Notas iniciais
LEIAM AS NOTAS. É GRANDE, MAS É IMPORTANTE. Hey, dears. Depois de muito pensar, achei injusto que terminasse o ano sem sequer uma aparição minha para vocês. Quero me desculpar pela demora e deixar bem claro que "Felizes... para sempre?" NÃO SERÁ EXCLUÍDA. Sinto que devo uma explicação a vocês, então vamos lá... Desde o último capítulo postado, senti umas fortes dores de cabeça e minha visão começou a embaçar. Marquei uma consulta com o oftalmologista e, como o nosso incrível sistema de saúde é rápido, demorei quase um mês para ser atendida, isso na rede privada. Durante este tempo, evitei usar o computador porque não sabia se era esse o problema. Conclusão, estou usando óculos. Junto a isso, recebi uma notícia de que perderia dois meses escolares. Este ano, concluí o terceiro ano do Ensino Médio e por causa da greve que a Rede Federal teve no meio do ano, as recuperações finais seriam em fevereiro e isso seria ruim por causa das faculdades. O meu colégio, então, adiantou o calendário e reduziu três meses de aula para apenas um. Com isso, teve aquela correria para entrega de trabalhos, simulado e provas. Tive que rever minhas prioridades e decidi que a fic poderia esperar um pouco mais. Quando o ano letivo finalmente acabou, há três semanas atrás, o meu computador simplesmente pifou e tive que esperar meu pai comprar outro. Eu havia prometido que faria um capítulo de seis ou sete mil palavras e perder esse capítulo foi muito frustrante. Reli a trilogia, reli minha fic, mas ainda não consegui chegar às seis ou sete mil palavras prometidas, e essa foi outra razão para a demora: não quis quebrar minha promessa. Felizmente, achei um meio termo... Ainda vou postar o capítulo com as seis ou sete mil palavras, mas enquanto ele não chega, vocês poderão ler uma prévia, a primeira parte deste capítulo. Espero que entendam que minha demora foi por causa de fatores que fugiram ao meu controle. Vocês devem receber o capítulo completo na semana que vem, okay? E depois deste testamento... Aí vai a prévia.

Permanecemos desfrutando dessa nossa estranha e tensa calmaria por quase uma hora, tempo suficiente para que uma enfermeira cuidasse dos nossos ferimentos em batalha.
Mas como nada que é bom dura para sempre, a porta se abriu subitamente e todos nos pusemos em pé instantaneamente.
– Pai?

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Eu me pus em frente à cama de Shalom instintivamente, deixando as mulheres atrás de mim e percebendo a aproximação dos homens ao meu lado. Revezava os olhares entre meu pai e a porta aberta, temendo que soldados invadissem o quarto também.

– Ora, o que temos aqui? Uma família feliz ao que me parece. – Ironizou.

– Uma família, com certeza, mas que seríamos mais felizes sem a sua presença, isso não se pode negar. – Astra respondeu sem titubear com a mais que clara provocação dele.

A resposta atrevida da minha sobrinha chamou a atenção do meu pai de uma forma nada agradável a julgar pelo olhar que ele lhe lançou.

– Sem dúvidas, uma Singer. E uma mini America, pelo que vejo. Desrespeitosa e tola.

– Não ouse falar assim da minha filha. – Magda se manifestou.

– Nem da minha. – Kenna completou.

Meu pai avaliou a situação, olhando por alguns segundos para cada um de nós até fixar o olhar em mim.

– É exatamente por isso que não posso permitir que reine. Você fica calado enquanto as mulheres dessa família agem sem o mínimo de bom senso. Se você não pode governar a própria casa, não pode governar sobre Illéa. – Vociferou, acusando-me e lançando olhares de repulsa aos Singer.

– Eu poderia dizer o mesmo, pai. Porque o senhor não é bem o que se pode chamar de exemplo de pai de família. Onde está sua esposa mesmo? Trancada num quarto qualquer do palácio. E onde está seu herdeiro? Lutando para reconquistar o trono que o próprio pai usurpou. A propósito, onde está sua neta? Sendo protegida de dia e de noite contra o próprio avô. Lave sua boca antes de falar da minha família. – Meu pai ficou completamente transtornado com as verdades que eu o obriguei a ouvir.

Senti uma forte ardência do lado esquerdo do meu rosto e olhei espantado para o homem a minha frente.

– Você é um tolo, Maxon. America foi a ruína da nossa família. Foi ela quem incitou essa sua rebeldia.

– Você é um covarde. Eu não estou aqui como seu filho disposto a aceitar correções. Se quiser me ferir faça isso como um adversário à altura e veremos quem se sairá melhor em um combate singular. Mas garanto que não estou disposto a perder para um velho. – Despejei o que me veio à mente. Nunca antes falei tão livremente o que pensava como agora, mas já que estou aqui, vou aproveitar essa experiência mais que libertadora.

– De todos os erros que eu cometi você é o maior deles. O pior é que você não vê que está arruinando o país, não vê que Illéa precisa de ordem, não de revoltas e revoluções. Aquela mulher te cegou e você não se importa em estar cego desde que ela fique. Você está cada dia mais parecido com ela: incapaz de reinar.

– Ao contrário. Eu realmente espero estar mais parecido com ela em seu amor por Illéa, em sua influência com os líderes das grandes nações, mas principalmente em sua coragem para questionar e mudar.

– Os rebeldes se foram; a Guerra com a Nova Ásia acabou. O que tinha para ser mudado já foi. O que mais você quer, Maxon? – Perguntou incrédulo. Seu tom parecia ser o que usamos para questionar a uma criança o motivo de sua malcriação.

– Eu quero apenas o que for melhor para Illéa. – Vi quando sua expressão beirou a fúria por um mero segundo e, logo depois, transformou-se em outra mais serena e resignada.

– Nisso estamos de acordo. Façamos um trato. Sei que nenhum de nós quer mais mortes desnecessárias.

Reprimi a vontade de negar qualquer coisa que ele pudesse me oferecer, mas não pude fazê-lo quando me lembrei de Jenna, do seu filho morto, do seu filho vivo e apavorado, dos soldados que estavam lutando ao mesmo tempo em que levávamos essa conversa, das suas famílias, das crianças correndo pela mansão Singer e de todos os outros que eu devo proteger.

– Estou ouvindo.

– Estou disposto a ser generoso. – Começou, mas eu estava sem paciência.

– Diga o que tem que dizer. – Apressei.

– Acabe com essa revolta estúpida e volte para casa. – Abri a boca para dizer não, mas ele fez um sinal com o indicador, pedindo um minuto mais. Consenti relutante e ele seguiu falando. – Voltará a ser o príncipe herdeiro até que me prove que posso confiar em você no trono. Eu oferecerei anistia aos soldados desertores e até permito que sua filha vá viver no palácio. Não sou tolo para não reconhecer as vantagens de tê-la por perto. E America pode ficar em Illéa com a família, ou voltar para a Itália ou qualquer outra coisa que queira desde que fique longe do palácio. Convenceremos aos conselheiros para que possa se casar novamente. Não vou pedir que viva uma vida celibatária. Esqueça todas essas tolices e volte para casa...

– CHEGA! Ainda tem coragem de dizer que isso é generosidade? America é minha noiva, Nicole é mais do que uma vantagem política, os meus soldados desertaram voluntariamente e por lealdade aos meus ideais, bem diferentes dos seus a propósito, e o povo quer mudanças. Não vou abaixar a cabeça e voltar para casa como se nada houvesse acontecido. Você fez isso. Você usurpou meu trono, pai. Agora que sabe que não vou desistir sem lutar não venha tentar me dissimular como se eu fosse um rebelde, um traidor da Coroa. EU SOU A COROA, quer queira, quer não. E não vou desistir, não agora que cheguei tão longe.

Minha voz era o som do completo repúdio. Não era possível que ele realmente acreditasse que eu faria algo assim.

Meu pai estava visivelmente furioso e aquela veia na sua garganta estava prestes a explodir, mas, de alguma forma absurda que eu desconheço, ele simplesmente inspirou pesadamente e olhou por cima do meu ombro, fixando seu olhar sobre...

Segui sua linha de visão.

...Shalom!

– Uma lástima o que aconteceu com o senhor Singer, não é verdade? Uma verdadeira tragédia.

Seus olhos faiscaram, e eu conhecia aquele olhar. Pelos céus, eu conhecia aquele olhar e não era nada bom.

– Ele vai ficar bem. É um nobre de Illéa e vai contar com todos os recursos para sua recuperação.

– Recursos? Espera que eu pague os custos do Hospital, ao que parece. A pergunta é: Por que eu faria isso?

– Não espero nada que venha de você.

– Talvez não, mas precisa morar de favor e depender da caridade alheia. Onde está o seu orgulho, Maxon? Se voltar comigo, tudo o que eu tenho será seu um dia. Se continuar com esse esquema de traição, então não terá nada.

– Ao contrário do que o senhor pensa, pai, eu tenho orgulho, sim. Tenho orgulho dos meus ideais, do meu povo, da minha família. Eu estaria me rebaixando se curvasse a cabeça e negasse tudo o que realmente importa para mim. Não farei isso, pai. Não perca o seu tempo tentando me fazer mudar de ideia.

– Já que você insiste...

Franzi as sobrancelhas, confuso, e percebi, aterrorizado, que meu pai apertou um pequeno botão em seu cinto. O mesmo botão que eu colocava em meu cinto todas as manhãs, antes de ser deposto, e que enviava um sinal de alerta para todos os soldados que estivessem num raio de 500 metros de distância. Qualquer que fosse sinalizado entenderia uma mensagem bem simples: "O rei está em perigo! Venham, AGORA!".

Percebi que Kota e Gerad olharam para mim apreensivos, sabendo exatamente do que se tratava e encararam a porta, colocando-se em posição de combate.

Kenna puxou Astra para trás de si, e Jenna fez o mesmo com Matthew. Magda se aproximou mais da cama de Shalom e me olhou assustada esperando que eu pudesse protegê-lo.

Ainda tive tempo de ver uma pequena torsão no lado esquerdo da boca do meu pai, um lampejo diminuto de um sorriso, mas em seus olhos encontrei uma expressão que eu conhecia de longa você acha que consegue dar conta sem mim, Maxon? Então tente. Resolva, se for capaz!

Foi o suficiente para me enfurecer.

– Não sou uma criança esperando por sua aprovação, pai. — Murmurei entredentes, mais porque eu precisava dizer do que pela necessidade de que alguém pudesse ouvir.

E então aconteceu.

Ondas de soldados caíram sobre nós, nenhum deles, no entanto, ousou portar armas de fogo. Nenhum deles é idiota o suficiente para correr o risco de ser culpado pela minha morte ou pela morte do usurpador que chamo de pai.

Há muito em jogo.

Lutávamos como destemidos, porque sabíamos que provavelmente seria o último dia de nossas vidas e, se fosse para morrer, morreríamos como quem havia lutado bravamente. Não lutávamos por nós mesmos, lutávamos por nossas famílias, por cada pessoa que precisava de nós e que nós amávamos. Três homens e a força de um povo, uma nação.

Durante algum tempo, conseguimos defender nossa posição e matar todos que entraram no quarto. Tão logo algum deles irrompia no cômodo, era recebido por espadas e punhais de homens que lutavam a vista de sua própria família. Num espaço tão limitado, três nobres de Illéa não ficavam tão perdidos contra dezenas de oponentes quanto ficariam no Grande Salão do Palácio.

Se não morremos nos primeiros cinco minutos foi devido à uma única circunstância: estávamos dentro de um quarto de hospital e um quarto costuma ter porta. Não importaria se entrasse uma centena de soldados, se eles continuassem entrando dois a dois. Não haveria força no número.

Não há vantagem numérica que supere a vantagem em um terreno.

Mas nem todos os soldados que entravam eram tolos. No momento em que alimentávamos esperança de sairmos vivos, dois soldados invadiram o quarto trazendo reféns. As duas enfermeiras que se encontravam nesta posição choravam de desespero e nos olhavam assustadas. Em seus olhos havia o desejo de viver e a certeza de que suas vidas não estavam mais em suas próprias mãos. Estavam nas nossas.

Notas finais
Me inspirei um pouco em Julieta, da Anne Fortier para escrever alguns parágrafos. Enfim, a razão pela qual ainda não respondi aos comentários é a mesma pela qual ainda não postei o capítulo completo. Mas irei responder a todos muito em breve. Feliz Natal atrasado. Feliz 2015! Que este ano não seja apenas mais uma página do livro de sua vida ou mais um número insignificante. Que ele seja a sua oportunidade de escrever os melhores capítulos de sua história. Meus sinceros votos de felicidade para o ano novo. Beijos, Enthralling Books. PS. Josy, para os que preferirem assim.