Feliz Natal ,alone
2 Sentimentos - Zacariha,Castiel,Lucifer e Gabriel
– É linda, obrigado Tenma.
Tenma corou ao ver o sorriso sincero de Alone, e corou mais ainda quando Alone o abraçou fervorosamente.
– Obrigado Tenma, de verdade.
Tenma não soube o porque de Alone ficar tão feliz ao ganhar uma simples pena, mas aproveitou ao máximo o contato entre os dois, o perfume de Alone, seu corpo seminu colado ao seu. Triste foi o momento que Alone separou o abraço, mas foi bom poder ver o sorriso de SEU Alone mais uma vez, o órfão agradeceu inúmeras vezes antes de voltar ao seu quarto. Tenma acompanhou seus movimentos e só entrou no quarto ao ouvir o som da porta do quarto de Alone se fechando. Entrou e foi tomar um banho frio para se livrar daquelas sensações que a muito o importunavam.
Alone entrou em seu quarto sorridente, não cabia em si de felicidade, isso por dois motivos, um deles era a vibração de paz que a pena lhe passava, era estranho, essa pena parecia ser mágica. Outro era o fato dessa pena ter sido um presente de Tenma.
– O simples fato que você pensou em mim ao ver essa pena e quis me dá-la, me deixa tão feliz Tenma. Mesmo que esse seja um simples presente de um amigo, e importante pra mim.
Lagrimas se formaram na alva face do rapaz de cabelos loiros, ele abraçou a pena com carinho pensando em Tenma.
– É importante pra mim... Tenma...
O pequeno Alone desabou a chorar, já estava se tornando rotina.
No dia seguinte, bem cedo, Tenma voltou à sua busca pelo livro que SEU Alone tanto queria, e mais uma vez voltou de mãos abanando. O Natal estava chegando e se não encontrasse o livro não sabia o que iria fazer.
Queria ver nos olhos de Alone aquela alegria novamente, aquela singela alegria que seus olhos mostraram na noite anterior. Não seria fácil encontrar aquele livro, mas Tenma não desistiria estava no dia 20 de dezembro, ainda tinha tempo.
LONGE DA LI...
–soutan!!!!
Ouviram a pequena criatura branca dizer, o pequeno animal se parecia com um coelho branco de pelúcia e possuía uma gema vermelha na testa, seus olhos, que costumavam ficar fechados se abriram. Isso indicava que o objeto que procuravam estava nesse mundo.
– É, parece que demos sorte. Esse não me parece meu mundo.
Ele sorria, era belo, por assim dizer, seu rosto perfeito, seus cabelos pretos, seu lindo sorriso. Não parecia em nada com o homem ao seu lado, alto, forte, com feições igualmente delicadas, ele não estava satisfeito como o companheiro, ao contrario, estava desapontadíssimo.
– Este também não é o meu mundo.
Mas ele era o único que não estava feliz ao chegar nesse lugar, tudo indicava que o que procuravam estava ali em algum lugar. dois adolescentes, um rapaz de cabelos castanhos claros e olhos verdes, e um garoto de cabelos pretos longos e penetrantes olhos esverdeados, ambos estavam muitos felizes, mas o rapaz parecia cansado.
– lucifer-kun, você está bem?
O garoto parecia preocupado com o amigo, que por pouco escapara de uma batalha incrivelmente difícil, ele sempre se envolvia em duras lutas nessa viagem em busca de seu desejo. O jovem estava cansado, mas estava feliz, pois a pouco tinham voltado de uma batalha que o cansou bastante, porem não conseguiram o que queriam. Dessa vez ele conseguiria, a qualquer custo.
– Estou bem, não precisa se preocupar comigo,Gabriel.
– Mas, lucifer-kun, você, ou melhor, todos vocês, Castiel e Zacariha.
Todos parecem estar tão cansados.
Ele sempre se sentia como um estorvo para os amigos que estavam sempre em difíceis problemas e ele nada podia fazer para ajudar. O menino sorriu novamente, e olhou nos olhos dele.
– Gabriel ,Gabriel, não precisa se preocupar conosco, só precisamos descansar. Hey, Zacariha! Por que não vai procurar um lugar pra nós ficarmos?
O moreno ficou extremamente bravo com o menino que sempre lhe pedia para fazer as coisas, gritou bastante com ele, mas foi, não conseguia recusar aos pedidos do menino que sempre lhe sorria. Estavam todos muitos cansados, mas não encontraram um lugar apropriado para descansarem. A cidade onde estavam eram aquelas enormes onde as pessoas não ligavam para quem estivesse precisando de ajuda, era raro conseguirem abrigo nesse tipo de lugar, muitas foram as vezes que dormiram nas ruas e com fome, ficavam felizes ao deixar esses lugares para trás. Lucifer escondia dos outros, mas estava muito machucado, e sua perna doía tanto que não se espantaria em descobrir que tinha quebrado. Suas roupas diferentes chamavam atenção, mas nenhuma pessoa parou para ajudar. O moreno estava bastante preocupado, principalmente com Gabriel sentado ao seu lado, percebera que ele mancava e que de tempos em tempos gemia baixinho. O garoto tombava pra frente e para trás, seus olhos faziam um esforço tremendo para se manterem abertos, Castiel ao seu lado não podia fazer nada para ajudar,não podia usar seus poderes de anjo agora,estava muito fraco, estava começando a se desesperar, murmurava seu nome diversas vezes, estava tão preocupado. O pequeno coelho estava em seus braços e podia ver o sofrimento de todos, queria poder fazer algo, mas tudo que podia fazer era ficar quieto e fingir que era apenas um bicho de pelúcia para não chamar atenção.
Até que enfim uma alma boa veio ao auxilio dos quatro viajantes. Eles estavam sentados em uma grande fonte, um ao lado do outro, estavam sujos e com a aparência deplorável. O dono de uma livraria próxima à fonte se sensibilizou com aquelas pessoas e foi falar com elas.
– Vocês estão bem?
Os quatro olharam o velhinho que lhes dirigia a palavra, a idade pesava sobre ele. Mas esbanjava um sorriso acolhedor que muito agradou aos cansados viajantes.
– Chegamos de viagem e estamos muito cansados, apenas isso, senhor. Obrigado por perguntar.
Lucifer tentou se levantar e mostrar que estava bem ao velho, mas sua perna esquerda não agüentou seu peso e cedeu, o moreno teria caído se Gabriel não o tivesse segurado.
– Muito obrigado, Gabriel.
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