Fear Garden
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Então... eu sei que disse que ia ter só três caps... mas eu não consegui terminar só com isso XD'
Desculpe T-T
Acaba no proximo ^^"
Enfim, boa leitura =D
Fear Garden
Rin podia ser pequena, mas realmente tinha muita força. Não deixava de puxar a faca de Neru nem por um milésimo de segundo, sem nunca diminuir a força. Para Neru, parecia ridículo o fato de uma garota tão pequena ter mais força que ela. Estava se irritando com isso. Aquela menina devia tomar algum remédio mais forte, isso sim, um que a deixasse mais lesada.
“Que ela fique com a faca!” pensou Neru, largando a faca o mais rápido que pode e correndo em direção a saída. Trancou a porta, respirando apressadamente, sem entender bem o que havia acontecido. Reparou que havia esquecido a mochila no quarto, mas não deu muita importância a isso.
“Afinal... de onde veio aquela força?!” perguntou-se a enfermeira, encarando a porta. Logo depois reparou que não podia deixar Rin sozinha naquele quarto com uma faca. Ela podia cortar a própria mão ou quem sabe o que mais.
Estava pensando no que fazer. Pedir ajuda a alguma enfermeira não poderia ser, elas nunca se aproximariam. Um médico sim a ajudaria, mas perderia o emprego logo depois. Poderia chamar Gakupo... mas ele também iria lhe tirar o emprego. Bem, era melhor perder o emprego do que ficar com a consciência pesada o resto da vida por ter deixado aquela menina morrer ou perder a vida.
Antes que pudesse decidir, a porta foi se abrindo, revelando uma Rin com um sorriso divertido no rosto e uma faca em mãos. Neru se afastou, surpresa, observando tudo incrédula. Saiu do transe quase que imediatamente e tentou correr, mas Rin jogou a faca em suas costas, fazendo que caísse no chão e soltasse um grito alto. Tentou se levantar, mas era impossível. Rin arrancou a faca de suas costas e se agachou a sua frente.
“Você esqueceu a chave reserva na mochila.” Disse Rin, sorrindo mais largamente. Neru fechou os olhos ao ver a faca ir em direção a sua cabeça.
O grito de Neru havia ido longe, assustado a alguns médicos e enfermeiras de plantão. Os que não reconheceram a voz da loira (a grande maioria) não se preocuparam muito, afinal, alguns dos pacientes gritavam às vezes, durante a noite. Por isso, apenas alguns haviam ido ver o que aconteceu. Se dividiram em dois grupos, para achar mais rápido ao lugar de onde havia vindo o grito.
Em um dos grupos, ia Kaito Shion, um estagiário que gostava de fazer horas extras para ficar mais perto da medica que estava apaixonado, Meiko, outra das pessoas em seu grupo. A outra era uma jovem secretaria de cabelos brancos e olhos vermelhos, que dizia não ver a hora de mudar de emprego, já que tinha medo de trabalhar ali, mas, mesmo com medo, não conseguia simplesmente ignorar o grito que ouvira, Haku Yowane.
Quando chegaram ao terceiro andar do prédio, que no total tinha quatro, e que era o andar de Rin, Kaito e Meiko decidiram subir para o quarto. O motivo era que naquele andar não haviam pacientes violentos... apenas Rin, mas ela costumava dormir profundamente. É claro que eles não viram nada porque as luzes estava apagadas, ou teriam a pavorosa visão de Neru caída no chão, morta, e sem uma das mãos.
Haku andava mais devagar que os outros dois médicos, um pouco assustada. E simplesmente se paralisou ao sentir aquele cheiro metálico, de sangue. Os outros dois pareciam não ter notado e já subiam as escadas, mas ela percebeu perfeitamente. Virou-se devagar, observando o corredor escuro, se perguntando mentalmente quem havia apagado a luz. Continuou encarando a escuridão, tendo a impressão de ter visto algo se mover.
“T-tem alguém ai?” perguntou, receosa, recebendo como resposta o barulho de passos apressados. Se virou para a escada. “Shion-kun, Meiko-san!” gritou, antes de ser jogada da escada.
Rolou pelos degraus até o segundo andar. Virou-se para a escada, vendo uma menina com a roupa de paciente manchada de sangue. O sangue em si já seria assustador, mas ela tinha uma visão bem pior, agora. Aquela menina, a pequena loira, carregava em uma das mãos uma faca e na outra... uma mão...
“AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!” Kaito e Meiko se viraram, deixando de observar o quarto andar.
“Isso... foi a voz da Haku?” perguntou Meiko, com os olhos arregalados. Kaito assentiu e sem trocarem mais nem uma palavra desceram as escadas.
Kaito correu em direção ao interruptor, enquanto Meiko ficava perto das escadas, olhando para todos os lados, atônita. As luzes do corredor se acenderam, permitindo que os dois vissem o corpo de Neru caído, no final do corredor. O grito da médica ficou entalado na garganta, enquanto o de cabelos azuis apenas conseguia segurar a vontade de vomitar.
“Haku!” gritou Meiko, virando-se para descer as escadas e procurar pela secretaria. No fim da escada, viu Haku, jogada no chão de qualquer maneira, com um das mãos faltando... segurou o grito outra vez e correu até ela. Surpreendentemente, Haku ainda respirava, embora não pudesse continuar muito tempo viva, graças a hemorragia.
“Kaito! Kaito, venha aqui!” gritou a morena, tentando parar o sangramento, pegando o celular para chamar alguém para ajudá-los e a policia.
Todo o prédio estava em alerta. Haviam policiais no local e tudo era analisado e vigiado. Surpreendentemente, Haku continuava viva, em estado grave e com anemia, mas, por enquanto, viva. Já havia sido descoberto quem era o culpado pela morte de Neru e o estado de Haku, Kagamine Rin. Os policiais ficaram surpresos ao descobrir que uma menina tão pequena havia conseguido causar tanto estrago.
Tentaram seguir o rastro de sangue, mas ele acabava em uma parte do jardim do hospício, onde as duas mãos arrancadas escavam “plantadas”. Agora, precisavam localizar e prender Rin o mais rápido possível, afinal, qualquer um que andasse pelas ruas estaria morrendo um sério risco.
O doutor Gakupo estava em sua sala, apavorado com os últimos acontecimentos e sentindo-se culpado pelo que aconteceu com Neru. Se fosse junto com ela nada disso teria acontecido. Porem, nesse momento, estava mais preocupado em avisar a Len sobre a fuga de Rin. Aquela menina só falava de duas coisas: Jardins de Mãos e Len Kagamine, seu irmão gêmeo. Ele podia ser a próxima vitima de Rin, precisava avisá-lo para que ao menos ele tomasse cuidado.
Os policiais foram até a casa dos Kagamine, avisar sobre a situação, procurar Rin pelos arredores e perguntar aos familiares se tinham alguma ideia de onde ela poderia ter ido. Ninguém nem mesmo imaginava onde ela poderia estar. Nem sabiam se depois de dois anos no hospício ela ainda lembrava como chegar aos lugares que freqüentava.
Len ficou muito preocupado com a irmã, e também com as antigas amigas dela, Miku e Luka, por isso, enquanto telefonava para todas as pessoas que Rin falava antes, mandando-as ter cuidado e avisar caso a vissem, corria pelas ruas da cidade, mesmo que de madrugada, procurando-a.
Obviamente, aquela não era a coisa mais inteligente a se fazer, na verdade, era a última que devia ser feita. Havia fugido de casa para procurá-la, se distanciado quando ninguém estava prestando atenção nele. Agora a apenas corria, já havia ligado para todos que achava necessário.
O celular tocou e Len o atendeu, sem diminuir o passo. Reconheceu, surpreso, a voz de Teto do outro lado da linha.
“Len, o que está fazendo na rua uma hora dessas?!” perguntou a garota, parecendo nervosa. O loiro estranhou.
“Como sabe?” perguntou, diminuindo um pouco a velocidade.
“Você passou na frente da minha casa! Agora me responda!!” Teto parecia ainda mais nervosa. E preocupada.
“Estou procurando uma pessoa.” Foi tudo o que Len contestou.
“Eu vou com você.” Falou a ruiva, decidida.
“O que?! Nem pensar!” desligou o celular, para não dar chances de ser convencido pela garota. Ia retomar a velocidade inicial, quando uma pessoa apareceu em sua frente, pulando o muro de uma casa. “RIN!” gritou, meio assustado, meio aliviado.
“Com quem estava falando?” perguntou a garota, andando em direção a Len, devagar.
“Uma amiga.” Respondeu o loiro, dando uns passos pra trás. Somente agora percebeu a grande besteira que estava fazendo.
“A mesma que causou seu atraso?” se aproximou mais, Len não sabia se devia ou não correr.
“Sim, ela mesma.” Respondeu o garoto, parando de se mover, encarando Rin, incerto. Não entendia mais a si mesmo, afinal... o que se supões que tinha na cabeça quando decidiu sair correndo pra procurar Rin? E como só havia sido capaz de perceber sua grande idiotisse quando a viu?
“Hmmmmmm...” Rin deixou um sorriso maldoso aparecer. “Quero conhecê-la.”
“Rin...” pensou um pouco. “Já está tarde, porque não vamos pra casa e amanhã eu te apresento?” a loira arregalou os olhos e depois sentiu-os umedecer.
“Até você... quer que eu volte a ficar presa?” indagou, com a voz falha. “Eu... pensei que você... gostava de mim...”
Len esqueceu completamente de quem Rin era agora. Era sua irmã querida, que gostava tanto, apesar de tudo. Antes de Rin enlouquecer, o que sentia por ela... era além da fraternidade e sabia disso. Mas sabia que com aquela garota tão popular e extrovertida que ela era, nunca seria nada mais que irmão.
Avançou um pouco e a abraçou, apagando da mente os pensamentos de poucos segundos atrás, que mandavam ele fugir dali antes que sua vida fosse ameaçada. Mas mesmo assim... precisava levar Rin pra casa, para o próprio bem dela.
“Len...” sussurrou a garota, retribuindo ao abraço, largando a faca, deixando temporariamente jardins de mãos, o desejo de ter a mão de Gakupo, o ciúme da amiga de Len e o fato de ter policiais atrás de si.
“Vamos... pra casa?” perguntou Len, outra vez. Os dois se separaram e Rin o fitou, indecisa.
“LEN!” ouviram um grito preocupado vindo de uma esquina. Len virou-se e Rin estreitou os olhos. Uma garota de cabelos vermelhos, presos em marias-chiquinhas e respiração ofegante surgiu na rua.
“Teto!” exclamou Len, surpreso. “Eu disse pra você não vir!”
“Mas eu estava preo-” a garota parou de falar assim que pousou os olhos em Rin. Empalideceu engoliu seco.
Rin empurrou levemente Len e pegou a faca do chão, sem o sorriso que tinha nos lábios quando esfaqueou Neru, dessa vez, estava furiosa.
“Não acho que uma pessoa desprezível como você mereça fazer parte do meu jardim.” Começou a andar na direção de Teto, que recuava lentamente, com os olhos arregalados. “Mas vou te dar essa honra.”
E finalmente Teto pôs-se a correr, olhando pra trás pra ter certeza que aquela menina não estava indo pra cima de seu amigo. Mas Rin não estava. Rin estava correndo atrás dela, com os olhos cheios de raiva e a faca bem segura em uma das mãos.
Continua...
Notas finais
E o único dia que tive pra ficar de bobeira, a companhia de luz me deixou sem eletricidade das 15:00 até as 22:00 #omg
Peço desculpas por não ter postado no dia que prometi
Espero que tenham gostado
E... desculpe por não acabar a fic no terceiro cap. como havia dito que faria XD'
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