Felina
1 Soneto felino
Disse uma vez que não iria
Me deixar sentir o que sentia
Mas eu quero, ora pois
Ela era a rima que a paixão rugia
Não era finda no futuro que havia
Mas camaleoa na noite que sorria
E na luz que atormentava o dia
Me tirava a vista — que nada mais valia
Em minha direção cumprimentava e partia
Não via meus tercetos de melancolia
E me tentava esse amor que eu nunca teria
Porque mesmo na mente o ardor da gritaria
Não silenciava as rimas dessa pérfida feitiçaria
A menina que em meu lúgubre peito vivia,
Mia
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