Feelings Supernatural

14 Capítulo 11 - Os desejos que sinto por ela.


Notas iniciais
:) por favor comentem se gostarem!

— Bom dia dorminhoca — Dean disse quando viu Amanda abrir os olhos.

— Estão me drogando ou algo assim? — ela perguntou tentando se levantar.

— Calma, deixa que eu ajudo — eu disse indo até ela — Drogando? — perguntei colocando a sentada na cama.

— Obrigada — ela sorriu — É, pela quantidade de sono que ando sentindo —

— Te deram morfina para dor e ... — comecei

— Sam tem o dom de estragar piadas — Dean disse olhando na direção de Amanda.

— Percebi — ela riu

— Só não to no clima de piadas — confessei ofendido

— Você nunca ta, carrancudo — ela brincou com a minha mão que até então estava em cima da cama, senti um arrepio com seu toque.

— Eu vou pegar um café — Dean saiu do quarto percebendo nossos olhares.

Depois de alguns minutos longos de silêncio ela finalmente disse.

— Obrigada por estar aqui cuidando de mim —

— Você me assustou pequena — disse tentando sorrir mas é claro que ela percebeu meu medo no tom da minha voz.

— Ta tudo bem agora Sammy — ela sorriu e apertou minha mão — Amo essa sua preocupação mas não tem mais o que se preocupar, eu to aqui não to? — ela levou minha mão ao centro de seu peito me fazendo sentir seu coração e por consequência sentir seus seios fartos em minha mão e então ela me puxou para perto de si, nossas bocas há um suspiro de distância e enfim ela enterrou suas mãos em meus cabelos e colou sua boca na minha. No inicio o beijo foi lento e calmo mas com o medo dentro de mim e o desejo que sentia por aquela mulher a minha frente eu apressei o beijo e despejei toda minha vontade de tê-la ali, só queria ela cada vez mais perto, estranho já que não havia mais espaço entre nós mas tudo que eu queria era o corpo dela colado no meu. Amanda se afastou o minimo possível para respirar mas em menos de um minuto voltou a me puxar e com isso soltei um gemido alto.

— Por favor nunca mais me deixa assim — murmurei em seus lábios.

— Nunca mais! Nunca mais Sam — ela disse em resposta e me puxou para mais perto senti seus dedos correrem por dentro de minha camisa e então a porta abriu.

— Voltei gent... Opa! Foi mal de verdade — Dean disse já saindo.

Droga

Amanda corou na hora e respondeu.

— Não tudo bem pode entrar —

— Foi mal cara — Dean sibilou com os lábios. Passei a mão no cabelo e suspirei pesado, desconfortável com o volume nada discreto nas minhas calças disse.

— Eu vou tomar um ar — bati no ombro de Dean — se cuida — dei um beijo na testa de Amanda. Assim que fechei a porta atrás de mim senti um arrepio no meu pescoço e enquanto caminhava em direção a máquina de refrigerantes flashs do que acabara de acontecer vinham na minha cabeça e flashs do que nunca aconteceram mas podiam — como Amanda nua em cima de mim — seguiam o mesmo curso direto para minha mente. Essa mulher ainda vai me deixar louco. Quando voltei meus pensamentos para o corredor que era onde eu estava percebi alguns olhares em cima de mim, era de se esperar que alguém achasse estranho um cara de 1,94 com um sorriso de menino parado em frente a um leito de hospital.

— Com licença, doutor?- chamei quando vi o senhor de traços firmes que tinha cuidado de Amanda até ali.

— Ah , oi — ele fez um aceno se despedindo do enfermeiro com quem perguntava — É Samuel, certo? — perguntou. Sim, eu tinha dado meu nome verdadeiro na noite em que Amanda passara mal mas também não achava que isso causaria algo. Ou talvez era o que eu realmente queria. Encrenca.

— Sam — finalmente respondi — queria saber sobre as melhoras da Amanda! Quando poderá ir para casa conosco? — perguntei.

— Não se preocupe, a senhorita Amanda vai poder ir para casa amanhã cedo — sorriu — essa noite vai ser só para ter certeza de que agora ela tá bem, afinal nem sabemos o que de certo houve com ela — ele me estudou curioso — não é mesmo? — ele finalizou. Concordei com a cabeça. Não que eu estivesse mentindo para aquele médico até porque nem mesmo Dean e eu temos conhecimento do acontecimento, claro que qualquer um que vive nesse meio desconfia sempre de algo sobrenatural.

— Okay, nos vemos por ai — ele seguiu o corredor praticamente no mesmo instante em que Dean abre a porta do quarto.

— Acho que Amanda tem razão — ele colocou a mão em meu ombro — estão mesmo drogando ela.

— Dormiu? — perguntei indo em direção ao quarto.

— Capotou! — ele respondeu e seguiu seu olhar em uma enfermeira negra, alta e cheia de curvas que cruzou o corredor.

Entrei no quarto e lá estava Amanda, dormindo. Sempre tão linda. Sentei ao lado da cama na mesma cadeira em que dormi na noite em que ela precisou de mim e dormiria aquela também. Seria a última noite naquela agonia. Peguei em sua mão que estava esticada sobre o lençol da cama, tão mácia. Como pode dentro de um corpo tão aparentemente tão fraco uma mulher tão forte e cheias de desejos existir? Rezava secretamente para que aquele desejo em seus olhos lindos castanhos não fossem apenas desejos de ter dias melhores, desejos de ambições e sonhos realizados mas sim desejos que representassem reciprocidade para a agonia dentro do meu peito que estava vivendo. Fiquei ali observando aquela mulher, ela era tão linda. Linda, linda, tão linda. E eu não conseguia deixar de repetir isso a mim mesmo. Como poderia alguém assim do nada mexer com minha cabeça desse jeito? justo eu? um fodido na vida que com certeza não poderia levar ninguém para minha vida fodida, mas Amanda era diferente. Nem que eu quisesse afastá-la eu poderia. Amanda só faz o que ela quer. E eu queria ser o querer dela.