Feelings
2 Surprise.
Notas iniciais
PORQUE VOCÊ NÃO NOS SALVA? Olhei aflita para o céu.
Será que você está mesmo ai? Pode nos ouvir?
Suspiro.
É... Acho que não.
Fechei os olhos e senti a linha do fuso horário.
–---
Tão chata como minha vida no Brasil, a qual eu já não aguentava mais viver. Tive que ouvir tantas coisas saindo de lá, até das pessoas que eu amava.
Más cheguei a conclusão que eu já não poderia viver mais no marasmo, e nem viver minha vida daquele jeito pra sempre.
Andando por ruas quase escuras, avistei um corpo um tanto suspeito surgindo por traz de mim, corria e corria mais, gritos foram escutados depois, e uma multidão de pessoas passou por mim, mas não pude deixar de notar o lugar onde o corpo alto havia entrado, deixando todas as meninas gritantes para trás.
Podia ser o pior erro da minha vida, mas parei em frente o beco, procurando-o.
Podia ver seu corpo sobre meia luz, ou melhor, seu rosto sobre meia luz, estava jogado na parede, com a respiração ofegante, de olhos fechados.
Notou minha presença...
–Tá legal parece que você foi à vencedora!- Disse ele num tom de cansaço, e raiva.
Aproximei-me.
Podia estar fazendo a pior coisa da minha vida más não pude evitar.
–Posso ao menos saber o que eu ganhei?
Aproximei-me ficando em pé do lado dele, exceto por uma luz que nos cortava, assim escondendo ambos nós.
–Está com medo?
–Não. -Respondi em dúvida.
–Então porque não se senta? -Perguntou o estranho.
Encostei-me na parede e deslizei até o chão, tentando descobrir um pouco mais sobre o tal homem.
Afinal, o que eu tinha a perder?
–Quem você acha que eu sou?- Perguntou ele empolgado. Legal agora estávamos em um jogo de adivinhação.
–Edward?- Apelei para o lado da ficção para podermos terminar logo com aquilo, era impossível descobrir quem ele era, mas uma mecha de cabelo para cima desalinhado realmente me lembrou Edward.
Pude perceber um sorriso se formando em sua boca.
–Passou longe. Segurou o sorriso.
–Desisto.
–Mas já? Ele se levantou comigo, mas ainda permanecendo no escuro.
Assim estendeu a mão sobre o feixe de luz que ainda nos cortava, com um sussurro abafado.
– Vamos sair daqui.
Quando estávamos no claro parei para fitá-lo.
–Um pedaço de mau caminho, como eu pensava. — Disse em português com a intenção de que ele não entendesse.
–Desculpa?- Apelou para minha língua, mesmo saindo com um sotaque de espanhol.
Eu ri.
Agora entravamos no meu carro e íamos à procura de comida. Mas já era tarde e como se esperava, não havia restaurantes abertos, e deduzi que não devia ficar com ele em público, ele atraia algumas pessoas.
Passamos no Fast Food de um lugar que achamos aberto, e enquanto esperávamos a comida, me perdi no grande Adônis na minha frente.
Pude notar seus cantos da boca subindo formando um sorriso, só então percebi que tinha ficado muito tempo o olhando, vendo cada traço de um rosto bonito.
Balancei a cabeça e virei para o lado, me desfazendo daquela ilusão. Mas eu já gostava muito do seu sorriso, e já estava disposta á vê-lo de novo.
Fale com o autor