Feliz Natal, Ed
1 One-Shot
Notas iniciais
- Droga, odeio quando as coisas não saem como o planejado! — praguejei apoiada na janela do hotel em que estava hospedada.
Isso não é justo! Planejo esta viagem há dois meses e logo no dia do natal, fico doente! Eu queria dar o melhor natal de todos para o Ed e o Al, mas esse imprevisto estragou tudo, e eles nem sabem que estou aqui para me visitar. É horrível! Definitivamente é o pior natal de todos! Sem vovó, sem os meninos, sem meus pais, sem ninguém! E ainda doente pra ajudar!
Suspirei novamente, fazer o que? O jeito é esperar esta gripe passar dormindo um pouco já que estou sem dinheiro para remédios, espero que até à noite eu já esteja um pouco melhor.
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Acordei horas depois com fogos de artifício que iluminavam meu rosto através das janelas abertas. Janelas abertas! Onde estava com a cabeça? Está nevando lá fora e ainda deixo as janelas abertas? É pedir para piorar da gripe!
Mas estranhamente, me sentia bem melhor. Olhei para o relógio ao lado da cama, 23:00, ainda é natal! Não acho que dê tempo para achar os meninos, mas não vou deixar esta viagem passar em branco! Ouvi dizer que Central City fica maravilhosa nas noites de natal, e pelo menos isso eu quero ver! Coloquei um casaco e ageitei meu cabelo, pronto, já estava decente de novo para sair.
Caminhava pelas ruas e constatava que todos os boatos eram verdadeiros, de fato, central city fica linda! Casas impecavelmente decoradas, luzes para todos os cantos, neve cobrindo as ruas e os telhados, era realmente encantador! Estava tão distraída com o show de luzes que nem olhei por onde ia e esbarrei em alguém.
- Desculpe-me! Não vi por onde andava. — falei ainda no chão, sem coragem de olhar pra pessoa na minha frente, que vergonha!
- Winry?
Hã? Essa voz?
- Ed?
- WINRY!!! — Pulou em cima de mim antes mesmo de me dar a chance de me levantar. — Que saudades, Winry! Por quê não disse que vinha?
- Era pra ser uma surpresa, desculpe. — sorri sem graça. Então nossos olhares se cruzaram.
Ed estava particularmente bonito, com o rosto corado devido ao frio, e parece que ele ficou mais forte também, desde a última vez que o vi, notei que seus ombros já estavam mais largos, mas ele melhorou muito sua condição física desde então, que bom que o menino por quem me apaixonei é tão bonito! Se bem que também não ligaria se fosse feio, afinal, é um ótimo garoto e ele me faz tão bem... E ESTÁ BEM EM CIMA DE MIM AGORA!!!! Ai kami-sama, TIRA ELE DE CIMA DE MIM ANTES QUE EU NÃO RESPONDA PELOS MEUS ATOS!
- Então... Por quê está andando sozinho? Cadê o Al? — desviei o olhar e saí debaixo dele.
- Ah, achei que o Al precisava ficar sozinho com alguém — ele fez uma cara de quem tinha aprontado algo. — Então vim caminhar um pouco, e você?
- Ver se os boatos sobre o natal de Central City eram mesmo verdadeiros.
- E a sua conclusão?
- São verdadeiros. — dei-lhe um sorriso e ele retribuiu, e novamente, nossos olhares se encontraram e se fixaram.
Novamente o silêncio se instaurou. A neve caia suavemente e os fogos pareceram distantes, tudo o que eu via era o garoto que eu amo na minha frente, e uma coragem imensa começou a brotar no meu coração. Por quê não? Eu o amo e é natal, é justo eu querer um presente, e mesmo porque, nenhum de nós é compromissado e não faz mau ousar um pouquinho de vez enquando, né? Sei que também nem vou saber como vou olhar pra ele de novo depois do que farei agora e talvez ele nem corresponda, mas sinto que preciso fazer isso!
Comecei a diminuir a distância entre nós e percebi que seu rosto estava corando mais.
- Winry? O que está fazendo? — perguntou ele estranhando minha aproximação. Então grudei em seu casaco e me aproximei ainda mais. — WINRY???
- Eu te amo, Ed! — falei e acabei de vez com a distância entre nós com um beijo. Um simples selinho, mas bastava, e além do mais, ele parecia estático — Feliz Natal, Ed. — interrompi o beijo e me afastei dele com um sorriso sem graça, e completamente vermelha, obviamente. — Desculpe por isso. — cocei a cabeça sem jeito.
Esperei a chuva de perguntas ou que ele simplesmente ficasse em silêncio ou fosse embora, mas ele fez algo totalmente inesperado, pelo menos para mim: puxou-me para um segundo beijo, dessa vez, mais longo e apaixonado.
- Também te amo, Winry, e obrigado pelo melhor presente que já ganhei — falou sem graça coçando a cabeça. Não podia acreditar no que estava ouvindo, então meus sentimentos eram correspondidos? — Feliz Natal, Winry!
- Feliz Natal, Ed!
Definitivamente, é o melhor natal de todos.
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