Fecho Os Meus Olhos E Ouço A Sua Voz
8 O imprevisto e a reviravolta.
Notas iniciais
Culpa da escola, rs.
Hoje o capítulo termina muito fofo, porque os problemas começam a se resolver, e a fanfic está chegando ao fim , :(
Mas ainda vou fazer outras, fiquem de olho no meu perfil.
Suspirei e aperter “ler”.
A mensagem dizia: “Terminei com a Thalita, me ajuda a fazer ciúme nela?”
Fala sério! Eu tenho mais o que fazer do que ajudar um garoto nerd pseudo-descolado a reconquistar uma patricinha nojenta! Eu tenho uma vida, sabia, Senhor Nicolas? Tenho uma vida e um namorado fantasma muito melhor do que você!
Agredi-lo verbalmente na minha cabeça não melhorava a situação. Mas também não vou deixar barato. Não sou segunda opção de ninguém.
Respondi: “Te ajudar a fazer ciúme nela? Ah, vai se fuder”.
Isso mesmo, curta e grossa. Não vou desperdiçar meus preciosos créditos com esse cretino. Quero mesmo é que ele se foda depois de me fazer sofrer tanto.
P.O.V. Daniel
Martin e Félix insistiram em ficar bem na frente do palco. Mas, depois daquela chateação e espera, chegou o chefe da organização. Ele ficou bem na ponta do palco, bem do meu lado, estávamos quase frente a frente. Saudou a todos os fantasmas e, em certo momento, enquanto ele falava, o palco começou a cair sob seus pés. O chefe quase caiu de cara na escultura de gelo com o símbolo da organização (sabe Deus porque colocaram aquela porcaria ali). Quase, porque eu o segurei.
Ele era gordo pra caramba e foi horrível ter que segurar aquela pelota de gordura nos meus lindos e musculosos braços. Mas enfim. Ele logo se recompôs e virou-se para me agradecer.
- Muito obrigado, meu jovem. – ele sorri. Coisa rara, ele sempre está reclamando ou de mau humor. – Eu poderia ter me machucado feio. Pela sua ajuda, eu vou lhe conceder um pedido. O que quiser, é só pedir.
Virei-me para Félix e Martin, que ainda estavam perplexos com o que acontecera.
- Cara! – exclama Félix. – Qualquer coisa!
- QUALQUER coisa! – repete Martin.
- Eu já sei o que quero. – digo, me virando para o chefe.
- Então diga, rapaz.
- Eu quero reencarnar.
- Quer nascer de novo?
- Não, quero reencarnar do jeito que estou agora. Viver uma vida normal, com pessoas normais, bem longe do Demétrius.
- Aquele Demétrius? – ele aponta.
- Esse mesmo.
- Cuido dele depois. Agora vá pra casa. Essa reunião é uma chatice mesmo, só faço porque são as regras. Amanhã, quando acordar, você estará vivo, tangível o tempo todo e poderá se comunicar com os vivos sem nenhuma intervenção da polícia espectral.
- Nossa...- me impressiono.
- E ainda vou tornar esses seus amigos aí vivos também. O tal do Demétrius me mandou uns clipes daquela banda que vocês têm com a menina viva, as suas músicas são ótimas, e todos merecem ouvi-las.
- Obrigado, senhor. Não sabe o quanto isso significa pra mim.
- Sei sim. Agora vai lá e literalmente, viva a vida.
Saí da reunião todo feliz, nem parecia eu. Enquanto voltávamos pra casa, Martin me pergunta:
- Entre tantas coisas no mundo e no submundo, porque quis voltar a viver?
- Uma palavra.
- Julie?
- Exatamente. Não dava mais pra suportar a morte, sabendo que eu não podia ficar com ela sem o Demétrius na minha cola.
- Cara, deu sua morte por ela. – Félix se espanta. – Você a ama mesmo!
- Amo mesmo. De todas as formas possíveis e impossíveis.
Notas finais
Deixem reviews, é bom e eu gosto, kk
Fale com o autor