Felicidade

1 Capítulo Único


Meu nome é Lucy Quinn Fabray, ou apenas Quinn para os íntimos. Acho que essa uma das coisas mais difíceis sobre mim, explicar sobre eu mesma. Me sinto segura o suficiente para admitir que as vezes, ou na maiorias das vezes, eu não me conheço bem.

Não entenda o que eu falei de forma errada. Eu sei que tenho dezenove anos, sei que toco piano e sei onde nasci, cresci, onde estudei, essas coisas. O que me refiro, é sobre meu interior, aquela parte brilhante e as vezes sombria que muitas vezes me perco.

Entenda que sou duas pessoas em uma. Duas faces de uma mesma moeda que gira no ar e quando cai sempre fica para cima aquela que serve como máscara para quem realmente sou. Às vezes tenho a impressão que essa máscara está tão encruada em mim que quando mostro a outra face todos acham que ela é a verdadeira máscara. Porque preciso da máscara? É uma pergunta que constantemente vivo fazendo a eu mesma. Sempre me dizem: seja verdadeiro e quem for seu amigo de verdade irá permanecer ao seu lado.

Eles só esquecem que o mundo em que vivemos é movido a falsidade e convenções sociais banais onde todos se enganam para que assim tenha essa falsa sensação de felicidade. Homofobia, racismo, xenofobia, desigualdade social. Todos conhecemos alguém que passa ou passou por isso, mesmo que essa pessoa nunca tenha realmente te contado sobre.

Quando eu posso ser quem realmente sou? Quando posso viver sem essa mascara? Quando estou com ela. Quando me sinto segura e sei que nada vai me atingir porque essas convenções sociais não significam nada quando o seu sorriso me enche os olhos.

Minhas barreiras caem por terra e a moeda gira no ar mais uma vez, com suas piruetas graciosas e posso observar em câmera lenta minha verdadeira face se revelar.

Você deve estar se perguntando: quem é ela? E porque estou a citando? Porque ela é a pessoa que rompeu minhas barreiras e me mostrou que posso ser eu mesma, mesmo que seja somente quando estou com ela. Mas estou confiante a fazer mais do que isso. Abandonar de vez a máscara e me entregar de vez a ela.

Mário Quintana citou que amar é mudar a alma de casa. E sinto exatamente isso que sinto. A minha alma saiu da mascara que eu usava e se fundiu com a alma dela. Rachel faz parte de mim, assim como faço parte dela.

Mas agora você deve estar se perguntando do porquê eu ter começado a citar sobre mim e depois começar a falar de amor. Eu respondo com prazer. É porque eu quero ser o melhor. Quero deixar a outra face de lado. Quero ser o melhor pra ela, assim como ela é pra mim. Ela faz parte da minha felicidade.

A felicidade é feita de pequenos prazeres. Por isso detalhes são importantes. Aquele momento que você toca a pessoa amada com alguma melodia, quando você vê um sorriso que gosta e que automaticamente te faz sorrir de volta, quando você come o que gosta, quando assiste seu programa favorito. Vivemos reclamando sobre infelicidade, mas constantemente dizemos sem perceber que estamos felizes por algo que pouco tempo depois possa parecer insignificante.

Vivo dizendo para alguém querido que fico feliz de ve-lô. Por isso, não procuro muito ficar falando sobre querer ser feliz. Porque pequenos momentos somados se tornam grandes momentos. É bem o que dizem: você colhe o que planta.

O amor e a felicidade andam lado a lado. Um abraço, um beijo, um simples toque ou até uma mensagem de bom dia dela me faz sorrir e me sentir feliz. O amor que recebo me faz feliz. É como o Ivan Turguiniev citou: a felicidade é como a saúde: se não sente a falta dela, significa que ela existe. Não sinto falta da felicidade, me sinto preenchida com ela. E isso me faz pronta para evoluir. Para abandonar uma das minhas faces. Para ser apenas alguma pessoa que se sente sortuda por ser feliz e amada.

Notas finais
Obrigada por ler. Comentários sempre deixam a autora aqui mais feliz. Então, por favor, comentem.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!