Feliz dia da morte

6 As coisas estão piorando.


Notas iniciais
Capítulo 6 ON.

Capítulo 6: As coisas estão piorando.

Minha cabeça latejava como nunca antes esteve.

"It started out as the worst day,

but now you got me feeling like its my birthday..."

Eu acordei zonzo.

— Espero não ter te acordado.

Olhei para ela e falei: — Essa sua ideia é horrível!

Eu sei, eu sei, ela não tem culpa, nem sabia o que estava acontecendo. Só que eu já estava cansando de morrer ultimamente.

Tentei me levantar, mas não consegui. Meu corpo inteiro doía, minha cabeça latejava, nunca estive tão enjoado e estava com dificuldade de respirar.

— Você está bem? – Sakura me perguntou, visivelmente preocupada.

— Tô, eu só me sinto meio estranho. – comecei a me vesti.

— Você não parece bem. Se quiser, posso aferir sua pressão?

Não conseguia falar nada, a garganta também doía muito. Peguei o caixa de primeiros socorros e tomei todos os comprimidos da cartela. Também peguei a garrafa de água que Sakura deixava no criado mudo e a tomei quase inteira.

— Mas tarde a gente conversa. – Tinha que encontrar logo aquele assassino.

Qual jeito eu morreria hoje? Já fui degolado, esfaqueado, atropelado, afogado, agredido... Quando Itachi falava que eu era um sortudo, não acho que estava se referindo a isso.

Então eu abri a porta para sair, esperei um pouco, Ino estava vindo.

— Não acredito que você saiu cedo da festa, testuda.

Ela parou de falar na hora que me viu e eu a encarei, mas eu não estava bem. Tudo girava e estava distorcido. Foi então que eu apaguei.

—-

O som do bipe ecoava na minha cabeça. Com bastante dificuldade, tentei abrir os meus olhos. Eu só conseguia saber que o teto era branco. Minha cabeça doía muito e o enjoo não passava. Tentei focar minha visão quando uma pessoa entrou no lugar onde eu estava. Eu arrisquei falar, mas nada saiu.

Eu só via a sombra e a pessoa se aproximar mais, mas nada nítido. O rosto com aquela máscara branca surgiu na minha frente.

Fechei meus olhos, os pressionando e quando os abri, vi que era Sakura.

— Oi. Que bom que acordou. – Sakura disse. – Como você se sente?

— Meio bêbado. – respondi.

— Deve ser da ressaca de ontem. – ela falou enquanto anotava algo em sua prancheta.

Olhei em volta tentando reconhecer aquele local.

— Eu estou mesmo em um hospital? – perguntei.

— Você desmaiou no meu quarto.

— Que dia é hoje? – fiz mais uma pergunta.

Se eu tivesse sorte, já seria outro dia.

— 23 de julho. – olhou o relógio de pulso. — As 7:45 da noite.

Mas como minha sorte acabou a muito tempo...

— O que você faz aqui? – perguntei.

Sakura vestia um jaleco branco e cabelo preso em um coque.

— Eu trabalho aqui. Faço residência.

Olhei para ela surpreso.

— Quantos anos você tem?

Ela riu.

— Terminei o ensino médio bem cedo e comecei a trabalhar aqui mês passado. Tenho a sua idade.

Bateram na porta e Suigetsu entrou.

— Com licença Haruno. Vim ver como ele está.

— Ah, sim claro. Eu vou ver os outros pacientes. – disse Sakura a Suigetsu e depois se voltou para mim. – Vou ver se eu consigo pegar um plantão para ficar de olho em você, ok? Qualquer coisa você me chama.

E ela foi embora.

Suigetsu olhou para mim intrigado.

— Desde quando você conhece a Sakura? – perguntou Suigetsu.

— Já faz um tempinho. – respondi. Se contássemos todas as vezes que revivi esse dia, daria umas boas semanas.

— Bem, Sasuke. Preciso te mostrar uma coisa.

Suigetsu retirou umas chapas de raio-X de dentro de um envelope e me mostrou.

— Eu não sei o que você está fazendo, mas seu corpo está cheio de lesões. – Suigetsu parecia preocupado.

— E isso é grave? – perguntei a ele.

— Diante disso, eu não sei como você ainda está vivo. – respondeu sério. – E outra coisa. O seu exame de sangue deu um alto nível de cianeto. O que você anda tomando?

— Nada. – me defendi.

— Cianeto é um veneno. Seja o que for que você está tomando, eu quero que você pare agora enquanto dá para reverter.

— Eu não estou tomando nada. Eu juro. – Tentei passar o mais sincero possível. – Eu só preciso ir embora. Não quero por ninguém em perigo.

Na hora que pus os meus pés no chão, Suigetsu me segurou.

— Você vai a lugar nenhum.

— Você não vai entender. Tem alguém querendo me matar. –afirmei a ele.

Suigetsu olhou para minha cara como se eu fosse um doido.

— Cara, para de usar drogas. Elas estão acabando com você. – sua voz saia com pena de mim.

— Eu preciso ir. – Tentei faze-lo me soltar.

— Sasuke. Não! – Suigetsu foi firme e conseguiu me segurar. – Se tem alguém querendo te matar, aqui é o lugar mais seguro para você ficar. – Ele declarou. — Além disso eu estou cuidando de um psicopata que tem até policial em frente ao quarto. Eu vou ficar mais uma noite inteira nesse hospital. Então fica de boa aí.

Voltei a deitar na cama, contrariado.

— Então o que você faz aqui? – perguntei. — Não tinha que está tomando conta do seu doido?

Suigetsu riu ironicamente para mim.

— Existe uma coisa chamada hora de descanso. Mas para sua informação, Kabuto está tomando conta dele. Se você estiver entediado, posso falar para ele traz logo o seu castigo para você terminar.

— Ele sabe que eu estou aqui? – Suigetsu afirmou com um sorriso no rosto. – Puta que me pariu. — resmunguei

Nem no hospital o lacaio do Oroshimaru me deixava em paz com aquelas malditas notas.

— Você está com fome? Quer que eu peça o se jantar antes do Kabuto aparecer? – Suigetsu me perguntou.

— Não. — Não ia ser fácil me livrar dele. — Eu quero refrigerante. – e fiquei olhando o teto novamente.

— Tudo bem, vou pegar um para você. De cola? – Suigetsu perguntou.

— Tanto faz.

E ele foi embora.

Não ia ficar e colocar a vida de todos naquele hospital em risco. Ainda mais a vida de Suigetsu e de Sakura.

Caminhei até porta e a abri. Ele não estava no corredor. Tinha que ser cuidadoso e cair fora dali o mais rápido possível.

Suigetsu ia trabalhar de carro, isso eu sabia. Então as chaves deviam estar na sala que ele dividia com os outros residentes. Já havia ido lá, era perto de onde eu estava.

Encontrei rápido a sala, não foi difícil. Ela estava toda escura, não devia ter ninguém. Abri a porta divagar para não fazer barulho e ascendi a luz. De fato, não tinha ninguém mesmo.

O lugar tinha quatro mesas e alguns armários. Agora só tinha que saber qual pertencia a Suigetsu. Observado um pouco, havia uma mesa que possuía uma porta retrato da Karen. Havia a encontrado.

Quando fui abri a primeira gaveta, dei de cara logo com a bendita chave. Ao pegá-la, senti que ela possuía um fundo falso embaixo da mesma. Que estranho, pensei, aquelas coisas sempre me deixavam curioso. Não pude ignorar, acabei levantando o fundo falso e logo me arrepiei.

Eu estava assustado. Havia uma máscara branca de gato escondida na gaveta do Suigetsu. A mesma que me perseguia, eu a reconheceria e qualquer lugar. Foi então que eu corri o mais rápido possível dali.

Só parei quando vi a recepcionista do andar. Me abaixei e passei pelo balcão sem ser visto. Havia também um policial fazendo guarda em um quarto. Devia ser do paciente de Suigetsu, também tinha que tomar cuidado para ele não me ver. Olhei bem para o policial e me parecia que ele estava dormindo, então corri de lá.

Não consegui ir muito longe. Alguém segurou o meu braço.

— Sabia que ia tentar fugir. – Suigetsu olhou para minha mão. – Como você conseguiu a minha chave?

Não deu tempo de responder. O mascarado apareceu e acertou vários golpes de faca em Suigetsu.

— NÃO!!

Gritei o mais alto que eu pude e então ele começou a correr atrás de mim. Agora eu estava enrascado. Eu tinha que pensar em algo.

É isso! Uma ideia surgiu na minha cabeça.

Eu já havia estado aquele hospital algumas vezes, eu sabia onde ficava cada lugar. Eu tinha a vantagem. Entrei em vários corredores, para tentar despista-lo.

Quando percebi que havia conseguido, fui para a garagem pela saída de emergência. Daria tempo suficiente de chegar lá e sair com o carro. Ele não me alcançaria.

Abri a ultima porta e encontrei a garagem, mas ela era enorme. Não sabia onde Suigetsu havia estacionado o carro.

Comecei a aperta o botão do alarme e o som me guiou. Mas para minha surpresa, o mascarado conseguiu me alcançar.

Como?, era a pergunta que eu me fazia. Ele não poderia me encontrar tão rápido.

Fui rápido e consegui me esconde atrás de uma pilastra, mas eu não podia ficar alí para sempre. Segurei a chave, firme na minha mão e me preparei para correr.

É 1. É 2. É 3 e... já!

Apertei o alarme e vi que o carro estava um pouco mais a frente. Foi então eu corri como nunca antes.

Abri a porta e entrei. O mascado quase me alcançou, mas consegui fechar o carro antes.

Ele começou a bater no vidro da janela e eu me senti aliviado pela primeira vez. Mas esse sentimento diminuiu quando eu o vi pegar um pé de cabra.

Liguei o carro e arranquei, deixando-o para trás.

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Dirigi como um louco, entrei em qualquer rua que me desse na telha. Eu não podia acreditar. Eu estava livre.

LIVRE!

Urrei de felicidade, gritei, gargalhei, buzinei, corria a toda a velocidade tamanha era a minha emoção.

— Agora vem me pegar, filha da puta!! – e gargalhei mais uma vez.

Mas minha alegria terminou cedo demais. Uma viatura da polícia estava vindo atrás de mim com a sirene ligada. Eu parei no acostamento e logo depois um policial de meia idade estava ao lado, me pedindo para abaixar a janela. Eu o obedeci.

— Você sabe que não é permitido dirigir a essa velocidade nessa estrada, mocinho? – o policial perguntu.

— Sim, senhor. – falei. Não queria ter problemas logo com um policial.

Ele me analisou, seriamente. Eu estava começando a suar frio. Não podia ficar ali por muito tempo.

— Identidade e documento do carro. – o policial pediu.

Eu estava lascado.

— Eu esqueci na minha casa. – Esperava que colasse.

— Você acha que eu vou acreditar?

Pelo jeito não, pensei.

O policial continuou me observando mais um pouco. Eu ainda estava com a roupa do hospital. Eu era um fodido mesmo.

A cada minuto que eu ficasse ali, era arriscado. O mascarado poderia aparecer. Foi então que eu comecei a me desesperar.

— Por favor, o senhor precisa me liberar. – eu implorei. – Ele está atrás de mim.

— Quem está atrás de você? – o policial me perguntou.

A cada segundo eu estava ficando cada vez mais nervoso.

— O homem mascarado. Ele que me matar!

O policial ficou olhando para a minha cara.

— Você usou drogas? – ele perguntou. – Meu rapaz, eu posso muito bem te prender agora mesma por dirigir sobre o efeito de alucinógenos.

— O quê? — Eu não estava acreditando. Tinha um doido atrás de mim! — Eu nã... Espera aí. Se eu tivesse usado drogas e depois dirigido, é crime né?

Ele olhou para mim sem entender a minha pergunta.

— É. — o policial respondeu, desconfiado.

— E eu iria para cadeia? Para uma cela bem segura?

— É. – ele concordou.

O policial parecia não entender direito aonde eu queria chegar, mas agora eu tinha mais uma chance.

— Eu estou completamente chapado. – declarei com convicção. – Eu bebi, fumei maconha, crack, ecstasy. Tudo isso e mais umas coisas que eu nem lembro. Eu tô muito doido. Tô doidão de verdade.

Houve uma pausa.

— Bem, então... Então eu vou ter que te prender. – falou o policial.

— Claro. É seu dever. — concordei com ele.

Sai o carro e me algemou, me conduzindo até a viatura.

O policial fechou a porta atrás de mim e começou a ler a meus direitos.

— Você tem direito a uma ligação quando chegarmos na deleg...

Foi nessa hora que um carro veio a toda velocidade e jogou o policial para longe. O motorista abaixou o vidro do carro. Era o mascarado.

Eu tinha que sair dali, mas como? Estava algemado.

— O que você quer comigo? – gritei a ele.

Ele saiu do carro e com uma faca na mão, abaixou.

— O que você vai fazer? – eu estava histérico – Me deixa em paz, por favor?

O mascarado se levantou, entrando de volta no seu carro e deu ré.

Ele estava desistindo? Ele finalmente estava me deixando livre? O que estava acontecendo?

Mesmo longe, eu o vi pegar um isqueiro e ascende-lo. Tentei me esticar para ver o que ele tinha feito. Notei a gasolina do carro em que eu estava, derramando na estrada.

O mascarado jogou o isqueiro.

A última coisa que eu me lembro, foi o som da explosão.