Feliz Aniversario Amorinha
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Boa Leitura!
Feliz aniversário Ren
Sara e Catherine tinham tido outra briga, mais uma. Elas se machucavam mais e mais. Nesse instante Catherine estava saindo de casa para ir ao lab. E Sara estava já no estacionamento do lab, bolando um plano com Morgan para ver se Catherine ainda a amava.
- Então vamos rever Sara... – pediu Morgan ainda meio tímida com a situação.
- Ta bom... Ela vai chegar toda totosa naquele carro dela, então ela vai passar um batom vermelho, e a gente vai vir aqui mais perto dessa pilastra, para que ela possa ver a gente. Então ela vai descer no carro, nós vamos fazer o combinado, e veremos a reação dela... Okay?
- Okay... Ela é bem pontual então dentro de – então Morgan olhou para o relógio e começou contar — 5... 4... 3...
- 2... 1... Chegou – afirmou Sara vendo sua amada chegar em seu carro preto, estiloso.
Como previsto, Catherine parou em sua vaga, abriu a bolsa, pegou um batom vermelho, se olhou no retrovisor e passou o batom. Sara que estava perto da Morgan começou a tremer de nervosismo.
- E se ela não me amar mais Morgan? – perguntou sentindo os olhos encher d’água.
- Sar... Não é hora de chorar...
- Eu sou uma idiota...
- Agora é a hora Sara... O Plano, não esquece... Vamos para perto da pilastra.
Elas deram as mãos e foram para perto da pilastra, e começaram a se beijar. Catherine que estava saindo do carro, ao ver a cena, engoliu o choro, respirou fundo e passou reto por elas. Suas pernas tremiam, uma raiva enorme surgia dentro dela. Ao passar pelas garotas Catherine as olhou feio e seguiu para dentro do lab.
Ao pararem de se beijar Sara abraçou Morgan e chorou um pouco.
- Caramba Sar... Não pode chorar não... Ela ama você...
- Não ama! Ela nem parou pra me empurrar, ou me puxar pra conversar, ela nem encostou um dedo em mim...
- Isso não quer dizer que ela não te ame! Agora venha, vamos no banheiro lavar o seu rosto.
Dentro do laboratório Catherine estava em sua sala, chorando compulsivamente, e se amaldiçoando eternamente por amar aquela morena.
De repente ela escutou alguém batendo na porta, então limpou o rosto rapidamente e disse que a pessoa podia entrar. Era Nick.
- Hey loira – cumprimentou ele estranhando o rosto dela.
- Hey – respondeu desanimada.
- O que aconteceu minha amiga?
- Encosta a porta, e eu conto.
Nick arqueou as sobrancelhas e obedeceu a loira. Depois se sentou na cadeira.
- Tudo bem... O que houve?
- Eu... Eu a Sara estávamos juntas – confessou esperando a reação do amigo.
- YEAAAH! Sabia! Ganhei a aposta! – comemorou Nick sorridente.
- Aposta? Que aposta?
- Nada não, continue...
- Ta... E a gente briga muito...
- Avá!
- E ontem eu peguei dentro do casaco dela um número de celular. Não sabia de quem era, então liguei, e quem atendeu foi uma mulher.
- Hum...
- E ela perguntou se era a ‘morena dela’ que estava no telefone, pois a voz estava diferente. E eu desliguei na cara.
- Hum...
- E quando a Sara chegou em casa eu pedi explicações. A pior merda da minha vida foi pedir essas malditas explicações.
- Calma Cath...
- Ela falou... Falou que... Que essa mulher tinha colocado o número no casaco dela, e que ela sempre procurava ela... E fazia de tudo pra seguir a ela... Mas eu não acreditei. Falei que ela estava me traindo. E ela não disse nada, só disse “eu tentei Cath”. Depois ela foi embora de casa, levou as roupas, as coisas... E agora, no estacionamento, eu vi a Sara aos beijos com a Morgan...
- Você ama mesmo a Sara?
- Amo...
- E se ela realmente não tivesse te traindo hein Cath? E se você estava com muita raiva no momento e agiu por impulso?
- Não sei Nick...
- Converse com ela, quando vocês duas estiverem mais calmas...
- Obrigada por me ouvir Nick...
- Não precisa agradecer... Mas, em todo caso, se você não ficar com a Sara... Eu e os meninos vamos te ajudar com as garotas, okay?
- Okay – respondeu rindo.
Eles se levantaram e foram para a sala de descanso. Lá Grissom estava terminando de distribuir os casos. E Catherine tinha dado sorte e tinha ficado com o Nick mesmo.
Depois do turno Catherine foi para casa, tomou banho, colocou uma velha camisola, fez miojo e sentou na sala para comer. Coisa que nunca faria com Sara. Elas sempre comiam na cozinha, e raramente comiam miojo.
Depois de uns instantes vendo TV Catherine escutou a campainha tocar, então ela colocou seu miojo sobre a mesinha de centro e foi ver quem era. Ao abrir a porta viu uma morena, sorrindo, deixando seus dentinhos separados a mostra, e estava segurando um buque de rosas vermelhas.
- Eu... Ér... Posso... – perguntou Sara apontando para dentro da casa.
- Ham... Pode... – respondeu a loira abrindo espaço para Sara entrar.
Sara entrou e esperou Catherine trancar a porta, então quando a loira se virou Sara estendeu o buquê para a amada.
- Obrigada – agradeceu Catherine enquanto sentia o cheiro das flores.
Elas se sentaram no sofá e ficaram se olhando, então Sara falou:
- Tem um cartão no meio das flores.
- Desculpe, não vi – respondeu Catherine procurando o cartão no meio das rosas, até que o achou.
No cartão tinha uma simples frase: “Eu tenho cara de quem da rosas pra alguém?”.
- Não... Não tem... – respondeu Catherine olhando nos olhos dela.
Sara sorriu daquele jeito que só ela sabia, fazendo o coração da loira derreter.
- O que você veio fazer aqui? – perguntou Catherine.
- Conversar... Talvez um pedido de perdão... E quem sabe algo mais – respondeu sinceramente.
Elas ficaram se olhando por uns instantes até que Sara pigarreou e começou a falar:
- Antes de qualquer coisa... Saiba que eu te amo – agora já sentia um nó na garganta – E muito – acrescentou sentindo a voz falhar.
Catherine arqueou as sobrancelhas e ficou quieta. Não ia falar que a amava também, mesmo que isso seja verdade!
- E...? – perguntou por fim.
- E... Me perdoe, eu devia ter te contado desde o começo daquela mulher, mas eu sabia que você ia ficar brava, e eu não queria isso... E achei melhor não contar. Mas ao fazer isso, cometi a maior burrada da minha vida.
- E...?
Esse “E...?” da Catherine estava deixando a morena nervosa e desesperada.
- E sobre hoje... Eu e a Morgan... Não era o que você está pensando. Eu a beijei pra ver se você esboçava alguma reação sobre, mas você ficou sem reação, e então eu conclui que... Que você não me ama mais... Eu achei que você ia demorar um pouco mais pra me esquecer, mas você é Catherine Willows e imprevisível... – terminou olhando para as mãos, que estavam sobre as coxas.
- E...?
Sara não sabia mais o que dizer, então resolveu agir. Ela se levantou e chegou próximo da loira e a beijou, com força, vontade, desejo. Catherine tentava se afastar dela, mas Sara não deixava, e por fim ela se rendeu ao beijo.
- Desculpe... Mas os seus “E...?” estavam me deixando desesperadas, e então optei por agir. – falou Sara se afastando e voltando para seu lugar.
- Ta...
- Você não vai falar nada sobre? – perguntou Sara.
- Eu errei, você errou... Vamos esquecer isso... Refleti muito sobre isso durante o dia e cheguei a conclusão de que é melhor esquecer isso, e continuar a vida.
- Continuar com você? Posso?
- Se você quiser...
- Eu quero – respondeu fazendo o biquinho.
- Bem vinda de volta Sara Sidle.
Elas se beijaram e ali mesmo fizeram amor. Depois da relação que tiver no sofá foram para o quarto, e lá ficaram conversando sobre coisas banais. Até que...
- Sabe Cath...
- O que meu mô?
- Eu queria que a gente tivesse um filho ou uma filha.
- Bom... Eu também gostaria. – respondeu Catherine se aconchegando mais na morena.
XXX
Depois de meses elas conseguiram adotar uma adolescente. Elas queriam um bebê, mas não deu, então adotaram uma adolescente rebelde. Ela se chamava Renata e tinha uma amiga que se chamava Fernanda. Elas estavam sempre juntas... Até que um dia elas conversando Fernanda perguntou:
- Posso te dar um apelido? Quero dizer, um que só eu irei te chamar... Posso?
- Claro que pode Nan... – respondeu a menina deitando na cama.
- Que tal... Amorinha.
- Eu gostei... Adorei na verdade!
- Que bom!
Elas sorriram e voltaram logo a conversar sobre qualquer coisa. Do lado de fora do quarto Catherine e Sara escutavam a conversa das meninas e sorriram.
- É... A Nanda é uma boa amiga – disse Sara.
- Com certeza... Sabe... Hoje a Ren pediu pra mim uma coisa.
- Sério? O que?
- Pra ir em uma balada.
- E o que você disse?
- Disse que ela poderia, mas com duas condições: Primeira – Ela teria que pedir a você. Segunda – Só vai em balada Teen.
- Hum... As condições parecem justas... E no tempo que ela ficará fora podemos aproveitar de outra maneira.
Elas riram um pouco e foram para a sala ver TV.
Fim.
Fale com o autor