Notas iniciais
E a fanfic voltou à ativa. Espero que gostem deste capítulo, e não se esqueçam de deixar reviews, dizendo o que gostaram, o que não gostaram e se ficaram com dúvidas em alguma parte, tá? Beijo, boa leitura!

Ao anoitecer, nada melhor do que meu apartamento, meu noivo e minha pequena Samantha.

Mesmo tendo só 15 anos, me sinto bem construindo minha família. Sei que isso é recíproco em relação ao Dan, sei o quanto ele ficou preocupado com meu coma, tal.

P.O.V. Demétrius (essa é nova, hein? Estou inovando com a fanfic).

Mal sabiam os dois (três, aliás) que eu estava bem ali, invisível, esperando a hora de me vingar. Aquele maldito Daniel vai pagar pelo que disse ao chefe. Fui demitido e ainda passei alguns meses na tortura, por perseguir à apenas três fantasmas, enquanto muitos outros também interagiam com humanos vivos.

Como é horrível ver a felicidade desse cretino. Como seu sorriso me faz mal. Mas eu sei muito bem como fazê-lo desaparecer. Não posso interagir com ele, já que agora está vivo.

Mas posso interagir com... Outra pessoa. Uma pessoa pequena, mas que ambos vivos amam muito. Não terei piedade.

P.O.V. Julie

Depois de ver alguns daqueles filmes bobos e fofinhos que eu adoro na TV, me bateu o sono e fui dormir. No meio da noite, sou desperta de um estranho sonho por um estridente som: um choro desesperado, proveniente do quarto ao lado.

Abro os olhos e olho Daniel, bem ali, ao meu lado. Espero que ele faça alguma coisa.

- Eu vou lá. – ele assente, se levantando.

Quando ele sai do quarto, me levanto e espio a janela entreaberta. Nada menos que um céu negro, sem estrelas, sendo iluminado apenas por uma tímida lua minguante.

Passam-se alguns instantes, e quando reparo na demora de meu amor, vou ver o que está acontecendo. Descalça, vou até o quarto ao lado e abro a porta.

Ao abri-la e olhar ao redor, um choque: vejo Daniel amarrado à poltrona, amordaçado. No berço, nada além dos lençóis. Fico completamente apavorada por dentro, mas me esforço em manter a calma. Respiro vagarosamente algumas vezes.

Quando de repente, olho para o lado e noto um pedaço de papel manchado sobre a cômoda.

As letras eram escritas à mão, um pouco trêmulas. Passo meu dedo indicador sobre o papel e leio o bilhete.

“Seu namorado tirou de mim o fruto de trinta anos de trabalho. Agora, estou apenas devolvendo o favor, tirando de você o fruto de alguns meses de amor.”

Não tardei a desamarrar Daniel, que reclama de dor nos pulsos por causa das cordas que o prendiam à cadeira.

- O que aconteceu por aqui? Cadê nossa filha? – quase grito, pondo para fora o desespero que eu vinha suprimindo.

- Foi o Demétrius. – ele diz, tão espantado quanto eu. – Ele voltou. Trouxe uns capangas para me amordaçar e me amarrar na poltrona. Pegou a Samantha e sumiu!

- Ai meu Deus. De novo não! – me desespero e meus olhos passam a verter lágrimas.

Daniel não tenta me consolar, ele também está desolado, e acaba que voltamos para a cama de dormimos chorando um no ombro do outro.

O amanhecer, para mim, apesar de ensolarado, não tinha mais cor alguma. Eu não tinha mais o fruto do meu amor com o homem da minha vida em meus braços. Ela havia sido sequestrada por um fantasma rancoroso. Maldito Demétrius. O que faríamos agora? Como se paga resgate para um fantasma? O que ele estava fazendo com a minha Samantha? Pelo que eu sei, há essa hora, ele poderia muito bem estar abusando da minha menina, ou mesmo torturando-a.

Não tive ânimo para comer. Quase não consegui levantar. Apesar de Daniel me incentivar, dizendo que eu tinha que comer, eu havia sido operada há pouco e precisava me nutrir. Recusei-me a comer qualquer coisa, tampouco bebi água.

Notas finais
Reviews, tá? Sua opinião é muito importante para mim :)