Feelings
13 Here It Comes.
Notas iniciais
–Gostou do presente? – Perguntei ao telefone.
–Está brincando? É lindo!
–Como se diz?
–Obrigado. – Disse séria.
–Não é isso que eu queria ouvir.
–Está me comprando com violões, Jared? – Disse ainda mantendo o tom de voz.
–De jeito algum, foi só um presente.
–Certo, eu tenho que ir. Obrigado mais uma vez.
–Te amo.
–Eu também. – Desligou deixando-me não convincente com sua resposta.
Ela estava diferente...
Senti um aperto no coração por ter deixado-a, mas já estava com planos de ir busca-la o mais rápido possível.
Fui para meu quarto depois de acertar algumas coisas com a banda.
Joguei-me na cama que era minha por noite.
Ela adentrou meu quarto.
–Mary. – Rosnei.
–Olá, querido! – Colocou as mãos em meu corpo. O que eu logo fiz questão de tirar.
–Sua vadia! Como pode?
–Eu te amo, Jared. Eu sempre amei. – Tirava a minha camiseta.
Hesitei.
Dor. Ela havia me chutado.
Ela sempre teve essas “habilidades”. Argh. Eu a odiava.
E antes de eu terminar meus pensamentos e correr para o telefone pedindo ajuda, ela tirou minha camisa, dando-me mais um chute na barriga, como se apenas quisesse que eu permanecesse ali.
Flash.
–Acho que agora a tal da Janne não vai te querer mais...
Ah eu queria gritar, eu queria pedir socorro, eu queria que Shannon, Tomo, ou até Emma entrasse no maldito quarto naquele momento. Todos eles odiavam-na tanto quanto eu.
Mas eu não pensava na desgraçada a minha frente, eu pensava em Janne. Ah Janne, o que ela vai pensar? E depois de todas as conversas que tivemos sobre isso. Elas não adiantariam de nada agora.
Meus olhos se encheram de lagrimas, e pela primeira vez em anos senti vontade de chorar.
Mas engoli meu choro quando a risada dela se espalhou pela sala.
Ela ria da minha desgraça.
E o máximo que eu consegui fazer foi juntar um pouco de ar que
eu ainda tinha e soltar uma frase idiota, a qual eu preferia não ter dito.
–Você não teria coragem...
–Jared, Jared, Jared... – A voz saiu límpida na sala dando continuidade ao eco, que quase já não podia ser mais ouvido. -Até parece que você não me conhece, continuou.
Ah, eu conhecia muito bem.
–Bom, agora tenho que ir, meu amor. — Se aproximou de mim, acariciando meu rosto e depois dando um tapa, o qual ardeu fortemente.
Tinha prazer em me fazer sofrer.
Ainda tentei me levantar mais uma vez, mas eu não tinha tanto ar como queria.
Virou- se em direção à porta.
Assim que saiu fui para minha cama, com uma dificuldade que eu achei que nunca ia precisar passar nessa vida, e por fim deite-me. Deixando as lágrimas me levarem ao sono, e só assim, eu conseguiria me livrar daquela dor.
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