Feeling myself
6 Entrega II
Notas iniciais
Marina se aproxima e seus lábios tocam os meus e sinto meu coração prestes a explodir, essa sensação é diferente de tudo. Instintivamente minhas mãos procuram o corpo dela e mesmo por cima da roupa sinto o quanto sua pele é quente. Suas mãos se entrelaçam nos meus cabelos e uma eletricidade percorre todo meu corpo enquanto ela aprofunda o beijo, um beijo sensível, mas cheio dessa sensualidade tão característica dela.
Relaxo meu corpo e deixo meus medos de lado, somos apenas nós duas e todas as sensações. Sinto meu sangue fervendo nas veias, ela me tira do sério e é muito melhor do que imaginava.
Quando ela interrompe o beijo percebo que precisava respirar e tento recuperar o ar, os pensamentos e os sentidos, mas meu corpo se recusa a se afastar dela.
Quando vejo seu sorriso tenho certeza de que tudo vai ficar bem e é impossível evitar o sorriso em meus lábios.
– Amo esse sorriso. Amo você Clara.
Não é a primeira vez que ela diz isso, mas depois desse beijo e de tudo que ela fez não posso deixa-la sem uma resposta novamente.
– Marina, isso tudo é tão novo e tão intenso. Às vezes acho que nunca vou conseguir entender o que tá acontecendo, mas de uma coisa tenho certeza, não dá mais pra fugir disso. Eu te ador... – essas não são as palavras certas, respiro fundo e recomeço a frase – eu também... amo você.
Me sinto leve, é um alivio finalmente colocar isso para fora. Mais do que falar é libertador admitir isso para mim mesma. Ela sorri, um sorriso quase infantil e me puxa para perto me virando de costas, estou encostada nela e envolvida pelos seus braços.
Fala com a boca quase encostada no meu pescoço – Você não sabe quanto esperei por isso.
– Sei sim.
E dessa vez ela sorri encostando os lábios na minha nuca enviando arrepios por todo meu corpo. Suas mãos deslizam por baixo da minha camiseta acariciando minha barriga. Os lábios no pescoço, as mãos na cintura e os seios na costa, cada toque dela é entorpecedor, cada parte do meu corpo, até as mais profundas, se contraem com prazer. Sinto meu rosto queimar e sei que estou vermelha, não sei se pelo calor dos nossos corpos juntos ou por timidez, é tudo tão intimo. Penso em pedir que ela pare, mas é inútil lutar contra isso, eu quero esse toque e essa intimidade, eu preciso.
Ela começa a tirar minha camiseta devagar, passando as mãos na lateral do meu corpo e a sensação é tão doce e aguda que me perco, deixo toda racionalidade de lado e decido apenas viver aquele momento. Em seguida Marina tira sua própria blusa permitindo que nossas peles se toquem, estamos em chamas. Ela me solta e se ajoelha a minha frente, passa as mãos por trás de mim e solta meu sutiã e a forma como faz isso é quase um ritual, quero fechar meus olhos mas estou presa no seu olhar. Um olhar quente, ameaçador e cheio de promessas.
Uma de suas mãos se prende aos meus cabelos me puxando para um beijo, dessa vez mais quente e urgente enquanto a outra desliza pela minha coluna, depois cintura. Seu beijo desliza pelo meu queixo e a mão que está nos meus cabelos me força a dar passagem para que chegue ao meu pescoço. Já não controlo minhas sensações e solto um gemido quase sussurrado.
Ela me empurra para que deite e se afasta me observando e quando solta seu corpo sobre o meu aperta sua perna entre as minhas, o pouco controle que me restava se acaba.
– Ahh Marina, você tá me deixando louca.
Sorrindo ela sussurra no meu ouvido – Nem comecei ainda.
Arqueio-me e isso faz com que sua perna me pressione ainda mais, então a puxo para perto de mim querendo sentir seu calor. Ela sabe exatamente o que está fazendo, como me enlouquecer, já deve ter experimentado muita coisa na vida, não faz o tipo dela ser a garota recatada, estou perdida.
Sua boca volta a beijar meu pescoço e sem rodeios suas mãos estão nos meus seios, me retorço sob o seu toque enquanto sua boca caminha em direção aos meus seios e quando chega lá é como se todas essas sensações alcancem a minha virilha, me agarro aos lençóis tentando me manter parada. Sua mão direita que agora está livre desce pelo meu corpo e entra pela minha calcinha, quando me toca é minha perdição, são muitas sensações para meu corpo administrar, me retorço quase convulsionando. Meu Deus, nunca imaginei que isso pudesse ser tão prazeroso, ela mal me tocou e estou a ponto de explodir.
– Por favor...
Ela sorri com um mamilo entre seus lábios enquanto massageia o outro com uma de suas mãos, sua outra mão faz movimentos circulares e lentos por dentro da minha calcinha e sei que não vou me controlar por muito tempo.
– Se solta Clarinha. – Quando termina de falar ela raspa seus dentes no meu seio, é a gota d’água, me entrego a sua boca, suas mãos e seu corpo. Ela sobe sua boca até a minha e me beija abafando meus gritos. Isso foi maravilhoso.
Estou tentando me recuperar desse orgasmo avassalador, procurando acalmar minha respiração quando ela penetra um dedo em mim. Caramba!
– Jesus, Clara! Você é tão ,,, gostosa. – me lança um olhar provocador – preciso experimentar isso.
Fico de boca aberta, devo estar vermelha de novo. Parece tão errado, tão obsceno o que ela acabou de falar, mas me faz querer mais. Introduz mais um dedo e eu grito com o prazer. Quando os tira esfrega a mão contra meu clitóris, não vai demorar pra que me perca novamente nesse rio de sensações, mas ela para sua mão e me encara.
Imediatamente protesto – Por favor, Marina!
Ela morde o lábio inferior sorrindo – Calma mocinha.
Então está ajoelhada na cama, tirando minha calcinha. Afasta mais minhas pernas e aperta minhas coxas, se inclina e começa a beijar a parte interna da minha coxa me provocando e se aproximando lentamente e quando sua língua finalmente toca meu clitóris convulsiono e sou apenas sensações novamente, me concentro apenas no seu toque.
Segue com movimentos lentos, é quase uma tortura, uma doce tortura. Me introduz novamente um dedo, estou gemendo, sentindo aquela sensação maravilhosa crescer dentro de mim mais uma vez.
Seguro seus cabelos, tento controlar a respiração, mas como se controlar com essa mulher? É como se conhecesse meu corpo a anos, sabe exatamente onde tocar para me enlouquecer. Seus dedos e sua língua continuam trabalhando e é como se mais nada existisse a nossa volta, me deixo ir mais uma vez me contorcendo e sussurrando seu nome.
– Marina...
Quando meu corpo se acalma ela se deita ao meu lado acariciando meus cabelos, estou acabada, tentando recuperar minhas forças.
– Você acabou comigo.
– Esperei tanto pra ter você assim, só pra mim...cada segundo valeu a pena.
Quero toca-la, descobrir seu corpo e ter ela só pra mim como fui dela. Toco seu rosto, sua boca e deslizo minhas mãos pelo seu pescoço querendo sentir cada pedaço da sua pele. Ela fecha os olhos como se estivesse saboreando nosso contato e sei que é um sinal verde para que continue.
Fale com o autor