Faça seu Desejo
1 Capítulo 3
Não os segui, fiquei encarando o nada. Mais logo fui tirada do meu transe por uma voz familiar. Me virei para trás e vi ele. Aquele garoto que me tirou do meio da multidão.
- Oi – quando virei nossos olhos azuis se encontraram.
Eu falei uma coisa muito educada e inteligente do tipo.
- Ha.
- Você está bem?
- Aram.
Fiquei paralisada, ele era mais lindo de quando eu tinha olhado a primeira vez. Vestia uma regata branca e uma calça jeans.
- Eu ainda não te agradeci daquele dia.
- Imagina – ele pegou meu braço sem me machucar – vem vamos sair desse tumulto – e meu puxou para perto do banheiro.
- Desculpe não me apresentar. Prazer meu nome é Vitor.
- Prazer meu nome é... — não eu não iria falar o meu nome apenas apelido – Malu.
Silêncio.
- Está bem movimentado, acho que é porque é o ultimo fim de semana das férias.
- Você não é daqui né? – parabéns, com tanta perguntas você vem logo perguntando sobre o seu sotaque.
- Não na verdade eu nasci aqui e Porto Alegre mais eu estava morando nos Estados Unidos. Porque percebeu meu sotaque?
- É, você é maior de idade né, eu vi você estava com uma moto.
- Não, tenho 17 mais lá é permitido dirigir com 16. Você também deve ter essa idade, estuda aonde?
Perguntas bestas rolavam. Ele me contou que iria estudar na mesma escola que eu e iriamos ser colegas.
- Malu. – o Leo me chamou lá de dentro vindo à minha direção.
- Oi Leo, esse aqui é o Vitor ele vai ser nosso colega.
- Bem eu vou indo, vai rolar uma festa hoje de noite espero que você vá.
Eu não disse mais nada só o vi desaparecer na multidão.
- Cadê a Mari?
- Ela já está vindo, só foi lavar o rosto.
- Vocês conversaram?
- Sim
- E o que aconteceu?
- Malu, não se desespera mais rolou um beijo, mais fingi que nada aconteceu.
- Aleluia – eu dei uma espécie de grito de vitória.
- Ela ficou um pimentão depois dele, então pediu licença e foi no banheiro. Ela tem que ir embora o pai dela está esperando no estacionamento.
- Espera um pouco vou lá ver como ela está.
Sai correndo em direção ao banheiro quando entrei vi a Mari ajeitando o batom na frente do espelho, quando me viu deu um sorriso de orelha a orelha e me abraçou.
- Eu nem acredito.
- Vocês voltaram?
- Não, mais eu quero esperar mais um pouco.
- Pena que você tem que ir embora.
- É
- Para de se arrumar e vem logo.
Ela botou o batom na bolsa ligeiro enquanto eu a puxava.
- Eu vou ter que ir tá?
Ela me abraçou e deu um beijo na minha bochecha, e no Leo bem praticamente um “Celinho”.
- Vem Leo para com essa cara de bocó e vamos almoçar.
- Eu estou com cara de bobo?
- Não, só de apaixonado mesmo.
Depois que fomos almoçar contei mais detalhes sobre o Vitor. Quando já eram umas 07h30min resolvemos ir para minha casa assistir o filme que ele tinha me dado. Coitado do Leo estava cheio de coisas que eu fiz ele comprar e coisas que eu comprei.
Cheguei em casa e já botei o filme, começamos assistir, quando já eram 8:30 ele disse que era para min me arrumar que nós iriamos na festa que o Vitor tinha falado. Eu comecei a pular de alegria.
- Vem me ajudar a escolher a roupa.
Escolhi uma saia rosa e uma blusa preta.
- Não — o Leo disse com a maior cara de pau!
- Leo já é a 10° roupa que eu experimento hoje.
- Bota um vestido, fica mais bonito vestido do que saia.
- Você é um gay sabia!
Coloquei um vestido preto de saia rodada que eu amava e um salto preto também.
Quando sai o Leo fez apenas um “Ok” e disse que era para min passar a tal da “maquiagem” logo.
Saímos de casa e o Leo me levou para uma casa onde se dava para escutar o som lá de fora.
- Espera! – eu disse parando perto da calçada – tem certeza que essa é a “balada”?
- Querida eu conheço quase todos os lugres que rolam festa, você acha que eu não ouvi falar dessa?
- Mas e se não for? – protestei.
- Simples a gente procura, as outras 100 que faltam.
- 100?
- É agora deixa de drama e vamos entrar.
Estávamos entrando quando um homem parou a gente na porta.
- Vocês têm convites?
- Não, mais somos amigos do Vitor.
- Como é o nome de vocês?
- Malu e Leo.
- Ah claro, sejam bem vindos, é subindo as escadas.
Quando subimos vimos um salão enorme. Havia tanta gente lá dentro dançando que não dava nem para ver o chão. Mais logo vi o Vitor, que quando me notou veio em nossa direção.
- Oi – ele disse.
- Oi Vitor — eu disse meia envergonhada.
- E ai Vitor.
- Vocês querem beber alguma coisa?
- Eu vou ali pegar um guaraná. Quer alguma coisa Malu?
- Ha um agua por favor.
O Leo saiu andando em direção a mesa me deixando sozinha com ele.
- Você que fez essa festa?
- Não, foi meu irmão, ele veio também dos Estados Unidos e queria comemorar um pouco.
Olhei pros lados tentando reconhecer alguém.
- Você quer dançar? – ele disse já me puxando para a pista.
- Não, eu não sei dançar.
- Vem eu te ensino.
Bem na verdade eu sabia dançar, mais não era em casa e nem com meus amigos era com ele, era com o Vitor.
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