Notas iniciais
Oi amoreees! Aqui estou! E Estou muito feliz! Duas recomendações? É Sério? Obrigada meninaaas! Adorei cada uma das palavras de vcs! Feliz por demais! Esse cap é todo de vcs! ♥ Então... desfrutem ai logo! Sei que estão ansiosas!

Com mãos trêmulas, sento-me ao seu lado e puxo minha xícara. Tomo um muito bem vindo gole de café.

—Então, Carlos Daniel... -digo em um murmúrio.. -O que você tem a dizer?

Os Dedos dele, impacientes começam a girar a xícara.

—Então se esconder era uma alternativa melhor do que sentar ao meu lado e deixar que eu me explicasse? -disse-me tão baixo que eu tive de me forçar a ouvir. Seu olhar ergueu-se até o meu e tremi inteira mais uma vez.

—Convenhamos que ir para fora da cidade, mentir pra mim, e transar por duas semanas com outra mulher enquanto eu te esperava aqui como uma trouxa, não são ações que te deram muitos créditos. -desabafei tomando um gole do café.

—Eu nunca estive com outra mulher depois que começamos com... nosso
relacionamento. Nunca.

—Pois bem. -me irritei descontando ali, apertando tão forte aquela xícara entre meus dedos que a sensação era de que o objeto explodiria. -Não foi isso que aquelas fotos mostravam.

—No seu aniversário, tudo o que lhe disse foi verdade. Absolutamente tudo. -Suspira.

Meus dedos começam a reproduzir o mesmo ato dele. Não posso negar que estou nervosa. Nervosa demais.

—Quando fui viajar, fui com o coração leve e tranquilo. Fui ver minha irmã e minha avó, resolvi algumas coisas na capital e então fui para Miami. A Samanta, a moça das fotos, quando eu e Gisele terminamos me ajudou muito. Acabamos sim transando naquela época, mas desta vez eu não podia, não conseguiria de forma alguma.

Seus olhos miram-me brevemente, sinto em seu movimento. Minha respiração parece nem existir, temendo por cada palavra dele.

—Samanta é dona de uma rede de jóias, -continua ele. -a procurei somente para agradecer o colar e os brincos do seu aniversário e também para fazer um novo pedido. Ela é uma excelente designer. Enfim... -suspira. -O ponto é que sim, ela me beijou e... foi estranho.

Meus olhos começam a marejar, mas aguento. Não posso fraquejar agora.

—Falei a ela que não podia, que estava apaixonado por uma mulher e que ela não merecia isso. Falei que não estava mais sozinho, e pela primeira vez contei a alguém que estava querendo outra pessoa, que estava amando. Não consigo mais evitar, Paulina. Meu sentimento por você já está consumado.

Meus dedos congelam ao redor da xícara. Sinto minhas costas suadas, o nervosismo me consumindo. Ele se movimenta de forma brusca e meio segundo depois estou com o corpo frente a ele. Suas mãos agarram as minhas e de forma suave ele tira a xícara de meus dedos, ocupando os seus o lugar do objeto. Nem sabia que a xícara ainda estava ali.

—Me apaixonei por você de um jeito, uma maneira tão extraordinária que quase enlouqueci com tudo isso. Estou completo e loucamente apaixonado por você, minha Paulina.

Meus olhos o encaram pacíficos enquanto meu peito se incha e pulsa freneticamente. Por fora meu corpo continua sereno, enquanto por dentro a loucura de uma guerra explode em anseios e amores.

—Te amo a tanto tempo... -consigo murmurar enquanto as lágrimas que a tanto tempo seguro, brotam desesperadas. Essas palavras que guardo desde que sua boca tocou a minha pele primeira vez, agora saem pesadas de minha boca, carregadas do puro e pesado sentimento.

—Eu também te amo a muito tempo, só não sabia que esse sentimento tão exaustante se chamava amor. Amo você Paulina, amo você.
Suas mãos possessivas soltam meus dedos e voam imediatamente para meu rosto. Seu toque me brota faíscas, minha pele se arrepia e só o que consigo fazer é dizer as verdades sobre meu amor.

—Esperei longos meses por esse dia e no momento nem acreditava mais que ele existiria. Acho que me apaixonei por você em meus sonhos.

As lágrimas que escorrem de meu rosto não são o suficiente para acalmar o temor e desejo que se misturam em meu coração. Não consigo tomar outra atitude que não seja voar nos braços dele, envolvendo-o, me aconchegando e sentindo seu cheiro.

Carlos Daniel suspira fundo quando me tem em seus braços. Ele me abraça forte, me segura ali e pela primeira vez em toda minha vida, sinto que estou no lugar que deveria estar.

—Te amo, meu amor... Te amo minha Paulina.

Afasto-me para mirar seus olhos, mas a única coisa que consigo fazer é devorar sua boca. Colo minha boca na sua pegando-o de surpresa, mas rapidamente ele me corresponde, beijando-me faminto, gemendo contra meus lábios.

Corro minhas mãos por ele, sentindo sua pele, seu toque sobre mim, seu sabor.

Arranca-me um ofegar, ergue-me em seu colo, faz-me enlaçar as pernas a sua cintura. O beijo sem pressa, sentindo, matando as saudades de minha pele de encontro a sua.

—Estou com tanta saudade sua... -murmuro beijando sua boca, correndo os lábios por seu pescoço, começando a abrir sua camisa.

Obro os olhos, afastando minha boca da sua quando ele senta ao sofá, mantendo-me em seu colo. Apoio-me melhor sobre ele, ficando sentada sobre suas pernas. Nossas miradas se encontram, nossas bocas voltam a se buscar como loucas, ansiosas.

—Você não imagina quantas noites fiquei lá embaixo, dentro do carro, esperando qualquer mensagem tua.

Seus dedos agarram a borda de minha blusa e ansiosamente ele a puxa sobre minha cabeça. Minha pele se arrepia com o frio que a toca. Não consigo conter um gemido quando suas mãos correm por minhas costas e abrem meu sutiã. A peça cai entre nós e rapidamente Carlos Daniel a atira longe.

Uma breve mirada, um contra o outro e já sabemos o que queremos. Pulo de seu colo e ele se levanta. Suas mãos começa a despir-se com velocidade e eu faço o mesmo. Ele mantêm a cueca e eu a calcinha. Seu corpo cai ao sofá e meio segundo depois estou em seu colo novamente. Gememos juntos quando meus seios tocam seu peito. Seus braços me apertam com força, sua boca mordisca a minha de forma faminta, ansiosa.

Deixando-me ofegante, ele agarra minhas coxas e me movimenta sobre seu colo, fazendo-me sentir como já me deseja, como me quer. Sua boca colada a minha, então correndo por meus seios, meu pescoço, me mordisca, me chupa. Meus dedos puxam seus cabelos, agarram seus braços, arranham suas costas.

—Carlos Daniel... -murmuro seu nome como a muito tempo não fazia enquanto ele deixa seus dedos tocarem o centro do meu desejo, acariciando, provocando minha pele. Deixando-me tonta, ele morde meu pescoço e afasta minha calcinha para o lado. Seus dedos me tocam e não consigo conter um gemido agarrando minhas unhas a suas costas.

Seus dedos entram dentro de mim, piedosos, carregados de carinho. Ele os mexe, deixando-me perdida ao seu toque, ofegante.

—Meu Deus, Paulina, o que você fez comigo? -murmura ele mordiscando minha boca, agarrando com a mão livre meu pescoço, erguendo-o e cobrindo a pele dali com beijos.

—Não sei... apenas amei você.

Seu toque trava, seus dedos saem de mim e então ele me joga sobre o sofá. Mirando-o, ele se afasta de mim procurando pela calça e então já sei o que procura. Ele não demora a encontrar a camisinha e então retorna a mim tirando a cueca, já vestindo o preservativo.

Arqueio o corpo procurando por seu toque e um gemido me escapa dos lábios no momento que ele corre as mãos por entre meus seios e para vagarosamente no elástico de minha calcinha. O Tecido desliza por minhas pernas enquanto seus olhos miram-me fixo, como quem contempla algo valioso. Talvez, o mesmo jeito que o observo.

Seu corpo cobre o meu, minhas pernas automaticamente se abrindo pra ele. Do nosso jeito, o jeito que somente ele me conhece. Nossas bocas ficam a centímetro uma da outra e acabo possuindo a sua quando ele se esfrega a mim, deixando-me ainda mais pronta e louca pra que ele faça amor comigo.
Não preciso pedir. Um movimento lento, embriagante, ele entra dentro de mim. Perco a voz, a respiração trava, o coração acelera. Meus olhos miram fixos os seus que se fecham quando ele finalmente está ali, dentro de mim.

Seus olhos se abrem encarando-me quando sem me dar conta já estou o puxando pra mim. Ele não recua. Enfia fundo lá dentro, arrancando-me os desejos mais profundos. Empurro meu quadril contra ele e arranco um gemido de seus lábios.

Ele me aperta em seus braços, me aconchega. Acaricio sua pele, tremo apenas de o sentir ali, me fazendo sua outra vez.

Meu corpo se movimenta contra ele, minhas mãos correm desesperadas por sua pele. Seu cheiro seu sabor. Impossível não querer mais. Mais de tudo.
Nos movimentamos de forma lenta mas intensa. Nossas miradas se procuram sem medo, nossos dedos vagam um pelo outro reconhecendo, reaprendendo agora de um novo jeito.

—Paulina... Você...

Não deixo que ele termine.

Meus dedos agarram com força seus cabelos enquanto o beijo com loucura, com necessidade.

Talvez seja saudade, talvez somente momento, mas não consigo evitar de querer explodir logo ao redor dele.

Assim... assim...

Tremo agarrando seus braços. Ele entra e sai de mim infinitas vezes. Lento... certeiro. Devoro sua boca, gravo na mente cada expressão sua. Uma de suas mãos segura firme minha coxa, enquanto ele empurra, empurra...

—Carlos Daniel... por favor... -suplico quando ele mordisca minha boca.

Nos mexemos juntos. Olhos nos olhos, bocas próximas respirando juntas.

—Diz que me ama... diz de novo. -Sussurra ele com os olhos fechados, os lábios trêmulos.

Uma, duas, três.. cem vezes dentro de mim, fazendo-me querer sempre estar assim.

—Te amo... te amo... -sussurro acariciando seus cabelos já úmidos de suor, suas mãos correndo de pressa e parando em meu rosto, deixando-me presa debaixo dele.

—Assim, minha Paulina, assim... minha.

Agarro-me ao seu corpo. O desejo corroendo, envenenando minha pele, meus sentidos, deixando-me tonta. Beijo sua boca, a solto respirando ofegante. Colo minha testa a sua, agarrando seus braços, descontando o que sinto ali.

—Quero que nunca esqueça que amo você, amo você Carlos Daniel... -murmuro entre gemidos e lufadas de ar.

Minhas pernas tencionam, minha boca fica seca de repente, minhas unhas cravam em sua pele. Quero assim... mais... por favor. Amor... amor... fazemos amor.

—Caia nesse paraíso comigo, venha... venha sabendo que fazemos amor, que te amo, que sou completamente teu.

Suas palavras como sempre golpeiam-me o peito como facadas, levando-me para a beira do abismo, como se minha alma observasse a distancia dali ao chão. Ele parece ler meus pensamentos.

—Agarre-se a mim, diga que me ama... e pule.

E assim é.

—Te Amo Carlos Daniel.

Minhas unhas cravadas aos seus braços, nossos pulmões sem ar sem nada importar, as bocas coladas e as lágrimas brotando. Sinto-o pulsar dentro de mim, tremer sobre meu corpo, gemer contra minha boca. Puxo seus cabelos, retribuo cada toque seu sentindo como ele realmente me possui.

Salto junto dele naquele abismo de prazer sabendo que não existirá homem nenhum após ele, pele nenhuma... amor nenhum. Nada poderá substituir o que somos.

—Me perdoe por tudo, me perdoe. Te Amo minha Paulina.

Ofegantes, aconchegamos nossos corpos um ao outro e o tempo parece parar, deixando que nada exista e que a palavra amor apenas ecoe em nossas batidas cardíacas descompassadas.

Notas finais
Então, que tal? Agora eles mataram as saudades, mas acho que isso ainda não foi resolvido... Beijooos! Comentem muito viu?