Faça-me, Quero Ser Tua.
30 Toque-me.
Notas iniciais
Assim que estacionamos frente à casa de Carlos Daniel, pude sentir o efeito de uma mínima dose de licor. Oh Meu Deus. Eu estava tonta, e o simples fato de vê-lo dava-me ânsias de rir. Deus... Pra que tão lindo?
Ele envolveu seus braços em minha cintura, erguendo-me com um sorriso no rosto. Não pude deixar de rir, e envolvi também meus braços a ele, junto com minhas pernas, que parecera o pegar desprevenido quando enlaçaram seu quadril. Ele mordiscou meu pescoço, e eu não recuei, rindo de seu ato, esfregando minhas mãos contra seus cabelos. Ele sorria contra minha pele, e entre meus risos quase sem controle, gemi quando ele largou-me ao chão roçando meu corpo ao seu. Fiquei ali, paralisada em sua frente, mirando em seus olhos, e sem me controlar, cai no riso, apoiando-me a ele.
Vi quando de algum lugar mágico ele tirou as chaves da casa e abriu a porta principal. Gritei entre uma gargalhada quando mais uma vez senti ele me erguer, e rapidamente me firmei a ele como uma trepadeira.
Minha visão estava um tanto turva, e o riso não podia ser controlado em minha garganta. O que se passa? Suas mãos ávidas me tocando, puxando-me para mais perto, buscando o que agora eu também desejava.
–Ai... Carlos Daniel! –murmurei entre o riso, enquanto vi de relance que subíamos as escadas.
Suas mãos me envolviam, puxando-me cada vez mais forte, tão forte que me faziam cerrar os olhos com medo da dor. Ele mordeu meu pescoço, carregando-me pela casa, e então adentrarmos um cômodo totalmente diferente de tudo o que vi naquela casa. Era menor do que aquele que dormi, e totalmente... modernizado. A cama era ampla, com uma colcha lisa, clara... almofadas escuras... é difícil ver algo quando sua mente esta girando pelo álcool enquanto mãos perfeitas te tocam sem piedade.
Carlos Daniel levou-me até a beira da cama, e então deixou que meu corpo deslizasse pelo seu, apoiando-me a aquela pernas traiçoeiras.
–Carlos Daniel... toque-me... toque-me.
Ele não afastou suas mãos de mim, levando-as para meu corpo, abrindo os botões do jeans. Gemi em seus braços, zonza, perdida, apavorada, segurando seus ombros enquanto ele deslizava o tecido grosso pelas minhas pernas. O tecido amontoou-se em meus pés e ouvi ele rir quando correu suas mãos por minhas coxas, tocando-as de uma forma tão desconhecida, tão... suave.
–Mais... toque-me... toque-me... –implorei sentindo-o ofegar contra minha pele. Não pude deixar de rir daquela situação. Era realmente hilária! Ele me tocando, e o quarto todo girando... incrível!
Ele riu, mordendo minha pele, e senti seus dedos correrem pela minha cintura, então o som do zíper rugiu das trevas –da mesma em que o Carlos Daniel vive- e o casaco de moletom foi ao chão. Desequilibrei-me com aquele jeans amontoado em meus pés, caindo sobre a cama, rindo de Carlos Daniel parado em minha frente.
–Toque-me, mesmo que seja apenas sexo... e que você possa me machucar... toque-me... toque-me... –murmurei entre gemidos, com as lágrimas ameaçando brotar, mas em dois segundos cai no riso outra vez. Que porcaria é essa?
Ele tirou a camisa, e então ajoelhou-se, tirando meu tênis. Fiquei ali, rindo sem motivo –álcool maldito- enquanto ele me despia... Deus... que homem tão... lindo.
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O corpo pesado... Implorando para que eu não ousasse a acordar. Forcei meus olhos a se abrirem, e oh meu Deus, que dor de cabeça! Mesmo assim, os abri, piscando dolorosamente devido a luz do sol que adentrava a janela daquele cômodo onde as persianas estavam recolhidas. mas como vim... ah sim! Meu Deus... o que fiz? será que... não... ou...
Dei um salto na cama, deixando as memorias da noite passada me dominar... e então ... ele me trouxe pra cá, dizendo que queria me tocar, enquanto eu implorava para que ele prosseguisse com tudo o que desejasse. Jesus, Maria, José!
Apavorada, mirei meu corpo, e foi ai que o desespero me tomou... vestia apenas o conjunto de lingerie e uma camisa... dele! Um pequeno mas reconhecível som adentrou o quarto, e tremi por inteira puxando um dos lençóis amarrotados até minha cintura.
–Ah... Pensei que poderia te acordar! -disse-me aquele belo homem com um sorriso no rosto, carregando uma bandeja de madeira. -Bom dia...
–Bom dia. -respondi rouca, -educadamente- ainda grogue do sono.
–Como se sente? -Questionou largando a bandeja ao meu lado, sentando-se frente a mim. oh... merda.
–Como deveria me sentir? -perguntei sentindo a garganta me trair. Deus! Estou na cama dele, e não me lembro de nada além de seu sorriso e suas mãos me despindo. Ele sorriu, levando uma das mãos até meu rosto. Congelei no lugar, sem conseguir mover nenhum músculo, e então ele tocou meus lábios com a ponta dos dedos, deslizando-o para meu queixo e mais além.
–Quem sabe, dolorida e querendo mais?
Dei um salto na cama, levantando-me trêmula e quase convulsionando.
–isso quer dizer que...
–não, Paulina... -disse fazendo-me mira-lo enquanto ele se levantava e vinha até mim. Parou em minha frente tocando suas mãos aos meus braços cobertos pelo tecido frio. -não transamos. Não costumo abusar de garotas bêbadas na qual imploram para que eu as toque.
O QUE! Oh droga...
Tentei me mover, mas foi em vão, pois no mesmo instante ele me puxou em seus braços prendendo meu corpo a si. Meu deus, pra que tamanha tentação?
–Tome um banho, irei buscar roupas para ti. E coma o que te trouxe, para que possamos caminhar em algum lugar enquanto conversamos. -seus dedos desenharam o contorno de minhas bochechas, e senti aquele arrepiar que só a pele dele me causava crescer dentro de mim.
Carlos Daniel sorriu-me, percebendo o que seu toque me provocava, e se afastando, saiu de meu alcance. Ele saiu por aquela porta deixando-me mais uma vez confundida e desejosa.
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Tomei um banho rápido –no quarto de Carlos Daniel- e confesso que fiquei receosa sabendo que ele poderia me mirar com poucos passos. O banheiro era amplo, mas em uma parte do quarto, havia uma janela de vidro a qual dava visão do banheiro. O box era de um vidro salpicado, mas que poderia mostrar mais do que devia. Quase tive um surto quando ouvi a maçaneta da porta abrir, e então aquela voz pesada acalmou-me.
–Tem roupas sobre a cama para você. Não se esqueça de comer algo. –Disse-me do quarto. Pude ver, por uma lateral da janela, sua sombra caminhando por lá. –Ah, e tem um analgésico para sua dor de cabeça junto a bandeja.
–É... obrigada. –agradeci com a voz trêmula, e quando tive a certeza que ele havia saído do quarto, desliguei a ducha e envolvi minha pele em uma toalha. Sai dali, e rapidamente tratei de pegar as roupas. Era uma lingerie preta e um vestido de mesma cor. O vestido era de alças largas, um pouco acima das coxas. Vesti tudo rapidamente, e quando minha cabeça ameaçou explodir, fui até a bandeja e tomei o tal comprimido. Aos pés da cama, estava uma sapatilha. Hm. A calcei, e sentando-me na cama me dediquei ao que tinha na bandeja. Tinha um sanduiche de pão francês, torradinhas com gergelim, ricota e algumas geleias, um suco de morango, a própria fruta e uma xícara de café. Gente, não comerei nem a metade disso! Comi apenas algumas torradinhas e um pedacinho do sanduíche quando ele adentrou o quarto. Travei no mesmo instante, limpando a boca com o guardanapo.
–Como está? –perguntou-me com a voz suave, sentando-se ao meu lado.
–Um pouco confusa, mas bem. –respondi sinceramente, tomando um gole de suco.
–Confusa? Com o que? Comigo? –questionou sentando-se ao meu lado.
–Sim. Com você, comigo. Com ontem a noite.-falei sincera escondendo meu olhar dele, mirando apenas seus movimentos com o canto do olhar.
–Você me pediu para transar contigo. –Disse-me com um sorrisinho, e então senti meu rosto corar. Que Droga. –E Confesso que não foi fácil deixar-te em paz. –riu.
–Como assim? –questionei ainda sem mira-lo.Que Vergonha!
–Você pediu para que eu te tocasse... me beijou faminta, rolou nessa cama comigo de todos os lados... –disse tocando um dos lençóis, e então limpou a garganta prosseguindo. –...E então virou para o lado, rindo, e acabou adormecendo.
–Oh Deus...- Oh Merda... Oh tudo! O que eu fiz, por que o provoquei... e... ah que droga!
–Já terminou de comer?
Então eu o toquei... e pedi que continuasse, e ele... deixou-me adormecida... hm... Deus Do Céu... onde me meti? Será que com tudo isso -minhas idas e vindas de sua casa, adormecida em sua cama- está virando algo em total descontrole? Voltei a terra quando vi que ele me mirava como quem pedia uma resposta. O que perdi em minha viagem ao espaço?
–OI?
–Já terminou de comer? –perguntou-me rindo.
–Ah sim, sim... perdão. –murmurei sem conseguir pensar em nada além da noite passada.
–Venha então, vamos dar uma volta por ai.
Ele pegou minha mão, levantando-me rapidamente, e com o choque de nossas peles, imediatamente nossos olhares se buscaram. Mirando ali, sabia que aquilo que não aconteceu ontem –devido ao meu porre com uma dose de licor- aconteceria em breve. E eu queria. Mais do que nunca. E em apenas uma mirada, ele acendeu meu mundo, deixando meu coração acelerado, carregado de promessas não feitas, batendo necessitado -e descompassado- de sensações que só ele poderia me dar. Aquilo tudo, que desejei verdadeiramente apenas com ele.
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