Feel
4 Capitulo 4
Notas iniciais
Ela o empurrou para longe e encarou os olhos azuis.
– Você é um idiota Coulson, um grandessíssimo idiota. – falou firme e contida – Todos esses anos e você nunca me contou. Eu poderia ter te ajudado, poderíamos ter feito isso juntos e evitado todo esse sofrimento!
– Eu tive medo Melinda, assim que saí de casa naquela noite eu pensei em voltar! Mas tive medo, te excluí disso e não há um dia em que eu não me arrependa. Eu te amo, você sempre foi minha melhor amiga, a mulher da minha vida e eu... Eu sou um grande idiota, mas sempre fui o seu idiota!
Os olhos estavam conectados e a tensão parecia ser feita de travesseiros de tão palpável. Phil deu um passo tímido em direção a chinesa, mas ela se adiantou e o empurrou uma vez, e mais outra. Os olhos do diretor se arregalaram e ele abriu a boca para questioná-la, mas Melinda selou seus lábios em um beijo profundo. Ele segurou-a pela cintura não se importando com o ataque delicioso da agente.
– Você sempre vai ser meu idiota – achinesa falou próximo ao ouvido do Diretor – mas se você me excluir de mais alguma coisa da sua vida, você vai ser um idiota morto!
– Eu prometo Mel, prometo nunca mais cometer esse erro. De agora em diante tudo que eu quero é passar o resto da minha vida com você. – Ele a puxou para um abraço beijando seu pescoço.
– Ótimo! – ela o afastou um pouco – sabe, acho que no fim das contas nós vamos mesmo nos divertir essa noite – sorriu maliciosa.
– Eu tenho certeza que sim! – riu baixinho e atacou os lábios da mulher.
E como se movidos por uma força invisível Phillip levantou a chinesa do chão e distribuiu pequenos chupões pelo seu colo enquanto Melinda enlaçava as pernas na cintura do homem. Ao sentir as costas contra a parede gelada do corredor a agente suspirou profundamente.
– Pro quarto agora. – rosnou entre gemidos.
– Como quiser, meu amor.
A porta foi aberta, as mãos percorreram a parede em busca do interruptor e um barulho assustou-os. Olharam para o chão e puderam ver o abajur, que antes ficava sobre a cômoda, espatifado no chão. Olharam-se e riram antes de voltarem a se beijar.
A forma bruta e desleixada com que o homem a jogou sobre o colchão serviu para deixá-la ainda mais excitada. Ele parou por alguns segundos observando a beleza exótica do amor de sua vida. Os cabelos esparramados, os olhos apertadinhos, a pele tão macia ao toque, a boca aberta emitindo gemidos entrecortados. Ela era como uma poesia e ele um idiota muito sortudo.
– Esqueceu o que fazer a partir de agora Phil? – perguntou sacana ajoelhando-se sobre a cama.
– Nunca. – respondeu se aproximando e retirando a camisa.
Melinda o observava e assim que ele retirou a peça superior ela o puxou pelo elástico da calça de moletom e o fez deitar sobre ela voltando a se beijar.
A blusa dela, a calça dele, o short dela. Tudo havia parado no chão e a temperatura naquele quarto continuava a subir. Ele distribuía beijos molhados pela barriga dela e quando suas mãos pararam no fecho do sutiã o celular no bolso do short dela começou a tocar.
– Deixa Mel, deixa... – falou enquanto distribuía pequenos chupões pelo pescoço dela impedindo a chinesa de se levantar.
– Eu até poderia deixar tocar querido – segurou o rosto dele entre as mãos – mas pode ser uma das crianças, eles prometeram ligar caso algo desse errado. – falou doce e suave.
– Tudo bem. – Suspirou alto e rolou para o lado permitindo que ela levantasse. Ela rapidamente pegou o celular e o atendeu:
– May.
– Oi May. – Skye falou num tom baixo que Melinda estranhou.
– Tá tudo bem Skye?
– Tá, tudo sim. Nós estamos na casa da Hill, os outros estão terminando de se arrumar para sairmos. – Tentou soar animada, mas falhou. – E você, sentindo falta das crianças? – riu baixinho.
– Aproveitando um pouco de paz sem ter que apartar as brigas do Hunter e Trip no videogame. – Melinda falou gentil ouvindo a risada descontraída da jovem seguida de um suspiro. – Skye, o que realmente está acontecendo? – indagou preocupada mantendo os olhos em Coulson que também carregava uma expressão preocupada.
– Nada é que... você vai me achar uma boba.
– Eu tenho certeza que não. – A chinesa falou doce.
Alguns segundos de silêncio e a hacker suspirou.
– É só que.. toda essa história do meu pai e eu fico pensando e se... – a jovem agente tomou fôlego – E se eu ficar como ele May? Se eu me tornar um monstro como ele? – A chinesa suspirou ouvindo a voz embargada da morena.
– Skye presta atenção. Você é a pessoa mais teimosa, cabeça dura e impulsiva que eu conheço. Mas é também a mais altruísta, generosa, corajosa e determinada. Você se preocupa com os outros. Quantas vezes você arriscou sua vida pela equipe ou por pessoas que você nem conhecia? – Mel puxou o ar com força e pode ouvir os suspiros embargados da jovem. – Quer saber, você viveu o inferno e continua sendo uma pessoa maravilhosa, ninguém tem o poder de tirar o melhor de você. E sabe mais o que? – perguntou, mas não esperou uma resposta – Seu pai pode ser um monstro, mas você, você é uma mulher extraordinária e o fato de você ter parte do DNA dele não vai mudar quem você é. É disso que você deve se lembrar querida.
Melinda pôde ouvir o choro contido da hacker e esperou que ela se acalmasse. Phil estava sentado ao lado da agente, segurando sua mão esquerda e realmente tocado com tudo que a amada havia falado.
– Obrigada May – a garota suspirou – é muito importante ouvir isso de você. Eu não vou esquecer, eu prometo. – Skye exclamou com o ar mais leve, era muito bom saber que ela tinha alguém como Melinda cuidando dela. – Mas então, você tá curtindo mesmo esse tempo sozinha? Aposto que está sentindo nossa falta! – riu alto mudando de assunto.
– O quê? Até parece, to pensado em deixar vocês ai na Maria pra sempre. – A hacker riu e a chinesa acompanhou – Apesar de que Coulson não ficou nada feliz quando soube que tinha deixado as crianças saírem.
– Meu Deus, AC está de volta? – gritou animada fazendo Melinda afastar o telefone – May, você não se meteu em encrenca por ter nos deixado vir né? – seu tom de voz mudou de animado para preocupado.
– É claro que não, olha vocês tratem de se divertir que eu me entendo aqui com o Coulson – olhou maliciosa para o homem que, arqueou as sobrancelhas e fez uma cara engraçada – Divirtam-se, não façam besteira e pelo amor de Deus não se deixem levar pelo Clint, ele é doido. Domingo estaremos ai para buscá-los.
– Entendido senhora! – falou em tom de brincadeira – Prometo ficar de olho neles. Até domingo e May? Obrigada mais uma vez. – falou sincera.
– De nada querida. Tchau – a chinesa se despediu ouvindo alguém chamar a hacker ao fundo.
– May, espera. Manda um beijo pro AC e fala pra ele não ficar bravo com você ta?! Estão me chamando aqui.. Tchau Mel! – A jovem desligou o telefone sem esperar uma resposta.
Melinda colocou o celular no criado-mudo e encarou o par de olhos azuis que lhe olhavam com admiração. Sorriu e recebeu um sorriso gigante de volta.
– Sabe, fiquei tocado com o que você falou pra Skye, foi muito bonito e me conforta saber que ela tem alguém como você pra contar – ele tocou o rosto dela com as costas da mão ela lhe sorriu – Mas então, sobre aquilo de se entender comigo – comentou com cara de inocente enquanto puxava a mulher para seu colo – to louco pra que isso aconteça.
Phil riu sem vergonha e beijou a mulher. Separaram-se quando o ar se fez escasso, Melinda o empurrou de costas na cama e montou em seu corpo colocando uma perna de cada lado de seu corpo.
– Eu também querido – apoiou as mãos no peito do homem os lábios se conectaram novamente, os sexos se tocando e olhares apaixonados– Que comece a diversão meu bem, que comece a diversão!
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