Notas iniciais
É complicado. Fiquei meses tentando terminar essa história e a única coisa que que saiu.. vocês verão."

Ela sempre carregava um livro na bolsa.. Sempre, a cada duas semanas ela estava com um livro novo na mão. Os livros não era novos realmente; mas eram todos muito velhos. Ela passava a maior parte do tempo dela no sebo ou na casa do avô, onde ele guardava um coleção incrível de livros..velhos. Para ela não eram velhos, era um mundo novo a ser descoberto.

De jeito nenhum ela gostava de se olhar no espelho. Passou tanto tempo sendo agredida, que uma hora acabou acreditando nas pessoas ao seu redor. Mas ao mesmo tempo que ela passou a acreditar nessas palavras, ela deixou de importar com todos. Todos. Não falava, não olhava.

Mynna era mediana, com as cinturas largas, só que não chegava ser gorda. Só que estava acima do peso. Tinha cabelos liso preto e curtos. Era morena. Usava alguns piercings.. na língua e na sobrancelha direita.

Ela era introvertida, na verdade sociopata. Não falava com quem não falava com ela, e não respondia as perguntas de ninguém. A melhor coisa a se fazer era ficar longe de seu caminho.

Os livros continham poderes... A garota era poderosa. Ela não gostava de pessoas.

Ela gostava de ficar sozinha, navegava em seus pensamentos por horas a fio. O seu único amigo era seu avô. Ele nunca se importou com os comportamentos dela, por isso ela gostava dele. Não julgava e nem questionava. Somente quinze anos, e pura inteligência.

Ela escrevia coisas incríveis..."A faca fincou em seu coração, mas ela não morreu. Aquele mulher já tinha posto sua armadura. Jamais se machucará por nada ou alguém. Isso não mudaria. Aquela faca não seria nada nela. Não dessa vez".

As escola era seu pior terror. Aquilo não deveria ser chamado de escola. Pessoas imprestáveis, não entedia o porque de todos estarem lá, se a maioria fazia questão de não ouvir. É para isso que serve escola, não é mesmo?! Todos era muito entediantes.

Eles olhavam para ela, julgavam-a como se a conhecesse muito bem, e tivessem esse direito. Não tinham. Só que ao mesmo tempo ela era invisível... Ninguém a enxergava. Só viam o vulto pelos corredores. Só uma pessoa a via... Ele sabia que ela era fantástica.

Ele tinha dezessete anos era alto magro. Luca era consideravelmente bonito. Quando perderá as únicas pessoas que amavam, tinha só doze anos, por causa disso entrou em depressão, e por causa dos "amigos" conheceu o álcool. Quando tinha quinze, queria parar de beber... De todas as formas, a melhor que ele achou foi se exercitar. Quando fica de abstinência ele se exercitava. No começo era difícil. Agora ele faz isso por esporte, e porque se sentia bem toda vez que fazia. Na escola ele não era invisível, porém não era popular. Ele só era ele. Sempre conseguiu se manter a margem. Os únicos amigos dele eram os livros e os fones de ouvido.

Ele detestava "aquele lugar imundo". Aquelas pessoas são tão iguais. Ele queria vomitar. Inclusive as meninas da quela escola... todas padronizadas. Escroto. E de não padrão era modinha. Algumas se salvavam. Mas uma lhe interessava... Ele sempre a via chegar com um livros diferentes. Ele era inteligente, alguns ele conhecia outros não. A cada duas semanas, ele via ela chegar com um livro "novo". Eram livros velhos, só que novos. Ele a queria. Não de um jeito ruim ou maldoso. Nem que se fosse só para ter uma amizade verdade verdadeira. Sabia que os dois eram iguais.

Ela não sabia como chegar nela, sem assustar ela, ou fazer uma inimiga.

Ele chegou nela e disse:

– Oi. Ela não respondeu. — Só me chama de Luca! Que livro você está lendo? — Ela ficou muda por muito tempo. Só que ele não iria desistir.

– Você não vai embora — Ela disse.

– Não — Ele sabia que essa seria a reação. Não se importou.

– O que quer comigo? — Ela disse em um tão desagradável.

– Quero ser seu amigo — Não esboçou nem um sorriso.

– Olha aqui, não brinque... — Ele a interrompeu.

– Não quero que você acredite em mim, mas eu quero ser seu amigo e pronto. Aliás, quero muito saber dos livros que você Lê — Fez uma careta.

As pessoas ao redor olhavam. Porque um garoto tão bonito, estava falando com a "estranha". Ele não se importava com o que pensavam. Aprendera desde cedo, as pessoas falam demais, só que nunca tem nada a dizer.

– Qual o seu problema? — Ela agora estava muito intrigada. Porque aquele garoto vinha falar com ele?

– Nenhum. Por quê, acha que tem? — Ele estava jogando.

Ela estava irritada, então simplesmente saiu, e deixou ele. Ele saiu a trás dela.. Não iria parar conseguir o que queria.

Eles andaram. Andaram muito. Até chegar na casa dela onde vivia com o avô.

– Vai deixar eu entrar? — Ele disse. Ela olhou para ele intrigada. Queria saber porque. Ela iria deixar ele entrar. Tinha algo de diferente nele... Ele parecia entender as coisas. Sentia que podia confiar nele. Só que ela não deixaria ser tão fácil assim.

Eles entraram na casa. A casa vazia. Provavelmente o avô dela estava em algum canto da casa lendo. O silêncio pairava no ar. A luz da rua filtrava a dentro da casa, com isso dava para ver que a casa merecia uma limpeza. Ela sabia que a única coisa que ela fazia questão de deixar limpo, era os livros dela. Só para não mofarem. Era como se fossem os filhos dela.

Eles foram andando... até o centro da casa, onde achou o avô dormindo com o livro encima do peito. Ela gostava de ver isso. Ela pegou um cobertor que estava do lado e cobriu ele; estava frio.

– Quem é ele? — Ele perguntou.

– Meu avô, que se acha? — Falou num tom de "o que mais poderia ser?"

– Poderia ser seu pai! — Ele disse, e logo se arrependo, quando viu a cara que ela fez.

– Por aqui. — Ela disse, saindo, pisando devagar para não acordar o avô.

Ele seguiu ela. Ele estava silêncio, observava ela com curiosidade; com intensidade. Tinha que andar rápida, parecia que ela estava com pressa.

Ela reparou que ele não para de olhara para. Ela não ligou, não se importou e continuou. Eles andaram até a biblioteca particular dela. Era só dela, tão dela, que nem o avô dela entrava lá. A Casa era bem grande, pelo que ele pode reparar.

Eles entraram na sala. Na maior sala de biblioteca que ele já tinha visto. Não achara que a casa fosse tão grande. Ele sentiu que ela tinha todo os livros do mundo.

– Você mora no Paraíso — Disse ele.

Ela deu um sorrisinho ... Ela ficou ficou feliz. Não entendeu aquele sentimento. Somente apreciou mesmo.

Ele olhava aqueles livros... Nunca tinha visto coisa igual. Naquela cidade tão pequena, o acervo era pequeno. A biblioteca dela era imensa. Mas conseguia acreditar.

– Sente-se...se quiser — Ela disse em um tom suave.

Sentou-se em uma cadeira com almofada vermelha vinho. A biblioteca tinha cheiro de antigo — mofo com ortigas.

Eles se olharam... Ele sabia que gostava muito dela. Ela também sabia, mas ambos não iria deixar tudo ser mais fácil. Ele queria muito conhecer ela, mas ela não era uma típica garota comum. Ela ficou parada olhando para ele. Por um considerável tempo, depois de levantou. Foi até a maior estante que tinha e pegou um livro... Um livro azul. Tinha uma mesinha do lado dele, tinha uma pilha de livro ele pensou em pegar, mas estava tímido demais.

– Pode pegar um livro se quiser, mas nenhum vai sair dessa sala — Ela disse em um tom calmo, porem sério.

Ele levantou eu começou a vagar... Ele podia passar o resto da vida naquela sala... Ele não tinha compromissos, nem horária. Ele tinha suas próprias regras. Ela também tinha suas próprias regras.

Mynna. A Garota. A Garota dos livros encantados. E ele... Um simples cara a procura dela.

Notas finais
Então... O que acharam? COMENTEM, GO GO GO. Comentem, para mim saber o que acharam! *-* Beijos
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.