Feelings

1 Feelings


Notas iniciais
Hey! Bom, eu resolvi postar essa one-shot p minha conta n ficar abandonada e vcs esquecerem que eu existo. Se é que vcs já n esqueceram né, rçrçrç. Well, leiam aí e me digam o que acharam

Ela ficou parada enquanto via sua sombra sumir de seu campo de visão. Foi difícil, é claro. Afinal, ela o amava acima de tudo e todos. Mas foi preciso deixá-lo ir. E só quem ama, sabe o quanto dói, o quanto é difícil, mas também, quando você ama, aprende que sua felicidade depende da felicidade da pessoa amada. No caso dela não era diferente.

Sam tinha apenas 8 anos quando conheceu Freddie. O vizinho de sua melhor amiga parecia ser realmente, o que ela chamava de “bocó”. Assim que se conheceram, o ódio falou mais alto. Naquela época, ninguém sabia que tipo de ódio era aquele, só sabiam que não era muito forte. Na verdade, o “ódio”citado, não era nada comparado a um outro sentimento, muito mais forte, que as pessoas costumam chamar de amor. Sentimento muito mais forte que paixão, atração física, amizade, ódio ou até antipatia. Infelizmente, muitas pessoas desconhecem a maravilha que é este sentimento. Pelo menos a princípio, o amor é sim, um ótimo sentimento.

Freddie não sentia nada por aquela menina, loira dos olhos azuis, que sempre escureciam quando a mesma se aborrecia. Ela parecia se sentir da mesma forma em relação a ele, que também parecia não dar importância a isso.

Cada dia que eles passavam juntos, era uma aventura que estava prestes a começar. Não envolvia florestas ou castelos, nem princesas em perigo ou lobos malvados, não envolvia super-heróis nem mocinhos. Eles simplesmente conseguiam fazer seu dia ser uma aventura pelo suposto ódio que nutriam um pelo outro. Ela não conseguia passar nem um dia longe daquele menino de olhos castanhos cor de chocolate e cabelo da mesma cor. Parecia que, de alguma forma, eles se completavam. Infelizmente, eles demoraram muito tempo para descobrir.

– Sam! – Falou uma morena enquanto preparava um sanduíche para si mesma.

– O que foi? – A loira que deitava no sofá respondeu, um pouco sonolenta.

– Eu falei com o Freddie hoje, ele me disse que tem algo a falar com você.

– O que aquele palerma quer comigo? Mas será possível? Aquele menino não para de me perseguir. – Falou em protesto. Ela sabia muito bem que a verdade era que ela adorava passar um tempo a sós com o Freddie. Ele conseguia fazê-la se sentir bem, mas não admitiria nem tão cedo. – Eu achei que ele amasse a você, Carly. – Falou direcionando o dedo indicador para a morena na cozinha – Não a mim.

– Bom, não é comigo que ele quer falar. – Carly falou enquanto rolava os olhos e direcionava sua atenção para o seu sanduíche, o qual parecia nunca ficar pronto.

– Onde ele está? – Indagou Sam

– No estúdio do iCarly, ajeitando umas coisas para o próximo programa, que aliás, é amanhã. Não se atrase, ok? – Carly falou jogando um olhar ameaçador para a amiga, que sempre se atrasava nos dias de gravar o iCarly.

Sam levantou-se daquele sofá e subiu as escadas. Seu estômago estava embrulhando e ela sentia vontade de vomitar. “Mas que droga de sensação é essa?” ela pensou quando viu a seu reflexo na porta de vidro do estúdio. Além de seu reflexo, era possível enxergar Freddie, fazendo o que ele sempre faz: Ajeitando a câmera. Não sabia se era verdade ou apenas impressão sua, mas o garoto parecia nervoso. Se ele tinha de dizer algo importante, algo dentro de Sam dizia que aquele era o momento.

– Toc toc – Sam imitou este barulho de batidas para alertá-lo que já havia chegado.

– Ah, Sam. A Carly te avisou que eu estava precisando de uma ajuda sua, não foi? – Freddie falou, ainda um pouco atordoado. Suas mão suavam, mesmo estando frias. Ele se sentia um pouco mais tonto que o normal. Suas pernas fraquejavam, mas ele não daria tudo a perder.

Foi naquele momento que Sam percebeu que, apesar de odiar Freddie, estar com ele era bem melhor do que estar sem ele. Eles foram começando a se dar bem a partir desse dia. Desde então, Freddie percebeu que Sam não era o monstro que ele tanto temia. Ele descobriu lados dela que nem mesmo Carly sabia que existia. Ela o contou seus mais profundos segredos e ele os guardou. Ele a contou seus sonhos, expectativas e planos para o futuro. Ela o contou seus medos e ele os seus. Sem perceber, o ódio que nutriam um pelo outro foi desmanchando, como açúcar no fogo e se transformou numa calda, que pode ser substituída pelo sentimento que havia mencionado no começo: o tão temido amor.

Ela sabia que era arriscado, mas como todos sabem o amor é mais forte que o medo, então ela simplesmente se deixou levar. Ele sabia que o que sentia por ela era forte ao ponto de ter vontade de abandonar tudo e tê-la para si. Os dois tinham consciência de que não seria fácil, mas continuaram com isso.

Ela não estava preocupada com a sua reputação de valentona, nem ele com a sua de nerd. Quando eles estava juntos, suas diferenças sumiam, tudo ao seu redor parava. Quando eles se beijavam eles sentiam faíscas voarem para todo lado. Quando estava perto dele se sentia como nenhum namorado seu a fez sentir na vida: viva. Por horas ela esquecia do sofrimento que havia passado com o pai, esquecia de sua irmã na Europa, sofrendo sem nenhuma companhia, esquecia de sua mãe, que chegava bêbada todas as noites e dizia coisas absurdas para a menina. Separados, eles eram a valentona por fora e chorona por dentro, que tem problemas familiares e falta de amor, dor, piedade, misericórdia; e o nerd que só se importava com suas notas impecáveis, sua mãe super protetora, sem a presença de um pai, já que fora assassinado quando ele tinha apenas 3 anos e seu amor não correspondido pela vizinha bonita com quem ele faia um webshow. Juntos, eles era Sam e Freddie, dois adolescentes comuns apaixonados que dariam sua própria vida um pelo outro.

Com o passar do tempo eles foram crescendo e descobrindo uma outra vida perto um do outro. Ela olhava pra ele e conseguia ver além daqueles olhos castanhos, ele a olhava e enxergava mais além de olhos azuis que escureciam quando se enfurecia.

Carly tinha a sensação de que era deixada de lado. Apesar de que quanto mais o tempo passava, mais feliz ela ficava por ter seus dois melhores amigos, amando-se e não brigando, como sempre faziam 1 ano antes.

Até aquele momento, Sam e Freddie só tinham desfrutado a parte maravilhosa que o amor oferecia, na verdade, eles desfrutaram dela um pouco mais do que os casais comuns. Era hora da parte triste. Numa sexta-feira chuvosa, era possível ver dois adolescentes de 19 anos cada um falando. Lágrimas escorriam pelo rosto dos dois, era possível enxergar a preocupação nos olhos azuis cor-de-oceano da loira. Ela estava, visivelmente desesperada.

– Freddie, isso não pode acontecer, digo, é muito arriscado, e se você não voltar? – Ela indagava sem entender o porquê de o amor da sua vida estar fazendo isso. Lágrimas escorriam pela sua bochecha sem cessar – Minha mente não suporta a possibilidade de que daqui a dois meses você poderá estar morto! – O desespero era o sentimento predominante naquela situação.

– Mas é preciso, Sam! – Ele tentava se explicar – Eu prometo que volto. – Ele falou e a puxou para um beijo calmo e apaixonado, quando se separaram, por falta de ar, ele entregou-lhe um colar, em forma de coração, onde havia gravado seus nomes e fotos e ela, por fim, entregou-lhe um anel, que na parte de dentro, havia escrito “Forever”. Nenhum dos dois sabia o que viria a seguir. Freddie iria servir para o exército, com grande possibilidade de não voltar. Sam continuaria se debulhando em lágrimas, sem saber o que fazer nem para onde ir. Infelizmente, o amor nem sempre traz só felicidade ele também traz tristeza, mágoa e dor. Mas se o amor das duas pessoas for mais forte do que a distância, o medo e a preocupação, não há o que temer. Passou-se um ano e Sam não havia esquecido Freddie. Já estava na faculdade, cursando Gastronomia, algo que ela sempre prezou em sua vida. Mas quando você pertence a outra pessoa e ela não está ao seu lado, com certeza sua vida nunca é mais a mesma. Até o dia fica sem cor, ela não sente o calor do Sol da mesma forma que sentia com ele. Uma vez por mês, ele ligava pra ela na esperança de voltar para casa.

Ela contava os dias, as horas, os minutos e os segundos para aquela ligação, pois por pelo menos 1 hora por mês, ela não se sentia sozinha. Aquele era o tipo de companhia que só ele era responsável por fazê-la, o vazio que ela tinha no peito, era do tipo que nem Carly conseguira preenche-lo. Felizmente, esta não é uma daquelas histórias com finais tristes:

Freddie? – Ela falou enquanto suas lágrimas caiam ao perceber que ele havia lembrado de ligar.

– Sam! – Ele falou também emocionado por estar falando com o amor de sua vida – Eu tenho boas notícias!

– Fale, por favor! – Ela exclamou, com o máximo de empolgação possível.

– Eu estou voltando! – Neste momento o sorriso tomou o lugar da expressão triste que dominava o rosto de Sam há praticamente 2 anos.

– Quando? Me diga, por favor! – Ela falou enquanto comemorava por dentro e por fora.

– Olha pela sua janela!

– Mas, como- foi interrompida pela visão do campus. Deixou o telefone cair e correu em direção ao que tinha visto.

Sim, era Freddie que estava lá, em frente a uma toalha de pique-nique que forrava a grama e encima dela havia vários tipos de comida, que estavam empilhados de uma maneira que formava a frase que ela tanto esperou: “I Love You”.

Ela desceu imediatamente e deu um beijo apaixonado e intenso no homem que ela acreditava ter perdido. E a partir desse dia, ele conseguiram construir uma família. Sam conseguiu montar seu restaurante, no qual Gibby era sócio, Carly se tornou uma modelo muito famosa e Freddie, bem, depois que ele deixou o exército, virou presidente de todas as filiais das lojas “Pear”.

Mas depois de tudo isso, a única coisa que mantem Sam e Freddie juntos é aquele sentimento que foi citado milhares de vezes aqui. Sim, esse mesmo. O sentimento que se chama amor.


Notas finais
É isso aí, minha gente! A capa tá 1 porcaria mas vai ficar essa mesmo pq é só 1 one-shot e n é a melhor de todas então ficou 1 capa ruim p 1 one-shot ruim, çdkasldçkaçsd bjao p vcs até algum dia quando eu ter alguma ideia e começar a postar 1 fic de vdd
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!