Notas iniciais
Mais de SansXToriel para vocês. ♥

E lá estava eu, observando a aula pela janela discretamente. Parecia que Frisk tinha alguns bons amigos. Foi interessante ver monstros na sala também. Aquilo me deu um bom pressentimento. O sinal para o intervalo tocou e rapidamente me direcionei ao pátio. Fiquei observando-o comer a torta que Tori fez enquanto se sentava tranquilo em baixo de uma árvore. Quando pensei que estava tudo bem, eu ouvi... E então voltei a observar.

— Hey! Garoto-monstro...! Você mesmo...!

Um nó se fez em minha garganta. Aquele garoto que parecia um tipo de lider que estava cercado de outros quatro. Frisk se levantou tranquilamente deixando metade do pedaço ainda por comer sobre o banco de tijolos, estranhamente estava tranquilo e sorridente como sempre.

— Você acha mesmo que isso é natural? Monstros e Humanos? Logo logo vai aparecer uma pessoa com um rabo peludo e bico de pato! E vai ser tudo culpa sua!

Ele então se direcionou com violência ao garoto. Porém quando eu estava prestes a joga-lo para longe dalí, Frisk desviou e correu. E todos os outros foram atrás. Eu os segui, mas Frisk corria e corria. Até que um deles o alcançou pela camiseta, puxando-a e fazendo o garoto cair sentado.

— Pff... Não pense que... Vai se livrar dessa vez.

Sans: — Hehe... Acho que alguém está a fim de se dar mal.

Frisk: — S-sans...!

Acho que a imagem de ter um esqueleto com um olho azul e crânios demoníacos pairando sobre suas cabeças por trás da escola não foi muito amigável. Segundos depois nenhum daqueles moleques estava ali. Estendi a mão a Frisk e o ajudei a levantar. Ele me abraçou forte.

Frisk: — Eu não queria preocupar a mamãe e nem ninguém... Ela está tão feliz agora... Estão todos tão felizes...!

Sans: — Hey hey... Calma, você sabe que pode contar com o seu velho Sans não é? E duvido que aqueles moleques ainda tenham coragem de mexerem com você depois de me verem. Haha! Olha pra mim... Promete que se tiver algum outro problema você vai me contar?

Frisk: — Sim... Obrigada Sans... Eu amo você.

Sans: — Também te amo camaradinha. Hehe.

Obviamente, tive que avisar Tori. Ela realmente ficou preocupada. Mas a tranquilizei depois que disse que resolvi o problema, apesar de que ela provavelmente vai receber ligações de pais irritados por causa dos filhos que não conseguirão dormir. De volta para casa estávamos apenas nós dois, pois Papyrus estava procurando emprego já que ser o chefe da guarda real já não tinha nenhuma serventia. Mas ele ainda dizia estar orgulhoso do título, entretanto tínhamos que ajudar Tori com as despesas. Eu fazia alguns bicos, às vezes, como vendedor de cachorro quente para show do Mettaton no subterrâneo durante a noite. Então passamos a tarde jogando videogames até que Tori chegou, eu mal a vi e ela já estava a agarrar o menino nos braços.

Toriel: — Oh querido... Perdoe-me... Eu...

Eu a encarei com urgência, pois sabia que Frisk não iria querer que ela soubesse de tudo o que aconteceu. A surpresa nos olhos de Tori me fez entender que ela captou o recado. Mas ela disfarçou brilhantemente.

Toriel: — Eu... Eu... Estava ansiosa para... Te... Falar... Sabe! Suas notas estão tão boas que já pode entrar de férias! Tá bem? Eu resolvo tudo o resto da semana! =^-^=’

Frisk desconfiou, mas aceitou o que ela disse, apesar de ter passado por tudo aquilo ele ainda era uma criança. Papyrus chegou logo depois, exausto e logo foi deitar, Tori colocou Frisk na cama e veio logo em seguida.

Toriel: — S-Sans...!

Depois que todos estavam dormindo ela se ajoelhou e me abraçou forte, e pôs-se a chorar. Eu não sabia como reagir, só sabia que a minha alma doía por vê-la daquela forma. Então eu a abracei tentando entender o que estava acontecendo.

Toriel: — E-eu... Sou uma mãe horrível...! Eu deveria ter percebido o que estava acontecendo com ele! Obrigada Sans... Você seria um pai melhor para ele do que eu sou mãe... Se não fosse por ti ele podia ter se machucado muito...

Sans: — Tori, Tori! ... Calma... Não foi culpa sua... Afinal os humanos são meio imprevisíveis não é? Principalmente nós sabemos disso... E ele prometeu que vai me falar se precisar de algo. Não se preocupe...

Segurei as suas mãos com cuidado e a ajudei a levantar, mas enquanto isso ela acabou por tropeçar em uma das minhas sandálias, o que a fez tropeçar e cair. Pude ouvir o som do meu crânio batendo sobre o chão. Mas logo em seguida abri os olhos assustado, ela estava sobre mim, o rosto tão perto do meu, a respiração dela era tão quente, o pelo macio como pluma... Curiosamente ela me olhava com a mesma surpresa que eu, e que fofa, estava totalmente vermelha.

Sans: — M-me desculpe Tori... E-Eu...

Toriel: — Oh não, não... Eu que sou desastrada... Venha deixe eu te ajudar a levantar.

Sans: — Acontece que... Minha perna foi parar do outro lado da sala. Acho que pelo menos assim consegui perder uns quilinhos.

Toriel: — Céus! Sans me perdoe! T-T

Ela me ajudou a encaixar os ossos novamente e eu me levantei, ainda estávamos ambos envergonhados. Ela então se dirigiu ao quarto e foi deitar. Aproveitei para tomar um banho antes de fazer mais um bico no subterrâneo. Enquanto eu estava na banheira, aquela cena se passava várias a várias vezes em minha cabeça, até que percebi que a banheira estava seca, pois minhas chamas fizeram tudo evaporar.

Notas finais
Uuuuhhh momento quase-lá! *uuu* Amanhã tem mais!