Notas iniciais
Nah, eu escrevi isso na segunda [18/08] em comemoração ao aniversário do Percy e deu vontade de postar agora psoksopk

Depois de um dia inteiro e três tentativas frustradas, Nico finalmente conseguiu fazer o bendito bolo azul. Não era o maior ou mais bonito, e provavelmente não estava tão bom quanto o de Sally, mas para quem nunca tinha nem sequer tentando assar um bolo, o resultado estava ótimo. Percy iria gostar. Esperava que sim, pelo menos.

Sua ideia inicial era fazer uma festa para o namorado e chamar todos os seus amigos, porém, Percy deixou claro que não queria. O filho de Poseidon sabia que todos estavam ocupados nos últimos tempos e não lhe parecia justo atrapalhar seus compromissos para comemorar um aniversário. Nico não via as coisas dessa forma.

Cada ano a mais que alguém vive –principalmente se esse alguém for um semideus– deve ser comemorado. O filho de Hades apenas não usou esse argumento porque seria hipocrisia de sua parte, uma vez que ele mesmo recusou uma festa em seu aniversário. Todavia, Nico tinha a justificativa que realmente não gostava de estar rodeado de pessoas.

Mesmo que Percy não quisesse algo grande, isso não impedia os dois de comemorarem a sós. Eles podiam sair para jantar ou algo do tipo se o moreno de olhos verdes não chegasse cansado do aquário. Nico sabia que o namorado dava duro no trabalho, e não podia reclamar das consequências uma vez que ele era apenas um parasita, já que a faculdade consumia todo seu tempo e o impossibilitava de arranjar um emprego.

Tendo duas opções descartadas, a ultima ideia de Nico foi fazer um bolo. Pediu à Sally a receita do bolo azul que o filho de Poseidon tanto adorava. Ela chegou a se oferecer para ajudar o futuro genro (não que tivesse mencionado, mas Percy planejava pedir o mais novo em casamento assim que ele terminasse a faculdade dentro de um ano), porém, Nico queria fazer tudo sozinho. E agora, com os dedos cobertos com curativos devido as queimaduras que adquiriu no decorrer do dia, o rapaz começava a achar que devia ter aceitado a ajuda.

Assim que terminou de espalhar a cobertura azul clara sobre toda a extensão da massa, tomou cuidado para escrever "Feliz Aniversário, Percy" com glacê branco. Por fim, colocou as vinte e uma velas e se afastou para admirar o resultado final. Deu um sorriso satisfeito, orgulhoso de seu trabalho. Checou o relógio na parede, quase oito horas. Percy chegaria a qualquer momento.

Tirou o avental branco sujo de corante e jogou sobre a cadeira. Não conseguiria arrumar a bagunça que tinha feito na cozinha a tempo, então achou melhor evitar que Percy entrasse ali.

Com todo o cuidado do mundo, pegou o bolo e levou até a sala, deixando-o sobre a mesinha de centro. Agora precisava pegar os fósforos para acender as velas. Com tudo pronto, o filho de Hades se sentou no sofá bege e esperou.

A medida em que os minutos passavam, Nico começava a se sentir nervoso. Sabia que o bolo não tinha fico lá aquelas coisas, mas e se Percy não gostasse?

Seus pensamentos voltaram a realidade com o barulho de passos no corredor. Apressadamente, Nico acendeu as velas enquanto a porta era aberta.

— Cheguei. — o filho de Poseidon disse assim que entrou, trancando a fechadura em seguida.

Largou a mochila ao lado da porta, e assim que se virou, deparou com a figura do filho de Hades em pé, com um sorriso tímido no rosto e segurando um bolo com as velas acesas.

— Feliz aniversário!

Percy parecia embasbacado com a situação, e por alguns segundos ele alternou entre olhar para o namorado e para o bolo azul em suas mãos, e isso aumentava o nervosismo de Nico. A vontade do filho de Hades era de enfiar a cara naquele bolo para esconder suas bochechas vermelhas.

— Fez isso pra mim? — Percy perguntou verdadeiramente surpreso.

— Claro que sim. — respondeu mordendo o lábio. Sentiu-se constrangido ao ver o sorriso do namorado — Não queria que seu aniversário passasse em branco. — murmurou — Agora é a hora que você assopra as velas e faz um pedido.

O moreno de olhos verdes riu e tomou fôlego, assoprando todas as velas que se apagaram instantaneamente. Algumas delas permaneceram acesas, mas não se incomodou com isso. Sua mãe costumava dizer que era um sinal de sorte.

Nico bateria palmas se suas mãos não estivessem ocupadas. Percy resolveu o problema, pegando a bandeja do outro e colocando de volta na mesa de centro. Antes que o mais novo tivesse chance de dizer qualquer coisa, Percy envolveu-o em um abraço.

— Obrigada, Nico. — murmurou e beijou sua bochecha — Sabe que eu te amo, não é? Muito, muito.

Nico sorriu e afundou seu rosto na curva do pescoço do mais alto, sorrindo.

— Eu também te amo. — respondeu no mesmo tom — O que você pediu?

— Curioso você, não? — se afastou do mais baixo.

— Você sabe que sou. — fez bico.

— Eu já tenho tudo que queria. Só quero que as coisas permaneçam assim.

Percy puxou Nico para perto novamente, tomando seus lábios em um beijo necessitado, aprofundando o contato quase que imediatamente. Queria fazer isso desde o momento que entrou no apartamento e viu o italiano segurando aquele bolo.

Levou as mãos até a cintura do namorado, apertando levemente. Nico soltou um gemido baixo quando suas virilhas rasparam, sentindo o membro já desperto do outro contra o seu. Sorriu entre o beijo e segurou a camiseta de Percy, puxando-o em direção ao quarto, nunca separando os lábios. Naquele momento, esqueceu-se completamente do bolo que ficou sobre a mesa.

Isso podia ficar para depois.

Notas finais
~desculpa qualquer erro~
Foi isso, tiau
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!