Felicidade Renovada

1 Capítulo Único.


Notas iniciais
Cheguei com outra One, porque eu não consigo controlar meus dedos o/ Boa leitura!

Minha vida já não tinha mais sentido... Perdi minhas esperanças, minhas forças... minha felicidade...

Eu não sei exatamente quando tudo isso começou a acontecer, apenas aconteceu... Ir para a guilda se tornou um sacrifício, um pesadelo...

Sempre me senti bem com todos, eu estava realizada. Meu sonho de entrar para a Fairy Tail tinha se concretizado, eu não poderia estar mais feliz.

A cada novo ano mais acolhida eu me sentia. Tantos amigos, tantas aventuras, tanto carinho, mas tudo isso acabou quando me apaixonei.

Amar ele não estava nos meus planos, muito pelo contrário, sempre evitei que qualquer pensamento sobre o tema me viesse na mente.

Tantos homens na guilda, por que tinha que ser justamente ele? Como eu pude me apaixonar pelo mesmo cara que minha amiga? Eu não podia trair sua confiança, por isso eu fugi.

Olhar para meu amado junto da minha amiga doía e ainda dói, mas eu sabia que não podia interferir. No começo foi fácil ignorar esse sentimento, porém o tempo foi passando e a cada dia que passava eu disfarçava menos.

As pessoas começaram a perguntar o porquê do meu sofrimento e da minha falta de sorrisos. Ninguém precisava saber, ninguém podia saber. Me senti cometendo um crime por amar alguém tão inalcançável...

Foi quando tomei a decisão de me afastar, fugir para bem longe, tirar um tempo para esfriar a cabeça e quem sabe, esquecer esse amor que tanto me machucava.

Falei com o Mestre sobre minha escolha, e sai sem ser notada, depois de prometer que ligaria e voltaria um dia. Eu queria ter me despedido, mas sabia que eles me convenceriam a ficar.

Exatamente uma semana depois da minha partida o Mestre me ligou, ele me disse que todos tinham ficado muito abalados com a minha “saída”, principalmente a Levy...

Minha grande amiga Levy, eu não conseguiria a encarar, não por enquanto. Fazia tempo que eu não a via, a última vez que conversei com ela foi quatro meses antes da minha saída. Eu a evitava, pegando missões e mais missões. Quando ela me chamava para conversar eu dava uma desculpa qualquer e ia para casa.

Desculpe-me, Levy, por ter sido tão fraca sentimentalmente... Eu queria te contar tudo nos mínimos detalhes, mas não era certo. O que eu sentia não era certo...

Quando sai da guilda naquela noite, eu peguei minha mala que já estava feita e fui para a estação, não antes de deixar um pequeno bilhete escrito “Eu voltarei” em cima da minha escrivaninha.

Peguei um trem para a cidade mais longe possível, tão longe que ela sequer tinha nome. Me instalei em uma pequena casa no meio de uma floresta, eu apenas queria ficar isolada por um tempo.

Treinar e escrever eram as únicas coisas que me distraiam naquele lugar estranho. A casa onde eu estava era pequena, mas do tamanho suficiente para uma pessoa, além de ter sido bem barata. Pelo menos aquele tanto de missões serviram para alguma coisa...

Na maior parte do tempo eu apenas pensava sobre a vida e em como ela pode dar uma cambalhota de uma hora para outra.

Hoje faz três meses que me afastei e, por algum milagre do destino, eu acordei mais disposta do que o normal, eu sentia que algo de bom aconteceria.

Tomei um banho relaxante e depois servi meu próprio café. Pássaros cantavam e voavam por todos os lados, o sol brilhava no céu. O dia estava maravilhoso, tanto que até mesmo a floresta parecia mais amigável.

Sempre evitei andar pela floresta, ela sempre me pareceu muito... Sombria. Eu só passava por ela quando era extremamente necessário, como quando minha comida acabava e eu era obrigada a ir na cidade comprar mais. Bem, esse era um desses dias.

Eu me vesti com uma roupa mais aceitável e sai de casa, e não levei mais que cinco minutos para chegar na cidade.

A cidade era um lugar muito acolhedor, com construções pequenas e bem feitas. As pessoas transbordavam simpatia, realmente era um lugar agradável.

Apesar de todas as qualidades eu não estava muito a fim de demorar no meu “passeio”, então apenas peguei tudo o que eu precisava e rapidamente comecei a voltar para casa. Assim que coloquei o pé para fora da cidade eu senti que alguém me observava e me seguia.

Corri o mais rápido possível pela floresta, usando caminhos alternativos na tentativa de despistar o meu perseguidor.

Cheguei em casa e tranquei a porta, verificando se todas as janelas estavam devidamente fechadas. Depois da minha inspeção minuciosa eu finalmente me permiti sentar. Depois desse susto até perdi a fome...

— É uma casa bem legal para um lugar tão estranho... — uma voz grossa disse atrás de mim.

Virei-me rapidamente já em posição de luta, seja lá quem fosse iria se arrepender de ter invadido minha casa, mas me surpreendi ao ver quem era o dono daquela voz.

— Ga... jeel? — droga, gaguejei...

— Ah, olá, Bunny Girl! É bom te ver de novo — sorriu daquela forma estranha.

— O que está fazendo aqui? Aliás, como me achou? — soltei de uma vez, o que eu mais temia aconteceu, eu estava cara a cara com ele.

— Bem, não é como se eu tivesse simplesmente saído de Magnólia e te achado. Estou te procurando desde que saiu — explicou, se sentando no sofá onde antes eu estava.

— Por que veio atrás de mim? Eu disse que ia voltar... Quem te mandou?

— Ninguém me mandou, eu vim por conta própria, apenas o velhote sabe que estou aqui. E por que eu vim? Porque eu precisava conversar com você.

— Conversar... comigo?

— Sim. Primeiro, por que saiu da guilda assim tão de repente?

— Porque eu queria treinar — menti, ele não podia saber.

— Mentir é feio mocinha. Vamos, me fala a verdade — ele se aproximou.

Fui dando passos para trás, até que a parede me impediu de continuar. Tentei correr para algum dos lados, mas ele colocou seus braços dos dois lados do meu corpo.

— Me fala, Bunny Girl, o que tanto te incomoda?

— Nada — eu queria chorar, mas me segurei.

— Bem, se você não quer me contar... Acho que vou ter que tirar essa informação de outra forma — sorriu maliciosamente para mim.

Tentei escapar, mas não consegui, parecia que quanto mais eu tentava mais ele se aproximava. Ele estava tão perto que eu já sentia sua respiração, foi então que o que eu menos esperava aconteceu: ele me beijou.

Sentir seus lábios nos meus foi a melhor sensação que eu já tive na vida. Apesar de aparentar ser um homem bruto, ele me beijou delicadamente e com carinho. Passei meus braços pelo seus ombros para aproveitar mais o momento, até que me toquei do que estava fazendo e o afastei.

— Gajeel, isso não é certo!

— E por que não?

— Eu não posso fazer isso com a Levy... Não quero ser uma fura-olho...

— Levy? — do nada ele começou a rir, e eu fiquei sem entender nada.

— Qual a graça?

— Só você mesmo, coelhinha... Admito que eu e a Levy conversamos sobre os sentimentos dela por mim, mas ela percebeu que não passava de amizade mesmo. Atualmente ela está com o Rogue.

— Rogue? — por essa eu não esperava.

— Sim, você saberia disso se não tivesse fugido. Bem, acho que consegui as respostas que eu queria, eu finalmente entendi porque se afastou... Não vou permitir que isso volte a acontecer!

— Mas...

— Você é minha e eu sou seu. Nada nem ninguém vai mudar isso, eu prometo.

Fiquei totalmente sem palavras com sua fala... Eu não conseguia acreditar que no final tudo deu certo... Finalmente eu poderia voltar a ser feliz sem precisar ficar fingindo ou me escondendo.

Comecei a pensar em tudo o que eu passei... Ao todo foram sete meses, e agora eles estavam sendo recompensados.

— Ga... je... el — meus pensamentos foram interrompidos por certo moreno beijando meu pescoço.

— Hum... — apertou minhas coxas, me forçando a prender minhas pernas ao redor de sua cintura.

— O que pensa que está fazendo? — senti um arrepio quando uma de suas mãos adentrou minha blusa.

— Por enquanto não estou fazendo nada, mas logo irei fazer — sorriu sacana.

— Seu... perver... tido — falei com dificuldade, seus toques cada vez mais atrevidos me levavam ao delírio, eu tinha certeza que estava vermelha.

— Não fale como se não estivesse gostando — começou a me levar para algum lugar.

— Para onde está me levando?

— Você logo saberá, minha doce coelhinha — entrou comigo no meu quarto, logo fechando a porta.

A felicidade pode demorar à vim, você vai sofrer muito, mas tudo isso um dia será recompensado. E bem... A minha felicidade chegou... Da forma mais deliciosa possível.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Até a próxima!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!