Fear the Monster
21 XXI
Notas iniciais
Andava calmamente pelos corredores em direção à sala de comando. Um jovem soldado estava sentado na cadeira em frente aos controles, observando as estrelas pela janela à frente.
— Hey.
— Ah, olá comandante. Algum problema?
— Nenhum. Só estava sem sono e decidi vir aqui. Se quiser ir dormir, pode ir, eu fico de prontidão.
— Puxa... sério? – o pobre coitado estava cheio de olheiras.
— Sim, vai lá.
— Obrigado, comandante.
— Disponha! – disse, com um sorriso no rosto.
Assim que o rapaz deixou o local, sentou-se na cadeira, passando igualmente a olhar para o céu, enquanto bebericava a bebida quente em sua caneca favorita. Logo ouviu um barulho metálico e vários bips.
— Oi, amigão. Estava sem sono, só isso.
Mais bips.
— Não, não aconteceu nada, relaxa.
O droid se acalmou, parando ao seu lado e olhando para o céu.
— É lindo, não é, BB-8? Acho que faziam séculos que eu não parava assim para observar o céu. – o droid soltou alguns bips. – Essa calmaria é extremamente estranha. Espero não termos grandes surpresas.
Os dois passaram mais alguns minutos admirando a vista, enquanto cada estrela cintilava no enorme pano de fundo negro que recobria o horizonte.
Logo, o droid soltou mais ruídos.
— O que? – disse, virando a cadeira. – Finn!
— Ah, Poe. – o mesmo estava passando em frente a porta quando foi chamado. – O que faz ai?
— Nada, só curtindo a vista. Vem cá!
O ex-stormtrooper aproximou-se, sentando em uma cadeira ao lado do amigo.
— Quer? – Poe ofereceu-lhe a bebida que tomava.
— Não não, obrigado. – sorriu gentilmente. – O que está fazendo acordado a uma hora dessas?
— Ah, eu estava sem sono, vim pra cá. Pelo menos aqui posso observar essa paisagem maravilhosa.
— É, realmente é lindo...
— E você, amigão? O que fazia perambulando pelos corredores?
— Ah, sem sono também... Não consigo parar de pensar.
— No que?
— Em Rey... – o sorriso sumiu de seu rosto. – Eu fiquei tão preocupado com ela.. Eu constantemente fico. Parece que ela precisa ficar voltando para a Primeira Ordem. Já é a terceira vez que ela entra lá e volta.
— Oras, pelo menos ela volta. – comentou, bebendo da caneca.
— Essa é a questão, Poe! Ela volta!
— Não entendi.
— Ela... Ela é parte da Resistência, agora é uma Jedi, e ela entra e sai de lá ilesa! Sem nenhum arranhão! – Poe o observava falar com um sorriso no rosto. – Não é possível, tem um exército inteiro lá dentro, eu conheço cada passo deles, e era para ela ter sido executada em segundos, mas não! Ela passa dias e dias lá dentro e volta ilesa, limpa, saudável.
— Finn, você precisa conhecer mais sobre o que te cerca, especialmente sobre a Rey. Ela é uma garota forte, ela viveu coisas que nós nunca vivemos. Ela tem uma força extraordinária e eu, especialmente, a admiro muito. Acho que você devia parar com essa sua neura com a Primeira Ordem, que eu entendo, você foi criado lá, e entender que ela não é uma mocinha indefesa.
— Eu sei disso. – estava contrariado. – Mas...
— Mas...?
— Ela correu em direção ao Kylo Ren... – ficou gélido ao pronunciar seu nome — ...E ele não a atacou. Pelo contrário... – eram palavras duras. — Ele a protegeu.
— Bom... – disse, rodando sua cadeira em tom de zombaria. – Talvez ele ache que ela mereça ser protegida.
— O que?
— Imagine: Rey, a queridinha de Kylo Ren. – começou a rir. BB-8 também soltou bips humorados, enquanto Finn estava mais contrariado ainda.
— Não, não pode!
— Por que não?
— Porque... Porque... Oras, porque ele é mal!
— Eu não sei se você sabe... – estava sendo sarcástico. — ...Mas ele não era mal desde o inicio não. Acho que se não fosse Snoke, esse moleque estava sentado aqui conosco.
— O QUE?!
— Finn, você precisa levar as coisas menos a sério. – ria da cara dele. – E se ele gostar dela, qual o problema? Vantagem pra nós! É só botar a Rey para lutar e ele não terá coragem de nos atacar.
Finn manteve-se em silêncio. Tinha um sentimento forte e genuíno por Rey, sentia que deveria protegê-la do mundo, e a ideia de que o maior tirano da galáxia queria fazer isso o deixava incomodado.
Passaram alguns minutos mais em silêncio. Poe sabia que se aquelas brincadeiras fossem reais, sua General ficaria muito feliz. E ele ficava feliz quando ela estava feliz. Nunca admirou tanto alguém como Leia.
Seus pensamentos foram interrompidos com um piscar de luzes no painel, e BB-8 dizendo algo.
— O que é isso? – questionou Finn.
— Tem... Uma nave se aproximando. – tinha receio em sua voz.
Foi com a cadeira até o comunicador, colocou os fones e ativou o microfone, iniciando contato:
— Identifique-se. Você está entrando em espaço aéreo restrito. – não houve resposta. – Você está entrando em espaço aéreo da Resistência, por favor, identifique-se. – ainda nada. Finn e Poe trocaram olhares preocupados. – Eu vou repetir mais uma vez: Identifi... – parou sua frase no meio, encarando o painel, contrariado.
— O que aconteceu?!
— A comunicação cortou. – fez uma pausa para processar. – Parece ter sido desligado o comunicador da nave.
— E agora?!
— E agora que eu não vou dar sorte para o azar. – Levantou-se rapidamente. – BB-8, você fica de olho nos painéis e me avisa se houver qualquer mudança. – pegou o comunicador portátil que BB-8 o entregou. – Finn, vem comigo.
Os dois saíram andando corredor a dentro, enquanto o droid redondo conectava-se aos computadores para analisar as informações que ali passavam.
— Finn, desça até o hangar e vá acendendo as luzes, vou acordar o pessoal.
— Ok, Poe.
Então, o comandante saiu correndo pelo corredor, abrindo as portas dos quartos calmamente e chamando um por um, pedindo que se dirigissem ao hangar.
— Poe, o que está havendo? – disse Leia, saindo de seu quarto. – Que algazarra é essa?!
— General, os radares apontaram a presença de uma nave em nosso espaço aéreo, e esta se recusou a se comunicar. Não estou com um bom pressentimento quanto a isso.
— Céus. – suspirou a general. – Tudo bem, precaução nunca é demais.
— Obrigado, general.
Aos poucos, todos os soldados da Resistência foram saindo de seus quartos, ainda sonolentos, e dirigindo-se ao hangar, sendo instruídos por Finn, e mais tarde por Poe, a pegarem suas armas e prepararem-se. Alguns homens tinham ido para a sala de comando, ficando junto com BB-8.
— Preciso que dois de vocês vão pros canhões externos. Assim que ela aparecer em vista, qualquer coisa, a abatemos. – assim que se pronunciou, um homem e uma mulher estenderam suas mãos e seguiram para os canhões. – Peguem suas lanternas, e vamos.
Com todos prontos, o portão do hangar se abriu, dando passagem para a imensidão negra que se encontrava o planeta.
Ouviu passos apressados e uma onda de desespero vinda dos corredores. Abriu seus olhos lentamente, tentando se orientar na escuridão do quarto. Sentou-se na cama, espreguiçando-se e coçando os olhos. Se perguntava o que estava acontecendo.
Sentiu uma onda de energia passar pelo seu peito, abalando-a, e em seguida, uma explosão.
Calçou seus sapatos, e saiu correndo em direção ao exterior da base.
— Comandante, acertamos o alvo.
— Entendido. Vamos iniciar os procedimentos terrestres.
Fazendo sinal, começou a guiar a todos em direção à mata, em busca da nave abatida. O amanhecer já dava seus primeiros sinais, transformando a escuridão do céu em um roxo suave.
Passos apressados vinham de dentro do hangar em direção à mata, junto com um som esbaforido de quem não conseguia puxar o ar para dentro de seus pulmões. Cruzou a pequena multidão, esbarrando em Poe, e entrando no enorme mar de árvores.
— Rey!! – gritaram Poe e Finn, este último iniciando seus passos em direção a ela.
— Esperem, meninos. – disse a general, segurando Finn pelo braço e fazendo sinal para Poe. – Ela sentiu algo.
— Mas ela está sozinha! E sem lanterna! – Finn estava inconformado e irado.
— Confie nela. Ela sempre sabe o que faz.
Correndo por entre as árvores, não conseguia enxergar um metro que fosse à sua frente. Estava com os braços acima do rosto, evitando que galhos trombassem em seus olhos. Como guia, tinha apenas aquela sensação apavorante, mas incrivelmente boa, em seu peito, gritando, implorando para que se aproximasse da energia intensa que havia ali. Seus pensamentos não passavam de meros sussurros para que se lembrasse de não cair, tomando cuidado com aonde pisava.
Parou para recuperar o fôlego. Tudo ao seu redor era escuro, e só conseguia distinguir as árvores umas das outras graças a pouca luz que vinha do céu. Com a parada, seu corpo se acalmou, fazendo o frenesi dar lugar ao medo ao ouvir os galhos batendo uns nos outros, em meio ao farfalhar das folhas causado pelo vento.
Cruzou seus braços ao redor de si mesma, tentando se aquecer. O frio da madrugada, quase início de manhã, ainda estava ali. O pulso que antes a guiava parecia fraco e sem vida, e começou a entrar em pânico ao perceber que não o sentia mais. Começou a olhar para os lados, buscando uma orientação, um sinal para onde ir, mas nada parecia claro o suficiente para sua mente.
— Não, não...
Deu alguns passos para sua direita, mas parou, voltando para a esquerda e se perguntando se era aquele o melhor caminho.
Seus olhos se encheram de lágrimas conforme a confusão dentro de si aumentava.
— Por favor, não me faça perdê-lo... – suplicava em pensamento para qualquer divindade que a pudesse ouvir, ou até mesmo para a Força. — ...Eu preciso achá-lo, por favor...
Ninguém parecia escutá-la. Estava sozinha.
Fechou os olhos e tentou encontrá-lo em meio àquele bosque sinistro.
— Por favor, por favor...
Por mais que tentasse buscá-lo com a mente, seu peito estava caótico demais para que conseguisse se concentrar.
Mas, como uma luz em seu caminho, um barulho ecoou entre as árvores. Algo havia caído ao chão.
Parou seus pensamentos por um segundo, analisando de onde vinha o som.
Seguiu correndo para sua esquerda.
Novamente pôde sentir a adrenalina voltando a correr em seu sangue. Seu coração batia furiosamente ansioso no peito, e as lágrimas de seus olhos cessaram por instantes, até que pôde perceber algo diferente em uma das árvores, graças aos pequenos raios iniciais do dia, que mandavam a escuridão para longe aos poucos: havia uma nave presa em meio à sua copa, arranhada, soltando uma fumaça acinzentada, porém pouco densa.
Aproximou-se lentamente, podendo ouvir, mesmo que quase como sussurros, alguns gemidos de dor. Arrepiou-se conforme chegava mais perto, e não pôde conter as lágrimas quando, passando por uma das árvores, encontrou aquela figura negra jogada no chão, ofegante, segurando-se para não gritar de dor.
Foi até sua direção, vagarosamente, tentando inutilmente segurar suas lágrimas, ajoelhando ao seu lado, e tocando seu braço com sutileza.
Ele se afastou, por reflexo, ao sentir o toque. Então, olhou para a direção do mesmo.
Aquele rosto, mesmo na escuridão da mata, era inconfundível.
Sentou-se para olhá-lo de perto.
— Rey... – aquele nome em sua boca soou como um mero sussurro, mas seu coração gritava emocionado dentro de seu peito.
— Ben... – não conseguiu mais conter as lagrimas, entregando-se à elas.
Vendo-a chorar, não resistiu e começou a chorar também, envolvendo-a em seus braços num longo e apaixonado abraço.
— Você veio...
— Eu vim...
— Eu... Eu...
— Não diga nada...
Por longos minutos, ficaram ali, unidos por um sentimento muito maior do que saudade ou carinho: um amor tão forte que seria capaz que destruir ou suportar planetas inteiros em seus ombros caso se materializasse. Era algo além de seus corações. Era algo metafísico, além da compreensão de qualquer mente humana.
— Você está ferido...? – indagou, desvencilhando-se daqueles braços fortes e quentes, deixando que seus olhos fossem de encontro aos dele.
— Foi só uma queda.
— E essa mão enfaixada? – abaixou seu olhar.
— Ossos do ofício.
— O que você fez? – voltou seu olhar para o dele.
— Eles não podem mais me rastrear, e nem a mais ninguém. – deixou que ela visse suas memórias. Os equipamentos quebrados, as mortes, Hux.
Ela o olhava horrorizada.
Como podia estar tão iluminado por dentro, mas ter seguido os impulsos de suas trevas?
— Eu voltei para a luz. Para a sua luz. – ergueu sua mão, tocando naquela pele macia e molhada. – E essa é a única luz que me importa. – apreciou o brilho daqueles olhos inocentes por um segundo. – Tudo por qual lutei durante anos não me serve de nada sem o seu brilho, seu calor. Então eu voltei.
Deixou que seus rostos se encontrassem, tocando suas testas. Fecharam os olhos, e deram-se as mãos. Poderiam ficar horas ali, se possível, vivendo e revivendo esse momento incompreensível para mentes que não as dele.
Mas havia um mundo lá fora.
— Precisamos ir. – sussurrou. – Eles estão esperando.
— Eles quem...? – sussurrou de volta.
— Meus amigos. – ele torceu o nariz, afastando seu rosto e olhando para o lado. – Você está numa base rebelde, caso tenha se esquecido.
— Acho que eles não vão querer me ver.
— Eles não são feito a Primeira Ordem. – retrucou. – Não vão te jogar em uma cela e esquecer da sua existência. – ele parecia uma criança mimada recebendo ordens. – Entretanto, não vão exatamente te abraçar e festejar sua chegada. E isso é compreensível. – pôs a mão em seu rosto, virando-o para o seu. – Mas tem alguém que vai.
Olharam-se com cumplicidade.
Ela levantou, estendendo-lhe a mão.
— Eu vou lá ver o que aconteceu, já passou muito tempo!! – Finn gritava, sendo segurado por Poe.
— Pelos deuses, Finn, pare. Se algo de ruim tivesse acontecido já teríamos ouvido.
Todos olhavam a cena sem ter muita ideia do que fazer. Estavam parados a cerca de quarenta minutos, pois ninguém ousava questionar a General, e suas ordens foram bem claras sobre não avançar.
— Eu sinto algo... – Leia murmurou.
Todos passaram a ficar alerta, e em silêncio. Leia deu alguns passos à frente, posicionando-se ao lado do comandante Dameron, que segurava Finn ao seu outro lado. Em questão de segundos, Rey surgiu de meio das enormes árvores, sendo os primeiros raios de sol da manhã a lhe recepcionarem de volta.
— Rey!! – gritaram Finn e Poe.
— Shiu! – a general repreendeu-os.
Todos olhavam para ela com um sorriso enorme no rosto, felizes por ela estar de volta sã e salva, menos Leia. Esta olhava fundo em seu olhar, apesar de distante, pressentindo algo, principalmente ao vê-la com uma das mãos para trás. Rey também a olhava, tentando segurar seu sentimentos para si. Esperou que todos se pusessem em silêncio novamente, e então puxou sua mão.
De dentro da escuridão da floresta, surgiu, como era considerado, o próprio demônio em si. Com um capuz sobre sua cabeça impedindo o sol de detalhar sua face, pôde ver quando todos sacaram suas armas, colocando-as em posição de ataque, mesmo que em seus olhares houvesse surpresa e medo.
Finn olhava perplexo para Rey, que por sua vez olhava para Poe, que olhava para sua querida General, que sentia aquele olhar carregado de culpa e arrependimento evitando-a.
Deu um passo a frente, tornando seu olhar para Rey, que voltou sua cabeça para trás.
— Vamos...? – sussurrou.
Ele assentiu com a cabeça.
Assim, a Jedi começou sua caminhada, levando pelo braço não Kylo Ren, não um Sith, não qualquer outra coisa além de Ben Solo. Quando sentiu que ele caminhava com as próprias pernas, soltou sua mão e parou aonde estava, observando.
Sendo cada passo mais pesado e demorado que o anterior, ele seguia olhando para o chão, sentindo Leia vindo em sua direção. Poucos metros próximos a ela, parou, atrevendo-se a erguer seus olhos aos dela. Havia neles um brilho intenso e maternal, de quem esperava e implorava a muito tempo por aquele momento.
Lançou-se ao chão, deixando o peso de seu peito tomar conta de si. Leia não hesitou em correr em sua direção e ajoelhar-se à sua frente. Pôs suas mãos em seus ombros, confortando-o e erguendo-o, permitindo que seus rostos se confrontassem após muitos anos. Via as lágrimas descendo sorrateiramente por sua pele pálida sob o capuz.
Gentilmente, afastou o tecido que cobria sua cabeça com as mãos, iluminando sua face. Estava machucado, ferido, cheio de hematomas, com os olhos vermelhos, mas os mesmos lábios e mesmo pesar no olhar de quando era criança, quando corria até seu quarto chorando por ter tido um pesadelo.
Pôs a mão em sua pele, sentindo sua frieza.
E em um ato de completa vulnerabilidade, Ben Solo despencou no colo de sua mãe, pondo-se a soluçar.
Pôs as mãos sobre o cabelo de seu filho, acariciando-o. Sentia-o encolher-se perante ela, exatamente como fazia quando ela o pegava no colo, sentava na cama, e começava a cantar para ele, para afastar seus medos.
Olhou para os céus, vendo o sol nascer, matando qualquer treva que ainda restasse da noite, dando lugar a um dia claro e quente.
— Nosso menino voltou, Han! – gritou, debulhando-se em lágrimas. – Ele voltou para casa!
O pobre garoto começou a gritar ao ouvir o nome do pai. Foi confortado pela mãe, que o puxou para si, abraçando-o, acolhendo-o em seu peito.
— Eu estou aqui, meu menino... – dizia, baixinho, enquanto ele gritava, exprimindo sua dor. – Eu sempre estive... E ele também está...
Todos olhavam a cena confusos, mas com enorme emoção. Rey, especialmente, chorava copiosamente, sendo aquela cena uma das coisas que mais ansiava em relação a Ben Solo.
Sentiu algo, e olhou para seu lado.
Pai e filho observavam a cena, com um enorme sorriso no rosto. Não pôde evitar chorar mais ainda quando os viu.
— Rey... – disse Luke, ao vê-la. — ... Você estava certa.
— Eu te disse que estava. – Anakin deu um cutucão no filho, gozando com ele.
Os três riram, e ficaram lado a lado, observando e respeitando juntos o precioso acontecimento a frente de seus olhos: Mãe e filho, juntos, reatando o mais sagrado dos laços.
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