Felipe e Felipa Em Nove Meses
3 Capitulo 3 - Com estresse
Notas iniciais
Felipa entra no local e logo avista uma mesa encostada a parede cheia de amigos, ela coloca um lindo sorriso no rosto e eles logo notam a sua presença, acenam e dizem oi.
Felipa se senta ao lado de Alex que logo tratou de dizer como ela estava bonita. Bonita, não linda. Os amigos começaram a conversar sobre algo que havia aparecido nos noticiários, enquanto ela tratou de analisar todos naquela manha. Alex estava lindo como sempre, ele tinha cabelos loiros, olhos azuis e tinha o contorno do rosto muito semelhante de um príncipe da Disney. Ele sorria, entretido na conversa e parecia ser só mais um dia normal na incrível vida de Alex Core. O único filho dos donos de uma loja bem conhecida estatualmente namorava com Felipa há um ano. Um casal muito fofo e referencia no colégio.
Então ela olhou Patrícia, a quem ela chamava de Trish, estava bem arrumada, tinha cabelos escuros e era bem branquinha com olhos cinza. Elas eram muito amigas, Trish sempre abriu as portas da sua casa para Felipa, quando fugia da sua.
E também tinha Jason, negro e filho de amigos íntimos dos pais de Felipa, Ema, ruiva, filha de pessoas influentes em Lima, Leroy, loiro também que era irmão de Amber, loiríssima, de quem Felipa não gostava muito. Lá no nono ano correu boatos pela escola inteira que Amber havia dito que ela e Alex já teriam ficado quando era bem amiga de Felipa e sabia que ela tinha um super amor platônico por ele.
Estava tudo muito bem, eles até já tinham pedido sucos quando Felipa ouve a porta se abrir e viu Zac, um loiro mais escuro comparado a Alex, que já foi amigo de Jason, uma menina loirinha e... Felipe.
Ah, Felipe e Felipa. A dois anos eles compartilham uma historia de brigas e discussões, eles dizem que não se suportam, mas isso não é bem verdade por que eles nunca ficaram mais de uma hora no mesmo lugar. E assim que esses dois notam a presença um do outro, a atmosfera do lugar muda. Era como se estivéssemos em um filme adolescente e pulasse para um filme de cowboys, aonde sempre tem uma disputa ao meio dia.
Eles cruzam olhares raivosos como só se a consciência de que eles estão respirando o mesmo ar incomodasse um ao outro.
— Babaca. – Felipa sussurra.
— Patricinha. – Felipe sussurra.
A vontade de Felipe era sair correndo. Não por que ele tinha medo de Felipa ou algo do tipo, mas ele detestava a sua postura e tudo que ela fazia, ele a considerava uma grande riquinha de nariz empinado. Uma coisa ele era obrigado a concordar, Felipa era Linda. Tinha o cabelo em ondas, castanho claro, era um tom muito bonito, tinha os olhos verdes claros, um nariz perfeito, sobrancelhas lindas e um lábio carnudo e convidativo. Seu rosto poderia ser facilmente comparado a de um anjo (Taylor Marie Hill). Porem, o que adiantava ser muito linda se a personalidade não batia, pensava Felipe.
Felipa não deixou de analisar Felipe também, ele estava com uma expressão de desgosto, o que não combinava nada com a afeição brincalhona que ele tinha. Ele tinha cabelos negros ora arrumado ora somente espetado pra cima. Tinha lábios finos e um nariz bem ajeitadinho, sobrancelhas como a sua só que maiores. Ele era magro e meio forte, bonito, mas Felipa continuava achando Alex o garoto mais bonito que já viu.
Ela então olhou para a criança que estava de mãos dadas com eles, muito loirinha, um loiro quase branco tinha uma presilha prendendo a franja, um vestido e sapatos lindos, branquinha e seus olhos era castanhos claros em um misto com verde. Ela se perguntou o que uma pureza como aquela andava com um ogro como Felipe e um mais ou menos como Zac.
— Fica frio(a) – Alex e Zac falaram respectivamente a Felipa e Felipe.
Felipe desviou o olhar de Felipa e perguntou qualquer coisa pra Charlie.
— Ele me estressa. – Ela disse bebericando o seu suco.
— Felipa, ele não falou nada. – Trish disse e ela deu de ombros.
— Zac até entendo, mas Felipe. Essa lanchonete não é para ele. – Jason comenta, e todos na mesa compreendem o que ele quis dizer.
Felipa achou completamente grosseiro o comentário, mesmo tendo uma desavença com Felipe, o Snack era público e ele poderia adentrar lá a hora que quisesse, porem ela estava curiosa pelo motivo da parecença dele, não era comum.
Felipe se sentou do outro lado do local com Charlie e Zac. Charlie parecia descobrir o novo mundo, a lanchonete era tão legal. Felipe e Zac começaram a conversar sobre filme, uns que iam lançar outros que tinham sido uma decepção. A menina sempre entrava na conversar quando falavam de um filme de terror, ela rapidamente fazia uma comparação com outro que foi melhor ou pior.
Felipa logo voltou a conversa dos seus amigos e relaxou.
— Hey Felipe, por que você e aquela garota se olharam tão zangados. – Charlie pergunta depois de um tempo.
— Por que ela é má. – Tal resposta fez Zac gargalhar.
— Ah é, super má. – Zac diz irônico.
— Ela não parece má. – Disse Charlie olhando Felipa. – Ela parece triste.
O comentário fez com que Zac cessasse os sorrisos e que Felipe parasse de encarar o amigo.
— Como assim triste Charlie? – Felipe pergunta.
— Ah olha ela. Ela tá rindo, mas não muito, parece conversar, mas a cabeça esta em outro lugar. Na verdade, uma vez vi um filme em que a protagonista estava exatamente assim, e depois ela foi morta, descobriram que na casa dela tinha um monte de bichos horríveis. – Charlie conta e Felipe e Zac se entre olharam com expressões que certamente desconcertavam tudo pensamento de Charlie.
A resposta foi uma gargalhada dos dois.
— Acredite em mim Charliezinha, o único monstro que tem na casa dela é dinheiro. – Felipe por fim disse. Charlie não estava conformada, ela tinha um pressentimento em cima de Felipa.
E estava muito certa, mas quem acreditaria que Felipa que tinha aparentemente a família perfeita passasse o que ela passa em casa.
Felipe já queria ir embora dali, e depois de uma certa aparição, a vontade aumentou.
— FÊ!!! – Courtney exclama fazendo todos que estavam próximos olharem para ela.
Courtney era morena, tinha luzes no cabelo, tinha uma voz enjoada e era completamente louca pelo Felipe, quer dizer, os dois ficaram uma vez, mas ela não esqueceu.
A vontade dele era cavar um buraco e se jogar nele. Zac e Charlie apenas se divertiam com a situação.
— Meu amor, eu estava com saudades. – Ela disse se sentando ao lado dele e roubando um selinho, o qual ele limpou e fez cara feia sem se importar se era educado ou não.
— Courtney, eu já disse que eu não estou afim. – Ele disse irritado.
— Ok Fê, eu sei que você é tímido para confessar os seus sentimentos, mas eu sei, não precisa falar. – Ela disse se aconchegando em seus braços.
— Eu acho que você não sabe não. – Ele disse escapando e se levantando.
— Pra onde você vai? – Ela perguntou manhosa. Charlie a encarava como se fosse inacreditável, aquela menina era muito louquinha, Zac só queria uma pipoca pra assistir o amigo tentando se livrar da baranga.
— Ao banheiro. – Ele disse cansado dela.
Felipe saiu dali antes dela dizer algo e seguiu para os toaletes, mas chegando lá, ele deu de cara com Felipa e levou um susto.
— Como se eu fosse assombração. – Felipa disse revirando o olho e cruzando os braços.
— E não é não? – Ele revida.
— Se eu sou assombração, você é alma do diabo. – Ela rebate.
— Nossa, que coisa linda para uma menina dizer. – Ele ironiza.
— Quem se importa? – Sempre uma resposta.
— Eu não sei, talvez os seus pais, mas o resto...enquanto você tiver dinheiro, eles nem ligam. – Felipe engrossa a conversa.
— Aquilo se chama amigos, o que você não tem. – Ela diz muito zangada.
— Eu prefiro não ter a achar que tenho. – Ui essa doeu em mim, humilde narrador. – Aliais, olha ali a sua amiguinha dando em cima do Alex novamente – Ele disse virando Felipa para que encarasse a mesa onde estava sentada. – É Amber o nome dela né?
Felipe tinha razão, Amber só esperou Felipa sair da mesa para piscar os olhinhos e mexer o cabelo para Alex.
Felipa tirou de forma bruta as mãos de Felipe do seu ombro.
— Isso não é da sua conta, idiota. – Ela disse isso e saiu de perto de Felipe, que logo sorriu vitorioso por conseguir irritar a menina.
Felipa contou até 10, deu um sorriso e caminhou até a mesa.
— Alex, amor, será que agente pode sair daqui. – Ela disse pegando a sua bolsa e se perguntando se pelo seu rosto dava pra ver que ela estava confusa sobre quem matar primeiro: Felipe ou Amber.
— Aham. – Ele disse levantando e pegando na mão dela. – Até mais gente. – Ele disse acenando.
— Ei, não se esqueçam, hoje a noite na casa do Gordon. – Leroy lembra. Antes de Felipa se levantar para ir ao banheiro, eles estavam falando da festa de aniversario de 18 anos de Gordon Smith, ex-aluno da Escola Avalon, onde estudam atualmente, e que tudo mundo ia.
— Ah sim Claro, nós vamos. – Alex afirma, depois ele e Felipa tão um tchau mais uma vez e saíram dali.
Assim que Alex e Felipa saíram da vista de todos, ela da um soco no seu braço.
— Ai anjo! Por que fez isso? – Ele pergunta chateado massageando o braço.
— Isso é por você ainda dar bola para a Amber. – Ela disse fazendo bico e cruzando os braços.
— Mas eu não dei. – Alex se defende.
— Mas também não cortou. – Ela diz torcendo o Nariz.
— Oh Felipa. – Ele disse colocando seu cabelo para trás e segurando no seu rosto. – Você ainda acha que eu te trocaria? Quem é Amber perto de você. – Ele diz carinhoso encostando sua testa com a dela.
Alex sabia exatamente como desmontar Felipa, e ela não ligava dele saber suas fraquezas, não agora.
— Ei. – Ele disse chamando a atenção dela e a olhando nos olhos. – Eu adoro você.
Adora, não ama.
— Eu também te amo. – Ela disse e Alex selou seus lábios com ela.
Ama e Adora.
Alex na maioria das vezes era um ótimo namorado, carinhoso e galanteador, mas ele bem no fundo, era um enganador, todo mundo sabia disso, Felipa também. Porem, por algum motivo ela achava que com ela era diferente, afinal o namoro deles já durava um ano, muito mais do que o previsto.
...
— Vamos no Gordon hoje não é? – Zac pergunta para Felipe enquanto os dois jogavam vídeo game na casa dele.
Charlie também iria para casa de Zac, mas a sua amiguinha, Ramona apareceu por lá, então Felipe e Zac acharam melhor ir jogar vídeo game ao invés de escutar as duas meninas a tarde inteira.
— Eu não sei, essa festa reuni tudo o que eu menos gosto naquela escola, Felipa e gente igual a Felipa. – Ele disse concentrado no jogo de tiros.
— Ah Cara, qual é?! É o nosso ultimo dia de férias, vai deixar essa mimada da Felipa te impedir indiretamente de ir, pelo amor de Deus. – Zac para de jogar para fitar Felipe. – E além do mais, você lembra alguns anos atrás quando Gordon te ajudou naquele seu esquema com aquela gostosa da Pamela. – Ohh sim, o Felipe lembrava muito bem da Pamela.
— Ok, nós vamos, mas é só por que o Gordon é legal. – Ele disse e logo em seguida perdeu a partida do jogo. – Cara, será que da pra pega a droga desse controle e jogar, sem você eu perco. – Ele diz realmente chateado.
— Own amigo, eu vou sempre está para pegar o outro controle para você não perder. – Zac brincou e Felipe só revirou os olhos.
Felipa se arrumava despreocupada se iria o pacote inteiro iria ficar bom, ela não queria ir a festa, ela estava desanimada. Corey não tinha dormido em casa e até agora não tinha chegado, Felipa tentava esquecer, mas se preocupava. Ela pediu pra May que qualquer noticia lhe mandasse uma mensagem ou se preciso ligasse.
Felipa saiu de casa e foi buscar Trish na sua. Ela bateu na porta e logo ouviu a gritaria de dentro da casa. Não que os pais de Trish também fossem infelizes, era muito pelo contrario. O Sr. e Sra. Russell tinham tido cinco filhos, ai você pensa, “tem gêmeos no meio”, mas na verdade não, foi um de cada vez. A mais velha se chamava Eliza, e estava no ultimo ano de colegial, depois Trish, a qual tem uma grande semelhança com a irmã mais velha, Gabriel, mais que tudo mundo chamava de Gibby, esse tinha um certo amor platônico por Felipa, mas a coisa já fazia tanto tempo que ela já nem ficava mais constrangida, ai vem Kaila, cultamente irritante, e o meninozinho de dois aninhos que aprontava aos montes, Arthur. E como ainda não era o bastante eles tinham o Bee, um beagle, que era profundamente odiado por Elisa.
A casa era barulhenta, e tinha coisas espalhadas para tudo quando é lado e às vezes até papa de neném ou xixi e cocô de cachorro. Mesmo assim Felipa adorava visita-los, era muito divertido ver as briguinhas que os irmãos tinham em casa, e também eles lembravam muito a família Weasley de Harry Potter, só que com cabelos escuros.
Quando Felipa já estava pensando em desiste, Gibby abre a porta.
— Olha isso, eai gatinha?! – Ele fala fazendo um movimento estranho com as sobrancelhas.
— Olá Gibby, você sabe me dizer se Trish está pronta?
— Eu não sei, vocês mulheres demoram pra se arrumar... Mas eu prefiro sem roupa, se é que me entende. – Ele disse dessa vez fazendo um movimento estranho com a boca.
— Meu Deus Gabriel! Eu sou mais velha que você e você é o irmão da minha melhor amiga, então desencana. – Felipa “joga a real”
— Aham sei, você diz isso hoje, mas amanha você vai me querer.
— É, isso não vai acontecer.
— Gibby, deixe Felipa de irritar Felipa e vá procurar outra coisa pra você fazer. – Eliza disse tirando o menino da porta. – Felipa, meu bem, você pode fazer o favor pra mim? – Ela não esperou Felipa responder – Sim? Que ótimo. Leve esse pulguento para passear, por que eu tenho que fazer outra coisa. – Eliza já estava dando a coleira para ela que ainda tentava processar as informações quando a Abigail, a Sra. Russel apareceu.
— Ora mais! Felipa não levara ninguém para passear, esse é o seu dever, e ande, antes que Bee se estresse. – Ela disse guiando Felipa para dentro da casa.
— Ah agora o cachorro se estresa também. – Eliza debocha saindo de casa com Bee.
— Essa menina!... Mas e você querida, como está? – Ela pergunta zelosa.
— Eu estou bem. – Felipa responde, ela sempre estava “bem”.
— Que bom! Corey?
— Ah... eu espero que ele esteja também. – Ela disse soltando um suspiro de frustação. Abigail entendeu completamente.
Felipa não era a única que adorava está com os Russell, Os pais de Trish também adoravam a menina em casa, eles sabiam o que acontecia na casa dela então nunca hesitaram em privar ela da aconchegante casa Russell, aonde sempre cabe mais um.
— LIPA! – Arthur grita correndo para os braços de Felipa, quem lhe acolheu feliz. O bebê era muito fofo, muito fofo mesmo.
— Oi meu amor. – Ela disse beijando suas bochechas. Ele sorriu com o carinho.
— Felipa, que bom te ver. – Roger, o Sr. Russell disse beijando o topo da cabeça da menina.
— O senhor também, Sr. Russell. – Ela disse educados, Roger e Russo, pai de Felipa, eram amigos, mais agora estavam distantes.
— VOCÊ É UMA IDIOTA! – Eles ouviram Kaila gritar.
— VOCÊ É UMA LADRA! – Trish grita de volta.
— Eu vou rasgar toda aquela sua coleção idiota de pôsteres daquelas bandas cheias de drogados e bêbados infelizes. – Kaila ameaça.
— Sua pestinha, vamos ver o que você vai fazer quando eu queimar todas as suas bonecas ridículas. – Trish ameaça de volta.
As duas discutiam na sala, pra onde todo mundo foi. Ela começaram a gritar mais alto e se encherem de insultos até Roger, gritar para pararem.
— Que coisa feia você duas brigando, eu não entendo como dois seres, criados com o mesmo amor, como vocês discutem assim. – Sr. Russell passa o sermão.
— Por que estão brigando? – Gibby pergunta.
— Kaila pegou minha calcinha. – Trish responde e Felipa e Gibby tentam ao máximo reprimir a risada.
— Eu não sabia que era dela. – Kaila se defende.
— Mas você não usa o meu numero de calcinha. – Trish argumenta.
— Eu sou precoce, e as suas calcinhas são minúsculas, como eu ia saber. – Kaila disse com uma leve irritação. – Além do mais, você e Eliza vivem espalhando roupa e perdendo calcinhas por ai. Eu não me espantaria se até guibby já tivesse usado uma, pensando ser uma das suas cuecas estranhas. – Ela disse cruzando os braços.
— ECA! – Gibby exclama após pensar na possibilidade.
— Okay, Felipa já escutou demais, nos resolvemos com vocês duas mais tarde. Então Kaila, pro quarto. – Sra. Russell manda.
— E Trish pode ir com Felipa. – Sr. Russell completa.
— Legal, Kaila quarto, Patrícia festa, bem justo. – Kaila reclama.
— Mocinha, se você contesta mais uma vez, ficara direto de castigo. – Roger ameaça e ela revira os olhos e vai andando pro quarto.
— Quero uma calcinha nova. – Trish diz de bico. Roger se vira pra ela e sorri falso.
— Fora! – Ele manda novamente.
— Okay, não precisava disso, vem Felipa. – Ela disse colocando a bolsa no ombro e arrastando Felipa pra fora, que só deu tempo de colocar Arthur no chão e dar um thauzinho.
As duas entraram no carro e foram rumo a casa de Gordon, aonde tinha uma festa acontecendo (Dãh!), o local estava lotado, então as duas tiveram certeza que seria uma grande noite.
Fale com o autor