Feliz Ano Novo, Gajeel!
1 Feliz Ano Novo, Gajeel!
Notas iniciais
Sentada sobre o telhado do lugar onde vivia, eu observava o céu estrelado da última noite daquele ano. Faltavam poucos minutos para oRéveillon e, como tradição em Magnolia, os fogos de artifício começariam à meia noite. E o telhado da Fairy Hills era um ótimo lugar para alguém que queria assistir ao espetáculo direitinho.
Minhas roupas de inverno não eram o suficiente para que me sentisse aquecida; talvez se não fosse pela, aparentemente inesgotável fonte de calor bem ao meu lado, eu já estaria completamente congelada.
Levando em consideração o fato de que eu estava realmente tremendo sem parar, Gajeel me puxou para perto de si e assim me acomodei apoiando-me sobre seu peito.
Nenhum de nós dois dizia nada e, de certa forma, era confortável sentir o calor de seu corpo ouvindo somente o som daqueles batimentos cardíacos tão impressionantemente velozes. Seu coração estava tão acelerado quanto o meu.
E admirando a beleza das estrelas naquele momento tão especial para mim, pensei em como havia tido um bom ano, mesmo com tantas batalhas aparentemente impossíveis de vencer. No fim, tudo se resolvera e eu tinha a oportunidade de estar aguardando com ansiedade o novo ano que se aproximava. E me sentia mais feliz do que nunca por poder esperar os fogos de artifício comele, e somenteele. A pessoa da qual eu mais amava no mundo, mesmo que eu nunca tivesse lhe dito isso com todas as letras.
Mas tudo mudaria quando o relógio marcasse exatamente meia-noite e as primeiras faíscas surgissem no céu. E ah, como mudariam…
— Levy, que horas são?— perguntou Gajeel assim que podia-se ouvir uma gritaria proveniente da praça. Era impressionante que pudessémos escutar mesmo estando tão distantes do resto da cidade!
Retirei um relógio que trazia em um bolsos de meu casaco.
— Olhe, Gajeel! — exclamei, sentindo que podia saltar de cima do telhado naquele mesmo segundo. — Faltam trinta segundos!
Trinta segundos. Exatamente trinta segundos.
Ainda encostada nele, coloquei o relógio a nossa frente de modo que os dois pudessem enxergar o ponteiro dos segundos avançando cada vez mais depressa.
Vinte segundos.
E agora, dez segundos.
Ao som da gritaria da praça, fizemos nossa contagem regressiva aos sussurros. A cada segundo deixado para trás, meu coração só acelerava. Não existiam palavras para descrever suficientemente meus sentimentos. Era tão mágico…
Cinco segundos.Apenascinco segundos.
— G-Gajeel. — nervosa, virei meu rosto para o dele. Tinha certeza de que estava vermelha de vergonha.
— Hum? — ele abaixou a cabeça.
Vamos lá, Levy. -dizia para mim mesma- Você consegue. Você consegue!
Incapaz de dizer qualquer outra coisa a mais, o beijei depositando ardentemente todo o amor que nutria por aquele mago de ferro. Um tipo de amor insano do qual estava prestes a explodir dentro de mim; eu não podia mais me conter. Precisava fazer com que ele soubesse que eu o amava com todo o meu corpo e alma, incondicionalmente.
O primeiro fogo de artifício surgiu no céu, seguindo-se de muitos outros. Estávamos oficialmente no dia primeiro de janeiro.
— Eu… Eu amo você! — falei em alto e bom som, utilizando todo o ar de meus pulmões. — Eu amo você, Gajeel!
Certo,agoraeu realmente poderia saltar do telhado.
Ele arregalou os olhos e não moveu um músculo, parecendo em estado de choque. Eu realmente me sentiria embaraçada se estivesse naquela situação; como lidar com uma declaração de amor em pleno Ano Novo, em cima de um telhado?
Antes que eu pudesse me dar conta, Gajeel me envolveu em seus braços e me puxou para um beijo intenso e quente; sua língua abrangia minha boca ardentemente. Meus braços foram parar ao redor de seu pescoço.
Aquilo durou até o momento em que ambos ficamos sem ar para respirar. Nervosa, eu ri quando cessamos o beijo; nossos rostos ainda estavam colados um ao outro. Ele mordeu o lábio inferior e riu também; podíamos ouvir as rápidas batidas de nossos corações, nossa respiração descompassada.
— Feliz Ano Novo, baixinha.
Sorri mais uma vez.
—Feliz Ano Novo, Gajeel.
Nos beijamos até que o espetáculo de fogos de artifício acabasse, mas não era como se estivéssemos perdendo algo. Dentro de nós, fizemos nosso próprio espetáculo.
E eu me sentia feliz. Mais do que feliz por estar como grande amor da minha vida. Feliz por ter sido mais corajosa do que jamais pensei do que seria; declarar amor a alguém nunca é fácil. E feliz por todos os momentos que compartilharíamos juntos dali em diante.
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