Fearless

1 Cant Keep My Hands Off You


Notas iniciais
Tá, o nome do capítulo não tem nada a ver com o capítulo em si, mas beleza. Espero que gostem (: A fic vai ser meio longa e esses primeiros capítulos vão ser meio chatinhos, para contar como é o lugar e como são as pessoas, mas prometo que depois melhora (: Podem deixar comentários que eu não mordo viu? Aproveitem *-*

Já fazia dois dias que mal saiamos do carro. Claro que parávamos para comer e ir ao banheiro, mas nem passar a noite no hotel passávamos. Sam estava empolgadíssima com a viagem então dizia que parar para dormir era perda de tempo, que era bem melhor revezarmos no volante.

Agora faltava bem pouco, estávamos à meia hora da casa de sua avó. Eu dirigindo, Brad roncando no banco de trás e Sam cantando Can’t Keep My Hands Off You do Simple Plan mais alto que o aparelho de som do carro. Vira e volta seu celular apitava, provavelmente estava falando com a Carly, que não pôde vir por causa de seu avô que insistiu demais para ir visitá-lo.

A viagem era de origem em Seattle com destino ao Texas. Perdi a conta de quantas vezes falei para irmos de avião, mas Sam era muito teimosa, falou que não, que ia sair muito mais caro, e que andar de carro era divertido. Não sei por que sempre acabo cedendo a seus apelos. O bom é que não foi tanto cansativo, dirigia 7 horas, parava para comer, descansava por 14 horas e voltava a dirigir.

- Onde eu viro agora Sam?

-Pega aqui à direita.

A idéia de ir visitar sua família borbulhava em sua cabeça desde o mês de abril á sete meses atrás, me convidou, convidou Brad e Carly também. A mãe de Brad deixou na hora, Carly não pode, e a minha só deixou após uma série de ameaças de sair de casa novamente.

- Brad, Brad, acorda ô caramba. Que saco. – Inacreditável como a loira se aborrece rápido. Nem preciso dizer que o Brad acordou com um pulo após os gritos da Sam e com o fato de ela o bater com uma almofada. – Já estamos chegando, e cruzes, seu ronco me dá agonia, parece minha avó.

-Você sempre fala isso. E já estou acordado não tá vendo? Quanto tempo falta?

- Uns 15 minutos. Vai calçando o tênis já.

Pela paisagem era óbvio que estávamos indo para uma casa de campo. Até me assustei ao saber que a Sam mantinha algum contato com a família paterna, já que nunca falava deles.

Não demorou muito até pegarmos uma pequena estrada de terra que nos levou a uma mansão gigantesca de três andares digna de filmes da alta sociedade. Não pude deixar de abrir a boca em um O perfeito.

A casa era toda branca sem nenhuma sujeira como se vários empregados trabalhassem apenas para deixá-la brilhando. As janelas eram grandes acho que de propósito, só para aproveitar a luz do dia. A escadaria principal era de mármore e levava a uma porta grande de vidro opaco. Do lado esquerdo no segundo andar via-se uma estrutura inteira de vidro meio arredondada como se fosse a parede de um cômodo. E o jardim ao redor da casa era lindo, a grama bem aparada e algumas flores abertas de todas as cores.

- Finalmente em casa.

Sam e Brad já saiam do carro, nenhum dos dois demonstrando grande surpresa. Por parte da garota eu até entendia, sua avó morava lá, mas Brad? Parecia que aquela cena era normal para ele. Decidi sair do carro também.

-Essa casa é da sua avó?

- Tecnicamente é minha também.

-Wow, como assim ?

-Meu pai e minha vó dividem a casa. Você já vai ver. Mas antes dá para ajudar com as malas?

Só então me toquei que os dois faziam sozinhos quase todo o serviço. Não que fosse muita coisa, na verdade era pouca bagagem duas malas grandes minha e do Brad e algumas mochilas afinal não íamos passar mais de duas semanas. Sam foi até o volante e tocou a buzina algumas vezes e foi em direção a porta, logo em seguida fazendo um sinal para que fossemos até ela. Largamos as coisas do jeito que estavam e fizemos o que nos foi mandado.

Após alguns instantes a porta foi aberta por uma senhora já de idade, com cabelos brancos, pele clara e olhos tão azuis quanto os de Sam. Era baixinha e usava um vestido florido até um pouco abaixo dos joelhos e um colar de pérolas que reluziam certo brilho com a luz do sol. Seu rosto e suas mãos tinham várias marcas e rugas, mas mesmo assim a mulher aparentava não passar dos 60.

- Sam! Oh Meu Deus, a quanto tempo querida, nem para avisar que estava vindo!

As duas então se abraçaram ambas com um sorriso enorme no rosto.

- Preferi fazer uma surpresa vó. Não tem problema de ficarmos né?

- Amor, a casa é sua também. E por que não poderiam? E quem são os dois belos rapazes que trouxe com você? Um eu tenho a impressão que já conheço... Brad não é? – Ela falou apontando para o garoto ao meu lado. Como é que ela já conhece o Brad?

- E aí vó? Tudo bem? Tá com a memória boa em? Parabéns!

Brad disse indo a abraçar que retribuiu carinhosamente.

- Esse é o Freddie vó? Lembra? Que faz o iCarly comigo.. já te mostrei uma foto dele.

- Ah, esse é seu namorado não? – Não tem palavras para descrever o quanto a Sam ficou corada com esse comentário, e com certeza eu também. Desde que terminamos a palavra namoro nunca mais havia sido pronunciada entre nós dois. A loira não demorou nem um segundo para explicar, falou numa rapidez tão imensa que ela se engasgar com as palavras não iria me surpreender.

-Não, não, quer dizer a gente já namorou, mas terminamos a muito tempo vó, acho que da última vez que vim aqui já não estávamos mais juntos. Não é Freddie?

- É. – falei quase que mecanicamente. Sam me olhava desesperada com o comentário da avó, tão assustada quanto eu.

- Ah querido, é um prazer te conhecer.

Então a senhora me abraçou como tinha abraçado os outros dois. Um abraço tão simples, mas tão confortável, que queria que durasse mais. Ela era definitivamente a mulher mais simpática que eu já havia conhecido. Até me surpreendo ser parente as Sam.

- Edward, Edward! Oh amor pode chamá-lo para mim? – A senhora pedia a loira uma ajuda, pela idade seus gritos provavelmente não chegavam muito longe, ainda mais numa casa tão grande.

- Eeed! – E mais uma vez Sam me fez pensar que as duas eram de famílias diferentes. Como o grito de uma pode ser suave e fraco e o da outra tão forte e barulhento?

Não demorou muito até que chegasse um homem trajando roupa social, uma calça preta, uma blusa branca e uma gravata borboleta da mesma cor da calça.

-Pois não? – é, pelo traje, e pela pergunta, aquele definitivamente era o mordomo da casa.

- Ed, que saudade querido, há quanto tempo! – Sam disse o abraçando, parecia uma pessoa completamente diferente.

- Melanie? O que faz aqui senhorita? – A pergunta do homem foi respondida com um super tapa na cabeça.

- Que Melanie o que Ed, não me reconhece é? Que decepção.

- Samantha! Que brincadeira mais sem graça. – Ele diz a ela rindo, e logo em seguida a abraçando e a girando no ar.

- Sentiu minha falta? Pensou que estava livre de mim né? Tem muitas coisas para me contar sobre certa alguém...

- Claro que senti. E sim, temos que conversar mais tarde.

- Isso, exatamente, mais tarde, não agora. – Disse a avó de Sam – Edward por favor, leve uma toalha para o quarto desses dois cavalheiros e depois que saírem para conhecer o lugar arrume as camas sim?

-Com certeza senhora. A propósito. Sou Edward e estarei a disposição de vocês, 24hs por dia.

- Ta, esses são Brad, que você ainda não conheceu por que ele veio aqui nas suas ultimas férias, e o Freddie. E santa competência em? 24 horas? Veremos.. – Disse a loira batendo em seus ombros e entrando na casa. Chamando novamente eu e o Brad para entramos. Então ele já tinha vindo aqui. Como ele veio, e eu e a Carly não? Tudo bem que a amizade dos dois havia crescido muito, mas do mesmo jeito, eles só se conhecem há um ano e meio. Bom, depois conversaria com os dois.

Ao entrar na casa, meu queixo caiu novamente. Realmente não sabia que a família da Sam fosse tão rica. No hall que agora nos encontrávamos havia um móvel alto e comprido, como se fosse uma mesa, com algumas flores em cima e duas poltronas, uma de cada lado e a direita delas duas grandes mesas redondas onde provavelmente aconteciam as refeições. As paredes todas eram decoradas com quadros e pratos com desenhos de folhas, tudo bem alinhado. Atrás das poltronas, ao descer alguns degraus, se via uma sala imensa, um sofá com formato de L mais a direita perto de uma porta branca, que talvez viesse a ser da cozinha, uma TV enorme ao lado de uma grande porta de vidro dessa vez translúcido que dava para uma grande varanda. Ao lado do sofá, algumas cadeiras de estilo clássico se encontram, tudo isso num tom de pastel, um pouco mais escuros que o da parede. O piso era de azulejos quase brancos tudo para deixar o local mais arejado, já que o calor era grande.

Ao lado esquerdo dessa sala, havia uma escadaria em espiral da mesma cor que o chão com o corrimão preto e ao lado dela um corredor no qual Sam foi adentrando e nós apenas a seguindo. O corredor era pequeno e tinha três portas, todas brancas com detalhes únicos.

- Ok, vocês vão ficar nesses quartos. Brad no de visitas e Freddie pode ficar no dos meus tios.

-Hey, por que eu não posso ficar no dos seus tios?

- Por que você já veio aqui, não é mais tão especial.

- E no dos seus primos?

- Você sabe que eles não gostam de gente no quarto deles. E para de ser chato.

Intrometi-me um pouco na conversa

- Se o quarto tiver duas camas não me importo de dividir.

- Não Freddie. Faz o que eu digo ok? Brad é muito dramático. Agora escutem: entrem, tomem um banho, organizem as coisas e eu desço para encontrar vocês para mostrar a casa e os terrenos. De quanto tempo precisam?

- Umas duas horas. – É, a brincadeira de Brad não foi tão bem vinda. Na verdade acho que ele estava falando sério, mas a Sam não gostou, dando uma cotovelada nele que doeu até em mim.

- Meu Deus, hoje você não tá falando nada que preste em? Duas horas? Por acaso virou garota? Nem eu demoro tudo isso.

- É por que você não é lá o que chamamos de feminina. – Acho que o tapa que ele levou agora doeu mais que a cotovelada anterior. Decidi interferir.

- Uma meia hora dá.

- Tá em 45 minutos estarei aqui. Dá e sobra. Vejo vocês mais tarde.

Após Sam subir as escadarias eu e Brad entramos cada um em seu respectivo quarto.

O meu, pelo menos, era perfeito! Tinha uma grande cama de casal ao centro e em frente a ela um móvel branco com espaços para dvd’s, cd’s e livros e algumas gavetas, com coisas aleatórias. Em cima do móvel tinha uma TV gigante e aparelhos de som novos. Ao lado direito da cama havia uma porta de vidro transparente com uma cortina bem espessa para a privacidade, e ao lado esquerdo havia um cabideiro preto, armários brancos e uma porta preta também.

A porta dava para um banheiro amplo com banheira. Todos os detalhes eram negros como a porta e o piso. Enquanto encostava a porta do banheiro, Edward bate na porta.

- Oi.

- Posso entrar Senhor Freddie. – Não pude deixar de rir com o nome.

- Esqueça o senhor, me chame só de Freddie ok?

- Certo, aqui estão suas malas e uma toalha. Mais tarde venho arrumar as camas sim?

- Tá, obrigado.

- Não a de que.

Peguei as coisas e coloquei em cima da cama logo em seguida me deitando nela e não pude deixar de pensar comigo mesmo de que as coisas começaram bem.

Notas finais
Espero que tenham gostado, e por favor, não esqueçam de ler as notas ok, serão importantes (: haha Beijinhos