Feito à dedos- Poemas do bloco de notas
13 Alice e o Chapeleiro I
Sapatos de couro remendado
Paletó lavado em tintaCom um sorriso que não sorria, dizia" Eu sou o chapeleiro"E segurava sua cartola feita de cartas. Perna após perna, em quase uma dança que caminha.(Ou uma caminhada que dança)Ia com Alice.– Loucura tem cura ?–Apenas no final da palavra.Não entendia, mas o frio na barriga tornou-se um "ártico no meu corpo"Não resmungava, mas sua "gravata mariposa", como gostava chamar, estava apertada.Não sabia, mas amava.E com medo, segurou a mão da menina. Como fosse parte de si.–Loucura tem solução?– Solução? Nunca conseguiram dissolver em um frasco.E a mão de Alice escapara, num toque."Maldição"Chegaram no topo de uma colina laranja, pelo crepúsculo.Ela respirou forte, ele aliviado.–Loucura tem remédio?– Remédio, Rémaior, Rémenor! Deixe de besteira, chapeleiro.No seu imaginário"Imagina, rio" Alice dizia.No seu imaginário algo não parecia certo.Era ele.–Alice, não quero mais ser maluco.–Prefere lunático? louco? doido?–Prefiro á você. E por isso quero mudar.–Se mudasse, eu que não preferiria.E encolhia-se em seu próprio ombro.
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