Feel It Coming
1 Capítulo 1 - One Shot
Notas iniciais
Ouçam a musica Feel It Coming da Sara Melson, é a coisa mais fofa ♥
Enjoy
Eu soube que Meredith havia perdido Derek, que ele havia morrido em um acidente, que Cristina tinha ido embora, que agora ela tinha dois filhos e que ainda morava na mesma casa em Seattle, não podia mais ignorar isto.
Desde que fui embora, eu não desisti de ser cirurgiã, não podia fazer isto, não posei seminua e trabalhei como modelo para pagar a faculdade de medicina e sair antes que conseguir me especializar em uma área. É que a estrada não foi fácil para mim. O homem que mais amei nesta vida foi um paciente, Denny Duquete, e morreu tão cedo me deixando com um pedido de casamento, durante muito tempo tive sonhos de como teria sido nossa vida se ele não tivesse partido, depois tive Alex que foi tão, tão bom para mim, mas eu não era boa para ele, e então tive o câncer, céus e foi tão horrível, só não tão horrível, pois tive o apoio de Alex, de Meredith e do George e depois de tudo isto, ainda perdi meu melhor amigo, George O’malley. É, não foi fácil, mas eu dei a volta por cima e me especializei em obstetrícia. Addison Montgomery certa vez me disse que eu tinha habilidade na área e ela estava certa, eu me tornei como ela, cirurgiã, obstetra e ginecologista especialista em neonatal, eu me mudei para New York, visitei o Central Park, tomei uma golfada de ar e me foquei no trabalho e apenas nele, quase me tornei uma Cristina, ta bom, não tanto assim, não me tornei uma máquina, mas enfim, não dava mais para dar as costas aos antigos amigos e esquecer o passado, eu precisava voltar, por Meredith.
Não achei bom voltar para o hospital, tinha meu emprego em New York e aproveitei as férias para pegar o carro e voltar para Seattle. Parei próximo à minha antiga casa, que dividia com Meredith e George e posteriormente com Alex também. Era noite e ela devia voltar do hospital logo, a menos que estivesse de plantão. Aguardei encostada ao carro e quando vi Meredith se aproximar com o carro, eu fui até a porta de casa onde faria uma surpresa.
Ela saiu do carro com uma mulher morena e bonita e as duas se aproximaram conversando.
— Surpresa! – digo com um grande sorriso.
— Izzie! – Meredith exclamou surpresa e a morena pareceu confusa.
— Eu sabia que você faria essa cara.
— Uau! É que você sumiu. Ah! Está é minha, meia irmã Maggie.
— Uau! Nossa! Outra irmã.
— Muito prazer. – disse Maggie.
— Ela foi minha colega de internato. – explicou Meredith.
— Eu vou entrar então. – disse Maggie.
— Claro, aliás, entre também Izzie. Alex já sabe que você está aqui?
— Não, não estou aqui para atrapalhar o Alex, ele deve ter seguido em enfrente, não acho que ele queira me ver. Vim ver você, eu ouvi sobre o Derek, na verdade liguei para Bailey, estava com saudades, então ela me disse, me disse também que virou chefe. – eu tagarelava enquanto entrava, tirava a blusa e Meredith me fazia um sinal para que a acompanhasse até a cozinha. – Uau! Quanto tempo que não venho até essa casa, traz tantas lembranças.
— É, muita coisa aconteceu desde que você foi embora. – disse Meredith e eu me fiquei um pouco emocionada de estar naquela casa de novo, tinha muitas lembranças, boas e ruins. – Izzie?
— Que? Ah, desculpe, eu só... Está tudo bem, então, por que não me conta como você está?
— Eu estou bem...
Meredith me colocou a par de tudo, claro que ela estava bem, era Meredith Grey, ela e Cristina eram duronas, são duronas, e Alex parecia ser a nova Cristina dela, pois ela estava muito preocupada com ele, mas no final acabamos dando algumas risadas.
— Não acho que vou ser um problema para o Alex, de qualquer forma, vou embora em breve.
— Não vai dar uma passada no hospital? Ver o chefe? Eu quero dizer Richard, Bailey... – Meredith pensou em mais alguém que eu poderia visitar e eu acabei sorrindo, não tinha mais ninguém além dos dois. – De qualquer forma, eu acho que você deveria ir.
— Ok, eu vou tentar dar uma passada lá amanhã, mas tem que ser breve, eu voltei por você, para ver como você estava, fiquei preocupada, mas acho que foi à-toa, você é durona, eu sempre te disse isso. Quero conhecer as crianças.
Conheci os filhos de Meredith e foi ótimo, depois fiquei em um hotel. Na manhã seguinte, fui dar uma passada no hospital, pela manhã bem cedo, estava parada na frente do hospital, passando todas as memórias que tinha dali em minha cabeça, quando ouvi uma voz conhecida me chamar.
— Izzie?! – era Alex, e pelo tom de voz não parecia muito feliz em me ver. – O que faz aqui?
— Olá! Alex... Já passou da hora de eu vir até aqui, sou muito grata a esse hospital sabe, a vocês, Meredith, Bailey... Você.
— Não acha que voltou muito tarde não? – ele perguntou rancoroso.
— Desculpe... Por sumir, por ir embora, por ter sido injusta com você.
— Isso já faz muito tempo, você não devia estar aqui. – ele disse aborrecido, não iria me perdoar, mas Alex estava diferente, eu esperava que depois de mim, ele voltaria a ser um idiota, mas não, ele realmente tinha se tornado um cara legal.
— Alex! – uma garota o chamou, nova, cabelos castanhos, devia ser residente ainda, ela correu até ele e o abraçou levemente, Alex a beijou, o que foi um pouco estranho na verdade.
— Não vai me apresentar sua...?
— Jo, essa é Jo, minha namorada. Essa é Izobel Stevens.
— Izobel? Sua ex-mulher? – a tal Jo não pareceu muito feliz, eu entendia claro, era ex-mulher de Alex.
— Muito prazer. – digo. – Eu vou entrar, quero ver a Bailey e o Richard.
Eu entrei, me surpreendi ao ver April Kepner tão bem, ela que parecia uma garotinha assustada e tinha sido demitido assim como eu há alguns anos atrás, ela também tinha seguido em frente. Fiquei feliz em conhecer Arizona Robins, pediatra muito conhecida e depois vi Bailey e o chefe, nunca conseguiria chamá-lo de outro jeito.
Por fim, fui para a emergência, apenas para matar a saudade daquele lugar, Bailey me acompanhava.
— Seria bom tê-la de volta Izzie, ouvi falar de você garota, renomada obstetra em New York.
— Eu não sei se é uma boa ideia Miranda, eu tenho meu lugar em New York e aqui, tantas lembranças... E Alex.
— Karev vai se acostumar. E Jo, eu soube que os staff gostam de ignorar ela mesmo. – disse Bailey me fazendo rir.
— Parece que algumas coisas nunca mudam, não é? Você ainda é a nazista. – nós duas rimos, mas nesse momento a porta da emergência foi aberta com um estrondo, e um homem com vestes do exército entrou carregando uma mulher.
— Eu preciso de ajuda! Agora, tragam uma maca. – gritou, a mulher sangrava, suas calças estavam ensopadas de sangue e a barriga saliente mostrava que estava grávida, mas isto não era tudo, o homem que a carregava, com as vestes do exército, era ninguém menos que George O’malley.
Bailey e eu nos entreolhamos, a maca chegou e ele deitou a mulher desconhecida, passando todos os detalhes como deveria ser feito, ela tinha sido atropelada, ele não conseguira chegar até ela a tempo. Bailey pediu que eu fosse olhá-la, não podiam esperar até o outro obstetra que estava em cirurgia. Então, eu não pude negar, além de que, precisava falar com George, até onde eu pensava, até onde todos pensavam, ele estava morto.
— George! Você...
— Oi Izzie, é, eu voltei, agora rápido, precisamos chamar um obstetra e Torres, ela ainda é a ortopedista, não é?
— Eu não sei, mas eu sou a obstetra, pode deixar comigo agora.
Cuidei do caso da desconhecida e Torres chegou algum tempo depois, cumprimentou-me surpresa e até sorriu, parecia que não havia ficado nenhum rancor entre nós, entramos as duas em cirurgia com a mulher, eu cuidaria do bebê e ela dos vários ossos fraturados.
— George está aqui! – comentei durante a cirurgia e ela parou o que fazia.
— O que disse?
— Parada cardíaca. – não dissemos nada até estabilizá-la, o que foi um pouco difícil, eu monitorava o bebê e assim que a desconhecida voltou a ficar estável, Callie continuou:
— O que foi que você disse? Está louca Stevens, George O’malley, estamos falando do mesmo George?
— O próprio, eu o vi, com meus próprios olhos e não estou ficando louca, Bailey viu também, ele a trouxe.
— Meu Deus! Que loucura, bem vamos salvar a paciente do George então, temos que entender o que aconteceu.
A cirurgia foi um pouco longa e cheia de complicações, a mãe não sobreviveu, mas consegui salvar a criança, pedimos à enfermeira que tentasse identificar a mãe e encontrar algum responsável pela criança, não queríamos ter que entregá-la a um orfanato. Depois fomos falar com George que estava na sala de espera.
— George! – Callie se adiantou e o abraçou, ele estava mais forte parecia, ele a soltou e sorriu a me ver, eu nem acreditava que ele estava ali na minha frente e vivo, o abracei com força e as lágrimas acabaram caindo.
— Hey, hey, o que é isto? – começou George se afastando e secando minhas lágrimas.
— Você está vivo! Você está vivo George, você está vivo. – digo e não sabia se o abraçava, se chorava ou se batia nele.
— É claro que eu estou. – ele franziu a testa. – Por que não estaria?
— Pensamos que você estava morto, que era o desconhecido que pulou na frente de um ônibus, um paciente aqui do hospital.
— Por que acharam isto? Eu nunca pulei na frente de um ônibus para salvar ninguém, embora teria feito se tivesse visto.
— Era o tipo de coisa que você faria. – digo segurando sua mão e a apertando, ele apertou de volta.
— Meredith! – disse Callie. – Ela jurava que o paciente tinha desenhado com o dedo na mão dela 007.
Todos se viraram para Meredith que tinha chegado naquele momento, junto de Alex, ela mordeu o lábio com aquela típica cara Meredith Grey de “fiz merda”.
— George! Que bom que está bem, nós pensamos que... – ela começou se aproximando e ele soltou minha mão para que pudessem se abraçar.
— É eu soube que você me matou.
— Podia jurar que ele tinha escrito 007 em minha mão.
— Tudo bem, não sabemos quem ele foi, mas ele foi um herói.
— Que bom que está bem O’malley. – cumprimentou-o Alex com um aperto de mão e um abraço. E todos se dispersaram, menos eu, eu fiquei ali com George e sentei ao seu lado na sala de espera.
— Quando vi você e Callie se aproximando juntas, eu juro que fiquei com medo. – riu George e eu sorri, mas voltei a ficar séria logo, tínhamos ficado tanto tempo longe e apesar disto, naquele momento parecia que éramos George e Izzie de volta, melhores amigos como antes, tínhamos tanto o que conversar e eu queria falar com ele, só que estava chateada e ele entendeu o porquê sem que eu precisasse dizer. – Desculpe, eu sei que eu pisei na bola, que não mandei nenhuma noticia.
— Um telefonema bastava, para saber que você estava vivo, sabe o quanto eu sofri pensando que você estava morto.
— Dr. O’malley, Dra. Setevens, a Dra. Bailey gostaria de falar com os dois na sala dela, um de cada vez, está chamando Sr. O’malley primeiro. – disse um enfermeiro.
— Eu acho que ela vai te querer de volta. – eu sorrio.
— Eu espero que sim. – ele parecia empolgado.
— Boa sorte.
Miranda me chamou logo depois de George, ela queria me contratar de volta, fiquei de pensar e ela me deu uma semana e voltaria para lhe dar uma resposta. Meredith disse que eu poderia ficar na casa dela enquanto isto e eu só voltei a ver George a noite, eu estava em pé na entrada da casa quando ele chegou.
— Olá. – digo e ele sorri me abraçando.
— Estou de volta no hospital, especialista em trauma, vou trabalhar com April Kepner e com o Owen, foi bom rever Owen.
— Que bom George.
— E você? Vai voltar?
— Eu não sei, tenho uma vida em New York e várias lembranças difíceis aqui.
— Ficaria se eu te pedisse?
— George...
— Izzie, podemos voltar a ser como éramos e, eu estou tão feliz de ter te reencontrado e que você esteja bem. – ele disse segurando meu rosto com as duas mãos e descendo para o pescoço, nem tinha notado o quanto estávamos próximos. – Que tenha se recuperado e quer saber de uma coisa... Você arrasou, graças a você o bebê daquela mulher está vivo hoje e encontraram o pai dele, você é a deusa da obstetrícia.
George me fez sorrir e eu tinha me esquecido do quanto me fazia bem conversar com ele, mas enquanto ele me falava aquelas coisas lindas, eu só conseguia ver o quanto ele tinha mudado, estava tão seguro de si, e ainda era o mesmo George, gentil e engraçado e sensato, e era tão bonito, por dentro e por fora que eu sentia vontade de beijá-lo.
— Izzie... Estou fazendo um discurso legal, presta atenção ao invés de ficar me desejando. – ele diz me fazendo gargalhar.
— Desculpa, eu acho que está sendo mais forte do que eu. – digo e acabamos nos beijando e foi tão bom e tão certo. – Acho que encontramos nossa sintonia.
Nós entramos de mãos dadas, Meredith já havia chegado e estava no quarto, fomos até ela, deitando um de cada lado.
— Ai meu Deus isso é tão nostálgico. – ela disse rindo.
— Eu senti falta disso.
— Seus filhos são muito fofos, Mer. – comentou George que tinha se dado muito bem com as crianças.
— Acho que vai precisar da gente, sabe, podemos revezar em dar atenção para as crianças, seremos tios legais bem legais para eles.
— Isso, quando você tiver plantão nós ficamos com ela e vice-versa, Maggie também ajuda, aliás, ela é ótima.
— Tudo bem George e Izzie vocês podem voltar para cá, mas não sei se vamos ter dois quartos para vocês, Amélia irmã do Derek às vezes vem para cá também.
— Só precisamos de um. – disse George me oferecendo sua mão e eu a segurei, fiz muito bem de voltar para Seattle.
Notas finais
Beijos, até uma próxima
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