Felizes... para sempre?
13 - Nem acredito que vou pra casa
Notas iniciais
– Mãe?
– O que foi?
– Só tem um presente que eu quero esse ano. Eu sei que a senhora não quer isso, mas é o que eu mais quero. Principalmente hoje.
– O que você quer de presente, princesa? – Perguntei, mas já sabia a resposta.
– Quero ir pra casa, mãe.
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– Não posso te prometer nada. Tem muita coisa no meio, Nicole, mas eu vou ver o que posso fazer. Pode aceitar isso por enquanto?
– Acho que sim.
– Que bom. Agora eu quero saber de tudo o que aconteceu com você nesses dois dias. – Puxei-a para se sentar ao meu lado no chão – Pode começar a falar.
– Eu estava indo pra aula e senti uma mão no meu rosto, cobrindo meu nariz e minha boca. Tentei me soltar e gritar, mas tudo começou a girar e depois ficou tudo preto. Quando eu acordei estava deitada em um colchonete, mas com as mãos e pés amarrados e com um pano na minha boca. – Abracei minha filha de lado enquanto ela contava a história – Fiquei com muito medo, mãe, tentei usar minhas aulas de estratégia para fazer alguma coisa, mas não tinha nada por perto que eu pudesse usar para me soltar, e não tinha ideia de onde estava. – Ela começou a chorar a nessa hora e eu jurei que, se visse o desgraçado do Lucca outra vez, eu o mataria.
– Está tudo bem, não vou deixar nada acontecer com você. Não precisa terminar de contar agora se não quiser. – Consolei-a enquanto afagava seu cabelo. Nicole soluçava e fungava, provavelmente lembrando a agonia que sentiu, mas negou com a cabeça, e continuou a falar.
– Passou muito tempo e eu fiquei sozinha pensando em quem poderia ter me levado pra lá, mas aí o tio Lucca apareceu. Não entendi nada, mãe, o tio Lucca sempre foi tão legal comigo. Ele pegou um prato com alguma coisa que ele chamou de comida, mas que não parecia nem um pouco com comida. Tirou o pano da minha boca, falou que não adiantaria gritar porque ninguém iria me ouvir e disse que aquilo era a única coisa que tinha para comer, então eu engoli. Foi horrível, mãe! Eu quase vomitei. – Nicole falava e chorava. Eu não estava triste, eu estava com muita raiva. Podia sentir a adrenalina tomando conta do meu corpo. Você ainda me paga por isso, Lucca. Ah, se paga! – Eu perguntei o que ele ia fazer comigo – Ela parou de falar por um tempo. Eu queria esperar até que ela estivesse pronta para falar de novo, mas a curiosidade foi maior.
– O que ele respondeu?
– Ele disse que ia me vender, mãe. Disse que ia me vender para quem pagasse mais. Eu comecei a chorar e ele me mandou calar a boca e dormir que ele me queria inteira para a entrega e, se eu ficasse chorando, ia ser pior pra mim. Tentei parar de chorar, mas ficava pensando pra quem ele iria me vender e voltava a soluçar. Ele me bateu uma vez, no rosto. – AQUELE DESGRAÇADO FEZ O QUE? LUCCA MONTANARI, VOCÊ É UM HOMEM MORTO! – Mas aí eu me lembrei das aulas de estratégia de batalha e tentei me acalmar.
– O que você lembrou?
– Eu lembrei que como sou uma princesa, talvez ele me vendesse para algum país como refém, mas que meu pai pagaria muito mais. Só que ele não pagou, mãe. – Ela olhou para mim desesperada, como se Maxon tivesse sido sua última esperança. Ele a decepcionara.
– Seu pai não sabia que você tinha sido sequestrada. – Falei, mas ela ainda assim continuou como estava.
– Ele ficou falando que ninguém me queria e que eu era uma inútil e que se ninguém me comprasse ele ia achar uma utilidade pra mim. Foi quando ele me olhou como se eu fosse a refeição. Eu não sei o que ele queria dizer, mãe, mas fiquei com medo. Com muito medo. – Ela me apertou, como se me pedisse proteção. E eu jamais negaria.
– Shhh. Já passou, minha princesa. Está tudo bem. Já passou.
– Ele me vendou hoje e disse que tínhamos que dar uma volta. Eu senti ele me desamarrar, me colocar num carro e dirigir por muito tempo. Não sei quanto, mas devem ter sido umas duas horas. Quando tiraram minha venda, dei de cara com o tio Alexander, que me abraçou muito forte e me trouxe pra cá. – Ela já estava parando de chorar agora, mas ainda tremia nos meus braços.
– Ainda bem que acabou. – Fiquei um tempo em silencio, mas percebi que algo não estava se encaixando – Só não entendi uma coisa.
– O que? – Ela me olhou.
– Por que você disse que ele não tinha tocado em você quando seu pai e eu perguntamos? Por que você escondeu que Lucca te bateu?
– Porque vocês iam ficar nervosos e soltando ameaças. Achei que podiam fazer isso depois. Estava cansada de ameaças. – Ela abaixou a cabeça.
– Ei, não precisa ficar assim. Tudo bem, eu entendo você. Mas nunca mais minta pra mim. Promete?
– Prometo. – Ficamos em silêncio por um tempo, até que eu percebi que ela estava dormindo no meu colo. Coloquei-a na cama e dei um beijo em sua testa.
– Vou fazer tudo o que puder para voltarmos para casa, filha. Você tem minha palavra. – Afastei o cabelo que estava caindo no rosto dela enquanto fazia minha promessa – Eu te amo.
Sai do quarto de Nicole em direção ao escritório de Nicolleta, mas não antes de assegurar que tivessem dois guardas na porta do quarto da minha filha e mais quatro no corredor.
– Nick, precisamos conversar. – Falei, entrando no escritório dela.
– Sim, America, precisamos. Pedi ajuda ao meu pai hoje e tenho que te contar uma coisa. – Alerta Vermelho! 1º. Faz um tempo que Nicolleta só me chama pelo nome quando a situação não está boa. 2º. Ela nunca pede ajuda ao pai. Está sempre querendo provar para ele que pode resolver tudo sozinha e que a Itália está em boas mãos.
– Aconteceu mais alguma coisa?
– Não queria ter que te dizer isso, mas você e Nicole tem que ir embora da Itália o quanto antes.
– O que? – Fiquei pasma. Eu queria voltar para Illéa, mas não imaginei que Nicolleta me expulsaria.
– Não quero que você vá, mas é preciso. Infelizmente, não posso fazer nada contra o babaca do meu primo, o povo simplesmente o adora. Acho que isso é minha culpa por encobrir as burradas daquele idiota. Além disso, nossa aliança com a Inglaterra está firmada com o casamento dele. Enfim, Lucca vai continuar tendo livre acesso ao palácio e não quero que Nicole fique em risco de novo.
– Entendo. – Esperei para ouvir o que mais Nicolleta tinha a dizer.
– Eu ia sugerir que você fosse para o palácio de May e Alexander.
– Maxon disse para eu fazer isso – Afirmei.
– Mas não pode. – Nicolleta abaixou a cabeça, frustrada.
– O que? Por quê?
– Eu já disse: a noiva de Lucca é inglesa. A prima de Alexander, para ser exata. Lucca também tem livre acesso lá. – O que raios eu vou fazer? Não tenho tempo para me preparar para ir para Illéa, não posso ficar na Itália, não posso ir para a Inglaterra...
– O que eu vou fazer, Nick? – Sussurrei, com as mãos no rosto e cotovelos apoiados nos joelhos.
– Vai voltar para Illéa.
– Fala como se fosse simples. Não se lembra do porquê de estarmos aqui? Tem gente querendo matar minha filha lá!
– Eu dei o tempo que Maxon precisava para tomar uma atitude. Estive vigiando ele este tempo todo e ele está quase conseguindo, só faltam dois conselheiros agora. Mas quase não é o suficiente. Agora quem vai agir sou eu. Tempos desesperados pedem medidas desesperadas.
– O que pretende fazer?
– Deixa isso por minha conta. Garanta que Nicole estará cercada de guardas vinte e quatro horas por dia e prepare a festa de aniversário dela. Faltam duas semanas, então dá tempo. Essa vai ser nossa despedida. Confia em mim?
– É claro que confio.
...
Rei Maxon,
Este será o último DVD, o último álbum de fotos e a última nota que escrevo. Às vezes imagino que vossa majestade compare os álbuns e perceba o quanto Nicole cresceu. Onze anos é muito tempo. Um pensamento infantil, não acha? Que fique vendo todos os álbuns num mesmo dia. Nicole está bem. Cercada por guardas vinte e quatro horas, mas feliz por estar de volta. Costumava ter pesadelos e ainda tem alguns, mas cada vez menos frequentes. Deve estar se perguntando o porquê de este ser seu último presente. Nicole e eu voltaremos para Illéa em breve. Vai esperar sua filha no aeroporto?
Despeço-me pela última vez,
Lady America.
P.S: Vai ser estranho ouvir todos me chamarem de Lady outra vez. Aqui me chamam Signora.
Escrevi minha última nota e embrulhei o último presente que enviaria para Illéa. O aniversário de Nicole será amanhã e tudo já está preparado. Como em todos os anos, a festa seria transmitida ao vivo para Illéa. Desde que Maxon fez da data um feriado, soube que o país inteiro assiste.
Nicole e eu viajaremos assim que a festa acabar, o que significa que devemos chegar a Illéa de noite. Sempre perco a noção com fusos horários.
Vou até o quarto de Nicole, conferir se ela já está pronta para dormir, mas já a encontro deitada.
– Filha, está dormindo?
– Sim.
– Haha, engraçadinha. – Digo me sentando na beirada da cama – Amanhã é o grande dia! Tenho uma surpresa para você.
– O que é? – Ela me pergunta animada.
– É sobre o seu presente de aniversário. Eu sei que você queria muito ir para casa filha, — vi o olhar dela ficando triste, provavelmente achando que não iríamos – e como eu sou a melhor mãe do mundo, partimos depois da festa. – A reação de surpresa dela foi meio engraçada: Primeiro ela me olhou confusa. Quando percebeu o que eu estava falando, deu um sorriso enorme, se levantou, começou a pular na cama, depois me abraçou e ficou beijando minha bochecha repetidas vezes. Eu apenas ria.
– É sério, mãe? Vamos mesmo para casa?
– Não era isso que você queria? Acho que já ficamos aqui tempo demais. Vou sentir saudades, mas também estou com saudades de casa.
– Vou conhecer meu pai? – Os olhos dela se encheram de lágrimas?
– Ei, que história é essa? Você já conhece seu pai. A diferença é que vai poder tocá-lo de novo.
– De novo? – Me olhou confusa.
– De novo. Seu pai estava lá quando você nasceu. Já te contei essa história.
– Ah! Mãe, como você e o meu pai se conheceram? – Eu me ajeitei na cama e Nicole se deitou para ouvir a história, como eu fazia na época que ela não sabia ler. Depois que aprendeu, ela mesma passou a ler seus livros infantis. Senti falta de estar assim com minha filha.
– Era uma vez, há muitos anos, no grande reino de Illéa, um jovem príncipe chamado Maxon, que, para se tornar rei, precisava encontrar uma jovem donzela para casar. Então, o pai dele, o rei, chamou trinta e cinco belas jovens para morar no palácio e disputar pelo amor do príncipe...
Contei a Seleção para a minha filha do jeito que se conta os contos de fada. Ela quase chorou de tanto rir quando eu disse que a jovem donzela assustada deu um chute nas joias reais do príncipe, que se dobrou e choramingou como uma garotinha. Não contei que foi Clarkson quem chicoteou Maxon. Apenas disse que o belo príncipe estava muito ferido.
– ...Então o príncipe escolheu a sua donzela preferida: Uma ruiva que ele amava muito e que aprendeu a amá-lo. Eles se casaram e foram tão felizes quanto o príncipe prometeu.
FLASHBACK ON
“E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama,
Mas que seja infinito enquanto dure”
FLASHBACK OFF
– E o “para sempre”, mãe?
– Quem foi que disse que a história chegou ao final? O “para sempre” ainda não terminou, Nicole. Muitas coisas acontecem entre essas duas palavrinhas.
– Vou poder dizer essas palavras um dia?
– Quem sabe o futuro, filha? Talvez sim, talvez não. Um dia você saberá. Agora vamos dormir, porque amanhã temos um longo dia pela frente.
Me aninhei a ela, como fazia em noites de tempestade. Não importa o quanto ela crescesse, sempre caberia perfeitamente em meus braços.
Acordei com a luz do sol no meu rosto. Hoje é o dia!
Deixei Nicole dormir mais um pouco enquanto saia para conferir o andamento dos preparativos. Já estava tudo no grande salão e os funcionários do palácio já tinham começado a por tudo em seu devido lugar.
– Muito bonito, não acha? – Nick perguntou atrás de mim.
– Sim, muito. Tudo pronto para a viagem?
– Sim.
– Então vai me contar o que fez? — Nicolleta suspirou. Nós nos sentamos e ela começou a me contar.
– Eu não queria contar até ter certeza de que daria certo. Sabe disso, não é?
– É claro, mas estou curiosa. Diga logo o que fez.
– Soube que a Austrália fez Aliança com Illéa?
– Sim, eu mesma sugeri a aliança à rainha Kiah.
– Pois então, entrei em conferência com May e Kiah e elas concordaram em me ajudar com o plano. Depois entramos em conferência com Maxon e com os conselheiros illeanos. Dissemos que nossa Aliança só poderia continuar se pudéssemos ter a certeza de um sucessor confiável. Impomos uma nova condição: Maxon só poderia ter um único herdeiro, no caso Nicole, para que nossa Aliança não pudesse ser abalada por divergência de opiniões. A Inglaterra se aliou à Illéa através do casamento de May, que se tornou nobre através de você. A Austrália, por sugestão sua e pela excelente impressão que Nicole causou. A Itália, pela nossa amizade. Três Alianças graças a você. Se o herdeiro de Illéa não fosse um filho seu, então romperíamos contato imediatamente.
– Você basicamente pressionou o Conselho para que Nicole seja a única herdeira ao trono, é isso?
– Basicamente.
– E como reagiram?
– Maxon fez um excelente trabalho por lá. Dos trinta e cinco conselheiros, trinta e três já aceitavam a ideia. Os únicos que faltavam concordar e que estavam impedindo a unanimidade das votações não tiveram como desviar da nova condição. Perder três países aliados poderosos de uma única vez? Acho que não. Qual é o problema que eles têm com você afinal?
– Antes pensavam que minha impulsividade levaria Maxon a cometer loucuras, mas eu aprendi a canalizar meus impulsos para os meus projetos e eles não tinham do que reclamar quanto a isso. O problema é que nunca desisti de integrar as castas até destruí-las por completo e os conselheiros – e o meu querido ex-sogro – não aceitam isso de jeito nenhum.
– Queria que você voltasse como rainha, mas não pude fazer nada para ajudar além de garantir que não haverá outra rainha em Illéa. Minha aliança é com o governante, ou seja, com Maxon. Pude pressioná-los por causa de Nicole porque ela poderia ser a próxima governante e eu tenho direito a escolher quem será meu aliado. Mas quanto à esposa do governante, não posso interferir. Seria uma afronta à soberania nacional de Illéa. Sinto muito.
– Está tudo bem. O importante é que Nicole estará segura em casa.
– Vou sentir sua falta, Meri.
– Não mais do que eu a sua, Nick. Bom, ainda temos essa noite. Vamos fazer valer a pena.
– É assim que se fala.
...
À noite, festejamos como se fosse nosso último dia. Até eu perceber que era mesmo nosso último dia juntas, morando num mesmo palácio, governando um mesmo povo, falando uma mesma língua. Quando percebi, festejei ainda mais. Se era pra sair, que fosse com estilo e no mais alto nível.
– Então, America, você vai voltar para Illéa ou para aquele rei gato, que quanto mais velho, mais gostoso? – Orabella pergunta já bêbada. Não que a bebida fosse culpada pela pergunta indiscreta, isso é natural, mas quando ela bebe fica pior. Aliás, quem foi que permitiu bebidas na festa de onze anos da minha filha? Será que as palavras ONZE ANOS e MENOR DE IDADE não tem importância por aqui?
Rimos muito e graças aos ataques de risos consegui me esquivar da pergunta.
– America, fala sério, você não entra em crise pelo tempo de abstinência, não? – Dessa vez foi Naomi quem perguntou.
– Vocês são loucas, isso sim.
Saí de perto delas procurando minha filha, que estava dançando com o primo, Richard. Ele estava uma graça de smoking. Resolvi provocar minha filha.
– Estou de olho em vocês dois, hein. Richard, mantenha os lábios onde eu possa ver.
– Mãe! – Nicole ficou mais vermelha que um tomate e Richard riu da cara dela.
– Vou tentar, tia. — Como é que é? Que história é essa de vou tentar?
– Ele está só brincando, mãe. A senhora não tem ninguém pra cumprimentar, não?
– Vou ali falar com a May. Continuo de olho em você, Richard.
– Sim, senhora.
Sigo em direção à May, que me abraça.
– Como você está? – May me pergunta.
– Muito bem. Ansiosa pra falar a verdade. – Confesso.
– Vai dar tudo certo, não se preocupe, Ames. Vai vir me visitar na Europa?
– É claro, baixinha. Não vai se livrar de mim nem implorando.
– Acho bom mesmo.
A meia noite, uma limusine nos leva para o aeroporto. Marlee e Carter se adaptaram à vida no palácio da Itália e, como se tornaram amigos de Nicolleta, resolveram ficar num país sem castas. Anne e Mary se casaram com italianos. O romance delas com o Soldado Thompson e o Soldado Dales em Illéa não tinha dado certo, então elas chegaram à Itália livres e desimpedidas. Permaneceram também. Os únicos que voltaram comigo foram Aspen e Lucy com o filho de oito anos, Evans. Maxon garantiu um posto elevado para Aspen entre os estrategistas de Illéa, afinal não é qualquer um que estuda com líderes internacionais. Eles decidiram voltar comigo porque Aspen sentia muita saudade da família e Evans não conhecia a avó e os tios.
No avião, Nicole senta ao meu lado e vejo que ela está com sono.
– Nem acredito que vou pra casa. Obrigada pelo presente, mãe. – Ela diz, entre bocejos e reclina a cabeça para dormir.
Horas depois, Aspen aparece ao meu lado e me acorda.
– Meri, eu sinto muito.
– O que aconteceu?
– Seu pai sofreu um acidente. Está em coma no Hospital da Monarquia. – Meu pai?! Eu preciso vê-lo. Maxon pode esperar; meu pai talvez não possa.
– Quando pousarmos, me faz um favor?
– É claro, qualquer coisa.
– Avise a Maxon que vamos nos atrasar.
Continua...
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