Feelings
8 Epílogo
Notas iniciais
Dois meses depois, finalmente chegou o dia do casamento. Eu estava terminando de me arrumar quando Anna entrou.
– Elsa?
– Anna. — Me virei e a olhei com um sorriso.
– Elsa...Você tá tão linda... — Anna já estava começando a chorar.
– Ah não, Anna! Você vai borrar a maquiagem! — me levantei da cadeira da penteadeira e enxuguei suas lágrimas.
– O que eu posso fazer? Eu fico tão emotiva com o casamento da minha irmã...
– Ai, ai. E olha que você ainda está só no segundo mês de gravidez.
– Certo, certo. — Ela enxugou as lágrimas com o vestido. — Eu só vim ver se você precisava de algo. — Ela sorriu e segurou minhas mãos.
– Na verdade, preciso sim. Preciso de você. Me ajuda a terminar de me arrumar?
Anna me sentou na cadeira da penteadeira e começou a arrumar meu coque e véu.
– Elsa? Tudo bem? Você parece tensa.
– Tudo bem, Anna. — Eu suspirei — É só... Será que eu estou pronta? Será que estou fazendo a coisa certa? Será que não vou me arrepender?
– Elsa, a resposta para as suas perguntas é com uma outra pergunta. Você ama o Hans?
– Amo. — Dei um sorriso bobo ao imaginar como ele e Kristoff estavam se saindo com a gravata.
– Então, não há com o que se preocupar. — Ela voltou a trabalhar no meu cabelo e depois disse: — Levanta, quero ver seu vestido.
Meu vestido era tradicionalmente branco, uma versão mais moderna do de minha mãe, mas tinha um monte de detalhes em gelo. Anna ajeitou o longo véu e a saia.
– Agora está perfeita. — Ela sorriu e percebi seus olhos voltarem a lacrimejar.
– Ah, Anna! Desse jeito eu vou chorar também! — Eu a abracei forte.
– Está pronta?
– Estou.
Descemos e fomos até a entrada da capela, Kristoff estava andando de um lado para o outro.
– Deus! Até que um dia vocês chegaram! Já estávamos achando que Elsa tinha desistido!
– Desistido? Eu? E eu lá sou mulher de desistir, Kristoff?
– Tudo bem, tudo bem. Vamos entrando? — Kristoff passou a mão nos cabelos cheios de gel e me estendeu o braço.
Anna — que era minha madrinha — entrou acompanhada dos outros padrinhos e madrinhas, depois os pajens e por último, ouvi a marcha nupcial tocar e soube que havia chegado minha vez.
– Está pronta? — perguntou Kristoff.
– Sim. — Eu expirei.
Nós entramos, com todos aqueles olhos em mim, jurava que não teria coragem de ir até o fim, mas então vi Hans, lá estava ele no altar, com o traje militar, gravata e tudo. Ele sorria e seus olhos brilhavam, então eu soube que estava sim fazendo a coisa certa, porque o que eu mais queria era ficar com ele para sempre, sorri de volta e me perdi em pensamentos até que quando me dei por conta já estava no altar. Kristoff me entregou para Hans, eu dei meu buquê para Anna e a cerimônia começou.
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Ao final, o bispo abençoou o casamento e nós saímos em uma carruagem para acenar para os plebeus, Hans segurava minha mão e nós sorríamos para eles, depois da volta fomos para o salão do castelo para a festa de comemoração. Dançamos a valsa, bebemos champanhe e cortamos o bolo. Depois de tudo isso, fomos caminhar pelo cais e conversar.
– Elsa, tem alguma coisa te perturbando?
– Claro que não.- fiz um sorriso forçado — Estou muito feliz.
– Então por que essa cara preocupada?
– Eu só... — suspirei. — Nunca mais vamos brigar, não é? Eu...não sei se aguentaria...
– Elsa, querida... — Ele disse docemente e segurou meu rosto. — Um casamento normal sempre terá suas briguinhas, afinal ninguém concorda com tudo, mas é isso que nos faz ficar mais fortes e unidos. Porque depois da tempestade vem a bonança. Mas... É claro que você aguentaria, é uma mulher muito forte. E se está falando de 'brigar' com o sentido de 'separar',pode esquecer,porque eu nunca vou te deixar. — Eu sorri de leve. — Promete que não vai pensar mais nisso?
– Só se você prometer que nunca mais vai falar ou pensar sobre o Hans do passado, aquele ficou lá atrás.
– Elsa, não posso esquecer o que fiz no passado porque aprendemos com nossos erros, e eu sei que se sou uma pessoa melhor hoje, é porque aprendi com meus erros. Se eu os esquecer, posso ficar sujeito a me tornar aquilo de novo...
– Nunca! Você nunca vai ser de novo o que já foi, eu não deixarei. Mas, certo, se é isso que você quer, certo. Apenas prometa então que não vai ficar se preocupando com isso, vai viver sua vida tranquilamente como uma pessoa normal, e nunca mais diga que você não tem honra.
Hans abaixou a cabeça e depois concordou:
– Certo.Agora vamos parar com isso porque estamos recém-casados e eu não quero ficar pensando em assuntos complicados, só quero pensar em nós. — Ele sorriu e me beijou.
– Como quiser. — nos demos as mãos e continuamos caminhando pelo cais.
Fim
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