Felicidade Obscura
4 Veias rompidas
Notas iniciais
Eu me cansei dessa vida que só afasta quem eu mais gosto, eu esperei ele adormecer e levantei, fui até o banheiro e procurei uma gilete, com todo o cuidado para Damon não acordar, eu não queria que ele soubesse o que eu iria fazer, e quando saber, será tarde demais...
Peguei a gilete e comecei a me auto-mutilar, eu só lembro que eu afundei a gilete, e apaguei...
Damon-
Eu acordei sem peso sobre mim, espera, Elena? Sai correndo pra procurá-la, e vi um barulho esquisito vindo do banheiro da casa, lá debaixo, desci e quando cheguei Elena estava caída no chão, com uma gilete na mão e um corte profundo no braço, droga Elena, o que você fez????
—Lena, esse tipo de brincadeira não tem graça, vamos, tem que tomar banho. Elena? ELENA!! (Gritei e dava tapas leves em seu rosto)
Eu não podia deixá-la daquele jeito, naquele estado, aproveitei que hoje era folga dos empregados e meus pais viajaram para negócios e subi com ela, deitei na cama e peguei um curativo, fiz em seu braço e fiquei lá, com ela, acariciando o seu rosto, as lágrimas enchiam meus olhos, eu não era o mesmo, isso aconteceu uma vez na vida, mas Elena? O que você faz comigo? Parei de pensar quando Elena acordou.
—Hmmmm (Resmungou de dor acordando)
—Elena, você nunca mais me faça isso, eu quase morri dentro daquele banheiro!
—Ficou com pena de mim? (Falou com uma cara de dor imensa)
—Eu fiquei é com medo de você ter feito besteira e morrer, eu morro junto, Lena pelo amor de Deus não me faça mais isso, pelo amor de Deus!! Nossa, como sou esquecido, está sentindo alguma dor?
—Tirando a parte de meu braço estar cortado profundamente tá tudo ótimo! (Disse com dor, dava pra ver do jeito que ela falava)
—Previsa de mim ou do remédio? (Sorri indo pegar o remédio, ela segurou minha mão, me impedindo de fazer qualquer movimento, mesmo que tenha segurado fraco, eu estava impedido)
—Você é o remédio, não me larga nunca, eu não aguento mais me separar das pessoas que eu gosto! (Ela começou a chorar, eu deitei ao seu lado)
—Ei, ei (falei como se fosse um sussurro, calmo) eu te disse que ia ficar com você, não disse? Eu gosto de você, não gosto de te ver assim! (Disse ainda sussurrando)
—Obrigada Damon, por tudo (Ela se agarrou ao meu peito nu, tive que tirar a camisa suja de sangue pra lavar)
Ela não tinha percebido, por 10 segundos, depois disso ela me olhou com uma cara de tipo "Meu Deus me desculpa"
—A vontade Lena
—Obrigada (voltando ao meu peito)
Elena-
Eu não sei, eu conheci ele a 6 meses e nunca em toda minha vida me senti assim, segura e protegida, quando eu deitei em seu peito meu mundo parou completamente, eu estava meio frágil, eu queria afeto, carinho, eu estava precisando, e ele me deu isso naquela hora, enquanto passava a mão em meus cabelos, só tinha um problema: Estava frio, muito, eu comecei a tremer, até que ele percebeu e falou:
—Claro, esqueci do edredom (ele puxou para nós)
Foi a melhor sensação que eu tive, mas ele era meu amigo, ou pelo menos eu pensei que fosse, será que eu estou gostando dele, não, Elena não confunda amor com paixão!!
—Você tem que trabalhar Damon, eu não queria ser problema pra você.
—Eu não saio de casa até souber que você não vai pegar uma gilete do banheiro e se depilar, não depois disso, e minha camisa nova branca!!
—Kkkkk, palhaço (ele me olhou e eu o olhei, eu estava em cima dele, mas ele era alto, ele abaixou e eu levantei a cabeça)
—Nunca mais me dê um susto desses!( Disse em susurros)
—Damon, eu... Eu não posso mais evitar!
—Como assim?
—Eu te amo, eu sei que é louco, e prematuro, mas eu te amo, eu me sinto segura, protegida, e amada ao seu lado, eu acho que sempre fui, mas nunca percebi isso.
Ele me olhou fundo, e eu sabia que ele ia me chamar de louca, mas ao invés disso, ele me beijou, e meu Deus! Eu nunca beijei daquele jeito, na verdade eu quase nunca beijei, eu sou focada nos estudos! Ele era doce e ao mesmo tempo louco, era indescritível! Nós nos separamos pela falta de ar em nossos pulmões.
—Te amo
—Te amo meu anjo (Ele disse em sussurro em meu ouvido, dando pequenos beijos em meu pescoço, em gesto de carinho)
—Não vai dormir deste jeito!
—Nem quero, você aqui do meu lado, me falando que me ama, e eu aqui, entregue, eu fico aqui com você, você não precisa mais voltar pra sua casa, mora aqui, fica mais perto de tudo.
—Mas sua família?
—Como eu disse, eles não se importam comigo, minhas atitudes não dizem respeito a eles.
—Então onde eu vou dormir senhor? (Falei sorrindo e ele sorriu de volta)
—Aqui, na minha cama, no meu quarto, você é minha, não tem motivo ficarmos em quartos separados.
—Tudo bem, e minhas roupas?
—Vida nova, amanhã se você estiver melhor do braço nós vamos ao shopping e compramos tudo o que quiser, pode ser?
—Sabia que eu te amo? (Beijei a bochecha dele e dormimos assim, alí juntos, era lindo e louco, a vida me tirou todos pra ficar com um especial)
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