Feeling Lost (HIATUS)
13 Alone
Notas iniciais
– Eu já disse que vou sozinha — balbuciei, minha paciência já estava se esgotando.
– Isso está fora de questão, Addison — Demetri vociferou, evitando me olhar.
Desde que chegamos naquele hotel, Giuliana ou estava dormindo ou reclamando, mas até então, ninguém apoiara minha ideia de fazer algo de útil e ir até Forks. Nesse momento, estávamos todos reunidos no meu quarto. Já passava do meio dia e ainda estava nublado, além de que começaria a nevar em breve. Era a hora perfeita para sair. Giuliana já havia se apossado da cama e quase roncava, não dando a mínima para nossas vozes.
– Talvez devêssemos ligar — Heidi sugeriu e eu rolei os olhos, me levantando da cadeira.
– É, claro! "Oi, estamos fugindo dos Volturi, tudo bem se passarmos um tempo com vocês?" Porque isso realmente vai ajudar — sibilei, mantendo o mesmo tom de voz para não acordar Giu. — Carlisle me conhece desde pequena, eu vou falar com ele.
– Addie está certa — Felix se pronunciou.
– Obrigada!
– Mas não devia ir sozinha.
– Quanto mais pessoas, mais atenção vamos chamar — Enzo comentou. — Não acredito que eles façam algo ruim à Addie.
– Ótimo! Quer saber? Então vá! Faça o que você achar melhor! — Demetri exclamou, jogando os braços para cima e saindo do quarto.
– Pode apostar que eu vou fazer! — sibilei, sabendo que ele podia me ouvir. Me virei para os outros, pegando meu casaco sobre a cama e o vesti. — Eu volto para avisar vocês.
– Eu vou com você — Felix deu um passo e eu o impedi, colocando uma mão em seu peito.
– Vou sozinha — declarei. Não queria levantar mais suspeitas, os lobos poderiam nos rastrear facilmente e sem falar com Carlisle primeiro, temia que ele matasse alguém. — Eu vou arranjar um carro.
– Tome cuidado, Addie — Heidi disse aflita. Apenas assenti. Enzo se sentou ao lado de Giu, que logo enroscou os braços ao redor dele.
– Bem, se eu não voltar até amanhã...
– Você vai voltar!
– Mas se eu não voltar– insisti, olhando para Felix e Heidi. — Levem eles para longe, não deixe que Caius ache eles.
– Se preocupe apenas em voltar, vamos ver isso depois — Felix murmurou. Saí do quarto, fechando a porta atrás de mim. Desci pelas escadas, evitando encontrar humanos no elevador, ainda estava traumatizada com a viagem. Ainda podia sentir o cheiro adocicado, tão forte que quase sentia seu gosto.
Passei pelo saguão, o recepcionista estava prestes a dormir sobre a bancada e nem notou que eu estava passando. Respirei fundo ao sentir a mudança de temperatura entre o prédio e o lado de fora. Minha bochecha ficou molhada e eu olhei para cima, vendo os pequenos flocos de neve caindo e uma sombra no alto do prédio chamou minha atenção. Era Demetri. Ele me encarava, sério. Antes que eu pudesse me mover, ele saltou de lá, caindo bem na minha frente.
– Eu vou com você – ele declarou e eu neguei.
– Você tem que rastreá-los, além de que se você se aproximar, eles vão saber – argumentei, me aproximando dele até poder tocar seu rosto. – Não se preocupe comigo, Carlisle não permitiria que eu me machucasse.
– Os lobos são perigosos, Addie. Não confie neles, nem chegue perto deles.
– Tente ficar calmo, você vai saber onde estou – dei um sorriso de lado e ele me abraçou, suspirando. – Obrigada por estar fazendo isso.
– Eu faria qualquer coisa por você – ele murmurou e meu sorriso aumentou. – Eu te amo.
– E eu amo você.
Ele se afastou e apontou para o carro parado na frente do hotel.
– Consegui um carro para você – ele falou, levantando a chave e eu arqueei as sobrancelhas.
– Roubado? – indaguei.
– Com medo de ser presa? – ele perguntou irônico.
– Eu seria deportada, sabia disso? – Ele começou a rir e eu o acompanhei, passei meus braços sobre seus ombros. – Cuide deles por mim.
– Quero você aqui pela manhã – ele me puxou pela cintura, olhando em meus olhos. – Se não der notícias até o meio dia, eu vou atrás de você.
– Não será necessário – selei nossos lábios, quase mudando de ideia sobre ir para Forks. Relutante, me afastei, pegando a chave do carro e dei a volta, abrindo-o. – Te vejo amanhã.
– Tente não bater o carro, precisamos dele para carregar Giuliana.
Rolei os olhos ao vê-lo sorrir e entrei, dando a partida. Acelerei, ouvindo o barulho dos pneus e dando um sorriso sarcástico na sua direção. Eu tinha uma longa viagem de três horas até Forks, não era tanto comparado ao tempo que eu tinha pela frente, mas por estar sozinha, era bem provável que eu ficasse entediada. Liguei o som e uma música clássica começou, quase fiquei enjoada ao ouvir aquilo. Abri o porta-luvas e revirei o mesmo, mal prestando atenção na estrada. Sabia que não iria bater em nada.
Escolhi um CD que tinha a imagem de uma mulher, colocando-o para tocar.
– Essa eu conheço – comentei alegre, quando a voz afinada começou a sair dos alto falantes. Eu consegui parar de prestar atenção nos ruídos que as vibrações da musica faziam no carro e aproveitei. Na metade da música eu já sabia quase toda a letra e fiquei impressionada comigo mesma por estar cantando bem. – ‘Cause if you liked it then you should have put a ring on it.
Levei poucos minutos para chegar até o porto e peguei a balsa que me levaria até Bainbridge Island. Desliguei o som, saindo do carro e me dirigi até a grade, vendo a copa das árvores do outro lado com clareza. Se eu prestasse bastante atenção, podia ouvir o vento batendo nas folhas.
Alguém esbarrou em mim e eu prendi a respiração, apertando as barras da balsa.
– Me desculpe – um homem disse. Me virei para olhá-lo, meu olhar se focou em seu pescoço. Era bonitinho.
– Está tudo bem – murmurei, acabando com o ar que eu prendia. O vento jogou meu cabelo em meu rosto e eu pude respirar sem sentir o cheiro do homem, que franziu a testa e me olhava com curiosidade.
– Você não é daqui, né? – ele sorriu. Bonito sorriso.
– Na verdade, não – sorri de volta, ouvindo seu coração acelerar.
– Hm, deixe-me adivinhar – ele pensou por alguns segundos e estalou os dedos, como se tivesse descoberto. – Itália.
– Exatamente – confirmei e ele riu, colocando as mãos nos bolsos da jaqueta.
– Então, está visitando parentes ou apenas viajando? — ele perguntou curioso e eu sorri, desviando o olhar para a água.
– Na verdade, estou sozinha — respondi, dando de ombros. — Você sabe... Viajar pelo mundo, conhecer tudo.
– É bem difícil ver turistas por aqui, se quiser eu posso te mostrar a região — ele sugeriu, colocando uma mão na cabeça e rindo. — Me desculpe, não me apresentei. Sou Derek.
– Graziella.
– Eu simplesmente adoro o seu sotaque — ele revelou, rindo nervoso. — Me desculpe, eu não sei o que está acontecendo comigo. Geralmente eu não falo assim com ninguém.
– Está tudo bem, pode falar o que quiser — minha voz estava mais baixa agora e vi os olhos de Derek se concentrarem em meus lábios.
– Você é linda — ele deu um passo na minha direção e eu olhei furtivamente para os lados, vendo se havia alguém por ali. Ninguém parecia estar afim de ficar no vento, estavam todos abrigados no lado de dentro, ocupados demais para prestarem atenção em nós dois. Inverti nossas posições, deixando-o contra a grade. Sua respiração estava entrecortada. — Seus olhos são bem escuros...
– Sério? — perguntei em um sussurro. Permiti que seu cheiro entrasse em meus pulmões, minha garganta ardendo mais do que tudo.
– Uhum — ele fechou os olhos, colocando uma mão em minha cintura. Me inclinei sobre seu corpo, passando a ponta de meu nariz em seu pescoço. Eu podia quase sentir o gosto de seu sangue. Depositei um beijo sobre a veia que se sobressaltava. — Ahn... Você podia me passar seu telefone...
– Com certeza — sussurrei. Levantei meu braço até seu rosto e pressionei sua boca com a mão esquerda, prendendo seu corpo contra a grade. — Prometo ser bem rápida.
Mordi a mesma área que eu havia beijado, sentindo-o ficar tenso, mas ele não conseguia se mover. Ele tentou puxar meu braço, mas era óbvio que não conseguiu me mover nem um centímetro. Seu sangue invadiu minha boca, cessando a ardência que me enlouquecia aos poucos a cada dia. Não levou mais de dez segundos para seu coração parar. Quando não pude tirar mais nenhuma gota de sangue de seu corpo, me afastei e empurrei seu corpo para fora. O barulho do motor da balsa abafou o som do choque entre o corpo e a água.
Passei o dedo indicador em minha boca, vendo um pequeno rastro de sangue ali e o lambi, não queria desperdiçar algo tão bom. Apoiei meus cotovelos sobre a grade, fechei meus olhos e senti o alivio tomar conta de mim, a ardência estava controlada e eu mal podia senti-la. Até que a porta que dava acesso a área em que eu estava se abriu.
– Derek?! — uma mulher chamou. Abri meus olhos, ouvindo seus passos ficarem mais próximos. — Er, com licença. — Me virei na sua direção. Era uma moça baixa, cabelos loiros que não passavam de seus ombros e olhos castanhos, ela tremia de frio, abraçava seu próprio corpo. — Você viu um cara alto, moreno passar por aqui? Olhos verdes...
– Eu não vi, desculpe — dei de ombros. Ela suspirou, olhando para os lados.
– Ele deve ter entrado — ela murmurou e sorriu para mim. — Obrigada!
E voltou a entrar.
– Obrigada você — falei para mim mesma, um sorriso malicioso surgindo em meu rosto. Voltei para a mesma posição e fiquei ali por um bom tempo, sentindo o cheio de terra molhada que me deixava em uma espécie de transe. O vento gelado que apesar de não me afetar, jogava meus cabelos para trás com ferocidade. Depois de alguns minutos, finalmente chegamos do outro lado do rio.
– Ele simplesmente sumiu! — a mesma mulher exclamava desesperada para os seguranças da balsa. — E se ele se afogou?!
– Se acalme, senhora.
Pode ter certeza que ele não se afogou, comentei mentalmente.
Passei com meu carro por eles e dirigi para a estrada, agradecendo mentalmente por Demetri ter tido a consideração de pegar um carro com GPS. Pensar nele me deixou ansiosa, eu não estava acostumada a me separar dele. Depois de minha transformação, nós vivíamos juntos, como eu sempre imaginara quando ainda era humana.
Já estava entardecendo quando vi a placa indicando que eu havia chegado a Forks. A vista do pequeno rio era linda. Tinha algo naquela paisagem: o pôr-do-sol, o rio, as árvores bem verdes e o clima frio; que me deixava inebriada. Mas minha missão ali era outra, e não tinha nada a ver com as paisagens.
Assim que entrei na cidade, vi alguns olhares serem lançados na direção do carro, como se todos ali soubessem que eu era de fora. Um uivo veio da região pela qual eu acabara de passar, próximo ao rio. E houve uma sincronia de uivos, vindos de direções diferentes. Eles sabiam que eu estava ali.
Vi uma placa indicando o hospital e segui a direção que ela mandava. O lugar era pequeno, no estacionamento havia duas ambulâncias, algumas motos, carros velhos e uma Mercedes preta, se destacando ali. Parei ao lado desse carro, pegando a pequena caixinha que Heidi havia me dado.
Coloquei as duas películas e encaixei-as em meus olhos. Pelo retrovisor, vi que ao invés de vermelho-escarlate, eles estavam em um tom violeta, mas próximo do azul. Eram bem incômodas, minha visão foi prejudicada e eu podia ver algumas imperfeições das lentes.
Desci do carro, travando-o e prendi a respiração antes de entrar no hospital. Além de pessoas, havia sangue ali. E um homem tinha um corte enorme em seu braço, gotas de sangue faziam um rastro atrás dele. Seria inapropriado começar a lamber o chão, então desviei meus olhos e segui até a recepção, onde uma mulher bem mais velha olhava para a tela de um computador, entediada.
Pigarreei e ela sequer olhou para mim, apenas pegou uma prancheta e colocou-a sobre a bancada.
– Preenche isso que vamos passar para doutor — ela falou em um tom monótono. Fechei meus olhos, contando até 50 e voltei a olhar para ela.
– Eu gostaria de falar com o Dr. Carlisle Cullen — avisei e ela finalmente olhou para mim, me analisando minuciosamente por debaixo de seus óculos. — É urgente.
Ela arqueou uma sobrancelha, pegando um telefone e discou alguns números.
– Dr. Cullen, tem uma moça aqui que quer falar urgentemente com o senhor — ela fitava as unhas enquanto balbuciava as palavras. Eu começava a ficar irritada com sua arrogância. — Seu nome?
– Addison — respondi e ela repetiu meu nome, franzindo a testa e colocou o telefone no gancho.
– Ele disse para esperar, o plantão acaba daqui a pouco — ela disse entediada e apontou para as cadeiras da sala de espera. — Sente lá.
Se eu não estivesse tão ocupada pensando no que diria à Carlisle e não estivéssemos em um hospital, eu já teria dado um fim nela. Fui até o canto da sala, que tinha apenas duas pessoas e ambas dormiam em cadeiras diferentes, acredito que eram acompanhantes dos pacientes.
Eu ainda prendia a respiração, repetindo em minha mente exatamente o que eu diria a Carlisle. Não queria lutas, nem brigas, muito menos que eles sofressem as consequências de minhas decisões. Eu só queria que Giu ficasse viva. E o bebê também. Eles precisavam sobreviver.
Uma porta se abriu e passos ritmados se aproximavam, vindos do corredor próximo a recepção. Me levantei automaticamente, trincando os dentes. Se eu ainda fosse humana, estaria tendo um ataque de nervos. O homem loiro que eu me lembrava vagamente surgiu, carregando o jaleco no braço e uma maleta na outra. Seus olhos dourados encontraram os meus e ele suspirou, andando na minha direção. Ele parou na minha frente e em um ato de nervosismo, engoli em seco.
– Addison — Carlisle disse em voz baixa. — Vamos. — Ele indicou com a cabeça e saiu na frente, abrindo a porta para mim. Desci a pequena escada e andamos lado a lado até o estacionamento. — Você está longe de casa.
– Eu sei — murmurei, encarando o chão. — Eu... Quero te pedir um favor.
– Aro sabe que está aqui? — ele perguntou e foi minha vez de suspirar.
– Acredito que ele já tenha notado minha ausência — respondi. Paramos ao lado de seu carro e eu pude ouvir algo na floresta. Me virei rapidamente e vi Edward, Alice e Bella aparecerem. — Por favor, eu não quero nenhum tipo de confusão! — Da mesma forma que senti o poder de Chelsea, o mesmo ocorreu com Edward. Ele franzia a testa. — Está tentando ler minha mente.
– O que quer aqui, Addison? — Carlisle perguntou. Parei de olhar para Edward e respirei fundo.
– Minha amiga... Giuliana. — Comecei a contar. — Está grávida. De um vampiro.
– E o que espera que façamos? — Edward se pronunciou desconfiado.
– Salvem os dois — olhei para Bella agora. — Giu e o bebê.
– Addison...
– Eu não viria até aqui se não tivesse motivos — interrompi Carlisle. — E se eu mesma pudesse ajudar os dois, eu faria. Mas não tenho a mínima ideia do que fazer.
– Aro sabe sobre isso? — Carlisle perguntou e eu neguei. Ele olhou para Edward, pareciam conversar mentalmente. — Ele vai mandar a guarda atrás de você.
Fiz uma careta. Não queria dizer logo de cara que causei um pequeno desfalque no clã.
– Não acho que ele vá mandar os gêmeos idiotas sozinhos — dei de ombros e sua testa franziu. — Eu não estou sozinha. Se vocês não puderem ajudar, tudo bem. Mas eu não vou deixar o bebê virar um animal de estimação de Caius.
– Quem mais está em Forks? — Edward questionou ficando tenso. Ele sabia quem estava comigo, era bem óbvio.
– Só eu. Os outros estão em Seattle.
– E quem está com você?
– Demetri, Felix e Heidi. — Notei que os três se mexeram desconfortáveis quando mencionei Demm. Não sei qual a visão que eles tinham dele, mas estavam errados. — Giuliana e Enzo.
– Não faz mais de um ano que passamos por essa situação — Edward falou. Não. Eles não podiam. Senti meus olhos arderem e as lentes se desintegraram. Era isso.
– Tudo bem — sussurrei. Estávamos sozinhos agora. Minha melhor amiga iria morrer. Coloquei as mãos dentro dos bolsos da jaqueta e recuei, andando na direção do carro. — Desculpe por tomar o tempo de vocês. E... Podem avisar os lobos que eu vim em paz? Eles pareciam bem estressados quando eu cheguei.
– Desculpe, Addison — Edward murmurou e eu assenti. — Não é fácil confiar em vocês.
– É, nem imagino o porquê — falei irônica, tentando sorrir. — Foi um prazer conhecer vocês.
– Me desculpe, Addison — Carlisle disse. Virei de costas para eles, indo até o carro. Liguei-o e acelerei, deixando eles para trás. Eu tinha tanta certeza! Que eles iriam me ajudar.
Senti a pressão em meu peito e parecia que eu estava prestes a sufocar. Eu já havia passado pela ponte, quando parei no meio da estrada. Desliguei o carro e tentei controlar minha respiração desnecessária. Fechei os olhos, ofegante.
Abri a porta e saí, apoiando os braços sobre o capô do carro e escondi meu rosto.
Se acalme, Addison. Você não pode perder o controle agora. Giuliana precisa de você.
Respirei fundo e um cheiro ruim invadiu minhas narinas. Era sangue com... Cachorro molhado. Levantei o rosto, vendo três pares de olhos brilhantes me encarando.
Rosnados vieram por toda parte e, pela primeira vez desde que fui transformada, pensei que iria morrer. Os três lobos saíram do meio da floresta, se aproximando do carro. Dei dois passos para trás e mais rosnados preencheram meus ouvidos, mas agora estava bem atrás de mim.
Eu estava cercada. E não tinha ninguém para me ajudar.
Um lobo com pêlos pretos se aproximou, era maior que o carro, me deixando chocada, e rosnava constantemente. Dei outro passo para trás e ele avançou na minha direção.
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