Notas iniciais
Oi pessoinhas? rs,
Li todos o reviews e eu realmente amei os reviews de vocês, não respondi, mas li todos, espero que me entendam pela demora, afinal minha vida tá horrível, então aqui vai mais um capítulo e eu realmente espero que gostem dele, não sei quando irei postar o próximo, mas acho que em breve, afinal o ano letivo ta acabando e é sempre mais tempo.

Capítulo 02


Edward entrou no quarto meio receoso, por me ver só com uma camisola longa branca e meio transparente. O que deixava maior parte do meu corpo amostra. Ele começou pelos pés e foi subindo até chegar ao meu rosto. Que de tanto constrangimento estava vermelho, se duvidarem de minha parte eu diria que estava muito vermelho.

_Você fica mais bonita de cabelo solto – ele disse e se aproximou de mim. Colocou suas mãos na base do meu pescoço e se aproximou de mim. Quando ia me beijar pela primeira vez, eu virei-me.

_Acho que é melhor dormimos Senhor – eu murmurei á ele. Ele me olhou com um olhar reprovado e logo eu me corrigi.

_Desculpe-me Edward – eu disse.

_Ainda esta com aquela idéia? – ele falou. E logo entendi.

_Sim... – eu falei baixo.

_Ótimo – ele falou frio – Não preciso de nada que venha de você mesmo.

Ele puxou a cobertura e se sentou.

_Tem alguma preferência pelos lados? – ele perguntou-me.

_Ham, não senh... Edward. – eu falei.

_Ótimo você fica com o lado da direita então. – e se deitou.


Eu não sabia que a reação dele a minha resposta iria ser aquela, até que ele foi compreensivo...

Compreensivo de mais. Cheguei devagar à cama – que era bem grande por sinal – e fui logo pro lado direito, tirei minha coberta que cobria a camisola e me deitei ao lado dele.


_Não se esqueça que tem que parecer que esta muito feliz! – ele sussurrou no meio da escuridão. Me virei pra encarar ele, eu via pouca coisa. E isso por causa da luz da lua. Já estava anoitecendo, nem parecia que eu tinha acabado de passar o dia com meu ‘’marido’’ e de me casar.

_Não esquecerei – sussurrei de volta. Ele se inclinou até a mim e me deu um selinho, rápido, mas doce. E sua boca era suave e macia, e eu senti tudo isso em apenas três segundos que o beijo durou.

Ele se virou e me deu boa noite. Demorei minutos para me acomodar e dormir, e foi assim a minha primeira noite de casada.


Na manhã seguinte acordei com o som da porta do quarto sendo aberta, e sem perceber passei a mão ao lado esquerda da cama, á procura pelo Cullen e constatei que ele não se encontrava. Talvez tivesse sido ele que houvesse acabado de sair

_Desculpe acorda a senhora – Falou minha Aia, Jessica. – O senhor Edward acabou de descer e já está todos á sua espera para o desjejum da manhã. — ela disse tímida.

_Tudo certo Jessica – respondi num sussurro – só quero uma opinião sua querida. Que tipo de trajes a senhora da casa usa as manhãs?

_A Dona Esme usa roupas claras senhora, bem simples na verdade – ela respondeu apenas.

_Então vá ao meu armário de pegue algo claro e simples – falei á ela. Não queria chegar ao meu primeiro dia na casa nova com roupas que não fossem de gosto da senhora Cullen. Apesar de não ter muitas roupas assim.

_Sim senhora. – Jessica falou.


Depois de molhar-me e de Jessica fazer a trança que lhe pedir ela trouxe o meu vestido branco, o qual eu mais gostava – era simples, pois eu não esbanjava luxo a não ser quando eu saia pra alguma festa social – era branco e bordado com cores douradas e beges e na verdade ficava muito bem em mim.


Jessica me levara até onde ficava a mesa pra comermos, assim que cheguei o senhor e a senhora Cullen se levantarem e Edward veio até mim. Levou-me a cadeira que ficava a sua direita e a puxou pra eu sentar.

_Obrigada – eu sussurrei.

_De nada, Bella.

_Então... – A senhora da casa começou. – como tem passado Isabella?

_Bem senhora – respondi

_Ah, querida me chame de Esme – ela falou. – Mas, como foi à noite de vocês? – ela foi bem direta.

_Mãe! – Edward a repreendeu – Está á deixando corada – ele disse. Que ótimo. Agora eu to corada.

_Não foi por mal querida – ela falou, e seu esposo o senhor Carlisle tentava não rir da situação.

_Menos Esme querida – Carlisle falou, a família Cullen na verdade era bem estranha. Nas outras casas as mulheres não eram tratadas assim. Só se deviam opinar se fossem lhe permitidas.

_Ham, foi bem agradável Senhora – disse.

_Ah não me chama assim querida eu sei que é difícil mudar assim, mas aqui em casa somos todos iguais. Não temos diferenças nenhuma. – ela me disse.

_Claro Senho... Desculpe Esme – falei á ela.

_Ah bem melhor. – ela fez sinais com as mãos e chamou os empregados da casa, que nos serviu logo em seguida.

Agora olhando melhor para Esme, ela usava mesmo um traje mais simples. Era apenas um vestido apertado na cintura, mas solto logo e todo azul claro e liso. O senhor Carlisle usava roupas simples também para uma pessoa importante assim como o filho. Blusas brancas e de mangas largas e as convencionais calças com suspensórios e cós alto.

Todos na mesa falavam alguma coisa, de como estavam com saudades das filhas. Uma com o nome de Alice e outra com o nome de Rosálie – que pelo jeito tinham acabado de casar – falavam o que iriam fazer pela tarde e interagiam normalmente com os empregados como se fossem da família. Esme disse-me que só tinha mesmo empregados porque não tinha como apenas ela governar a casa. E eu apenas assentia.

_Mas você gostou da casa Isabella? – ela perguntou-me.

_Ha sim, gostei. Ela é linda – sussurrei. – As rosas são lindas.

_São mesmo, minha filha Rose e os jardineiros plantaram todas – ela disse orgulhosa.

_Por que não mostra a casa á ela Edward? – ele olhou para mim, suspirou, franziu o cenho, concordou, e voltou a conversar com o pai.

Depois terminamos de comer em silencio.


Minutos depois antes do senhor Cullen se retirar para o trabalho, Esme retirou se da mesa foi ao jardim como me pareceu e voltou com uma rosa vermelha a entregou a Carlisle dando um selinho nos seus lábios – o que me surpreendeu – sussurrou um claro ‘’eu te amo’’, e logo em seguida ele se levantou e pediu licença para ir trabalhar.

_São permitidos demonstrações de afetos assim? – sussurrei a Edward.

_Não sei, só sei que na minha família isso é correto. – sussurrou-me de volta, meio rude até.

_Desculpe-me por isso, querida – Esme voltou ao lugar, meio corada – Aqui em casa somos assim, não nos importamos com isso. Espero que se acostume logo. – ela ficou pensativa olhou para mim e Edward e disse meio que sem noção.

_Ainda não os vi se beijando – ela sorriu a Edward que bufou e piscou os olhinhos pra mim.

_O quê? – quis saber.

_Ela quer que nos beijemos Bella – Edward disse pra mim, e jogando ainda meio que uma indireta para a mãe para não fazer aquilo.

_Anam – censurei-a.

_Por favor, Isabella? – ela disse com olhos quase que chorando pra mim.

_Não acredito que estamos pra fazer isso – sussurrei pra mim mesma. Virei para Edward ao meu lado, que estava meio tenso e que se aproximou de mim. E bem devagar depositou um beijo nos meus lábios. Depois virou se para a mãe, ainda a censurando.

_Mãe, devemos fazer isso sem pressão. Bella vai achar que somos sem escrúpulos.

_Ouw, desculpe querida. Mas eu precisava ver isso, acredita que só dei meu primeiro beijo depois de semanas do meu casamento? Mesmo fazendo sexo, eu e Carlisle éramos muito tímidos a esse nível.

_Mãe... – Edward repreendeu novamente.

_Ah desculpe-me novamente. – ela sorriu amarelo e voltou a comer em silencio. O resto do desjejum foi tudo normal á medida do possível pelo menos. Esme minutos depois foi à cozinha da casa falando que ia ajudar com a comida. E logo em seguida Edward e eu fomos à varanda e ver depois os jardins.

_ O que é isso? – perguntei.

_Inferius como o mundo subterrâneo pelo qual o neófito seria conduzido pelo fio de Ariadne da Iniciação,sabe aquela historia e tudo mais.

_ Sua família é muito religiosa? – perguntei.

_Na medida do possível. Tem coisas que minha família não admitiu como: Divisões de classes, achamos que o dinheiro não é tudo isso. Mesmo meu avô, pai de Carlisle ser um pastor anglicano. Acho que por isso que Carlisle é assim, Seu pai sempre foi muito rude com essas coisas e ele não queria passar essas coisas para nós os filhos.

_Haa sim.

_Pois é isso, ali logo atrás fica a estufa que era de Rosálie. Ela é louca por rosas. – ele apontou para uma casinha toda de vidro logo a nossa vista, fomos lá ver eu entrei e fiquei admirada.

_Realmente é lindo.

_Se é. – ele disse.


Meu relacionamento ao longo da semana com Edward foi de poucas palavras, os bons dias de manhã, o selinho que tínhamos que partilhar pela manha se tornou tão comum quanto o que Esme partilhava com Carlisle, os boa noites e praticamente só. Esme e eu viramos amigas, e a tarde enquanto Edward saia não sabe pra onde ou o porquê, eu ficava com ela tomando chá ou bordando algo. Mas geralmente ele me tratava distante, às vezes frio. Só fazíamos o casal feliz mesmo na frente dos seus pais e por diversas vezes me lembrei das poucas amigas que tinha pela cidade a fora. Ângela era a que sempre ficava na minha mente, como será que ela estava? Perguntava-me por diversas vezes.

Na semana que se seguiu meus parentes me visitaram, desejara-me sorte vida plena no meu casamento e partiram. E nas mesmas semanas que se passaram Edward começou a chegar mais tarde em casa, ele era jovem e antes mesmo de me casar com ele já sabia como poderia ser minha vida, ele nunca iria deixar de ser o jovem que foi – percebi.



Eu não sentia nada por ele – eu acreditava nisso.

Mas as mulheres de fora o desejavam, e queriam ser eu. Admiravam as roupas que eu usava os chapéus e luvas, queriam ter a minha perfeita vida com ele, mal elas sabiam que a minha vida era perfeita não com ele, mas parecia ser. Agora eu conversava muito com a minha aia, falava como eram as coisas na casa dos Cullen se ela conhecia os costumes. Mesmo bizarros. Na verdade ela era boa companhia, tinha até me dito que estava apaixonada e que iria se casar por amor com a pessoa que ela gosta. Deixou-me meio besta, porque quanto mais altas as classes, menores os envolvimentos que as mulheres tinham, eu até á invejava por escolher alguém que ela gostava e não por casar por negócios.

Íamos ao teatro, Jessie me ajudou a escolher um vestido simples, mas com certa classe. Os donos da casa me deixaram a dispensá-la cedo, eu não precisaria mais dela no dia. Cerca de uma hora depois, todos na casa estavam prontos e a carruagem á espera. Despedimo-nos eu e Esme dos outros empregados que viviam na pequena casinha atrás da casa, colocamos nossas luvas e fomos e direção a carruagem a encontro dos nossos maridos.

Carlisle estava encantador, ele era jovem, novo. Tinha sido pai cedo – talvez tivesse até 30 anos ou menos, e Esme pelo que sei é mais velha que ele, dois ou três anos. Edward também estava encantador – lindo e deslumbrante na verdade – ele tinha como pude perceber os mesmos olhos da mãe, gentis – desceu da carruagem como seu pai e ajudou-me a subir. Lhe dei um sorriso de agradecimento, mas ele não retribui só sentou-se do meu lado e virou o rosto para fora.


Pode até ser estranho o nosso relacionamento, mas ele mal se comunica comigo, falávamos pouco. Dormíamos juntos e eu acredito que sou a única mulher casada na qual o marido não a ama.

Eu cheguei a ficar nervosa com esse relacionamento, eu estava me esforçando. E eu me preocupo com ele, pois bem é meu marido; um marido ausente. Chegava tarde da noite, e já não nos beijávamos pra dormir – e o beijo já era algo muito íntimo a nós.

Não éramos apaixonados – e lamentava por esse triste fato.

Às vezes a noite o esperando, deitada do meu lado da cama ficava imaginado o que ele poderia fazer pra demorar tanto, acho que ele tinha amante. Um pecado da minha parte, mas talvez eu seja culpada eu o não deixava me tocar nas primeiras semanas e agora passo a noite pensando em como seria se ele me beijasse do jeito que Jessie me descrevia seus beijos com seu noivo. Apaixonado e quente – próprias palavras dela.

Eu o olhava tentando entender o que se passava com ele, mas ele pouco me retribua meus favores. Eu não me queixava dele chegar tarde, sei que a sua mãe percebe como fico quando ele chega – até já escutei ela falando algo haver com isso, meio que de engano. E eu como sua esposa ficava na minha, não o queria cobrar de nada.


À volta pra casa foi muito proveitosa, pois estava feliz, não via a hora de tirar aquele vestido e desamarrar meu cabelo. Estava tão cansada.

As pessoas vinham de todas as partes para nos cumprimentar, ou parabenizar pelo meu casamento. Era a primeira vez que aparecíamos juntos, e eu como boa moça apenas o sorria enquanto eles faziam reverencias a mim e a minha família.


Percebi de longe uma pessoa me olhando, e logo percebi ser uma amiga: Ângela. Espera! Era Ângela, minha única amiga.

Olhei para minha família, e Esme notando o meu desejo assentiu pra mim me aprovando de tal ato.

“Com sua licença – murmurei.”

Saí de lá, enquanto um daquelas pessoas chatas dava seus discursos entediantes à família.

“Ângela” – a puxei e lhe sorrir.

E ela como uma ótima amiga sorriu-me e puxou-me para um local afastado.

“Isabella! andou sumida! Agora sei o porquê. Não sabia que tinha se casado. – ela me acusou”

“Você também se casou, e eu nem sabia de tal ocorrido – lhe disse”

Ela corou.

“Não, mas estamos noivo. E estou de já aprendendo os costumes da família.”

“Sorte a sua – lhe disse”

“Horas por quê? – ela perguntou-me.”

“Casei, e só conheci o meu marido na hora, mal eu sabia que já era comprometida – lhe falei.”

“Isso me parece horrível – ela falou.”

“Se é! Ainda descubro que meu marido é um Cullen, logo Edward Cullen. – lamentei-me”

“Você deve ta brincando – ela falou-me surpresa.”

“Quem dera Ang.”

“Ele não era o que ti zoava, dizendo que nunca iria se casar? – perguntou-me”

“Acertou na mosca.”

“Nossa! Clássico, acho que isso foi o Karma” – disse me brincando.

“Só deve ser. Mas agora ta melhor, ruim mesmo foi a primeira vez que nos apresentamos como marido e mulher” – disse.

“Nossa, isso é muito estranho – ela sussurrou – E como foi?”

“Como foi o quê?”

“Horas, a primeira noite de vocês. Digo como marido e mulher. – sorriu-me maliciosa.”

“Ang — a repreendi – Nem pareci que vivemos juntas em um convento. – lhe disse. Hey, mas quando você saiu do convento Ang?”

“Logo depois de você, me disseram que eu já estava pronta para casar. Então minha família me apresentou em um daqueles jantares formais a família de Benjamin Weber, e aqui estamos nós. Eu como futuro Sra. Weber. Até que Ben é um bom rapaz. – terminou”

“Fico feliz por você – sorri – Preciso me apressar, minha família me espera. Porque não passas lá em casa? Conversaríamos melhor – disse lhe saindo.”

“Claro, preciso deixar-te o convite de meu casamento – ela sorriu.”

Voltei ao lado de Esme.

“Quem era querida? – ela me perguntou”

“Era Ang, Esme. Compartilhei com ela quase todos os momentos da minha vida – lhe disse sorrindo.”

“Ouw! Poderia a convidar a ir tomar um chá conosco”

“Claro, ela disse-me que iria passar lá. Ela irá se casar.” – disse feliz pela minha amiga.

“Que ótimo querida.” – fomos indo para nossa cabine, para ver a peça.



Já dentro do nosso quarto, eu e Edward nos preparávamos pra deitar. Ele ajudava-me com meu espartilho, assim que terminou de tirá-lo pedi pra terminar de tirá-lo só. Precisaríamos ter uma conversa, uma na qual eu não queria.

_Edward! – o chamei enquanto ele tirava seus sapatos.

_Hum? – ele virou-se para mim.

_Tem saído bastante não? – fui bem direta.

_Você acha, Isabella? – falou sarcástico.

_Acho.

_Porque se importa? – ele irritou-se.

_Horas, és meu marido. Quer que eu não me importe? – falei ríspida.

_ Não quero, na verdade. Você deveria saber que não a considero como minha esposa – falou com deboche.

_Claro que não! Não ti portas como um marido. – lhe disse.

_E nem minha mulher se porta como uma – jogou-me uma indireta.

_Você não me considera uma! – falei.

_Você, pra mim não parece ser á como uma! – ele disse.

_O quê? – gritei. – Não acredito que me tratas assim por causa disso – gritei novamente. Tudo era questão de sexo agora?

_Quer que me porte como? – ele gritou de volta.

_Como um verdadeiro homem, que respeite meu tempo e me apóie. Não como isso, sei lá como tu és de verdade. Mal ti conheço – gritei novamente.

_Não me conhece porque não lhe quer não se importas comigo. Nem como me sinto. – ele falou baixo, bem perto de mim e levantando meu queixo na altura de seus olhos para que pudesse me encarar.

Bati na sua mão, para tira-la do meu rosto e gritei:

_Você! Você não se importa de como eu me sinto, de como eu queria que as coisas fossem. E não, eu não ti conheço. Porque não me deixas espaço na sua vida para mim. – disse.

_Não me deixas fazer parte da sua vida – falei aos sussurros, e fui a minha cômoda pegar as minhas coisas para dormir, porque eu não dormiria com ele no mesmo quarto. Não naquela noite.

Sai do quarto batendo a enorme porta enquanto as lagrimas tentavam sai dos meus olhos, e eu inutilmente as deixei sair. Terminei de tirar as roupas no quarto de hospedes e ouvi uma leve batida na porta. Só o que me faltava era ouvi-lo dizer mais coisas e besteiras da sua parte.

Me levantei-me, coloquei meu robi e fui à porta a abrir de vagar e me deparo com a senhora Cullen segurando uma vela, e me olhando com cara preocupada. Mas é claro que a minha querida família iria partilhar desse meu lindo momento de primeira briga.


_Posso entrar Isabella? – Esme perguntou-me

_Ham, claro senhora. – falei.

_Eu sei que Edward é difícil – ela disse-me sentando na enorme cama ao fundo do quarto. – Sei também que ele não ti trata como deveria. – ela bateu do lado da cama, um convite pra me sentar com ela na cama.

_Me desculpe por isso – eu sussurrei de volta. – Não queria que escutasse qualquer coisa que disse.

_Querida, você fez a coisa certa. Demonstrou que se importa, e não o deixou o tão livre como ele quer – ela chegou mais perto de mim, colocou a vela no criado ao lado e enxugou a ultima lagrima que caia de meus olhos.

_Mas...

_Mas nada. Ele só não se acostumou ainda com essa idéia de casamento. Use-se Isabella, mostre o que você tem. O seduza, faça-o ficar na palma de sua mão – ela sorriu-me.

_Não sei se isso é de minha cultura, usar meu corpo pra isso. – falei envergonhada.

_Querida, ele é seu marido. É quase uma obrigação sua. Um tratar o outro assim não vai levar a nada. Faça-o esquecer as outras mulheres. Você não o quer com ninguém, quer? Enquanto fica aqui...

_Não – disse de uma vez.

_Então o seduza Isabella, faça-o esquecer qualquer coisa que ele tenha em mente. Aprenda o seu marido não vai ser conquistado também só pelo sexo, ele vai querer carinho e atenção, só não a der tanto assim. O domine.

_Porque fala assim? É como se ele fosse um estranho não seu filho! – falei.

_Horas! Não o estou tratando como um agora. È como se eu o estivesse falando de um homem qualquer. – ela sorriu e levantou pra sair.

_Espere! Como sabes tanto assim? – perguntei com ela já na porta.

_Acredite. O pai dele não era assim, mas ele era tímido demais. – e sorriu como se tivesse se recordado de uma boa lembrança.


Fiquei ainda, ali sozinha me decidindo se iria mesmo prosseguir com aquele plano que rodava a minha mente. Era certo eu me usar? Apesar de que não estava pra me usar, era meu marido!

Acho que fiquei cerca de meia hora andando pelo quarto, enquanto pensava se iria voltar ou não para o quarto e me da por vencida pelas palavras de Esme. O que meu pai falaria pra mim? Bem, ele diria que era pra eu fazer o que eu achasse certo. A dúvida era se aquilo era certo pra mim?!

Depois de tempo enrolando na frente da porta de meu quarto – o nosso quarto – bati da porta e entrei. Talvez fosse mesmo bom eu me fingi de sonsa e seduzir meu marido.

Era esse o plano inicial de Isabella.


Notas finais
Na quinta Regaleira se encontra Inferius, que séria um poço iniciativo, diz que o Paraíso é materializado em coexistência com inferius que é um mundo subterrâneo pelo qual o neófito seria conduzido pelo fio de Ariadne da Iniciação - concretiza-se, pois com estes cenários, a representação duma viagem iniciática, qual vera peregrinatio mundi. Esse poço dá acesso às profundezas da terra, se constitui de uma escadaria em espiral, sustentada por colunas esculpidas, por onde se desce até o fundo poço, no qual o objetivo é que enquanto descemos por ele confrontemos o nosso interior, em três parte: Céu, terra e inferno.
Karma: é um termo de uso na maioria das vezes religioso, para expressar um conjunto de ações e suas consequências, equivalente a Lei de Newton na física: "Pra cada ação, há uma reação" No aspecto religioso seria algo como: "Faça o mal, receba o mal. Faça bem e receba o bem"
Quero reviews! e até mais :)