Feito para matar
5 Ai, essa acertou em cheio!
Notas iniciais
Um tempo depois Will volta com uma caixinha em formato retangular nas mãos.
— Pelo visto você realmente conseguiu achar o jogo... sabe jogar ?
— Ehrrr não... Mas estou disposto a aprender — Ele abre um sorriso torto do tipo "não me repreenda, só quero passar um tempo com você". Como ele consegue sorrir tão facilmente ?!
— Não está sendo muito positivo quanto a minha pessoa ?
— Eu que pergunto. Estou?
— Hum... veremos.
Então ele se sentou na beirada da minha "cama" e eu come a explicar as regras para. Quando terminei decidimos que o resto o loiro aprenderia jogando.
Na primeira rodada acabou que ele ganhou de mim. Agora você me pergunta: mas como ele ganhou de você sendo que você é o melhor nesse jogo Di Angelo? Não faço a mínima ideia meus caros.
— MAS COMO ?! Eu passavas dias jogando isso quando era mais criança! Como um mero iniciante pode ganhar de mim?
— Vai ver é só sorte de principiante — Diz Solace, dando de ombros.
— Pois então vamos jogar de novo, na próxima quero ver quem ganha!
— Alguém aqui é bem competitivo, não ?
— Vê se não enche, loiro oxigenado — Olho em sua direção e mais uma vez o encontro sorrindo! . — Você não se cansa de sorrir não ? Por todos os deuses do Olimpo, é irritante.
— Você é que devia sorrir mais! — Ele da uma piscadela e volta sua atenção para o jogo.
Por todo o brilho de Afrodite, me expliquem o que foi isso.
A partir dai, a noite se passou normalmente, E é lógico, eu ganhei no mitomagia.
Até que esse tal de Solace não é tão horrível assim... Tirando o fato de ser incrivelmente irritante.
Na manhã seguinte acordo com alguém balançando meus braços freneticamente.
— Nico ! A reunião já vai começa!
Abro vagarosamente meus olhos e vejo um Will me encarando aflito.
Olho para o relógio na parede e dou um pulo. Já são oito e quarenta e cinco !
— Obrigado Will. — Me levanto depressa e passo as mãos pelo cabelo em uma tentativa de arruma-los. — Vou indo. Mas... e você? Não é o conselheiro chefe de Apolo?
— Sou, mas vou só mais tarde, tenho que cuidar de umas coisas antes. Agora vai logo! E vá para o refeitório pegar alguma coisa para comer antes.
— Mas...
— Não foi um pedido! Você tem que comer. — Ele se vira e começa a mexer em algumas coisas que estão na prateleira. — Ordens médicas.
Saio resmungando baixinho e vou para o refeitório. Lógico que me perdi no caminho... mas cheguei lá depois de perguntar para uma aparente filha de Afrodite. O que mais achei estranho foi o modo como me respondeu, seu tom de voz todo carregado de sedução. Se não fosse imune ao charme da mãe dela eu provavelmente estaria em uma falsa paixão por ela agora mesmo. Mas porque alguém se daria o trabalho de jogar charme em mim? O garoto magrelo, pálido e sem graça?
Quando entro no refeitório sinto olhares sobre mim. Odeio essa sensação, por isso pego apenas uma maça e vou para o campo de morangos.
Avisto ao longe um grupo de pessoas sentadas no chão coberto por uma toalha xadrez. Vou até lá e Quiron logo se manifesta:
— Bom dia senhor Di Angelo, sente-se. Já vamos começar. Só faltam você e o Solace.
Quando estou me sentando, aparece um ser atrás de mim e diz:
— Conseguiu chegar antes de mim? Ah...
Quiron prossegue:
— Já que estamos todos aqui, vamos dar inicio a reunião. Estamos aqui para começar o que gerações anteriores planejaram. Agora é o momento em que vamos nos preparar para derrotar nosso mais forte inimigo, Hades.
Solace levanta a mão, como se pedisse permissão para falar:
— E a mão negra, certo? Ele mais do que ninguém, causou sofrimento para nós.
Ai, essa me atingiu em cheio.
— Sim, senhor Solace, ele também. Enfim, vamos partir daqui a duas semanas. Até lá vamos nos preparar e planejar o ataque. — Continua o centauro.
Uma loira de olhos cinzentos diz :
— Vamos para onde? Onde será o ataque?
— Para o mundo inferior. Vamos atacar logo o covil do deus dos mortos. Assim evitamos batalhas desnecessárias. E a estratégia ficará a seu cargo e dos filhos de Atena, Anabeth — Ele olha para a tal Anabeth e ela acena com a cabeça. — O resto será decidido depois. Avisem a todos para se prepararem, o treinamento será o principal objetivo de todos os chalés, fora o de Atena. Estão dispensados.
Solace se levanta rapidamente e olha em minha direção como se perguntasse se eu estou bem. Aceno com a cabeça e ele da de ombros, já indo novamente para a enfermaria. Ele nem tem noção de quem realmente sou. Que sou eu quem ele quer tanto se vingar. E o pior, eu nem ao menos lembro se fiz algo para alguém próximo a ele;
Conforme as pessoas vão se retirando eu me levanto e olho em volta. Cada representante, de cada chalé, voltava para suas obrigações ou ia espalhar a noticia. Aparentemente eles estavam esperando essa chance a muito tempo.
Quando o loiro disse aquilo sobre a mão negra, ou seja, sobre mim, meu estomago revirou e se contraiu . Aquilo realmente doeu, só não sei ao certo se foi porque de repente todo o peso e todas as mortes que causei até agora pareceram cair sobre mim, se foi porque foi aquele irritante sol que disse, ou os dois.
Nem percebo quando Quiron se aproxima. Só quando ele diz em um tom baixo :
— E você, venha comigo. — Com isso ele começa ir em direção a casa grande. Só agora vi que ele esta em sua versão mundano, com cadeira de rodas.
chagando lá ele entra em seu escritório, espera eu fazer o mesmo e fecha a porta.
— Sei que não vai ser fácil para você, mas como eu disse ontem. Ninguém aqui morre de amores por você. Enfim, é isso. Nesse tempo você vai dar palpites de estratégias para os filhos de Atena e vai descansar. Certo? pode treinar se quiser, não importa, Só esteja preparado daqui duas semanas.
— Tudo bem. Se precisar de mim, sabe onde me encontrar.
— Sei. E tente não levar os insultos a Mão negra tão a sério, eles não te conhecem de verdade. Não sabem quem você realmente é.
— Estou duvidando sobre quem eu realmente sou. — Digo em um tom cansado e um tanto magoado, ele me olha como pena. Um silêncio inquietante se instala e eu termino — Bom... vou indo. Tchau.
Eu saio antes dele dizer qualquer coisa. Não quero palavras de pena ou uma tentativa de consolação, eu sei que é verdade, que não tem nada que eu possa fazer para mudar o passado.
No chalé de Atena eu passo o dia ajudando o pessoal de lá com a estratégia. Tenho alguma experiência com isso... e conheço muito bem o mundo inferior. Mesmo que tente disfarçar um pouco, para não deixar muito na cara.
Vai ser complicado atacar direto o palácio do meu pai, porém, é a solução mais direta e rápida. Porque estaremos em território inimigo, portanto temos que ser o mais rápidos possíveis. Além disso chegamos ao consenso de que só algumas pessoas poderão ir. Não tem como passarmos despercebidos com tanta gente, mesmo com carontes do nosso lado. E nem imagino como vamos fazer para derrotar Hades. Temos a benção dos outros deuses... mas mesmo assim. Não sei se vai ser suficiente.
Bom... acharemos um jeito. Espero.
O dia passou tão rápido que eu nem almocei, Então quando a hora do jantar chegou eu estava faminto. Fui o mais rápido que pude para o refeitório.
Peguei o prato e copo encantados e me sente na mesa de Atena. Lógico, o mais afastado possível de todos.
Quando terminei alguns campistas já estavam reunidos em volta de uma fogueira. Não estava muito afim de nada, por isso apenas rumei para o chalé. Estava saindo de lá quando alguém pega meu braço por trás e me força a virar para trás.
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