Notas iniciais
Bom dia, boa tarde ou boa noite.
Resolvi escrever uma fanfic de DD sobre o dia dos namorados. Como sempre, terá aquele meu toque dramático.
Espero que gostem.
Boa leitura.

Olhava para o celular, para as garotas do colegial e pensava como elas poderiam ser tão felizes. Falavam de amores colegiais, onde tudo era preto no preto e branco no branco. Fugindo daqueles indesejáveis tons de cinza. O amor era por garotos que só pensavam em sexo e o amor delas era pensa em coisas românticas e extremamente melosos. Quer dizer, quem precisa disso, não é mesmo?

Se olhava no reflexo do celular e observava sua testa franzida, tentando se concentrar em não pensar em um certo rufião gordo e careca (Não que ele fosse de fato tudo isso, mas era o costume), mas sua mente acabava por a levar naquele lugar. Entre os braços de um certo loiro e o calorzinho tão agradável.

Quer dizer, era o dia dos namorados e ele não estava aqui... Ele estava... Não sabia onde e odiava não saber onde ele estava.

O mestre e a Riku ficavam meio paranoicos todas as vezes que ele sumia... Mas sumir justamente no dia dos namorados... Será que ele fora ver uma mulher de quem gostava?

Balançava a cabeça de um lado a outro, olhava para todos os cantos e suspirava.

— É melhor ir para casa... — Resmungava a si mesma, cansada de esperar alguém que não poderia vir.

Começava a caminhar, evitando olhar ao redor e ver todas as pessoas entregando chocolates para quem gostava. Do que adiantava olhar, sentir inveja e aquela pequena dorzinha no peito? Se Souchirou estivesse aqui, poderia ter dado chocolate a ele... Mas Sou havia se ido a tanto tempo... E quando poderia esquecer e não se sentir mais assim?

Vasculhava a bolsa, pegava o embrulho azul — onde o chocolate caseiro estava — e o jogava no chão, torcendo para que alguma pessoa o pegasse e o desse para algum mendigo ou que ficasse para si, pois estava cansada.

Pela sombra, observava alguém se abaixar e talvez pegar o pequeno embrulho, mas não virava para ver quem era ou se realmente pegava. Queria chegar em casa, tirar aquela roupa, tomar um banho, comer algo e se jogar na cama.

Suspirava novamente.

Algo a segurava pelo braço e a puxava para trás, tão forte que tropeçava nos próprios pés e iria cair...

Fechava os olhos, esperando o impacto do chão.

Sabia que jogar coisas no chão era errado, mas não era a unica a fazer isso. E não havia jogado lixo, havia jogado algo para qualquer um pegar.

Porém o chão não veio, mas sim um abraço carinhoso, aquele quentinho familiar.

— Por favor, não jogue fora algo que trabalhou tanto...

Estava alucinando, só poderia ser. Poderia ter sido um estranho a abraçar por pena...

Erguia o rosto e olhava no fundo daqueles olhos azuis, lagrimas se formando nos olhos rapidamente.

— Seu idiota! — Queria gritar, bater-lhe... — Kurosaki... — Choramingava, apertando as mãos contra a camisa dele e o puxando para mais perto... Aquele espaço entre eles, não poderia existir.

Ouvia a risada dele, mas não se importava.

— Por que esta chorando? — Sentia o abraço se apertar. — Só fui em outra cidade, buscar uma pulseira para você... Que combinasse com o seu colar. Olhe só, você me fez falar do seu presente.

— Por que fazer isso? Por quê?! — Choramingava.

Ele não respondia, apenas se abaixava de leve, afastando-se. Limpava as teimosas lagrimas, sorria e entrelaçava os dedos das duas mãos.

— Que tal a gente ir para a casa? Ou para onde a Riko e o Mestre estão?

Assentia com a cabeça, engolindo o lado dramático e deixando ser levada por ele.

Aquele calorzinho na mão, jamais iria esquecer.

Notas finais
Obrigado pela leitura.
Mereço comentários?
Até breve.
Ciao, ciao.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!