que quer saber o porquê de você não ter chegado no horário certo.

–Ele só pode esta de brincadeira. –O que Oliver estava pensando? –Eu pedi demissão na sexta durante a festa. –Eu digo e John parece alarmado.

As portas do elevador se abrem e eu vejo pelo menos seis pessoas ali além de Olive, eu o vi antes que ele pudesse me ver, sua expressão era dura, brava, angustiada, tudo isso ao mesmo tempo. Quando ele me vê seu semblante altera, primeiro vem o alivio, depois mais angustia e incerteza.

–Todos para fora! –Ele grita. Eu finjo não ouvir, Oliver Queen não era mais o meu chefe, e só tinha dois motivos para eu estar aqui hoje, e ficar perto dele não estava na minha lista restrita.

Eu pacientemente começo a arrumar a minhas coisas, separando o que é meu e o que é da empresa. Todos saem inclusive John, Oliver vem até, a não mais, minha mesa.

–Posso saber o porquê do seu atraso? –Sua voz é dura, mas eu sinto alguma coisa no fundo dela.

Vou até a minha bolsa e pego uma copia da carta que pretendo entregar ao RH, e entrego a ele sem o olha, não por vergonha, constrangimento, ou medo, mas sim por que estou com raiva, e então é melhor manter o meu olhar baixo.

–O que é isso? –Ele fala enquanto abre o envelope e começa a ler a carta. – Você ainda esta com essa ideia? –Oliver diz quase gritando. E eu já havia terminado de limpar as minhas coisas. Pego uma caixa onde tinha colocado algumas das minhas coisas, como minha caneca em formato de lente de câmera fotográfica, uma agenda pessoal do filme Star Wars, em outras palavras quinquilharias de escritório, e sigo rumo ao elevado. –Felicity? –Ele grita, mas não mais em comando, sua voz é de desespero.

–O quê é?- Eu me viro, e eu não esperava que ele estivesse tão perto. Nossos corpos estão quase colados. –Sr. Queen? –Eu engulo em seco, e ali de novo o seu cheiro junto ao meu corpo, suas mãos em minha cintura. Eu impuro a caixa em seu peito, eu preciso ganhar espaço, eu não posso me deixar envolver de novo.

–Felicity, por favor, a empresa precisa de você. –E com isso é a gota d’agua. Eu não iria esperar pelo elevador, vou pela escada de serviços e em uma velocidade que me surpreende eu saio correndo pelos degraus. –FELICITY! –Oliver esta em minhas costas.

–Volte para sua sala Sr. Queen, o senhor precisa contratar uma nova assistente o mais rápido possível!-Eu quase grito sobre o meu ombro.

–Eu preciso de você de volta. –Ele me diz logo a trás, mas parece em um conflito e resolve não me tocar, e eu lance por lance, andar por andar eu acelero os meus passos.

–Mas eu não estou à disposição. –Eu falo, e com a minha pressa tropeço e se não fosse seus braços em minha cintura eu provavelmente iria parar no hospital. Minhas coisas estão espalhadas no chão, mas eu nem as percebo, estou presa nos olhos de Oliver.

–Eu preciso de você. –Ele me diz passando o nariz em meu pescoço. –Era isso, só isso. –Ele diz rindo. –Era tudo isso que eu fui falar na sua casa no sábado de madrugada. Eu entrei em desespero quando você não apareceu no horário de costume hoje pela manhã. – Me olha como se fosse algo muito difícil de admitir. – Eu fiquei com ciúmes de você na festa, e não queria que você saísse com os seus amigos na sexta por isso que praticamente te obriguei a ficar. Era isso que você precisava ouvir de mim, a verdade? Eu estou dizendo a verdade, a minha verdade. Eu morro de ciúmes de você.

–Por que demorou tanto? –Eu passo meus braços em volta de seu pescoço e tomo seus lábios para mim.

–Pode culpar a minha assistente. –Ele diz rindo.- Ela tem me deixado com a agenda cheia. –Oliver me puxa e nos vemos correndo de novo pelos degraus.

–Aonde você esta me levando? –Eu digo entre risos.

–Você vai ver.

Oliver me leva até o estacionamento da empresa e pega o seu carro, saímos em direção a uma cidade caótica típica de segunda-feira.

–Oliver, você tem um monte de coisas para resolver hoje. –Eu digo com peso na consciência.

–Tudo isso pode esperar. – Ele diz isso parando em frente a minha casa.

–O que estamos fazendo aqui? –Digo sem entender.

Oliver se vira para mim.

–Me convida para entrar?

Sua voz é sedutora, e por um momento minha mente é encoberto por seu perfume, e seu movimento dos lábios, a posição do seu corpo tão perto do meu. E eu tenho que me concentrar em respirar profundamente, uma, duas, três vezes. Maldição! Ele vai acabar me enlouquecendo! Oliver me olha como se esperasse uma resposta. Claro ele tinha me feito uma pergunta, mordo meus lábios inferiores me concentrando tentando lembra-la.

–Claro. –Digo por fim.

Saio do carro e ele esta ao meu lado, Oliver envolve minha cintura em um abraço e com o seu nariz faz caricias em meu pescoço.

Entramos e Oliver vem me deitando no sofá, e se deita sobre mim. Sua boca procura a minha, sedenta. Suas mãos me prende junto ao seu corpo, desce pela lateral até chegar a minhas pernas, levanta minhas coxas e eu estou com ele entre minhas pernas.

–Oliver? –Eu o chamo, quando por fim tenho um tempo para respirar. –Muito rápido. –Digo ofegante.

Sinto o seu sorriso em meus lábios, ele encosta nossas testa, e o vejo de olhos fechado.

–Desculpa. – Oliver, me beija brevemente e ainda de olhos fechados me sorri. – Você me esperou por tanto tempo. –Ele abre os olhos e eu estou perdida ali. – Eu vou esperar o tempo que for preciso, por que não tem outro lugar para mim agora. –Ele me sorri, um sorriso que eu nunca havia dado dar antes. – Felicity, eu preciso de você.

–Eu não vou a lugar nenhum. –Eu sorrio de volta.

Notas finais
Então? Bem curtinha, mas espero que vocês tenham gostado. Bjs
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!