Feelings Precure! Reboot
1 Um Futuro a Clarear! Cure Love Nasce!
Notas iniciais
— Então… Você é a Ellie? – Perguntou a bruxa de longos cabelos loiros
— Sou. E… Perdoe-me ser rude de tal forma, mas… – Disse a garota de forma seca e direta — É verdade que você realiza os pedidos dos cidadãos?
A rainha parou por um momento para analisar a garota de cima a baixo. Ela tremia bastante para alguém que iria “apenas” pedir um favor, mas como a mulher gostava de brincar com seus súditos, ela escutou a garota.
— Claro, eu moveria mundos e fundos para agraciar meus seguidores, qual o seu desejo?
A garota hesitava em pedir. Ela não tinha certeza se era um algo seguro o que ela ia dizer. Não. Ela sabia que não era algo seguro, apesar da pouca idade, Ellie não era ingênua, era uma das melhores alunas de sua escola, além de extremamente perceptiva. Mesmo assim, era uma pergunta que ela precisava fazer.
— Eu posso visitar a cela das Precure? Eu sempre tive curiosidade para conhecê-las pessoalmente – A rainha elevou sua sobrancelha, surpresa. Era uma pergunta audaciosa dada as circunstâncias daquele mundo.
— Ellie Amamiya. Poderia repetir a peguntar? Acho que não entendi. – O ar do salão de repente ficou mais tenso.
— Grandiosa rainha Niira, perdoe-me tão rude pedido! Mas eu realmente gostaria de entender mais as inimigas de nosso reino! – Disse a garota, abaixada com a cabeça grudada no chão. Ela estava prestes a chorar de medo.
— Levante-se. – Ordenou Niira com uma expressão séria – Você é uma das melhores do reino, Ellie. Na verdade, toda a sua família é incrível. Seu irmão conseguiu até mesmo ser eleito o monitor do segundo ano graças a sua inteligência. Você vem de uma família de gênios, agora, se me permite perguntar: Por que um pedido tão idiota e descuidado veio de uma garota tão brilhante?
— E-eu… Eu só… – Antes que ela pudesse falar algo, Niira a levantou pelo colarinho de seu uniforme escolar. A rainha olhou bem fundo nos olhos da criança.
— Bem, eu acho que não posso entender gênios claramente. Sempre dizem que os gênios desse mundo são os mais incompreendidos! – Riu Niira, bagunçando o cabelo de Ellie – Não quero ficar no caminho de seus estudos, mas fique avisada que elas são perigosas. Impossibilitamos sua transformação, mas ainda sabem lutar.
A criança assentiu com a cabeça e seguiu em direção ao calabouço. Conforme andava, ela acelerava seu passo, ela não gostava da sensação de estar no castelo. Era aterrador.
Depois de muito andar, a garota chegou a prisão do nível mais inferior. Ela começou a procurar pela pessoa que daria pra ela o que precisava ser pego.
— Você é a garota que enviaram, certo? – Perguntou uma mulher de longos cabelos laranjas e fitas rosas desgastas pelo tempo. Ellie assentiu com a cabeça novamente. – Meu nome é Hibiki, sou a Cure Melody. Fico feliz que tenha conseguido chegar até aqui
A mulher se aproximou o máximo que pôde da garota e entregou-lhe cinco colares cinzas. Hibiki a instruiu de como passaria pela segurança sem levantar suspeitas e ensinou como os colares deveriam ser usados. A garota agradeceu e correu em direção à saída.
— Já está saindo, minha cara? Sem nem ao menos um chá? – Perguntou Niira
— Eu preciso estar em casa logo, se não terei problemas. Me sinto honrada pela oferta e agraciada pela oportunidade de estudá-las de perto, grandiosa rainha Niira. – Disse Ellie, reverenciando a rainha.
………….
— Senhora Yume! Senhora Yume! – Ellie batia fortemente na porta para chamar a mãe de sua amiga.
— Ellie! Conseguiu o que lhe pedi? Você está bem? Foi seguida?
— Não, fiz o que a senhora pediu perfeitamente.
— Ainda bem! Finalmente nosso mundo voltará aos eixos. Aonde eles estão?
— Eles foram enviados para sua cabeceira pela fada que os protege. Não importa o que aconteça, eles estão seguros. – Explicou Ellie. Elas escutaram um som se aproximando e a menor empurrou a mulher para dentro de sua casa.
— Ah, você é a garota que estava lá no castelo mais cedo! Aqui não é o caminho contrário da sua casa? – Disse um garoto um pouco mais alto que ela. – Hmmm, que cara você vai fazer quando tiver que se explicar pra minha mãe, hein?
………….
No dia seguinte…
— Ayami, já está pronta? – Perguntava a senhora Yume
— Sim mamãe! – Bom, isto era uma mentirinha branca. Ela nunca estava pronta de 6:00 da manhã, mas tentava dar seu máximo. Colocando o uniforme de sua escola, e amarrando seu longo cabelo azul-escuro em uma trança de lado, ela já estava pronta pra correr pra escola.
Ayami passou correndo pela casa até chegar na porta de entrada, quando vai sair, sua mãe a chama:
— Filha, eu sei que seu aniversário é apenas amanhã, mas meu coração está ansioso demais para lhe dar seu presente, então eu estarei o deixando em nosso lugar secreto! Você o abrirá hoje, tá? E… – A senhora Yume deu uma leve suspirada e olhou ternamente para sua filha, depois a abraçou fortemente para esconder suas lágrimas – Quero que saiba que eu te amo, não importa o que aconteça (comigo)
— Mamãe..? – Ayami estranhou o comportamento da mãe, que não queria lhe soltar.
— Me desculpe por isso, querida… Agora vá, como hoje é o seu pré-aniversário, “ele” deve estar aí
Elas se olharam uma última vez antes de Ayami sair, ambas com um sorriso fraterno em seus rostos. Por uma última vez…
Ayami abre a porta e se depara com um mensageiro do castelo. Ela já não estava mais surpresa à aquela altura, afinal ela fazia aniversário no mesmo dia que o reinado comemorava sua vinda e consequente dominação. Após todos esses anos, ela já tinha até decorado o que ele dizia.
— Carta de Vossa Alteza Rainha Niira – Dizia o mensageiro, enquanto abria o envelope – “Eu, Regina Niira Tenebrae, a convido humildemente para nosso pequeno encontro especial anual. No horário de sempre, com o belo vestido que estarei lhe dando em comemoração ao seu aniversário. Te espero, minha amada afilhada, para observarmos tal dia especial.”
— A diga que comparecerei, como sempre… – Disse, cabisbaixa. Ela não tinha escolha a não ser comparecer, era uma forma de manter sua família e amigos seguros das ações de Niira, e também uma forma de ser mais livre. – Pode deixar o vestido com a minha mãe, se eu me atrasar terei problemas.
— Com todo prazer, senhorita Yume. – Disse enquanto Ayami se distanciava – Agora, senhora Yume… Acho que você tem negócios a tratar com o reino certo? Não faremos nada de mais com você, pelo bem da garota.
…
Um garoto de baixa estatura guardava o portão da escola para representar o segundo ano, seus olhos verdes procuravam por uma aluna em específico, que estava demorando demais. Era quase uma rotina se preocupar assim, ela sempre era a última. Mas não era apenas isso que o preocupava, sua irmã mais nova estava desaparecida desde o dia anterior.
— Tooru! Tô aqui! Espera! Não fecha ainda! – Gritava a garota de exuberantes cabelos azul-escuro e belos olhos cor de oliva. Alguns discordavam, mas pra ele, aquela era a mais bela das visões, o grande sorriso de sua amiga, que o fazia derreter e esquecer todos os problemas
— Essa foi por pouco, Aya.
— Eu sei… Mas eu tenho meus motivos e você sabe bem quais são, além do mais, mamãe estava estranha hoje…
— A senhora Yume estava… Estranha?
— Sim… Como se fosse a última vez que iriamos nos ver…
— Estranho… Ei, aquela é a carruagem da rainha? – Apontou Tooru – Vamos correr pra aula, deve ter acontecido algo para essa visita repentina!
Eles correram pelos corredores para não serem avistados pelos guardas que se aproximavam, até chegarem na sala, para alívio da professora. Após explicarem o que viram, vários minutos de tensão se seguiram até a bruxa loira entrar pela sala.
— Bom dia classe! Como vai a vida do futuro do meu Reino? – Perguntou Niira
— Eles estão bem, Vossa Majestade… Todos estão com excelentes notas e ninguém está causando problemas para o reino. – Respondeu a professora – Estão todos preparados para assumir um posto no futuro
— Ninguém né…. – Disse Niira, rindo maleficamente. – Você tem certeza que ninguém está causando problemas?
— A-agora que você f-falou isso… – A professora tremia, não sabendo o que fazer
— Mande-a entrar. – Ordenou Niira. Em seguida, uma garota vendada com curtos cabelos castanhos
— E-E-Ellie… – Agora quem estava tremendo era Tooru. Sua irmãzinha havia sido capturada por Niira, ele precisava fazer algo. Algo urgente. Algo sensato. Ele fecha os olhos por um momento e sente um toque quente e suave em sua mão. Ele abre seus olhos e percebe que Ayami estava segurando sua mão enquanto olhava pra ele, sorrindo. Ela tinha tido uma ideia.
Ayami olhou para Ellie pensativa, medindo cada palavra e ação que precisava tomar. Ela se levantou devagar, e seu olhar agora se dirigia a Niira.
— Majestade, perdoe-me a intrusão, mas poderia deixar a Ellie ir? – Pediu Ayami
— E o que eu ganho com isso? Ela é um exemplo para não ser feito de novo.
— Eu lhe suplico, Majestade.
— Se é você que está pedindo assim… – Disse Niira, estalando os dedos.
A pequena Ellie caiu no chão, desmaiada. A rainha deu alguns passos adiante para ficar bem em frente aos alunos e dar seu aviso, que mais parecia um ultimato.
— Jamais vejam as Pretty Cure sem a minha autorização oficial. Jamais! Eu ou o Keyri devemo-los acompanhar no calabouço. Fui clara? Quem me desobedecer, sofrerá as consequências
……..
APÓS AS AULAS
— Hoje foi um dia intenso, Rinne… – Disse Ayami para a garota de cabelos verde-escuro
— Por que diz isso?
— Hoje tivemos uma visita da Rainha Niira… E não foi nada agradável…
— Hmmm, você quer fazer algo amanhã? Para relaxar desse ocorrido? – Perguntou Rinne, mas após olhar nos olhos da amiga, viu que aquilo não seria possível. E ela já sabia muito bem porquê.
— Obrigada por vir até em casa comigo, tenha cuidado, por favor
— Estou aqui para o que você precisar, Aya! Virei aqui amanhã de noite, acho que você estará aqui né? Tchau!
Ayami se despediu de sua amiga, que mesmo não podendo passar o tempo que queria com ela, tinha um sorriso enorme no rosto capaz de energizar qualquer um que passasse por ela. Era o melhor presente que ela podia dar nas condições deste mundo.
Quando bateu na porta, ela se abriu sem esforço algum, como se não tivesse sido fechada. O coração da garota acelerou e tudo parecia girar. Não poderia ser isso que ela estava pensando. Não tinha como. Não haviam motivos. Ela correu por todos os cantos da casa, mas ela não estava em lugar algum. Sua mãe havia sido levada. Suas pernas fraquejam e ela cai no chão em prantos, desacreditada do que havia acontecido em sua ausência.
— Mamãe… O que você fez..?
— Ela não fez nada! – Algo falou pra ela. A voz era fina e ela desconhecia qualquer pessoa com aquele tom de voz. Ela decidiu se virar e se deparou com uma pequena gata que andava sobre duas patas como um humano, com colares no pescoço. A voz vinha mesmo desse pequeno animal?
— Quem… O que é você?
— Meu nome é Kanyah! Uma fada Precure! E você deve ser a Ayami não é? – Disse Kanyah. A fada deixou Ayami curiosa e intrigada, elas ainda existiam, mesmo após doze anos nas sombras… Ela tinha tantas perguntas… Ela estava assustada com um gato falante, mas isso era o menor dos problemas agora.
— Você sabe o que aconteceu com minha mãe?
— Eu sei que os guardas do castelo a levaram pro calabouço. Apenas isso. Sinto muito…
Ayami ficou muito triste com a falta de informações, mas a gata não podia deixar a garota se abalar.
— Realmente não sabe nada?
— Nada…
— Tem algo que eu possa fazer?
— Você vê alguma cor? – Kanyah apontou para os colares
— Hmmm, tem dois colares cinzas e o restante tem as cores verde, branco e roxo… Por quê?
— Isso é bom! Pegue um colar da sua escolha e fale “Feeling Emotion DoReMi!”
Ayami pegou o colar branco e colocou no seu pescoço. Colocando o coração do colar em suas mãos, ela seguiu em frente com as instruções da fada. Quando isso aconteceu, uma forte luz branca se espalhou pelo ambiente.
— O branco da pureza e do amor! Cure Love!
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